segunda-feira, 30 de agosto de 2010

No Balanço da rede
Oswaldinho e Marisa Viana - 2006


1 - No balanço da rede
Marisa Viana
2 - Ave da solidão
Oswaldinho Viana
3 - Rainha-mãe
Marisa Viana
4 - Lá no meu pomar
Oswaldinho Viana
5 - Branquinha
Marisa Viana
6 - Segredo
Oswaldinho Viana
7 - Quintal de casa
Daniel Viana
8 - Um lugar
Oswaldinho Viana e Marisa Viana
9 - Rezadeira
Marisa Viana
10 - Atrevida
Oswaldinho Viana e Marisa Viana
11 - Voz
Marisa Viana
12 - Tempo ausente
Oswaldinho Viana
13 - Ô tempo bom!
Marisa Viana
14 - Feitiço de cantador
Oswaldinho Viana e Marisa Viana
15 - O pessegueiro e o maracujá
Oswaldinho Viana e Marisa Viana
16 - Maninha 
Daniel Viana
17 - Música simples
Oswaldinho Viana
18 - Cantoria Panema
Marisa Viana


Participam das gravações, entre outros: 
Alfredo Ramos, Ari Collares, André Perine, Beto Sodré, Cássio Poletto, César do Acordeom, Daniel Viana, Dino Rocha, Ítalo Perón, Jica, Kátya Teixeira, Miltinho Edilberto, Nadinho, Natan Marques, Paulo Garfunkel, Pratinha, Ricardo Santos, Tetê Espínola, Thomas, Tuca Fernandes, Vera Veríssimo e Turcão, este assinando também a direção musical no estúdio.

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Oswaldinho Viana e Marisa Viana reúnem nesse álbum, composições inéditas dessa parceria, que tem como proposta principal, divulgar a cultura caipira, valorizando e reavivando a autenticidade da música popular brasileira de origem interiorana, através da riqueza de seus ritmos, poesia e costumes. É na simplicidade poética, na harmonia musical das composições, nos arranjos com instrumentos acústicos, e na riqueza de ritmos que se expressa a verdadeira intenção desta obra.

São as toadas, o chamamé, as cantorias, o samba caipira, o maxixe, a guarânia, o boi do Maranhão e a folia de reis. Os sons, os arranjos acústicos e o clima deste trabalho, nos remetem imediatamente à lembrança da nossa mais autentica música popular brasileira, recheada do humor simples e da beleza ingênua da poesia interiorana.

Sob a inspiração da poética de João Pacífico, os arranjos foram cuidadosamente enriquecidos com instrumentos acústicos. São violas caipiras e violões de 6,7 e 12 cordas , violinos e rabecas, cello e baixo acústico, harpa, gaita , acordeom, flautas transversais, clarinete e bombardino. As percussões, de couro e a artesanal de efeitos, as vozes e os corais, tudo remete ao ambiente rural.(veja mais aqui e aqui também)


Ai que saudade do Café Fubá!

O Homem Traça diz: ROAM!



Um Lugar

Eu quero é botar meu bloco na rua
Sérgio Sampaio - 1973



1 - Leros e lero e boleros
Sérgio Sampaio
2 - Filme de terror
Sérgio Sampaio
3 - Cala a boca Zebedeu
Raul Sampaio
4 - Pobre meu pai
Sérgio Sampaio 
5 - Labirintos negros
Sérgio Sampaio
6 - Eu sou aquele que disse
Sérgio Sampaio
7 - Viajei de trem
Sérgio Sampaio
8 - Não tenha medo não! (Rua Moreira, 65)
Sérgio Sampaio
9 - Dona Maria de Lourdes
Sérgio Sampaio
10 - Odete
Sérgio Sampaio
11 - Eu quero é botar meu bloco na rua
Sérgio Sampaio
12 - Raulzito Seixas
Sérgio Sampaio
Músicos
Sérgio Sampaio - Piaui - Ivan Mamão - Wilson das Neves - Alexandre - Zé Roberto - Conjunto Creme Cracker

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Sérgio Sampaio foi locutor de rádio em Cachoeiro de Itapemirim (ES), onde nasceu, em 1947.  Nos anos 60  atuou no Rio de Janeiro como radialista. Em 1970, lançou-se como cantor, dividindo com Raul Seixas, Miriam Batucada e Eddy Star o disco "Sociedade da Grã-Ordem Kavernista Apresenta: Sessão das Dez". Lançou em 1973 o disco "Eu Quero É Botar Meu Bloco na Rua", tema com que se classificou para o VII Festival Internacional na Canção. Obteve um sucesso de vendagem que ele não conseguiu repetir. Gravou em 1976 o LP "Tem Que Acontecer", pela Continental e em 1978 "Sinceramente", este com gravadora independente. Após muito tempo no ostracismo, no início dos anos 1990 passa a ter novo impulso na carreira com as regravações  de suas músicas por cantores de destaque, assim como: Elba Ramalho e Luiz Melodia. Morre em 1994, mas deixa inacabado um álbum produzido pelo selo Baratos e Afins. Em 1998 o compositor Sergio Natureza produziu o CD tributo "Balaio do Sampaio", uma homenagem póstuma em que vários intérpretes executam as suas composições. Em 2000 foi lançada biografia de autoria de Rodrigo Moreira, pela editora Muiraquitã e em 2006, foi lançado o álbum "Cruel", produzido por Zeca Baleiro, tendo por base as gravações inéditas de 1994. (leia mais aqui)
Esse disco é um daqueles que atravessam os tempos, é passado de pai pra filho, de irmão mais velho para o caçula. A música "Eu Quero É Botar Meu Bloco na Rua" é a referência inicial, mas todas as canções são brilhantes. Uma síntese direta entre o desbunde e o desespero daqueles anos de sangue no lombo de quem queria liberdade. Hoje o disco é atual, pois o "Filme de Terror" continua firme arrastando-nos para os "Labirintos Negros", muitos têm a sua resistência quebrada, "viajam de trem", "morrem de medo quando o pau come", mas "Eu sou aquele que disse": "Não tenha medo, não!".

O Homem Traça diz: ROAM!



Filme de Terror

quinta-feira, 5 de agosto de 2010

Vamos pro mundo 1974 - Novos Baianos

Postagem original: 01/03/2008





01 - Vamos pro Mundo
Galvão - Pepeu Gomes
02 - Guria
Galvão - Moraes
03 - Na Cadência do Samba
Ataulfo Alves - Paulo Gesta
04 - Tangolete
Galvão - Moraes
05 - A América Tropical
Moraes - Pepeu
06 - Chuvisco
Moraes - Pepeu
07 - Escorrega Sebosa
Moraes - Paulinho - Galvão
08 - Ô Menina
Moraes - Galvão
09 - Um Dentro do Outro
Jorginho - Pepeu
10 - Um Bilhete pra Didi
Jorginho
11 - Preta Pretinha no Carnaval ( Preta Pretinha )
Moraes - Galvão

Músicos
Baby Consuelo - Paulinho Boca de Cantor - Pepeu Gomes - Jorginho Gomes - Dadi - Charles Negrita - Baixinho - Bola

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"O grupo lançou oito trabalhos antológicos para MPB. Influenciados pela contra-cultura e pela emergente Tropicália, Luiz Dias
Galvão, Moraes Moreira, Paulinho Boca de Cantor, Baby Consuelo, tocam juntos pela primeira vez em Salvador, no espetáculo "Desembarque dos Bichos e Depois do Dilúvio", (1969). Ainda neste ano se inscrevem no V Festival de Música Popular Basileria com a canção "De Vera". Nas apresentações em palco e gravações, o grupo era acompanhado inicialmente pelo grupo Os Leifs, que depois teve seu nome mudado para A Cor do Som, do qual faziam parte o guitarrista Pepeu Gomes e seu irmão baterista, Jorginho Gomes. Pepeu Gomes se casa com a vocalista da banda, Baby Consuelo, e é incorporado definitivamente ao grupo; ao lado de Moraes Moreira colabora de maneira definitiva como arranjador musical do Novos baianos." Fonte

O Grupo se fez grande sucesso o disco "Acabou chorare" (1972), alcançando unanimidade entre público e crítica. Nessa época se funde A Cor do Som com o grupo. Com as fusões tropicalistas entre samba, bossa-nova e rock'n roll, há quem diga que os Novos Baianos ocuparam o espaço na música deixado pelos tropicalistas exilados (Gil e Caetano) e os Mutantes, que depois de 1972 perde a irreverência com a saída de Rita Lee e Arnaldo Baptista.

O disco apresentado aqui tem o desfalque de Moraes, mas a competência instrumental de Pepeu mantém o ótimo desempenho do grupo. Gravado para a Som Livre, dentro da linha de alto padrão com capa dupla, como tantos outros do Som Livre Exportação, esse disco é inovador no percurso do grupo, pois tem a presença de quatro faixas instrumentais pela primeira vez, compondo com as canções letradas por Galvão e a regravação maravilhosa de "Na cadência do samba", o repertório dessa safra.

O Homem Traça diz: ROAM!

   

Vamos pro mundo