1 - Lá vem a onda Tom Zé - Aderson Benvindo 2 - Guindaste a rigor Tom Zé 3 - Distância Tom Zé - J. Araújo - L. Marques 4 - Dulcinéia popular brasileira Tom Zé 5 - Qualquer bobagem Rita Lee - Tom Zé - Arnaldo Dias Baptista - Sérgio Dias Baptista 6 - O riso e a faca Tom Zé 7 - Jimmy, renda-se Tom Zé - Valdez 8 - Me dá, me dê, me diz Tom Zé 9 - Passageiro Tom Zé 10 - Escolinha de robô Tom Zé 11 - Jeitinho dela Tom Zé 12 - A gravata Tom Zé
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Segundo álbum da carreira desse totem do tropicalismo, perfila canções humorísticas e críticas pautadas pelo lirismo e a prática social em voga (ontem e hoje) com a leveza de um palhaço que transita no picadeiro equilibrado no globo terrestre.
1 - Vestida de samba Marquinho China - Jotabê 2 - Saigon Cláudio Cartier - Paulo Cesar Feital - Carlão 3 - A sete chaves Franco - Arlindo Cruz - Marquinho PQD 4 - Milagre brasileiro Toninho Nascimento - Noca da Portela 5 - Vai ser tão fácil Ivor Lancellotti 6 - Seleção de samba da antiga (Sempre teu amor/Gamação/Vivo isolado do mundo/Esqueça/Vai mesmo/Olha a hora, Maria/Beberrão) Manacéa/Antônio Candeia/Alcides Dias Lopes/Alberto Lonato/Antônio Rufino dos Reis/Antônio Candeia/Molequinho - Aniceto do Império 7 - Rosa vermelha Paulo César Pinheiro - Sueli Costa 8 - Meu homem (Carta a Nelson Mandela) Martinho da Vila 9 - Além da razão Luiz Carlos da Vila - Sombrinha - Sombra 10 - Tive Sim/Pranto De Poeta Cartola/Nelson Cavaquinho - Guilherme de Brito 11 - Nem pensar Sombrinha - Jorge Aragão - Sombra 12 - Majestade Real Tonho Matéria
Músicos
Beth Carvalho - Luizão Maia - Waltinho - Sombrinha - Marcelo - Gordinho - Claumir Jorge Gomes - Marçal - Genaro - Barbosa - Ronaldo Corrêa - Neco - Paulinho da Aba - Renato Corrêa - Jurema de Cândia - Regina Corrêa - Mauro Braga - Márcio Lott - Eveline Hecker - Mauro Diniz - Neoci - Arlindo Cruz - Telma Tavares - Jussara Lourenço - Geraldo Vespar - Júlio Cesar Teixeira - Cláudio Cartier - Paula Morelenbaum - Dynn - Wilson das Neves - Ivan Paulo - Claumir Jorge Gomes - Barney - Cleber Augusto - Ubirany Nascimento - Kleber - Bira Presidente - Dino 7 Cordas - Geraldo Bongô - Laudir de Oliveira - Edgardo Luiz - Leonardo Bruno - Ubirany Nascimento - Bororó
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Batizada Elizabeth Santos Leal de Carvalho, a cantora, compositora e instrumentista Beth Carvalho (1946-2019) foi e é uma das mais destacadas sambistas ao longo de mais de quatro décadas de sucesso. De família musical e engajada politicamente, depois de estudos regulares em escola de música, Beth se formou musicista e ministrou aulas, sobretudo após a cassação de seu pai pela ditadura, que era advogado e militante de esquerda. A formação política de berço a influenciou como artista comprometida contra a opressão e a inseriu em movimentos sociais, políticos e culturais, brasileiros e internacionais.
Esse álbum transita entre a tradição e os novos ventos do samba e da música afrobrasileira de então. Reflete o espírito esperançoso da época, tendo em vista o fim da ditadura cívico-militar e a retomada da democracia e do Estado de Direito com a promulgação da Constituição de 1988. Porém, longe de transmitir um ufanismo inocente, traz faixas que nos lembram que há muito a avançar, seja no Brasil ou em outros países (marcadamente em Milagre brasileiro e em Meu homem).
Passadas quase quatro décadas da gravação desse disco, tendo em vista os últimos anos com os golpes empreendidos pela elite brasileira (e estrangeira) contra a democracia e os direitos do povo trabalhador brasileiro (desmonte e privatização dos serviços públicos, reforma trabalhista, reforma previdenciária, terceirização irrestrita, entre outros ataques), fica patente o longo caminho para alcançarmos a justiça e a superação da desigualdade social. Mas esperancemos com Rosa vermelha!
Titane - Rafael Martini - Pedro Santana - Antônio Loureiro - Renato Villaça - Eliseu Barros - William Barros - Gláucia Barros - Felipe José - Pablo Souza - Daniel Pantoja - Mateu Bahiense - Grupo Curare (Titane-Loslena-Lígia Jacques-Luzia)
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Álbum digital, lançado muito antes dos streams se consolidarem, traz um repertório que estabelece diálogos entre o tradicional e o contemporâneo, experimentando colagens e sons eletrônicos costurados pelas presenças da cultura popular, de referências do campo e urbanas.
1 - Canto de entrada Marlui Miranda (adaptação) - Padre José de Anchieta (texto) - Índios Aruá 2 - Kyrie Marlui Miranda - Eduardo Navarro (tradução para o Tupi) 3 - Glória Índios Tupari de Rondônia - Marlui Miranda (adaptação) - Padre José de Anchieta (texto) 4 - Aleluia: aclamação ao Evangelho Marlui Miranda - Padre José de Anchieta (texto) 5 - Credo Marlui Miranda (adaptação) - Padre José de Anchieta (texto) - Índios Urubu-Kaapor 6 . Ofertório Marlui Miranda (adaptação) - Índios Aruá - Eduardo Navarro (tradução para o Tupi) 7 - Pai Nosso Marlui Miranda 8 - Agnus Dei Marlui Miranda (adaptação) - Padre José de Anchieta (texto) - Índios Aruá 9 - Comunhão Marlui Miranda (adaptação) - Padre José de Anchieta (texto) - Índios Urubu-Kaapor 10 - Ação de Graças Marlui Miranda (adaptação) - Eduardo Navarro (tradução para o Tupi) - Índios Urubu-Kaapor 11 - Canto Final Marlui Miranda (adaptação) - Padre José de Anchieta (texto) - Índios Aruá
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Quinto álbum da carreira de Marlui Miranda, estabelece um diálogo entre a fé católica e os cantos solenes de diversos povos indígenas. Tendo a participação da Orquestra Jazz Sinfônica do Estado de São Paulo e arranjos de Marlui Miranda, Nelson Ayres, Mateus Hélio e Ruriá Duprat, é um registro extraordinário.
Segue o texto de Marlui para o encarte:
"Agnus Dei
Muitas missas étnicas foram compostas, tais como a "Missa Creolla", a "Missa da Terra Sem Males", Yoruba". A Kewere assume os ingredientes culturais dos índios amazônicos brasileiros, distantes de uma tradição musical erudita.
Como pensar numa obra sobre a música indígena e não revisitar a história? 2ihu Kewere: Rezar faz uma abordagem diferente do trabalho anterior, "Ihu. Todos os Sons", que foi uma compilação musical com o objetivo de apresentar diversidade. Ao imaginar Kewere me perguntei: o que poderia soar como um Kyrie indígena? um Glória? um Agnus Dei? um Introito? um Aleluia? Pensei na difícil situação com que se defrontaram os Jesuítas do século XVI pra traduzir os conceitos cristãos para o campo do sagrado indígena. Imaginei-me, entretanto, operando uma catequese sonora ao inverso, obrigando-me a achar onde um Kyrie, um Gloria, um Introito, e assim por diante, poderiam encontrar abrigo no repertório musical indígena selecionado.
Em Kewere, a ideia central é a contraposição de crenças: de um lado, cantos de pajés; de outro, versos cristãos de José de Anchieta e textos da liturgia acomodados dentro da mesma trama composicional. Os cantos indígenas selecionados são de natureza solene, lírica, portanto dignificam e são adequados para serem interpretados por orquestra sinfônica e grande coro sinfônico. Assim, a escolha desta formação pareceu-me pertinente à ideia da catequese, da conversão dos índios a uma religião europeia. A língua tupi ancestral unifica a composição como um todo.
Ao mesmo tempo que o "oratório" nos distancia das origens deles, nos aproxima porque uma parte da interpretação vocal é feita de maneira étnica, evocando personagens indígenas, vozes esquecidas no passado da catequese. Assim, no Kyrie, a índia canta à sua maneira, misturando duas crenças: "Kyrie Eleyson... Tupã oré r-ausubar iepé... Tupã Eleyson...", enquanto, paralelamente, acontece um canto "gregoriano" e um canto de "nominação", este último explicado como uma espécie de "batismo", inspirado na tradição indígena.
Kewere é uma composição de equilíbrio delicado, em que procurei adequar o sentido poético dos Aruá, dos Tupari, dos Urubu-Kaapor. Estes cantos são tão leves e frágeis quanto os espíritos que os trouxeram através do mundo dos sonhos. É nesta estrutura leve que pousam os versos de José de Anchieta.
1 - A Festa (Sobre adaptação para "La Bamba") Milton Nascimento 2 - Agora só falta você Rita Lee - Luis Sérgio Carlini 3 - Menininha do portão Nonato Buzar - Paulinho Tapajós 4 - Não vale a pena Jean Garfunkel - Paulo Garfunkel 5 - Dos gardenias Isolina Carrillo 6 - Cara valente Marcelo Camelo 7 - Santa chuva Marcelo Camelo 8 - Menina da Lua Renato Motha 9 - Encontros e despedidas Fernando Brant - Milton Nascimento 10 - Pagu Rita Lee - Zélia Duncan 11 - Lavadeira do rio Bráulio Tavares - Lenine 12 - Veja bem meu bem Marcelo Camelo 13 - Cupido Cláudio Lins 14 - Estrela, Estrela Vitor Ramil 15 - Vero Natan Marques - Murilo Antunes
Músicos
Léo Leobons - Marco da Costa - Tiago Costa - Fábio Sá - Tom Capone - Maria Rita - Jorge Helder - Giba Pinto - Bocato - Marcelo Mariano - Mestre DaLua - Glauco Fernandes - Pedro Mibielli - Carlos Roberto Mendes - Erasmo Carlos Fernandes Júnior - Marcelo Isdebski Salles - Dener de Castro Campolina - Marluce Ferreira - Hugo Pilger - José Rogério Rosa - Jairo Diniz Silva - Eduardo Roberto Pereira - Léo Fabrício Ortiz - Verônica Gassler
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Nascida em 1977, Maria Rita, filha de Elis Regina e Cesar Camargo Mariano, só aos 24 anos passou a cantar profissionalmente. Como ela mesma alega, a pressão de ser a única filha de uma grande intérprete brasileira a levou a adiar o projeto até ter a certeza da essencialidade da música em sua vida.
Esse é seu disco de estreia, à época, ficou entre os 5 discos mais vendidos do Brasil, vendeu mais de 1 milhão de cópias em todo o mundo, percorrendo mais de 30 países. É claro que saudade de Elis bateu forte ao ouvir essa moça, mas o brilho próprio de Maria Rita galgou o seu espaço com merecida festa e premiações.