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segunda-feira, 10 de outubro de 2016

Voodoo Trance Music Ritual Drums of Haiti - 1974 - Jobelou

Postagem original: 03/11/2008



1 - Yanvalou
2 - Djuba
3 - Banda
4 - Petro
5 - Bumba
6 - Nago
7 - Congo
8 - Kita
9 - Mahi Lété - Dahomey fla vodou
10 - Ibo
11 - Mazone - Crabigné - Guédé
12 - Zepaule

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Novembro é mês da consciência negra e trago para nosso espaço um pouco da produção musical do povo Haitiano. Trata-se da gravação de alguns toques tradicionais da cultura haitiana, basicamente utilizados nos rituais de voodoo. É interessante notar que existem grandes semelhanças com batuques brasileiros e, mesmo, com sonoridades apresentadas por grupos de percussão como o virtuoso Uakti.

No entanto, nem só de música vive a humanidade, por isso partilho algumas reflexões e proposta de ação com aqueles que sabem que consciência só tem validade quando reflete uma práxis.

O Haiti foi a primeira nação do o Continente Americano a se constituir, em 1804, nação independente e a se libertar da escravidão, tornando-se a primeira república negra do mundo. Mas desde então, mais de 200 anos depois, as grandes potências fazem o povo haitiano pagar. O Haiti tem 8 milhões de habitantes e é o país mais pobre do continente americano: 60% da população ativa está desempregada, 80% da população vive abaixo do nível da pobreza, a expectativa de vida está hoje abaixo de 50 anos.

Saibam que nesta situação na qual falta de tudo, na qual a população vive em condições de extrema dificuldade, Préval (Presidente títere "eleito", após golpe de estado realizado pelos EUA, ) continua a pagar as prestações da dívida externa do Haiti aos bancos internacionais: 1 milhão de dólares que lhes são entregues a cada semana, considerando-se que 80% desta “dívida” foi contratada sob os regimes dos ditadores Duvalier pai e filho, Papa Doc e Baby Doc! Um milhão de dólares por semana que permitiriam comprar e distribuir toneladas de arroz, de água, de remédios etc...


Davi Josue - advogado haitiano que esteve no Brasil recentemente, divulgando as atrocidades cometidas pelas tropas da ONU e pedindo ao Governo Brasileiro a retirada - afirma:
"Os soldados brasileiros fazem “raides” terríveis contra os habitantes de comunidades pobres e sem defesa no Haiti, deixando em sua esteira um rastro de sangue, lágrimas e mortes. A responsabilidade repousa em você, Presidente. Não é possível que seja isso o melhor que o povo brasileiro tem a oferecer. Como isso pode ocorrer enquanto é você o presidente do Brasil?". 

O Haiti não precisa de tropas, nem das empresas brasileiras que estão indo pra lá aproveitar do emprego da mão de obra barata para manter seus lucros. Essa ajuda humanitária é similar a de Bush no Iraque e Afeganistão.


O Homem Traça diz: ROAM!

   

Nago

Voodoo Ceremony In Haiti - 1974

Postagem original: 16/08/2009



1 - Voodoo Drums
2 - Nibo Rhythms
3 - Prayer To Shango
4 - Petro Rhythms
5 - Nago Rhythms
6 - Invocation To Papa Legba
7 - Dahomey Rhythms "The Paul'L" / Maize Rhythm / Diouba Rhythm "Cousin Zaca"

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Debate sobre situação no Haiti - 10º Concut - 05/08/2009

Ao contrário do que noticiam os meios de comunicação como as TV 's Globo e Record, sindicalistas haitianos afirmam que as tropas brasileiras são responsáveis (ou seja o Governo Brasileiro, logo o comandante Lula) pelas agressões e mortes do povo haitiano, ocorridos nos confrontos que acontecem contra manifestações pacíficas. Nestas manifestações, um instrumento da luta democrática, os haitianos defendem melhorias da qualidade de vida, combatem as terceirizações e desregulamentação de direitos ou lutam pelo aumento do salário mínimo. Não há conflito entre gangues e máfias, o que existe é o enfrentamento de uma minoria haitiana elitista associada aos interesses milionários que oprimem a maioria da população haitiana. Portanto, as tropas brasileiras estão a serviço dos interesses patronais e do imperialismo contra a maioria do povo haitiano. Uma ajuda humanitária se caracteriza por investimentos, máquinas, mão de obra especializada e não tanques, fuzis e botas pisoteando a soberania e a autodeterminação do povo haitiano.

Àqueles que duvidam, os companheiros Louis Fignolé Saint-Cyr e Raphael Dukens fazem um convite: "Quem não está convencido venha ao Haiti e veja, componha a Comissão de Investigação Internacional" (que irá ao Haiti de 16 a 20/09).

A seguir, um resumo da estada de Louis e Raphael pelo Brasil.

"Dirigentes sindicais haitianos divulgam Comissão de Investigação Internacional e pedem Retirada das Tropas.

A convite do 10º Congresso Nacional da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Louis Fignolé Saint-Cyr, secretário geral da Central Autônoma dos Trabalhadores do Haiti (CATH), e de Raphael Dukens, secretário geral da Confederação dos Trabalhadores do Setor Público (CTSP), ambos organizadores da conferência internacional Defender o Haiti é defender a nós mesmos, realizada em Porto Príncipe (Haiti) em dezembro de 2008, estiveram no Brasil para divulgar a Conferência Internacional de Investigação (C.I.I.) que irá no Haiti (16 a 20/09) para que se possa verificar no próprio Haiti a situação decorrente da presença das tropas. (Ver entrevista dos sindicalistas no site ca CUT http://www.cut.org.br/content/view/15984/).


País ocupado por tropas da ONU sob comando brasileiro, desde 2004, o Haiti tem sido palco de inúmeras manifestações populares e sindicais, em geral reprimidas por essas tropas, inclusive com mortos e feridos, de modo que cresce o movimento em defesa da soberania exige a retirada das tropas da ONU.


No dia 4 de agosto os dirigentes haitianos gravaram entrevista para a TV Assembléia, em São Paulo, juntamente com o deputado José Candido (PT/SP) e com Markus Sokol (Diretório Nacional do PT).


No dia 5, estiveram presentes numa reunião pública com uma centena de delegados do CONCUT, em cuja mesa estavam (abaixo, foto da esquerda) : Claudinho (Secretário Combate ao Racismo PT/SP), Marcelo Buzetto (MST), Bárbara Corrales (Comitê Defender o Haiti é defender a nós mesmos), ), Louis Fignolé Saint-Cyr (CATH), Julio Turra (CUT), Raphael Dukens (CTSP), Milton Barbosa (MNU) e o deputado Jose Candido (PT/SP). Guilherme Gonçalves/CUT PR Sindsep-DF/Jane Franco.

No dia 6, já em Brasília, juntamente com Markus Sokol, (fota acima , a direita) foram recebidos pelo presidente da Comissão de Direitos Humanos da Câmara dos Deputados, Luiz Couto (PT-PB), pelo vicepresidente Pedro Wilson (PT-GO) e pelo deputado Fernando Ferro (PT-PE), que se comprometeram com a realização de uma audiência pública para discutir a atuação das forças da ONU no Haiti, em especial a participação de tropas brasileiras.

A Comissão de DH decidiu propor comitiva da Câmara Federal para integrar a Comissão Internacional de Investigação. 


Já em 7/08 participaram em Jundiaí (SP), de uma marcha do MST que reuniu mais de mil trabalhadores, onde foram calorosamente saudados. Em nome do Acordo Internacional dos Trabalhadores, fizeram um convite à participação do MST no C.I.I.. Os haitianos explicaram que reivindicam a retirada das tropas brasileiras, pois seria muito mais importante que o Brasil ajudasse o nosso país a construir escolas e hospitais do que atuar com tropas militares.

Participaram ainda de uma reunião com a Secretaria de Relações Internacionais da CUT, onde João Felício, pela CUT, se dispôs a integrar a C.I.I.. E também fizeram contato com o Partido dos Trabalhadores, na Secretaria de Relações Internacionais do PT, com Valter Pomar, que se dispôs a levar a proposta da C.I.I. à Comissão Executiva Nacional do PT. O site do PT noticiou a presença dos sindicalistas. 

O Homem Traça diz: ROAM!



Voodoo Drums

Canto Popular de Haití - 1980 - Martha Jean Claude

Postagem original: 24/10/2009


01 -
La reine congo
(Ritmo Congo) Folclore
02 -
Ioun sel badio
(Canción de cuna) Folclore
03 -
M'innocent
(Ritmo Yanvalou) Beauvour Jean Claude
04 -
Vieux coin
(Lamento) Folclore

05 -
Ma pral mare lalo
(Calenda) Folclore
06 -
Nostalgie haitienne
(Merengue Calipso) Martha Jean Claude
07 -
Nibo (Ritmo Banda) Loudevic Lamothe
08 -
Erzulie nenem oh
(Ritmo Vodou) Auguste Depradone
09 -
Marassa eiou
(Lamento) Folclore
10 -
Erzulie malade
(Ritmo Yanvalou) Folclore

11 -
Invocation a Haiti
(Lamento Vodou) Folclore
12 -
Kriminel o gran boua
(Ritmo Banda) Folclore


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Esta cantora haitiana comprometida com a música e história de seu povo, deu início a sua carreira em 1953. Está exilada em Cuba há muitos anos, onde gravou este trabalho. Trata-se de um LP com canções populares haitianas, de domínio público e autorais cantadas em crioulo, uma mistura de francês com vários dialetos africanos. Aproveitamos para dar nossa contribuição nas imagens da capa e no áudio. Nunca é demais ressaltar que muitas faixas são "primas" de nossas canções populares tradicionais, variando entre o jongo e carimbó.

Abaixo seguem notícias da campanha pela retirada das tropas da ONU do Haiti.


Haiti – Jornada de Apoio ao povo haitiano pela retirada das tropas da Minustah Uma Comissão Internacional de Investigação, com representantes de 5 paises, incluindo o Brasil, esteve no Haiti em setembro passado para averiguar a situação no país caribenho, que se encontra ocupado por tropas da ONU (Minustah) desde 2004, lideradas pelo Brasil. A Comissão Internacional é patrocinada por Eduardo Galeano (autor do livro “As veias abertas da América Latina”) que enviou mensagem na qual dizia “Pouca gente se recorda que o Haiti foi o primeiro país verdadeiramente livre nas Américas. Livre do poder colonial e da escravidão. Atualmente, Haiti, país pobre entre os pobres, digno entre os dignos, sofre as consequências da longa guerra de libertação, da monocultura do açúcar e dos devastadores do FMI e do Banco Mundial. O Haiti merece melhor destino.” Do Brasil, estiveram presentes Barbara Corrales (PT SP) e Julio Turra (CUT). Para apresentar os resultados desta Comissão foram realizadas diversas atividades.

São Paulo - Ato de Prestação de Contas da Comissão Internacional de Investigação realizado na Assembléia Legislativa de São Paulo, a convite do “Comitê Defender o Haiti é defender a nos mesmos” foi patrocinado por MST, MNU Movimento Negro Unificado, Deputado Estadual José Candido (PT/SP), Deputado Estadual Adriano Diogo (PT/SP), Juventude Revolução (IRJ), Markus Sokol (DN Partido dos Trabalhadores), Claudinho (Secretário Estadual de Combate ao Racismo PT/SP). Julio Turra apresentou os resultados da Comissão de Investigação. Em destaque, a participação de companheiros da Bolívia, Colômbia, Venezuela e Haiti, da delegação da Escola de Formação do MST (Movimento dos Trabalhadores Sem Terra) e de Joaquim Piñero, da SRI do MST. Jose Luis Patrola, militante da Brigada Dessalines, do MST, que está no Haiti desde o inicio de 2009, enviou carta de solidariedade a atividade na qual dizia “desembarcamos, no dia 29 de janeiro, sem balas, sem tanques e sem fuzis. Desembarcamos quatro companheiros sem as armas da guerra, sem as armas que muitos brasileiros já trouxeram em suas malas e as apontaram contra o povo… Desembarcamos, no dia 29 de janeiro, com nossas sementes, unidas com as sementes produzidas nestas terras... Nossa luta unida com a luta deles. Nossa bandeira hasteada com a bandeira deles. Nossa vitória unida com a vitória deles. Nosso continente unido..." O deputado José Candido colocou seu mandato e seu gabinete a disposição da campanha pela retirada das tropas do Haiti. O comitê decidiu que vai participar da Marcha da Consciência Negra (20/11) com a bandeira da retirada das tropas e por proposta de Milton Barbosa, do MNU, realizará atividade na Assembleia Legislativa dia 27/11.

Brasília
- Markus Sokol, delegado a Conferência de Dezembro de 2008, apresenta o apoio ao povo haitiano e pede a retirarada das tropas da Minustah na abertura formal no debate do PED dos candidatos a Presidente Nacional do PT, atividade que contou com 400 presentes.

União Nacional dos Estudantes (UNE)
– em reunião da direção nacional, foi aprovada, a partir de proposta de jovem militante da Juventude Revolução-IRJ, Moção pela Retirada das Tropas do Haiti. “A UNE definiu em seu 51º Congresso apoiar a Comissão de investigação sobre o Haiti, que esteve naquele país e contou com um delegação de 5 países – entre eles o Brasil – para investigar qual a real relação das tropas da ONU, com a população Haitiana. A comissão ouviu diversas organizações populares e sindicais, trabalhadores e estudantes e concluiu que as tropas da ONU, sob o comando de tropas brasileiras, afetaram a economia, a democracia e infringiram direitos humanos. Diante disso, a União Nacional dos Estudantes, que sempre lutou pela soberania dos povos, se soma a luta pela retirada das tropas da ONU do Haiti, exigindo do governo Lula, uma ação neste sentido.”

O Homem Traça diz: ROAM!


 

Invocation a Haiti