5 - Sai 6 - Quem não samba chora 7 - Linha do tempo 8 - Ilhas 9 - Turbinada 10 - Artifícios 11 - Anjo 12 - Memória 13 - Xote no edifício 14 - Flor no quintal
Músicos
Zeca Baleiro - Adriano Magoo - Tuco Marcondes - Fernando Nunes - Rogério Delayon - Kuki Storlaski - Guilherme Kastrup - Jonas Moncaio - Hugo Hori - Reginaldo 16T - Tiquinho - Leonardo Nakabayashi - Ana Amélia - Flávia ´Menezes - Ian Nunes
*************
Zeca Baleiro é maranhense de São Luís do Maranhão. Nascido em 1966, estreou em gravações em 1997, com o álbum "Por Onde Andará Stephen Fry?”. Em suas composições, mistura ritmos e referências musicais diversas, passando pelo lirismo, a crítica e o humor.
O disco dessa postagem traz faixas compostas especialmente para a trilha sonora do espetáculo de dança
Geraldas e Avencas apresentado pelo Grupo de Dança Primeiro Ato, de Belo
Horizonte, em 2007. Tem por tema a artificialização do corpo, a padronização, as dificuldades nas relações humanas e a ditadura da estética da beleza.
1 - Beijo a mão que me condena Pe. José Mauricio Nunes Garcia (1767-1830) Canções Populares Brasileiras recolhidas por Spix e Martius (1817) 2 - Acaso são estes 3 - Perdi o rafeiro 4 - Qual será o feliz dia 5 - Escuta formosa Márcia 6 - No regaço da ventura (Minas Gerais, 1818) 7 - Uma mulata bonita (Bahia, 1818) 8 - Vais-te Josino e me deixas 9 - Prazer igual ao que sinto
Melodias Indígenas Recolhidas por Spix e Martius (1818–1820) 10 - Dança dos Muras 11 - Dança dos Puris 12 - Dança dos Miranhas 13 - Dança do Peixe
Dança Popular Brasileira Recolhida por Spix e Martius (1819) 14 - Lundu
Anônimo 15 - Marília, meu doce bem Cândido Inácio da Silva (1800–1838) 16 - Lá no Largo da Sé Cândido Inácio Da Silva 17 - Saudades, Fugi De Mim Mussurunga (1807–1856)
18 - Fora o regresso Dr. José Maurício Nunes Garcia (1808–1884)
19 - A marrequinha Francisco Manuel da Silva (1795–1865)
Músicos
Anna Maria Kieffer - Edelton Gloeden - Gisela Nogueira
***********************************
Aqui temos o registro da música brasileira recolhida por viajantes europeus no século 19 em diversas localidades. O repertório traz à baila o canto, a viola de arame (viola braguesa em Portugal) e a guitarra clássica. O LP, lançado originalmente em 1990, teve novas edições em CD a partir dos anos 2000, incorporado à coleção Memória Musical Brasileira.
Reproduzo um texto que nos introduz o repertório apresentado, parte do livreto que acompanha o CD.
"Os VIAJANTES
...vieram de diferentes pontos da Europa, durante todo o período colonial, visitando a costa, embrenhando-se mata-a-dentro, detxando seus testemunhos em cartas, diários, mapas e relatos de viagem.
Com o século XIX ocorrem em maior número. Filhos do enciclopedismo e irmãos no ideal romântico, chegam ansiosos pelo encontro com a natureza virgem, apoiados por interesses econômicos e beneficiados pela abertura dos portos.
Aventura, rastreamento de recursos e curiosidade científica os movem entre outros fatores.
Este trabalho é a tentativa de interpretação do universo musical brasileiro profano, a partir das informações dos viajantes da primeira metade do século XIX. Todas as peças aqui comentadas, salvo o Lundu, Dança Brasileira e as Melodias Indígenas foram publicadas originalmente com acompanhamento de pano. No entanto, Spix e Martius afirmam terem ouvido as Canções populares brasileiras, coletadas por eles, acompanhadas por violas e guitarras.
É provável que Spix e Martius tenham recolhido apenas a linha melódica das canções que, no momento de sua publicação, ganharam roupa nova, mais adequada à realidade musical de seu meio.
As demais peças foram publica das no Brasil após 1830, quando começa a se entre nós a impressão musical e o comércio de instrumentos, principalmente de pianos.
Mesmo asstm, violas e guitarras continuaram a acompanhar modinhas e lundus, dividindo com o piano a alegria dos salões e reinando soberanas nas reuniões ao ar livre e nas serenatas."
1 - Quando o samba chama Paulinho da Viola 2 - Timoneiro Paulinho da Viola - Hermínio Bello de Carvalho 3 - Ame Paulinho da Viola - Elton Medeiros 4 - Alento Paulo César Pinheiro 5 - É difícil viver assim Paulinho da Viola 6 - O ideal é competir Antônio Candeia - Casquinha 7 - Novos rumos Rochinha - Orlando Porto 8 - Memórias conjugais Paulinho da Viola 9 - Reverso da paixão Paulinho da Viola 10 - Dama de espadas Paulinho da Viola 11 - Solução de vida (Molejo dialético) Paulinho da Viola - Ferreira Gullar 12 - Peregrino Toninho Nascimento - Noca da Portela 13 - Mar Grande Paulinho da Viola - Sérgio Natureza
Cristóvão Bastos - Cabelinho - Celsinho Silva - Celsinho Silva - Hércules Pereira Nunes - Dininho - Mário Sève - Mário Sève - Cesar Faria - Hércules Pereira Nunes - Genaro - Copacabana - Eliane Elias - Cristina Buarque - Dinorah - Ari Bispo - Paulinho da Viola - Amélia Rabello - Ricardo Pontes - Macaé - Nilton Rodrigues - Vittor Santos - Eduardo Moreno - Mário Sève - Marie Christine Springuel - Carmelita Reis de Souza - Bernardo Bessler - Jorge Kundert Ranevsky - Frederick Stephany - Alceu de Almeida Reis - João Jerônimo de Menezes Filho - Paschoal Perrota - Jairo Diniz Silva - Walter Hack - Ivan Quintana - Dona Eunice da Portela - Dona Surica - Dona Doca da Portela - David do Pandeiro - Casemiro da Cuíca - Argemiro - Osmar do Cavaco - Guaracy - Zé Nogueira - Toni - Dino 7 Cordas - Jorginho Filho - João Paulo Rabello
******************************************
Esse álbum foi gravado depois de um hiato de 7 anos.Bebadosamba é um álbum muito bem produzido e reconhecido. No repertório encontramos canções de autoria de Paulinho, parcerias e interpretações diversificadas, passando por estilos distintos de sambas e o maxixe.
Músicos Radamés Gnattali - Chiquinho do Acordeon - Paulinho da Viola - Maurício Carrilho - Joel Nascimento - Beto Cazes - Zé Menezes - Joaquim Santos - Dazinho - Luiz Otávio Braga - José Alves da Silva - Nelson de Macedo - João Daltro de Almeida - Márcio Eymard Mallar
*******************************
LP gravado por ocasião dos 80 anos de Radamés, tem participações especialíssimas do Chiquinho do Acordeon, Paulinho da Viola, Tom Jobim e Zé Menezes, além da Camerata Carioca e o Brasil Quarteto. O evento contou com a publicação de um libreto com arranjos do Radamés.
1 - No Morro da Casa Verde Adoniran Barbosa 2 - Vide verso meu endereço Adoniran Barbosa 3 - Tocar na banda Adoniran Barbosa 4 - Malvina Adoniran Barbosa 5 - Não quero entrar Adoniran Barbosa 6 - Samba italiano Adoniran Barbosa 7 - Triste Margarida (Samba Do Metrô) Adoniran Barbosa 8 - Mulher, patrão e cachaça Adoniran Barbosa - Oswaldo Molles 9 - Pafunça Adoniran Barbosa - Oswaldo Molles 10 - Samba do Arnesto Adoniran Barbosa - Alocin 11 - Conselho de mulher Adoniran Barbosa - Oswaldo Molles - João Belarmino dos Santos 12 - Joga a chave Adoniran Barbosa , Oswaldo França
*******************************
Reproduzo o texto da contracapa, assinado por Antônio Cândido.
"Adoniran Barbosa é um grande compositor e poeta popular, expressivo como poucos; mas não é Adoniran nem Barbosa, e sim João Rubinato, que adotou o nome de um amigo funcionário do Correio e o sobrenome de um compositor admirado. A ideia foi excelente, porque um artista inventa antes de mais nada a sua própria personalidade; e porque, ao fazer isto, ele exprimiu c realidade paulista do italiano recoberto pela terra e do brasileiro das raízes europeias. Adoniran Barbosa é um paulista de cerne que exprime a sua terra com a força da imaginação alimentada pelos heranças necessárias de fora.
Já tenho lido que ele usa uma língua misturada de italiano e português. Não concordo. Da mistura, que é o sal de nossa terra, Adoniran colheu a flor e produziu uma obra radicalmente brasileira, em que as melhores cadências do samba e da canção, alimentadas inclusive pelo terreno fértil dos Escolas, se choram com naturalidade às deformações normais de português brasileiro, onde Ernesto vira Amesto, em cuja casa nós fumo e não encontremo ninguém, exatamente como por todo esse pais. Em São Paulo, hoie, o italiano está na filigrana.
A fidelidade à música e à fala do povo permitiram a Adoniran exprimir a sua Cidade de modo completo e perfeito. São Paulo muda muito, e ninguém é capaz de dizer aonde irá. Mas a cidade que nossa geração conheceu (Adoniran é de 1910) foi a que se sobrepôs à velha cidadezinha caipira, entre 1900 e 1950; e que desde então vem cedendo lugar a uma outra, transformada em vasta aglomeração de gente vinda de toda parte. A nossa cidade, que substituiu a São Paulo estudantil e provinciana, foi a dos mestres-de-obra italianos e portugueses, dos arquitetos de inspiração neo clássica, floral neo colonial, em camadas sucessivas. São Paulo dos palacetes franco libaneses do Ipiranga, das vilas uniformes do Brás, das casas meio francesas de Higienópolis, do salada da Avenida Paulista. São Paulo da 25 de Março dos sírios, da Caetano Pinto dos espanhóis, das Rapaziadas do Brás, — na qual se apurou um novo modo cantante de falar português, como língua geral na convergência dos dialetos peninsulares e do baixo contínuo vernáculo. Esta cidade que está acabando, que já acabou com a garoa, os bondes o trem da Cantareira, o Triângulo, as cantinas do Bexiga, Adoniran não a deixará acabar, porque graças a ele ela ficará, misturada vivamente com a nova, mas, como o quarto do poeta, também "intacto, boiando no ar".
A sua poesia e a sua música são ao mesmo tempo brasileiras em geral e paulistanas em particular. Sobretudo quando entram (quase sempre discretamente) as indicações de lugar, para nos porem no Alto da Mooca, na Casa Verde, na Avenida São João, na 23 de Maio, no Brás genérico, no recente metrô, no antes remoto Jaçanã. Quando não há esta indicação, a lembrança de outras composições, a atmosfera lírica cheia de espaço que é a de Adoniran, nos fazem sentir por onde se perdeu Inês ou onde o desastrado Papai Noel da chaminé estreita foi comprar Bala Mistura: nalgum lugar de São Paulo. Sem falar que o único poema em italiano deste disco nos põe no seu âmago, sem necessidade de localização.
Com os seus firmes 65 anos de magro, Adoniran é o homem da São Paulo entre as duas guerras, se prolongando na que surgiu como jiboia fuliginosa dos vales e morros para devorá-la, lírico e sarcástico, malicioso e logo emocionado, com o encanto insinuante da sua anti voz rouca, o chapeuzinho de aba quebrada sobre a permanência do laço de borboleta dos outros tempos, ele é a voz da Cidade. Talvez a borboleta seja mágica; talvez seja a mariposa que senta no prato das lâmpada e se transforma na carne noturna das mulheres perdidas. Talvez João Rubinato não exista, porque quem existe é o mágico Adoniran Barbosa, vindo dos carreadores de café para inventar no plano do arte a permanência da sua cidade e depois fugir, com ela e conosco, para o terra da poesia, ao apito fantasmal do trenzinho perdido da Cantareira."