quarta-feira, 2 de março de 2011

Cantigas d'Amigo - 1984 - La Batalla

Postagem original: 22/12/07



01 - En Lixboa sobre lo mar
João Zorro
02 - Ductia


Anônimo, sec. XIII, mms BM Harley 978
03 - Ay eu coitada
Dom Sancho I (c. 1199)
04 - Vaiamos, irmana
Fernand' Esquyo
05 - Ai flores, ai flores do verdo pino
D. Dinis (1280 - 1325)
06 - Cantiga 322 - Versão Instrumental
Afonso X, O Sábio (1225 - 1284) 
07 - Ondas do mar de Vigo
Martim Codax (séc. XIII)
08 - Mandad'ei comigo
Martim Codax (séc. XIII)
09 - Trotto
Anônimo séc. XIV, LBM Add 29987
10 - Cantiga 100: Santa Maria, strela do dia
Alfonso, O Sabio (1225 - 1284), Escurial MS: Cantigas de Santa Maria
11 - 5a. Estampida real
Anônimo , séc. XIV, mms BN Fr 844

Músicos


La Batalla: Isabel Biu, voz, meio canho, percussão; Pedro Caldeira Cabral, guitarra latina, meio canho, flauta doce, lira, fídula, dulçaína, gaita de foles medieval; José Pedro Caiado, charamela, flautas doces, pífaro de osso, flauta pastoril, guitarra mourisca; Nuno Torka, alaúde, címbalos; José Peixoto, alaúde, pandeiro com soalhas; João Nuno Represas, naqqãra, pandeiro com soalhas, darabuka, dadô.; Colaboração: Alejandro Erlich-Oliva, guitarra mourisca (faixa 2).


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"O grupo La Batalla nasceu de uma proposta do Museu/Mosteiro Santa Maria da Vitória da Batalha, no sentido da criação de um núcleo de trabalho tendo por objetivoa execução de música medieval em espaços propíciosà sua prática (como sejam igrejas, capelas, claustros, castelos, etc) com vista à sua animação funcional. O grupo é formado por músicos com experiências em diversas áreas musicais, o que favorece uma abordagem musical fiel ao espírito do repertório a que se tem dedicado. La Batalla utiliza réplicas de instrumentos originais ou instrumentos baseados na iconografia medieval, tais como: alaúde, guitarra latina, lira, meio canho, flauta doce, dulçaína, charamela, gaita de foles, bem como percussões diversas." Texto do encarte.

Em meu estudos de literatura feitos nos bancos do ensino médio da escola pública sempre ouvi falar desse tipo de cantiga como um fóssil da cultura, cujo exemplo literário raramente estava acompanhado do sonoro.

Estas cantigas foram escritas por homens "nobres" expondo o sentimento amoroso de um eu-lírico feminino, as cantigas de amigo revelam uma moça do povo com saudades do amado ausente. Não há idealização para o termo "amado", pois que é fato a intimidade
amorosa entre a moça e o cavaleiro da corte que está em viagem pelo mar, em guerras ou em aventuras buscando jovens menos vigiadas que as da corte. (Compositores como Chico Buarque teriam bebido dessa fonte?)

Na época "amigo" era sinônimo de amante, namorado, de onde deriva nosso termo contemporâneo "amigados", que define casais sem o referendo legal ou religioso.

É interessante notar que o grupo português La Batalla tem em seu repertório canções medievais, cantadas em um português arcaico, altamente influenciadas pela música "moura", esta também tem traços identificáveis em vários estilos da cultura popular brasileira.

Pois é, sem grande conhecimento do estilo, dou minhas roidinhas por aqui também...

O Homem Traça diz: ROAM!





Ay eu coitada


sábado, 12 de fevereiro de 2011

LUHLI - 2006 - Luhli

Postagem original: 12/02/2011


01 - fala 
Luhli - João Ricardo 
02 - na face da terra
Itamar Assumpção
03 - jeito gris
Luhli - João Ricardo
04 - o vira
Luhli - João Ricardo
05 - taiwan
Luhli - Alexandre Lemos
06 - antiga
Luhli - Danilo Lemos
07 - bandoleiro
Luhli - Lucina
08 - e se você
Luhli - Alexandre Lemos
09 - chore-me um rio (cry me a river)
Arthur Hamilton (versão de Luhli)
10 - lê
Alzira Espíndola
11 - vida manera
Luhli - Tatiana Rocha
12 - quase festa
Luhli
13 - banquete
Luhli - Lucina
14 - karma
Luhli - Alexandre Lemos
15 - as horas
Luhli - Alexandre Lemos 

Músicos
Ney Marques - Lucina - Flávio Torga - Bosco Fonseca - Evaldo Tocantins - Décio Gioielli - Júlia Borges - Jota Gê - José Antônio - Sérgio Espíndola - Alzira Espíndola

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Primeiro disco gravado pela Luli com a nova grafia de seu nome. Primeiro registro após o fim da dupla Luli & Lucina, que marcou a música brasileira alternativa e independente das grandes gravadoras.

O Homem Traça diz: ROAM!


   
Taiwan

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Além das lendas brasileiras - 1977 - Terreno Baldio



1 - Caipora
Terreno Baldio
2 - Saci Pererê
Terreno Baldio
3 - Passaredo
Chico Buarque - Francis Hime
4 - Primavera
Terreno Baldio
5 - Lobisomen
Terreno Baldio
6 - Curupira
Terreno Baldio
7 - As Amazonas
Terreno Baldio
8 - Iara
Terreno Baldio
9 - Negrinho do Pastoreio
Terreno Baldio

Músicos
Terreno Baldio
Ronaldo Lazzarini - Mozart Mello - João Rodolfo Ascenção - Jô(aquim) - João Kurk (Fusa)

Participações:
Nelson Gerab - Peninha - Fábio Gasparini - Cláudio Bernardes

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O primeiro disco pode mesmo parecer com o estilo do Gentle Giant. Mas nesse segundo LP, creio que o pessoal do Terreno encontrou um caminho mais autêntico, juntando a sua capacidade musical à temáticas brasileiras. Os arranjos são bem criativos e é uma grata surpresa a versão de "Passaredo" (a gravação mais famosa do MPB4 figura na trilha da primeira gravação da série Sítio do Pica-Pau Amarelo).

O Homem Traça diz: ROAM!

Primavera

Terreno Baldio - 1976

Postagem original: 07/04/08


01 - Pássaro azul
02 - Loucuras de amor
03 - Despertar
04 - Água que corre
05- A volta
06 - Quando as coisas ganham vida
07 - Este é o lugar
08 - Grite

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Grupo de rock progressivo formado em São Paulo, SP por João Carlos Kurk (flauta, vocal), Mozart de Mello (guitarra), Ronaldo Lazzarini (teclados), Ascenção (contrabaixo) e (bateria). Em 1975 lançaram um LP independente sem título, com tiragem de mil cópias; as fitas matrizes acabariam sumindo, e com o tempo surgiriam edições piratas em CD na Europa e Japão feitas a partir do vinil.

Em 1977 o grupo foi contratado pela Continental, que exigiu uma gravação inspirada no folclore brasileiro; então o grupo gravou Além das Lendas Brasileiras, com novo baterista, Ayres Braga. Em 1993 o grupo (desta vez formado por Mozart, Kurk e Lazzarini) se reuniu para, a exemplo do Recordando o Vale das Maçãs, regravar o primeiro LP para o selo Progressive Rock Worldwide com as letras em inglês porém usando a capa original!

Essa traça que vos fala assistiu ao show do Terreno em 1993, o relançamento do primeiro LP em CD. É prog pesado, no estilo do Gentle Giant, paulada na moleira!

Homem Traça diz: ROAM!
 


Grite

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

Na tradição - 1995 - Maurício Pereira




1 - Reggae
Maurício Pereira
2 - Pinguim
Maurício Pereira
3 - Balangandans
Maurício Pereira
4 - Tudo por ti
Maurício Pereira
5 - Uma loira
Hervé Cordovil
6 - Cantando num toró (Singing in the rain)
Brown - Freed (Vrs. Maurício Pereira)
7 - Recipiente
Maurício Pereira - Skowa 
8 - Domingo feliz (Beautiful sunday)
Boone (Vrs. Rossini Pinto - R. McQueen)
9 - Quatro letras
Júnior Blaw
10 - Estrelas
Maurício Pereira
11 - Compromisso
Maurício Pereira
12 - Canção do marinheiro (Cisne Branco)
Benedito X. de Macedo - Antônio do E. Santo
13 - Pan y leche
Maurício Pereira

Músicos
Fon Jimenez - Cláudio Bone - Maurício Pereira - Gérson Surya - Eli Roisman

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Nascido em São Paulo, compositor, cantor, saxofonista e produtor musical, além de ator e jornalista, integrou nos anos 80 a banda Os Mulheres Negras, que se caracterizava por sua teatralidade e experimentalismo, e que lançou 2 discos – atualmente esgotados – pela gravadora Warner: “Música e Ciência” em 88, e “Música Serve pra Isso” em 90.

Entre 92 e 94 foi cantor da banda do programa diário “Fanzine”, sempre ao vivo na TV Cultura, apresentado pelo escritor Marcelo Rubens Paiva, onde cantou, diariamente durante 2 anos, mais de 600 canções brasileiras dos mais variados gêneros e autores.

“Na Tradição” é um disco autoral, feito quando Mauricio saiu dos Mulheres, com um quarteto chamado “Natra Tocatudo”. Tem a participação especial de Antônio Abujamra e André Abujamra. A partir de sua reprensagem do ano 2000, este disco ganhou uma faixa extra e um videoclipe dirigido pelo cineasta Fernando Meirelles para uma velha canção italiana dos anos 20, chamada “Chi è Piu Felice di Me” (vide site oficial).

Os arranjos das treze faixas do disco original são gratas surpresas. As intervenções com frases do trombone e sax e as letras são instigantes. As versões inusitadas para canções conhecidas, confesso, ajudaram essa Traça que vos fala a diluir preconceitos sobre estilos e repertórios. Segue a dica Pan y leche, parte de nossa lista de justas reivindicações

Quer mais: Aqui!

O Homem Traça diz: ROAM!


Pan y leche