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segunda-feira, 11 de setembro de 2023

El derecho de vivir en paz - 1971 - Victor Jara

Postagem original: 08/08/2008
 

1 - El derecho de vivir en paz
V. Jara
2 - Abre la ventana
V. Jara
3 - La partida
V. Jara
4 - El niño yuntero
M . Hernández - V. Jara
5 - Vamos por ancho camino
V. Jara - C. Garrido Lecca
6 - A la molina no voy mas
folclore do Perú
7 - A Cuba
V. Jara
8 - Casitas De Barrio Alto
M. Reynolds - adaptación de V. Jara
9 - El Alma Llena De Banderas
V. Jara
10 - Ni Chicha Ni Limona
V. Jara
11 - Plegaria A Un Labrador
V. Jara
12 - Brigada Ramona Parra
V. Jara - V. Rojas - C. Garrido Lecca

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"Um exemplo de vida, um homem em todo o sentido da palavra, nascido em Lonquén no ano de 1932 em uma família pobre, 5 irmãos. Desde pequeno teve que lutar para torcer o destino e a sorte da sua vida. Numa infância sofrida foi esculpindo sua personalidade forte e decidida, para lutar contra as injustiças de um sistema que não dá muita esperança pra quem nasce na miséria." Fonte

Foi assassinado por militares em setembro de1973, por conta do golpe contra o povo
chileno. As canções de Vitor Jarra são inspirações para a resistência dos trabalhadores ainda hoje.


RELATO DE UM DIA SANGRENTO NO ESTÁDIO DO CHILE, por Manuel Cabazas

"Os detidos que não comiam nem bebiam há três dias vomitavam sobre os cadáveres dos seus camaradas estendidos por terra... A certa altura, Victor desceu para perto da porta por onde entravam os presos e de lá se dirigiu ao comandante. Este olhou-o e fez o gesto de quem toca guitarra. Victor sorriu tristemente, dizendo que sim com a cabeça. O militar sorriu por sua vez, contente com a sua descoberta. Chamou quatro soldados para imobilizarem Victor e ordenou que se colocasse uma mesa no centro da 'cena', para que todos assistissem ao espetáculo que se iria desenrolar à sua frente. Levaram Victor e mandaram-no pôr as mãos em cima da mesa. Nas mãos de um oficial, um machado surgiu (dias depois, este oficial declarava à imprensa: "Tenho duas belas crianças e um lar feliz"). De uma pancada seca, cortou os dedos da mão esquerda; depois, nova pancada e foi a vez dos dedos da mão direita. Ouviram-se os dedos a caírem sobre o tampo de madeira; vibravam ainda. O corpo de Victor tombou inesperadamente. Ouviu-se o urro colectivo de 6000 detidos. Esses 12 000 olhos viram o mesmo oficial lançar-se sobre o corpo do artista gritando: "Canta agora, para a puta da tua mãe!", e continuava a agredi-lo com pancadas.

Nenhum dos detidos se poderá esquecer da face desse oficial, de machado na mão, os cabelos em desordem... Victor recebia os pontapés enquanto o sangue jorrava das suas mãos e a cara se tornava roxa.«De repente, Victor tentou penosamente levantar-se e, como um sonâmbulo, dirigiu-se para a bancada, os seus passos pouco firmes, os joelhos trémulos e ouviu-se a sua voz gritar: "Vamos fazer a vontade ao comandante!" Momentos depois conseguiu endireitar-se e, levantando as suas mãos encharcadas de sangue, numa voz de angústia, começou a cantar o hino da Unidade Popular, que toda a gente tomou em coro.«Enquanto, pouco a pouco, 6000 vozes se levantavam, Victor, com as suas mãos mutiladas, marcava o compasso. Viu-se um estranho sorriso sobre o seu rosto...


Era demais para os militares; dispararam uma rajada e Victor dobrou-se para a frente, como que fazendo uma reverência perante os seus camaradas. Outras rajadas partiram das metralhadoras, mas estas dirigidas para aqueles que tinham cantado com Victor. Houve uma verdadeira ceifa de corpos, caindo crivados de balas. Os gritos dos feridos eram aterrorizadores. Mas Victor não os ouviu. Estava morto."


Destaco a canção "El derecho de vivir en paz", por sua atualidade estética e política.


O Homem Traça diz: ROAM!


El derecho de vivir en paz


sexta-feira, 21 de agosto de 2020

La bala - Victor Jara

Postagem original: 23/12/2008



01 - La bala
02 -
Qué lindo es ser voluntario
03 -
Marcha de la construcción (Marcha de los trabajadores de la construcción)
04 -
Parando los tijerales
05 -
El desabastecimiento
06 -
Oiga pues Mijita
07 -
Obreras del telar
08 -
Vientos del pueblo
09 -
Aquí me quedo
10 -
Venían del desierto
11 -
Se me ha escapado un suspiro
12 -
Doña María le ruego
13 -
Entonces me voy volando
14 -
Décimas por nacimiento
15 -
Adios, Adios mundo Andino (Adiós mundo indino)

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Provavelmente, esta é uma das mais difundidas gravações de Victor Jara e não está em nenhuma discografia. Prova de que a história de Victor Jara deve ser contada por pessoas, não pelas empresas discográficas. Esta é uma fita cassete, sem data ou registro de quem fez a seleção altamente politizada e difundida no mercado popular de mão em mão nos anos 80, sob as barbas da mesma ditadura que assassinara Jara em 73.

Cá está Vitor Jarra para inspirar: trabalhador, olho vivo, para não pagar pela crise inventada/sustentada por seu patrão!

Vientos del pueblo
(Víctor Jara)

De nuevo quieren manchar

mi tierra con sangre obrera

los que hablan de libertad

y tienen las manos negras.


Los que quieren dividir

a la madre de sus hijos
y quieren reconstruir
la cruz que arrastrara Cristo.

Quieren ocultar la infamia

que legaron desde siglos,

pero el color de asesinos

no borrarán de su cara.


Ya fueron miles y miles
los que entregaron su sangre
y en caudales generosos

multiplicaron los panes.


Ahora quiero vivir

junto a mi hijo y mi hermano
la primavera
que todos
vamos construyendo a diario.

No me asusta la amenaza,

patrones de la miseria,
la estrella de la esperanza
continuará siendo nuestra.


Vientos del pueblo me llaman,

vientos del pueblo me llevan,

me esparcen el corazón

y me aventan la garganta.


Así cantará el poeta

mi entras el alma me suene

por los caminos del pueblo

desde ahora y para siempre.


Ventos do povo
(Victor Jara - Tradução: google e Homem Traça)

De novo querem manchar
Minha terra trabalhadora com sangue
aqueles que falam de liberdade
e têm as mãos negras.

Os que querem separar
a mãe dos seus filhos
e queremos reconstruir
a cruz que arrastara Cristo.

Eles querem esconder a infâmia
herança de séculos
mas a cor de assassinos
não saiu de seu rosto.

Foram milhares e milhares
aqueles que deram o seu sangue
e generoso fluxo
multiplicado os pães.

Agora eu quero viver
com o meu filho e meu irmão
a Primavera
que estamos construindo dia a dia.

Eu não tenho medo de ameaças,
dos patrões da miséria,
a Estrela da Esperança
continuará a ser nossa.

Ventos do povo me chamam,
ventos do povo me levam,
apaziguam-me o coração
e me arejam a garganta.

Assim cantará o poeta
enquanto a alma soa para mim
os caminhos do povo
agora e sempre.

O Homem Traça diz: ROAM!

   

Vientos del pueblo 

domingo, 18 de março de 2018

Canciones - 1971 - Violeta Parra


1 - Gracias A La Vida 
2 - Qué Dirá El Santo Padre 
3 - Hace Falta Un Guerrillero 
4 - Arauco Tiene Una Pena
5 - A La Una 
6 - La Jardinera 
7 - Arriba Quemando El Sol 
8 - La Carta 
9 - Paloma Ausente 
10 - Según El Favor Del Viento 
11 - Maldigo Del Alto Cielo

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Violeta del Carmen Parra Sandoval, Violeta Parra (1917-1967), nasceu em San Carlos, Chile. É um monumento da música Chilena, uma referência da Canção Nova para a América Latina. Seu canto simples e contundente se pauta pelas tradições chilenas e pela resistência do povo contra a exploração. Seus primeiros registros datam do início de 1948. Viveu na Argentina, em Paris e viajou por diversos países realizando apresentações e gravações. Foi uma pesquisadora contumaz da cultura tradicional chilena, sobretudo dos ritmos, das danças e canções de seu povo. Chegou a registrar mais de 3 mil canções. Mesmo após a sua morte, há uma vasta discografia com gravações inéditas e coletâneas em diversas partes do mundo. Este LP é uma edição cubana, que concentra parte significativa da sua obra.

O Homem Traça diz: ROAM!

 

Gracias A La Vida

sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

Amaneceres - 1981 - Grupo Água



1 - Amanecida
2 - Olindeña
3 - La Tonada
4 - El Pajarito
5 - Sambeado
6 - Ventarrón
7 - Airecito
8 - Decidí Partir
9 - Nordestina

Músicos
Nelson Araya - voz, violão, mandolina
Leopoldo Polo Cabrera - voz, vilão, charango 
Nano Stuven - flauta 
Oscar Ratón Pérez - violão, mandolina 
Pedro Jara - percusão
Roberto Lacourt - saxofone, flauta 
Marco Luco - baixo

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O Hormem Traça diz: ROAM!

Amanecida

quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

Transparência - 1978 - Grupo Água



01 - El Colibri
Água
02 - Esperanzas
Água
03 - Transparencia
Água
04 - Juerga
Água
05 - La Luna Llena
Água
06 - El Guillatun
Água
07 - La Semilla
Água
08 - Caldera
Água
09 - Baioncito
Água
10 - Volver A Los 17
Violeta Parra
11 - Tarkeada
Água

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O Grupo Água surgiu em 1973 e em 1975 realizaram uma turnê, passando pela Bolívia (onde se apresentaram em praças, ruas e outros lugares públicos), Peru e Equador. O Grupo Água chegou em 1976 ao Brasil. Após se apresentarem em Campinas, São Paulo, Brasília e Rio de Janeiro, participaram do disco Geraes, de Milton Nascimento nas faixas "Caldero", "Promesas del Sol", "Minas" e "Volver a los 17", a qual conta também com a participação de Mercedes Sosa

Os integrantes fundadores do grupo eram Nelson Araya (voz, violão e bandolim), Leopoldo Polo Cabrera (voz, violão e charango) e Nano Stuven (flauta). Nos anos seguintes outros dois músicos integram o grupo, Oscar Ratón Pérez (violão e bandolim), em 1976 e Pedro Jara (percussão), em 1978.

Em 1978 gravam o disco Transparência. Entre 1979 e 1980 o Água participou da gravação de discos de  Ney Matogrosso,  Denise Emmer e Moraes Moreira. Em 1981, gravam o seu segundo disco, Amaneceres.

O Homem Traça diz: ROAM!

El Colibri

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

Canto por travesura - 1973 - Victor Jara


01 - Brindis 
02 - La palmatoria
03 - Vengan a mi casamiento
04 - Iba yo para una fiesta
05 - La edad de la mujer
06 - La cafetera
07 - La diuca
08 - La fonda
09 - Por un pito ruin
10 - La beata
11 - Adivinanzas 
12 - El chincolito
13 - La remolienda, pieza uno [1965]
14 - La remolienda, pieza dos [1965]
15 - La remolienda, pieza tres [1965]
16 - La remolienda, pieza cuatro [1965]
17 - La remolienda, pieza cinco [1965]
18 - Pepe Mendigo (Cuento de Navidad) [de "Los Mimos de Noisvander". [1965]

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Em tempo, antes que finde setembro, uma lembrança da  nossa história, dos nosso irmãos chilenos que sonham e lutam por liberdade.

Este LP foi finalizado para ser lançado em setembro de 1973, mas o golpe de estado, obviamente, cancelou o projeto com o assassinato de Jara. Somente em 2001 foi lançado no Chile. Antes disso apenas um número reduzido de cópias dessa edição circulou em fitas cassetes. Também é possível que estas cassetes tenham a sua origem das edições de LP's feitas em outros países.

Em suas anotação  para apresentar o LP original, Victor Jara diz que esse foi provavelmente mais "Chile" do seu trabalho. O LP original incluía os temas 01 a 12, entre os quais 10  foram proibidos em 1966 por protestos de alguns círculos católicos. A edição de 2001, acrescentou os itens 13 ao 18, os primeiros cinco instrumentais.

Aproveito a ocasião para trazer um curta do Ken Loach, sobre o 11 de setembro do Chile, tive o prazer de reassistir recentemente com crianças de 13 anos. É interessante como esses jovens futuros trabalhadores ligaram o ocorrido no Chile ao movimento golpista no Brasil.

O Homem Traça diz: ROAM!


La beata