Em 2012 lembramos o desaparecimento há 30 anos dessa intérprete marcante da música brasileira. O material disponível na rede sobre sua vida e obra é farto, portanto, nada temos a acrescentar além das impressões pessoais.
Raramente comprei discos da Elis. Não porque não gostasse, mas como tocava no rádio ela e tantos outros foram ficando para depois, por conta da grana curta. Um dia ouvi na casa de alguém a canção Vecchio Novo e quis saber do resto do disco. Fiquei apaixonado pelas faixas desconhecias do rádio. Sobretudo pela apresentação de "desconhecidos", uma das características bacanas da Elis, que dava também relevância aos compositores sem destaque midiático.
17 - Betty Boom - Little Monster - Doggie and Peggie at the Witchs Castle
The (St. Thomas) Pepper Smelter
18 - It's Over
Los Dug Dug's
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Lançado em 1997, esse é o segundo disco de uma série com pérolas psicodélicas dos anos 60, com foco na América Latina. A coletânea apresenta 18 faixas de grupos legendários e/ou precursores do rock na região, como o Almendra e Los Gato (ambos da Argentina), o Laghonia (Peru). Chamo atenção para a produção da Argentina e Peru, pois é muito rica e surpreendente. Do Brasil a coletânea traz o Som Imaginário e o Módulo 1000.
O disco é muito bacana, sobretudo para os roqueiros que admiram a psicodelia, mas deve agradar também àqueles que gostam de MPB.
06 - Pequena canção para uma mulher nua
Edson Natale
07 - Perseguindo o pôr-do-sol
Edson Natale
08 - Agora e na hora de nossa morte
Edson Natale
09 - Par de asas
Edson Natale
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O músico Edson Natale hoje é produtor cultural e gerente do núcleo de música
do Instituto Itaú Cultural. Participou do grupo Dharana, gravou os discos solos "Nina Maika", "Sol de Inverno", "Quando Eu
Soube Que Você Viria" e "Lavoro" e, em 2005 foi selecionado pelo Prêmio
Petrobrás para gravação do CD “Calvo, com sobrepeso”. Desde 1994 publicou Guias de Produção
Musical e "literatura" afim. Produziu CDs de Renato Braz, Parlapatões, Patifes &
Paspalhões, Jackson Antunes & Chico Lobo, entre outros artistas.
No LP Nina Maika encontramos os mesmos climas experimentados nas gravações do Dharana, os arranjos aproveitam as ilustres participações de Toninho Horta, André Geraissati, Alex Braga, João Paraíba, além de Edson Cordeiro que participa vocalizando em três faixas. Edson Natale é um bom instrumentista, mas experimenta o canto em algumas faixas. Essa humilde traça considera isso o ponto fraco do disco, de qualquer forma, não custa conferir.
1 - Eros Motor Péricles Cavalcanti 2 - Absoluta (Eu Quero Você) Péricles Cavalcanti 3 - Eu queria ser Cássia Eller Péricles Cavalcanti 4 - Como são lindos os chineses Péricles Cavalcanti 5 - Baião Metafísico Péricles Cavalcanti 6 - Samba Antigo Péricles Cavalcanti 7 - Questões Péricles Cavalcanti 8 - Charles e Alice Péricles Cavalcanti 9 - Caleidoscópio Herbert Vianna 10 - Laura do Rio Péricles Cavalcanti 11 - Chama Eterna Péricles Cavalcanti 12 - Negro Amor (It´s All Over Now, Baby Blue) Bob Dylan (vers. Caetano Veloso - Péricles Cavalcanti) 13 - Clariô Péricles Cavalcanti 14 - Ode Primitiva (Quando a Maré...) Haroldo de Campos - Péricles Cavalcanti 15 - Musical Péricles Cavalcanti
Atenção para a interpretação do "co-autor" da versão para Negro Amor, maravilhosa canção de Bob Dylan ("It's all over now, Baby Blue"), notória com a gravação, em 1977, por Gal Costa. Destaco ainda, mais uma homenagem à Cássia Eller, composta quando ela ainda estava entre nós, os "vivos".
"O violão de Gereba tem uma das sonoridades mais raras e mais puras que conheço. É um violão feminino, terno, materno, matreiro, brasileiro. Surpreendente doçura dissonante. Capaz de encantar pessoas tão genialmente dessemelhantes como Smetak e Cartola. Ambos, para íntimo deleite e felicidade pessoal, por mim a ele apresentados. Os dois, com palavras diversa, disseram praticamente a mesma coisa: o violão e as canções de Gereba abraçam uma alma brasileira que cada vez mais se oculta, mas que jamais desaparecerá. Muito menos agora, quando, com a cumplicidade de algumas das mais lindas vozes femininas do Brasil, dão um suave abraço no eterno. Dilermando, Zé do Apolônio (nosso menestrel tucanense), Ermita, João Gilberto e as Smetakianas cabaças microtomizadas respingam timbres e achados luminosos. Fico feliz que nosso HAISAMBAKAINIANO "No pé da escada" tenha virado PAR LUI-MÊME. Isso me transporta para um velho casarão baiano, 23 anos atrás, onde esta canção nasceu e tudo parecia estar começando." J. Santana Filho (Patinhas)
"Como o meteoro Bendegó, o menestrel Gereba apareceu aqui no planeta Terra lá pelos confins do sertão da Bahia, onde o diabo perdeu as botas e Deus parou prá descansar no sétimo dia. Pois foi por lá, pagando promessa na escadaria do santuário de Monte Santo e escutando muito samba canção na difusora da praça principal da vila, que o violeiro tomou conhecimento de uma entidade íntima. Essa visita amiga à intimidade poética de Gereba é um passeio pela alma interiorana do Brasil, pela verdadeira natureza deste país." José Nêumanne Pinto, escritor e jornalista.
"Gereba, que bom ouvir você depois de tanto tempo. E ouvir de verdade, em tantas canções bonitas que você compôs, com boa doçura brasileira. Aplaudi, tocando a fita que recebi, jóias como "Três por Acaso" sua com Capinan, na voz de Tetê Espíndola, e "Adoração". Mas a peça que mais me comoveu foi "Gamboa", de uma grande pureza musical. É composição bem sua e, me parece, em caminho novo ao mesmo tempo. Abraço do amigo Callado." Antônio Callado, escritor e jornalista.
As três citações acima fazem parte do "pobre encarte" deste CD, editado pela RGE, com uma produção gráfica muito rebaixada para os padrões de hoje. Mas não falta beleza às composições de Gereba e às participações especiais de tanta gente boa! A maioria das moças são ainda hoje desconhecidas do grande público brasileiro, com exceção da Cássia Eller. Essa, no entanto, em 1993, ainda estava em seu segundo disco, era uma nobre desconhecida...