quinta-feira, 3 de abril de 2025

A paixão de V segundo ele próprio - 1984 - Vitor Ramil

 
1 - Satolep
Vitor Ramil - Joca
2 - Armando Albuquerque no laboratório
Vitor Ramil
3 - Sim e fim
Vitor Ramil
4 - Fragmento de milonga
Vitor Ramil - Cleber Teixeira
5 - Semeadura
Vitor Ramil - Fogaça
6 - Poemita
Joca
7 - Noigrandes
Augusto de Campos (versão) - Vitor Ramil - Arnaut Daniel (poema)
8 - Clarisser
Vitor Ramil
9 - De um deus que ri e de outros
Vitor Ramil
10 - Talismã
Vitor Ramil
11 - O baile dos galentes
Vitor Ramil
12 - Milonga de Manuel Flores
Vitor Ramil - Jorge Luis Borges (poema) - Alfredo Jacques (versão)
13 - Nossa Senhora Aparecida e o milagre
Vitor Ramil - Giba-Giba
14 - Século XX
Vitor Ramil
15 - Auto-retrato
Vitor Ramil
16 - Ibicuí da Armada
Vitor Ramil
17 - O milho e a inteligência
Vitor Ramil - Francine Ramil
18 - A paixão de V segundo ele próprio
Vitor Ramil
19 - As moças
Folclore - Vitor Ramil (adaptação)
20 - As cores viajam na porta do trem
Vitor Ramil
 
Bônus da edição em CD
21 - A luta
Vitor Ramil - Euclides da Cunha
22 - Sangue ruim
Vitor Ramil - Lêdo Ivo (tradução de Rimbaud)
 
Músicos
Jamil Joanes - Gilson Peranzzetta - Vitor Ramil - Edu Mello e Souza - Kleiton Ramil - Luiz Avellar - Victor Biglione - Arthur Maia - Repolho - Paulinho Braga - Pery Souza - Joca - Ricardo Silveira - Nico Assumpção - Mauro Senise - Wagner Tiso - Hugo Fattoruso - Noel Devos - Jorge Faini - Virgilio Arraes - José Dias de Lana - Francisco Perrota - André Charles Guetta - Frederick Stephany - Robertinho Silva - Jorge Kundert Ranevsky - Arlindo Figueiredo Penteado - José Alves da Silva - Walter Hack - Giancarlo Pareschi - Aizik Meilach Geller - Carlos Eduardo Hack - Nelson de Macedo - Alceu de Almeida Reis - Márcio Eymard Mallard - Jaques Morelenbaum - Alfredo Vidal - Jurim Moreira - Zé Flávio - Helder Parente - Dexter - Zé Nogueira - Celso Loureiro Chaves
 
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Nascido em 1962, em Pelotas (RS), Vitor Hugo Alves Ramil se tornou o cantor, compositor e escritor, Vitor Ramil, iniciando carreira na adolescência, em meio ao ambiente frutífero semeado pelos irmãos Keiton e Kedir, além do primo Pery Souza, integrantes iniciais do grupo Almôndegas.

Esse é o segundo LP de Vitor Ramil, acompanhado por grandes músicos brasileiros, apresenta composições inspiradas nas tradições musicais riograndenses, experimentações vanguardistas e poesias calcadas no surrealismo. Reeditado em CD, em 1998, esse álbum tem regravações e o acréscimo de duas faixas em ordem distinta do original. Aqui preservamos a ordem do LP.
 
O Homem Traça diz: ROAM!
 
      

A paixão de V segundo ele próprio


terça-feira, 1 de abril de 2025

Tom Zé - 1970


1 - Lá vem a onda
Tom Zé - Aderson Benvindo
2 - Guindaste a rigor
Tom Zé
3 - Distância
Tom Zé - J. Araújo - L. Marques
4 - Dulcinéia popular brasileira
Tom Zé
5 - Qualquer bobagem
Rita Lee - Tom Zé - Arnaldo Dias Baptista - Sérgio Dias Baptista
6 - O riso e a faca
Tom Zé
7 - Jimmy, renda-se
Tom Zé - Valdez
8 - Me dá, me dê, me diz
Tom Zé
9 - Passageiro
Tom Zé
10 - Escolinha de robô
Tom Zé
11 - Jeitinho dela
Tom Zé
12 - A gravata
Tom Zé
 
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Segundo álbum da carreira desse totem do tropicalismo, perfila canções humorísticas e críticas pautadas pelo lirismo e a prática social em voga (ontem e hoje) com a leveza de um palhaço que transita no picadeiro equilibrado no globo terrestre.
 
O Homem Traça diz: ROAM!
 
      

Escolinha de robô


sábado, 29 de março de 2025

Alma do Brasil - 1988 - Beth Carvalho

 
 
1 - Vestida de samba
Marquinho China - Jotabê
2 - Saigon
Cláudio Cartier - Paulo Cesar Feital - Carlão
3 - A sete chaves
Franco - Arlindo Cruz - Marquinho PQD
4 - Milagre brasileiro
Toninho Nascimento - Noca da Portela
5 - Vai ser tão fácil
Ivor Lancellotti
6 - Seleção de samba da antiga (Sempre teu amor/Gamação/Vivo isolado do mundo/Esqueça/Vai mesmo/Olha a hora, Maria/Beberrão)
Manacéa/Antônio Candeia/Alcides Dias Lopes/Alberto Lonato/Antônio Rufino dos Reis/Antônio Candeia/Molequinho - Aniceto do Império
7 - Rosa vermelha
Paulo César Pinheiro - Sueli Costa
8 - Meu homem (Carta a Nelson Mandela)
Martinho da Vila
9 - Além da razão
Luiz Carlos da Vila - Sombrinha - Sombra
10 - Tive Sim/Pranto De Poeta
Cartola/Nelson Cavaquinho - Guilherme de Brito
11 - Nem pensar
Sombrinha - Jorge Aragão - Sombra
12 - Majestade Real
Tonho Matéria
 
Músicos
Beth Carvalho - Luizão Maia - Waltinho - Sombrinha - Marcelo - Gordinho - Claumir Jorge Gomes - Marçal - Genaro - Barbosa - Ronaldo Corrêa - Neco - Paulinho da Aba - Renato Corrêa - Jurema de Cândia - Regina Corrêa - Mauro Braga - Márcio Lott - Eveline Hecker - Mauro Diniz - Neoci - Arlindo Cruz - Telma Tavares - Jussara Lourenço - Geraldo Vespar - Júlio Cesar Teixeira - Cláudio Cartier - Paula Morelenbaum - Dynn - Wilson das Neves - Ivan Paulo - Claumir Jorge Gomes - Barney - Cleber Augusto - Ubirany Nascimento - Kleber - Bira Presidente - Dino 7 Cordas - Geraldo Bongô - Laudir de Oliveira - Edgardo Luiz - Leonardo Bruno - Ubirany Nascimento - Bororó 
 
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Batizada Elizabeth Santos Leal de Carvalho, a cantora, compositora e instrumentista Beth Carvalho (1946-2019) foi e é uma das mais destacadas sambistas ao longo de mais de quatro décadas de sucesso. De família musical e engajada politicamente, depois de estudos regulares em escola de música, Beth se formou musicista e ministrou aulas, sobretudo após a cassação de seu pai pela ditadura, que era advogado e militante de esquerda. A formação política de berço a influenciou como artista comprometida contra a opressão e a inseriu em movimentos sociais, políticos e culturais, brasileiros e internacionais. 

Esse álbum transita entre a tradição e os novos ventos do samba e da música afrobrasileira de então. Reflete o espírito esperançoso da época, tendo em vista o fim da ditadura cívico-militar e a retomada da democracia e do Estado de Direito com a promulgação da Constituição de 1988. Porém, longe de transmitir um ufanismo inocente, traz faixas que nos lembram que há muito a avançar, seja no Brasil ou em outros países (marcadamente em Milagre brasileiro e em Meu homem).
 
Passadas quase quatro décadas da gravação desse disco, tendo em vista os últimos anos com os golpes empreendidos pela elite brasileira (e estrangeira) contra a democracia e os direitos do povo trabalhador brasileiro (desmonte e privatização dos serviços públicos, reforma trabalhista, reforma previdenciária, terceirização irrestrita, entre outros ataques), fica patente o longo caminho para alcançarmos a justiça e a superação da desigualdade social. Mas esperancemos com Rosa vermelha!
 
O Homem Traça diz: ROAM!



Rosa vermelha

quinta-feira, 27 de março de 2025

Ana - 2008 - Titane

 
1  -  Clarear 
Renato Villaça
2  -  Canto
Renato Villaça 
3  -  Eu não
Makely Ka 
4  -  Eu
Érika Machado 
5  -  O amor
Cecília Silveira 
6  -  Lira para viagem
Dudu Nicácio - Camila Nicácio 
7  -  Letra de música
Kristoff Silva - Makely Ka
8  -  Uma confábula
Makely Ka 
9  -  Dionisíaca
Renato Villaça
10  -  Escurecer
Renato Villaça
 
Músicos
Titane - Rafael Martini - Pedro Santana - Antônio Loureiro - Renato Villaça - Eliseu Barros - William Barros - Gláucia Barros - Felipe José - Pablo Souza - Daniel Pantoja - Mateu Bahiense - Grupo Curare (Titane-Loslena-Lígia Jacques-Luzia)

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Álbum digital, lançado muito antes dos streams se consolidarem, traz um repertório que estabelece diálogos entre o tradicional e o contemporâneo, experimentando colagens e sons eletrônicos costurados pelas presenças da cultura popular, de referências do campo e urbanas.
 
O Homem Traça diz: ROAM!
 


Clarear

terça-feira, 25 de março de 2025

2 Ihu Kewere: Rezar - 1997 - Marlui Miranda

 
1 - Canto de entrada
Marlui Miranda (adaptação) - Padre José de Anchieta (texto) - Índios Aruá
2 - Kyrie
Marlui Miranda - Eduardo Navarro (tradução para o Tupi)
3 - Glória
Índios Tupari de Rondônia - Marlui Miranda (adaptação) - Padre José de Anchieta (texto)
4 - Aleluia: aclamação ao Evangelho
Marlui Miranda - Padre José de Anchieta (texto)
5 - Credo
Marlui Miranda (adaptação) - Padre José de Anchieta (texto) - Índios Urubu-Kaapor
6 . Ofertório
Marlui Miranda (adaptação) - Índios Aruá - Eduardo Navarro (tradução para o Tupi)
7 - Pai Nosso
Marlui Miranda
8 - Agnus Dei
Marlui Miranda (adaptação) - Padre José de Anchieta (texto) - Índios Aruá
9 - Comunhão
Marlui Miranda (adaptação) - Padre José de Anchieta (texto) - Índios Urubu-Kaapor
10 - Ação de Graças
Marlui Miranda (adaptação) - Eduardo Navarro (tradução para o Tupi) - Índios Urubu-Kaapor
11 - Canto Final
Marlui Miranda (adaptação) - Padre José de Anchieta (texto) - Índios Aruá
 
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Quinto álbum da carreira de Marlui Miranda, estabelece um diálogo entre a fé católica e os cantos solenes de diversos povos indígenas. Tendo a participação da Orquestra Jazz Sinfônica do Estado de São Paulo e arranjos de Marlui Miranda, Nelson Ayres, Mateus Hélio e Ruriá Duprat, é um registro extraordinário. 
 
Segue o texto de Marlui para o encarte:
 
"Agnus Dei

Muitas missas étnicas foram compostas, tais como a "Missa Creolla", a "Missa da Terra Sem Males", Yoruba". A Kewere assume os ingredientes culturais dos índios amazônicos brasileiros, distantes de uma tradição musical erudita.

Como pensar numa obra sobre a música indígena e não revisitar a história? 2ihu Kewere: Rezar faz uma abordagem diferente do trabalho anterior, "Ihu. Todos os Sons", que foi uma compilação musical com o objetivo de apresentar diversidade. Ao imaginar Kewere me perguntei: o que poderia soar como um Kyrie indígena? um Glória? um Agnus Dei? um Introito? um Aleluia? Pensei na difícil situação com que se defrontaram os Jesuítas do século XVI pra traduzir os conceitos cristãos para o campo do sagrado indígena. Imaginei-me, entretanto, operando uma catequese sonora ao inverso, obrigando-me a achar onde um Kyrie, um Gloria, um Introito, e assim por diante, poderiam encontrar abrigo no repertório musical indígena selecionado.

Em Kewere, a ideia central é a contraposição de crenças: de um lado, cantos de pajés; de outro, versos cristãos de José de Anchieta e textos da liturgia acomodados dentro da mesma trama composicional. Os cantos indígenas selecionados são de natureza solene, lírica, portanto dignificam e são adequados para serem interpretados por orquestra sinfônica e grande coro sinfônico. Assim, a escolha desta formação pareceu-me pertinente à ideia da catequese, da conversão dos índios a uma religião europeia. A língua tupi ancestral unifica a composição como um todo.

Ao mesmo tempo que o "oratório" nos distancia das origens deles, nos aproxima porque uma parte da interpretação vocal é feita de maneira étnica, evocando personagens indígenas, vozes esquecidas no passado da catequese. Assim, no Kyrie, a índia canta à sua maneira, misturando duas crenças: "Kyrie Eleyson... Tupã oré r-ausubar iepé... Tupã Eleyson...", enquanto, paralelamente, acontece um canto "gregoriano" e um canto de "nominação", este último explicado como uma espécie de "batismo", inspirado na tradição indígena.

Kewere é uma composição de equilíbrio delicado, em que procurei adequar o sentido poético dos Aruá, dos Tupari, dos Urubu-Kaapor. Estes cantos são tão leves e frágeis quanto os espíritos que os trouxeram através do mundo dos sonhos. É nesta estrutura leve que pousam os versos de José de Anchieta.

Marlui Miranda
São Paulo, julho de 1997."
 
O Homem Traça diz: ROAM!
 


Glória