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segunda-feira, 15 de janeiro de 2024

Sementeira - 2010 - VA

1 - Sementeira
2 - Ifa
3 - Canto de trabalho
4 - Nada mais sério
5 - Triciclo
6 - Lua Nova
7 - No morro
8 - Ditempus intempus
9 - Convite
10 - Ensaio geral

Músicos
Naná Vasconcelos - Caíto Marcondes - Marcos Suzano - Coração Quiáltera (Pax Bittar - Wellington Tibério - Léo Nascimento - - Luciano Bispo)

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"A proposta de reunir quatro forças distintas da percussão brasileira me soou muito atrativa desde o início. Convidado peta Baluarte Agência para a função de produtor e diretor musical do cd - em projeto idealizado por Caíto Marcondes - imaginei o que deveria ser feito para que a espontaneidade musical fosse privilegiada. Pensei num encontro rápido, mas intenso. Ao invés de muitos dias de estúdio, apenas uma sessão de montagem e duas de gravação. Um encontro junto aos artistas norteou definitivamente o projeto. Ali, em um hotel perto do Parque Ibirapuera de São Paulo - Marcos Suzano, Naná Vasconcelos, Caíto Marcondes e os integrantes do Coração Quiáltera levantaram inspirações comuns e diversas. Cada um refletindo uma maneira de reproduzir a natureza e a sonoridade brasileiras com cores próprias. A mágica música de Naná, o morro e o asfalto do Rio de Janeiro representados pelo ritmo inconfundível de Marcos Suzano, a parafernália genial de sons coletada e coletivizada pelo Coração Quiáltera e a mistura universal e paulistana de Caíto Marcondes se fundem. Mais do que se fundirem, se integram. Nas sessões, cada uma das composições se desenvolveu naturalmente. Uma ideia sugeria uma outra ideia, e uma resposta se fazia, uma complementação se expunha. Da diferença se fez a semelhança. Música criada coletivamente através da intuição de todos, gerando unidade. Intensa, forte e original. Como só um encontro desta importância poderia ser. Tão original quanto brasileiro. Urbanos brejeiro, eletrônico, acústico, tudo ao mesmo tempo agora já. Sementeira planta e colhe no precioso quintal da nossa diversidade: ritmos, vozes, sons e silêncios." (Rodolfo Stroeter - extraído do encarte do CD)

O Homem Traça diz: ROAM!
 

Nada mais sério

quinta-feira, 7 de setembro de 2023

Pé Ante Pé - 1980

 

1 - Páramanaguá
Homero Lotito
2 - Salamandra
Homero Lotito
3 - Samba do Anhangabaú
Mané Silveira
4 - Mormaço
Homero Lotito
5 - Iguana
Jarbas Barbosa
6 - Tema para Pedro
Betão Caldas
7 - Pedra Lispe
Homero Lotito
8 - Baraúna
Homero Lotito

Músicos
Homero Lotito - Mané Silveira - Caíto Marcondes - Betão Caldas -  Xico Guedes - Teco Cardoso - Jarbas Barbosa - Tuco Freire
 
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Pé Ante Pé é um grupo instrumental que despontou na cena paulistana no fim dos anos 1970, em meio à efervescência musical que revelaria prodigiosas produções como o Grupo Um e o Pau Brasil. Aqui a música brasileira se mistura com o jazz, o fusion. Em minha opinião, "Páramanaguá" e "Pedra Lispe" têm lá trechos que lembram um "sotaque" à lá Zappa (seria por conta do vibrafone o Betão Caldas?). No mais, é música instrumental brasileira da melhor qualidade, a longevidade das carreiras dos músicos que marcaram caminho com o Pé Ante Pé, é certificado inconteste.

O Homem Traça diz: ROAM!


Páramanaguá


quarta-feira, 22 de fevereiro de 2023

O Cineasta na Selva - 1998 - Caíto Marcondes e Teco Cardoso

 


1 - Abertura
2 - Sonho 
3 - No rastro do Eldorado
4 - Espíritos da mata
5 - Rio Putumayo
6 - Casamento
7 - Pesca do Pirarucu
8 - Festa
9 - O vôo
10 - Don Julio
11 - A fiandeira
12 - No País das Amazonas
13 - Cavalhada 
14 - Rio Antigo
15 - Colheita da castanha & Decadência da borracha
16 - Crônica JG

Participação espacial
Marlui Miranda - Eugênica Melo e Castro

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Essa é a trilha sonora do filme "O cineasta na selva", de Aurélio Michellis, que registra a saga do português Silvino Santos, fotógrafo e cineasta, um dos precursores do cinema Brasileiro. Trata-se do retrato da região norte do Brasil do início do século XX, em pleno ciclo da borracha, capturado com maestria por Michellis, aproveitando a riqueza dos registros de Silvino Santos. A trilha composta por Caito Marcondes é um dos pontos fortes da narrativa, com diálogos impressionantes entre a musicalidade dos povos originários e a produção contemporânea da Música Instrumental Brasileira. Assistam ao filme, ouçam a trilha!

O Homem Traça diz: ROAM!

   

Crônica JG

terça-feira, 12 de julho de 2016

Porta do Templo - 1995 - Caíto Marcondes

Postagem original: 03/07/2008


1 - Toada
Caíto Marcondes
2 - Santa Clara
Caíto Marcondes
3 - Upa neguinho
Edu Lobo - Gianfrancesco Guarnieri
4 - Oykoumenê
Caíto Marcondes - Mark Summer
5 - Ciranda
Caíto Marcondes
6 - Lamento sertanejo
Gilberto Gil - Dominguinhos
7 - Miguel de carrinho novo
Caíto Marcondes
8 - Fato consumado
Djavan
9 - Passarim
Tom Jobin
10 - Ginga
Autor desconhecido
11 - Romaria
Caíto Marcondes
12 - Ponteio
Edu Lobo - Capinan

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Este é o disco de estréia de Caíto Marcondes, que por onde passa, deixa sua marca percussiva viva e cheia de riquezas rítmicas. Porta do Templo, gravado em Berkeley, CA em 1995, com a participação especial do quarteto de cordas Turtle Island String Quartet e François de Lima foi lançado no Brasil em 1997 pela gravadora UMES. Depois recebeu versões da Pau Brasil e da ACT (Alemanha), esse disco foi considerado pela World Music Charts Europe um dos 150 melhores lançamentos do ano de 1998.

Além de contar com um quarteto de cordas e o luxuoso trombone do François de Lima, o disco é permeado por vinhetas de gravações de mestres da cultura popular brasileira, uma influência constante na obra de Caíto e no seu jeito de tocar. Aqui brilham vinhetas gravada pelas mãos de pesquisadores como Paulo Dias, Carlos Stasi, André Bueno e Marcelo Manzatti. São gravações de performances de Mestra Virgínia, do Capitão José Inocêncio, do Mestre Reis, da menina de 4 anos Valquíria, da Guarda de Congo da Comunidade dos Arturos, da família e amigos de Jota do pife, do Seu Maneco Armiro aos 87 anos no violino e seu compadre Zacarias Julião aos 61 no batido (sapateado).

Esse tempero dá gosto e a música do Caíto, não engorda nem pesa, mas dá "sustança". Destaco "Miguel de carrinho novo", um choro acelerado pra reverenciar o "André de sapato novo".

O Homem Traça diz: ROAM!

Miguel de carrinho novo