Postagem original: 14/12/2007
1 - Pianice (pecinha sinfônica)*
Taiguara
2 - Delírio transatlântico e chegada no Rio*
Taiguara
3 - Público*
Taiguara
4 - Terra das palmeiras**
Taiguara
5 - Como em Guernica*
Taiguara
6 - A volta do pássaro ameríndio*
Taiguara
7 - Luanda, violeta africana*
Taiguara
8 - Aquarela de um país na lua**
Taiguara
9 - Situação**
Taiguara
10 - Sete cenas de Imyra*
Taiguara
11 - Três Pontas**
Milton Nascimento/Ronaldo Bastos
12 - Samba das cinco **
Taiguara
13 - Primeira bateria**
Taiguara
14 - Outra cena*
Taiguara
Ficha Técnica
Arranjos e orquestrações: Taiguara*/Hermeto Pascoal**
Regência e produção: Wagner Tiso
Diretor artístico: Miltom Miranda
Diretor de produção: Renato Correa
Técnicos de gravação: Toninho/Dacy/Roberto/Serginho
Técnico de remixagem: Nivaldo Duarte
Corte: Osmar FurtadoMontagem: Ladimar
Layout da capa: Thomas Michael Lewinsohn
Desenhos: Taiguara
Músicos:
Taiguara: Voz/piano/sintetizador/mellotron/flauta
Nivaldo Ornellas: Sax soprano/tenor/flauta
Toninho Horta: Violão
Jacquinho Morelembaun: Cello
Novelli: Baixo acústico
Paulinho Braga: Bateria/percussão em Três Pontas
Zé Eduardo: Bateria/percussão em A volta do pássaro ameríndio
Ubirajara Silva: Bandoneon em Primeira bateria
Lucia Morelembaun: Harpa
Hermeto Pascoal: Flauta/flauta baixo
Mauro Senise: Flauta
Neco: Cavaquinho
Vozes: Lucinha/Malu/Eva/Marizinha/Novelli/Nivaldo Ornellas/Wagner Tiso
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André Breton e Trotsky falavam da necessidade da arte ser independente e revolucionária. O artista deveria ter a liberdade de tratar do que quiser, como e onde quiser. Deve-se poder falar de bunda, flor, alegria, trabalho, amor, não importa o tema e a forma! A criação está á mercê da escolha do artista. Quanto mais livre, mais ousado e revolucionário nas artes! Mas a história mostra que nem sempre é assim o que acontece...
Taiguara sempre foi ligado na cultura popular brasileira, falava de amor e paisagens em seus primeiros discos. Com a ditadura se auto-exilou e teve na Inglaterra um projeto totalmente censurado - embora cantasse em inglês na maioria das faixas - pelo governo brasileiro.
De volta ao Brasil em 1976, colocou-se em movimento para gravar e lançar o disco "imyra, tayra, ipy, taiguara" tendo a companhia dos melhores músicos da época e Hermeto para fazer os arranjos em parceria. a proposta era ter um disco que falasse dos fatos que estavam ocorrendo em nosso país. Opressão brutal, subserviência ao imperialismo norte americano e por aí vai. Mas a censura interrompeu o processo 24 h do lançamento em 1 de maio de 1976, nas ruínas do convento de São Miguel das Missões no Rio Grande do Sul.
Pode-se pensar que se trata de mais um disco de protesto da época, mas a qualidade das melodias, arranjos e letras superam as expectativas. O disco soa como algo entre o clube da esquina (e não é à toa, basta ver quem está tocando!) e as experimentações de Hermeto.
O fato é que a repressão recolheu os LP´s em 72h! Quem tem esse vinil original em casa está diante de uma raridade. Além da raridade houve relançamentos em CD no Japão e, mais recentemente, em 2013, também aqui no Brasil!
Terra das palmeiras

