quarta-feira, 31 de dezembro de 2014

Elis & Elas - 1995 - Luli & Lucina
Postagem original: 26/08/2008



01 - Aquarela do Brasil/O bêbado e a equilibrista
Ari Barroso/João Bosco - Aldir Blanc
02 - Momento negro
Black is beautifil
Marcos - Paulo Sérgio Valle
Upa neguinho
Edu Lobo e Gianfrancesco Guarnieri
Menino das Laranjas
Theo
Aruanda
Carlos Lyra e Geraldo Vandré
O morro não tem vez
Tom Jobim - Vinícius de Moraes
03 - Fascinação
F. de Marchetti e M. de Feraldy - versão: Armando Louzada
04 - Como nossos pais
Belchior
05 - Aos nossos filhos
Ivan Lins - Vito Martins
06 - Cartomante/Querelas do Brasil
Ivan Lins - Vitor Martins/Maurício Tapajós - Aldir Blanc
07 - Bala com bala
João Bosco - Aldir Blanc
08 - Nada será como antes
Milton Nascimento - Ronaldo Bastos
09 - Romaria
Renato Teixeira
10 - Saudosa Maloca/Casa no campo
Adoniran Barbosa/Zé Rodrix - Tavito
11 - Momento Elis
Redescobrir
Gonzaguinha
Águas de Março
Tom Jobim
Esse mundo é meu
Sérgio Ricardo
Até o sol raiar
Baden Pawell - Vinícius de Moraes
Cantador
Dori Caymmi - Nelson Mota
Maria, Maria (refrão)
Milton Nascimento - Fernando Brant
12 - Maria, Maria
Milton Nascimento - Fernando Brant
13 - Casa forte
Edu Lobo
14 - Essa mulher
Joyce - Ana Terra
15 - As aparências enganam
Tunai - Sérgio Natureza
16 - Momento mineiro
Ponta de areia
Milton Nascimento - Fernendo Brant
Cais
Milton Nascimento - Ronaldo Bastos
17 - Caxangá/Fé cega, faca amolada/Paula e Bebeto
Milton Nascimento - Fernando Brant/Milton Nascimento - Fernando Brant/ Milton Nascimento - Caetano Veloso

Músicos
Luli - Lucina - Karin Fernandes - Sheila Zagury - Augusto Matoso

Participações Especiais
Ney Matogrosso - Neti Szpilman - Badi Assad

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Logo que cheguei a São Paulo, meados dos anos 80, fui apresentado ao Centro Cultural São Paulo. Foi lá que vi essas moças pela primeira vez cantando Elis. Era parte da programação de uma semana especial. Esse CD só saiu dez anos depois do repertório já fazer parte de shows aqui e acolá. Aos arranjos especiais da dupla, com vocalises, violões e tambores, soma-se um teclado. As faixas em pout-pouri juntam um mesmo tema e o conjunto das canções dão conta de abranger a carreira da grande artista que foi Elis.

O Homem Traça diz: ROAM!



Aos nossos filhos
Benedito - 1983 - Bené Fonteles



01 - Benedito 
Bené Fonteles
02 - Na verdura do mar
Bené Fonteles
Voz: Luli e Lucina
03 - Dentro da nuvem
Bené Fonteles
Voz: Luli e Lucina
04 - Ellis
Bené Fonteles
Interpretação: Belchior 
05 - O som da pessoa 
Gilberto Gil - Bené Fonteles
06 - Exemplo da pedra 
Bené Fonteles
07 - O m 
Bené Fonteles
08 - Nau pantaneira 
Bené Fonteles
09 - Ao rei 
Bené Fonteles
10 - Há 
Bené Fonteles
11 - Aves e frutos 
Bené Fonteles
Voz: Tetê Espíndola 
12 - Aqui 
Bené Fonteles 
13 - N’aguai 
Bené Fonteles
14 - A chapada ensina 
Bené Fonteles
15 - Oração 
Bené Fonteles


Músicos

Luís R. Peres - Pier - Paulinho Oliveira - Luli - Lucina - Décio - Jorge Mello - Emílio - Egberto Gismonti - Belchior - Tetê Espíndola - Marco Bosco - Marcicano

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Bené Fonteles é, sobretudo, um artista plástico. Natural do Pará, Bragança, José Benedito Fonteles nasceu em 1953. Iniciou sua carreira em 1971, expondo no 3º Salão Nacional de Artes Plásticas do Ceará. Participou de quatro edições da Bienal Internacional de São Paulo (1973, 1975, 1977 e 1981). Seu trabalho como compositor está reunido no CD Benditos, lançado em 2003, que agrupa três trabalhos anteriores, Bendito (1983), Silencioso (1989) e (1991).

Nessa postagem trazemos o primeiro  disco, a primeira edição do  LP "Benedito", com as artes da capa e do belo encarte. Essa edição é rara, talvez por ser independente, é vendida a um preço alto até em páginas internacionais. Mas não é bem uma novidade transferida do LP para o MP3, há outros blog que já o postaram. Essa é só a versão do Homem Traça.

Cada faixa se dedica à poética da defesa da natureza, tema recorrente na trajetória de Bené. As performances mais emocionantes são as que registram as vozes de Luli e Lucina, de Tetê Espíndola e Belchior. Destacamos também a participação de Egberto Gismonti em "Om".

O Homem Traça diz: ROAM!



Na verdura do mar

quarta-feira, 17 de dezembro de 2014

Banquete dos Mendigos - 1979 - V.A.



DISCO 1
1 - Texto de Introdução A "O Banquete Dos Mendigos"
Artigo 1º Da Declaração Universal Dos Direitos Humanos
2 - No Pagode Do Vavá 
Paulinho da Viola
Paulo Cesar Baptista de Faria
Paulinho da Viola - voz, violão

3 - Roendo As Unhas
Paulinho da Viola
Paulinho da Viola - voz, violão

4 - Artigos 2º E 3º Da Declaração Universal Dos Direitos Humanos
Pedro dos Santos "Pedro Sorongo" - vocal, percussão

5 - Artigo 5º Da Declaração Universal Dos Direitos Humanos

6 - Samba Dos Animais 
Jorge Mautner
Jorge Mautner - voz
Nelson Jacobina - voz, violão

7 - Artigos 6º E 8º Da Declaração Universal Dos Direitos Humanos

8 - Pra Dizer Adeus 
Edu Lobo-Torquato Neto
Edu Lobo - voz, violão
Danilo Caymmi - flauta

9 - Artigo 9º Da Declaração Universal Dos Direitos Humanos

10 - Viola Fora De Moda 
Edu Lobo-José Carlos Capinan
Edu Lobo - voz, violão
Danilo Caymmi - flauta

11 - Palavras 
Luiz Gonzaga Júnior "Gonzaguinha"
Gonzaguinha - voz, violão

12 - Artigos 11º E 12º Da Declaração Universal Dos Direitos Humanos

13 - Eu E A Brisa 
Johnny Alf
Johnny Alf - voz, piano

14 - Artigos 13º E 14º Da Declaração Universal Dos Direitos Humanos

15 - Ilusão À Toa 
Johnny Alf
Johnny Alf - voz, piano

16 - Cachorro Urubu 
Paulo Coelho-Raul Seixas
Raul Seixas - voz

17 - Artigo 18º Da Declaração Universal Dos Direitos Humanos

18 - P. F. 
Shields
Grupo Soma (Diversos/Vozes)

19 - Artigo 19º Da Declaração Universal Dos Direitos Humanos

20 - Pot-Pourri
Nana Das Águas 
Geraldo Carneiro-João Donato
* Artigos 20º E 21º Da Declaração Universal Dos Direitos Humanos
Edison Machado - drums


DISCO 2

21 - Pot-Pourri
Pesadelo 
Maurício Tapajós-Paulo Cesar Pinheiro
Quando O Carnaval Chegar 
Chico Buarque
* Bom Conselho 
Chico Buarque
Chico Buarque - voz
MPB-4 - vozes
Miltinho (MPB-4) - violão

22 - Jorge Maravilha 
Chico Buarque
Chico Buarque - voz

23 - Abundantemente Morte 
Luiz Melodia
Luiz Melodia - voz

24 - Artigo 23º Da Declaração Universal Dos Direitos Humanos (a)

25 - Cais 
Milton Nascimento-Ronaldo Bastos
Milton Nascimento - voz
Toninho Horta - guitarra
Milton Nascimento - violão

26 - Artigo 23º Da Declaração Universal Dos Direitos Humanos (b)

27 - A Felicidade 
Tom Jobim-Vinicius de Moraes
Milton Nascimento - voz
Toninho Horta - guitarra
Milton Nascimento - violão

28 - Anjo Exterminado 
Jards Macalé-Waly Salomão
Jards Macalé - voz, violão

29 - Artigo 23º Da Declaração Universal Dos Direitos Humanos (c)
*Rua Real Grandeza 
Jards Macalé-Waly Salomão
Jards Macalé - voz, violão

30 - Asa Branca 
Humberto Teixeira-Luiz Gonzaga
Dominguinhos - voz, acordeon

31 - Lamento Sertanejo 
Dominguinhos-Gilberto Gil
Dominguinhos - voz, acordeon

32 - Artigo 30º Da Declaração Universal Dos Direitos Humanos

33 - Oração De Mãe Menininha 
Dorival Caymmi
Gal Costa - voz

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O LP Banquete dos Mendigos é um álbum-duplo gravado ao vivo no dia 10 de dezembro de 1973 no MAM do Rio Janeiro. O show comemorava os 25 anos da Declaração Universal dos Direitos Humanos, mas também tinha a função de chamar a atenção da população para os direitos humanos, largamente as violados pelos militares na ditadura civil/militar. Após a Comissão da Verdade entregar seu relatória oficial sobre as barbaridades cometidas em nome do Estado, é hora de cobrarmos punição aos crimes da ditadura, o fim de seus resquícios, como os autos de resistência, que ceifam a vida da juventude negra nas periferias do país, e mesmo, o a desmilitarização da polícia.

O show foi concebido e produzido por Jards Macalé, mesmo com o cerco ao MAM pela polícia do Exército e com a ronda por policiais à mesa de som o evento lotou. O disco não chegou a ser distribuído às lojas, foi recolhido, Censurado pela ditadura, o álbum só foi liberado e lançado em 1979. A imprensa, amordaçada pela censura, calou.

Muitos dos grandes ícones da música brasileira estão presentes com suas performances intercaladas pela leitura dos artigos da Declaração Universal dos Direitos Humanos feita por Ivan Junqueira. Algumas curiosidades valem ser destacadas, como a interpretação blues/sanguinária de Abundantemente Morte feita pelo iniciante Luiz Melodia, ou P.F., apresentada pelo Grupo Soma, cujo flautista era um tal que viria a ser conhecido como cantor pop, Ritchie (de Menina Veneno) nos anos 1980.

Mais informações sobre essas pérolas, aqui.

O Homem Traça diz: ROAM!

   

Abundantemente Morte 


terça-feira, 9 de dezembro de 2014

El derecho de vivir en paz - Victor Jara - 1971
Postagem original: 08/08/2008


1 - El derecho de vivir en paz
V. Jara
2 - Abre la ventana
V. Jara
3 - La partida
V. Jara
4 - El niño yuntero
M . Hernández - V. Jara
5 - Vamos por ancho camino
V. Jara - C. Garrido Lecca
6 - A la molina no voy mas
folclore do Perú
7 - A Cuba
V. Jara
8 - Casitas De Barrio Alto
M. Reynolds - adaptación de V. Jara
9 - El Alma Llena De Banderas
V. Jara
10 - Ni Chicha Ni Limona
V. Jara
11 - Plegaria A Un Labrador
V. Jara
12 - Brigada Ramona Parra
V. Jara - V. Rojas - C. Garrido Lecca

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"Um exemplo de vida, um homem em todo o sentido da palavra, nascido em Lonquén no ano de 1932 em uma família pobre, 5 irmãos. Desde pequeno teve que lutar para torcer o destino e a sorte da sua vida. Numa infância sofrida foi esculpindo sua personalidade forte e decidida, para lutar contra as injustiças de um sistema que não dá muita esperança pra quem nasce na miséria." Fonte

Foi assassinado por militares em setembro de1973, por conta do golpe contra o povo
chileno. As canções de Vitor Jarra são inspirações para a resistência dos trabalhadores ainda hoje.


RELATO DE UM DIA SANGRENTO NO ESTÁDIO DO CHILE, por Manuel Cabazas

"Os detidos que não comiam nem bebiam há três dias vomitavam sobre os cadáveres dos seus camaradas estendidos por terra... A certa altura, Victor desceu para perto da porta por onde entravam os presos e de lá se dirigiu ao comandante. Este olhou-o e fez o gesto de quem toca guitarra. Victor sorriu tristemente, dizendo que sim com a cabeça. O militar sorriu por sua vez, contente com a sua descoberta. Chamou quatro soldados para imobilizarem Victor e ordenou que se colocasse uma mesa no centro da 'cena', para que todos assistissem ao espetáculo que se iria desenrolar à sua frente. Levaram Victor e mandaram-no pôr as mãos em cima da mesa. Nas mãos de um oficial, um machado surgiu (dias depois, este oficial declarava à imprensa: "Tenho duas belas crianças e um lar feliz"). De uma pancada seca, cortou os dedos da mão esquerda; depois, nova pancada e foi a vez dos dedos da mão direita. Ouviram-se os dedos a caírem sobre o tampo de madeira; vibravam ainda. O corpo de Victor tombou inesperadamente. Ouviu-se o urro colectivo de 6000 detidos. Esses 12 000 olhos viram o mesmo oficial lançar-se sobre o corpo do artista gritando: "Canta agora, para a puta da tua mãe!", e continuava a agredi-lo com pancadas.

Nenhum dos detidos se poderá esquecer da face desse oficial, de machado na mão, os cabelos em desordem... Victor recebia os pontapés enquanto o sangue jorrava das suas mãos e a cara se tornava roxa.«De repente, Victor tentou penosamente levantar-se e, como um sonâmbulo, dirigiu-se para a bancada, os seus passos pouco firmes, os joelhos trémulos e ouviu-se a sua voz gritar: "Vamos fazer a vontade ao comandante!" Momentos depois conseguiu endireitar-se e, levantando as suas mãos encharcadas de sangue, numa voz de angústia, começou a cantar o hino da Unidade Popular, que toda a gente tomou em coro.«Enquanto, pouco a pouco, 6000 vozes se levantavam, Victor, com as suas mãos mutiladas, marcava o compasso. Viu-se um estranho sorriso sobre o seu rosto...


Era demais para os militares; dispararam uma rajada e Victor dobrou-se para a frente, como que fazendo uma reverência perante os seus camaradas. Outras rajadas partiram das metralhadoras, mas estas dirigidas para aqueles que tinham cantado com Victor. Houve uma verdadeira ceifa de corpos, caindo crivados de balas. Os gritos dos feridos eram aterrorizadores. Mas Victor não os ouviu. Estava morto."



Destaco a canção "El derecho de vivir en paz", por sua atualidade estética e política.


Para saber mais: aqui!


O Homem Traça diz: ROAM!




El derecho de vivir en paz

quinta-feira, 20 de novembro de 2014

Lápis de cor - Fátima Guedes - 1981
Postagem original: 31/01/2012



1 - Arco-íris
2 - Fraqueza
3 - Pelo Cansaço
4 - No Fim Da Casa
5 - A Bailarina
6 - Lápis De Cor
7 - Desacostumei De Carinho
8 - Celeste
9 - Bicho Medo
10 - Eu

Músicos
Eduardo Souto Netto - Ary Passarollo - Sizão - Paulinho Braga - Marcos Resende - Pareschi - Vidal - José Lana - José Alves - Carlos Eduardo - Walter Hack - Aizik - Paschoal - Penteado - Macedo - Alceu - Iura - Café - Zé Nogueira - Luiz Avellar - Moisés - Nilton Rodrigues - Marquinho - Pinduca - Nathan - Dazinho - Gilson Peranzzeta - Sivuca - Ed Maciel - Macaxera - Maurílio - Luiz Avellar

Participação especial

Simone

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Esse é o terceiro disco da carreira dessa magnífica compositora carioca, nascida em 1958, que começou a sua obra aos 15 anos. Essa capa de Elifas Andreato, artista cuja produção gráfica é intimamente ligada à música brasileira, chama especial atenção para esse LP. É um daqueles objetos sonoros que se tem de pegar, manusear e sentir o prazer, que emana das dez faixas de autoria da Fátima Guedes. 
Em sua trajetória constam gravações de intérpretes como Wanderléa, Elis Regina, Nana Caymmi, Zizi Possi, Joanna, Simone e Alcione, entre outros, mas foi uma gravação de Dércio Marques citando "Arco-íris" no disco Segredos Vegetais que me chamou atenção para a sua obra. Desde então, passei a admirar a sua voz aguda e a sua interpretação contundente dos quereres femininos.

Quer mais? Veja aqui

O Homem Traça diz: ROAM!



Lápis de cor 

quarta-feira, 19 de novembro de 2014

Inti-Raymi - 1973 - Arco Iris



1. Elevando una plegaria al sol
2. En nuestra frente
3. Maritimaria
4. La Pastora de los peces
5. Abran los ojos
6. Adonde iras, camalotal
7. Solo como el cardo
8. No quiero mirar atras
9. Elevando una plegaria al sol II (Inti Raymi)

Bônus
10. Soy un pedazo de sol
11. Llegó el cambio
12. El niño, la libertad y las palomas
13. Kukurico
14. La sabia verde 
15. Detrás

Músicos
Ara Tokatlián - Guillermo Bordarampé - Gustavo Santaolalla - Horacio Gianello  

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Esse é um disco é mais apoiado na música da cultura tradicional argentina, com pitadas de folk e rock e progressivo, o resultado é muito interessante.

O Homem Traça diz: ROAM!

terça-feira, 18 de novembro de 2014

ARCO IRIS - 1970
Postagem original: 22/01/2008



1 - Quiero llegar
2 - Hoy te mire
3 - Camino
4 - Coral
5 - Te quiero, te espero
6 - Luli
7 - Cancion de cuna para el niño astronauta
8 - Y una flor (el pastito)
9 - Tiempo
10 - Y ahora soyBonus track's
11 - Lo veo en tus ojos
12 - Cancion para una mujer
13 - Luisito, cortate el pelo
14 - Solo tengo amor
15 - Blues de dana
16 - Quien es la chica?
17 - Es nuestra la libertad
18 - Zamba

Músicos

Ara Tokatlian: Sopros
Guillermo Bordaram
: baixo

Gustavo Santaolall
: guitarra e voz

Horacio Gianell
: bateria e percussão
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Eu sou da opinião de que em matéria de música os argentinos mandam muito bem há tempos. Se ficarmos só com rock progressivo as minhas bandas prediletas na América Latina vêm da Argentina e sempre me deparo com coisas novas ou antigas que me sensibilizam demais.
Este é o primeiro disco da banda argentina "Arco-Íris". Ainda está longe de seus melhores álbuns, mas os elementos que mais tarde desenvolverão (blues, rock, jazz e o progressivo), em canções com uma recorrente influência folk, já estão presentes.

Ainda sem Gianello, com a colaboração de Alberto Cascino na bateria, os instrumentos habituais do Arco-Íris são flautas, sax´s e instrumentos de percussão experimentais, diversos do então rock argentino da época. Neste LP de estréia, na capa já se pode ver o símbolo que identificará a banda Arco-Íris (a chave de Dana) em todas suas produções.

O tango aparece aqui com uma modalidade nova, o Arco-Íris cita Piazzola na faixa “Quiero llegar”. As faixas bônus apareceram primeiro em compactos e, anos mais tarde, em compilações.

O Homem Traça diz: ROAM!



Tiempo 

domingo, 9 de novembro de 2014

Nito Mestre Y Los Desconocidos De Siempre - 1977

Postagem original em 30/05/2009




01 - Y las aves vuelan
Nito Mestre - Leon Gieco
02 - El tiempo para descubrir el mal
Nito Mestre
03 - Tema de goro
Rodolfo Gorosito
04 - Juego de voces
Nito Mestre
05 - Mientras no tenga miedo de hablar
Nito Meste - Maria Rosa Yorio
06 - Fabricante de mentiras
Charly Garcia
07 - Los días de marzo
Nito Mestre - Leo Sujatovich
08 - Finalmente nos dejaron esperando
Nito Meste

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Esse disco eu comprei junto com o do Karma. Um cara estava querendo fazer grana pra comprar outro disco importado e me ofereceu barato. Até então eu não tinha ouvido falar de uns e outros. Depois viraram "discos de cabeceira".

Carlos Alberto "Nito" Mestre nasceu em 1952. Ele estudou flauta e participou de corais, no contexto da música clássica até os 13 anos, quando ouviu Beatles. No colégio, com Charly García, formou o Sui Generis, duo que existiu até 75.


Após um interessante trabalho de folk-rock com Gieco e Porchetta (PorSuiGieco), Nito chama atenção para um respeitável grupo de músicos.

Com o tecladista Cyrus Fogliatta (antiga Los Gatos), a banda foi completada pelo ex-gato também Alfredo Toth (baixo), Pratti Francisco (bateria), Leo Sujatovich (teclados) e Rodolfo Vangelispiu (guitarra). Um grupo experiente, cada um dos músicos tinham uma história e prestígio.

O disco é essencialmente um folk acústico, à moda de Crosby, Still, Nash & Young. Exceto para o "Tema da Goro", que é um rock, o resto são suaves melodias vocais com excelentes arranjos.

O Homem Traça diz: ROAM!



Los días de marzo

quarta-feira, 15 de outubro de 2014

Folia - Boca Livre - 1981
Postagem original em 29/03/2008



01 - Chegou no vento
Xico Chaves - Vinicius Cantuária
02 - Folia
Lourenço Baêta - Xico Chaves
03 - Se o meu jardim der flor
Xico Chaves - Zé Renato
Participação: MPB-4
04 - Pena de sabiá
Xico Chaves - Zé Renato
05 - Pirilampo
Lourenço Baêta - Xico Chaves
06 - Tudo certo
Ana Terra - Zé Renato
07 - Dia de festa
Cacaso - Nelson Ângelo
08 - Alguém cantando
Caetano Veloso
09 - Coração de pai
David Tygel - Maurício Maestro
10 - Desenredo
Dori Caymmi - Paulo César Pinheiro

Músicos
Zé Renato - Maurício Maestro - David Tygel - Lourenço Baeta - Mú - Paulo Rafael - Marcelo Costa - Cid Freitas - Damilton Viana - Marcos Ariel - Paulo Guimarães - Danilo Caymmi - Celso Woltzenlogger - Rubinho - Gilson Peranzzetta - Ricardo Silveira - Vinícius Cantuária - José Carlos Ramos - Mauro Senise - Niltinho - Edmundo Maciel - Luiz Alves - Robertinho Silva - Chiquinho - Hélius Vilela - Novelli - Maurício Einhorn

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Este é o terceiro LP do Boca Livre, o primeiro feito em gravadora.

O Homem Traça diz: ROAM!



Folia
Dançando Pelas Sombras - 1992 - Boca Livre



1 - Dança de ouro
Lourenço Baêta - Zé Renato
2 - Testamento
Milton Nascimento - Nelson Ângelo
3 - Gotham City
Capinan - Jards Macalé
4 - Cruzada
Márcio Borges - Tavinho Moura
5 - The first circle
Lyle Mays - Pat Metheny
6 - Zen vergonha
Aldir Blanc - Guinga
7 - Oriente
Gilberto Gil
8 - Nuvem Cigana
Lô Borges - Ronaldo Bastos
9 - Todos os Santos
Maurício Maestro - Joyce
10 - Nua
Fernando Gama
11 - Caxangá
Milton Nascimento - Fernando Brant


Músicos
Boca Livre: Ze Renato, Mauricio Maestro, Lourenco Baeta, Fernando Gama. 
Zé Renato - vocals, steel guitar
Fernando Gama, Mauricio Maestro - vocals
Marcelo Costa - berimbau, percussion
Zé Nogueira - soprano saxophone, keyboards
Marcos Suzano - tabla, pandeiro

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O Homem Traça diz: ROAM!



Gotham City

domingo, 12 de outubro de 2014

O Menino Poeta - Canções e Poemas - 1985 - Antônio Madureira




01 - Canção da Garoa
(Mario Quintana) 
Solange Maria e Coral infantil 
02 - Lenda do Céu
(Mario de Andrade) 
Irene Ravache 
03 - Arco Iris
(Ascenso Ferreira)
Solange Maria e Coral infantil
04 - Negrinho do Pastoreio
(Stela Leonardos)
Mirinha 
05 - Na Rua do Sabão 
(Manuel Bandeira)
Irene Ravache
06 - Bãobalalão do “Poema Quixote e Sancho de Portinari” 
(Carlos Drummond de Andrade) 
Coral Infantil 
07 - Canção de junto do Berço 
(Mario Quintana) 
Irene Ravache 
08 - Balada do Rei das Sereias 
(Manuel Bandeira) 
Mirinha 
09 - O Menino Poeta 
(Henriqueta Lisboa) 
Mirinha 
10 - Enchente
(Jorge de Lima)
Irene Ravache
11 - Canção da Chuva e do Vento
(Mario Quintana) 
Solange Maria e Coral Infantil 
12 - Nina-nana de engenho 
(Stela Leonardos) 
Mirinha 
13 - Cantiguinha de Verão
(Mario Quintana)
Irene Ravache
14 - Segredo
(Henriqueta Lisboa )
Solange Maria e Coral Infantil
15 - Historia para Criança
(Cassiano Ricardo)
Irene Ravache
16 - Estrela Polar
(Vinicius de Moraes)
Solange Maria e Coral Infantil


Músicos
Composições: Antonio Madureira 
Canto: Solange Maria 


Alain Robert André Laour: fagote
Antonio Carrasqueira: flauta 
Antonio Madureira: violão 
Décio Cascapera: piano 
Dirceu S.Medeiros: bateria 
Edson José Alves: Viola 
Heraldo do Monte: Bandolim – Viola 
João Parahyba: percussão 
Toninho Ferrgutti: acordeon 
Toniquinho: bateria 
Walter Ferreira Godinho: sax-baritono
Zygmunt Kubala: cello

Coral infantil
Vivi, Amanda, Érica, Elaine Cristina, Suely, Daniela e Andrezza

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Há discos que, não fosse o esforço de alguns abnegados impulsionadores de blogs, já teriam desaparecido da memória. Esse LP "O Menino Poeta", com poemas e canções de alta qualidade poética e musical, é um belo exemplo deixado pelo Blog Cantos e Encantos (especializado no universo infantil, infelizmente inativo desde 2011).

"Durante a realização dos discos “Brincadeiras de Roda, Estórias e canções de Ninar” e “Brincando de Roda”, produzidos pelo Estúdio Eldorado, tive oportunidade de me aproximar com maior intimidade do universo da música infantil brasileira. Ao mesmo tempo em que procurava um tratamento musical adequado para apresentar as canções, pensava paralelamente em recriar a poética e a música infantil, num trabalho posterior que enfocasse o imaginário ligado a essa mesma temática. Para tanto, vasculhei a obra dos grandes poetas modernos brasileiros em busca de textos que reinventassem o mágico e o lúdico da cultura infantil.

De uma ampla pesquisa resultaram 16 poemas e com estes imaginei um trabalho que, sendo também um disco para a criança, fosse principalmente um belo disco sobre a criança.

Com a minha vivência com a música elementar e minha experiencia de compositor, aventurei-me a musicar alguns destes poemas e criar um comentário sonoro para outros que fossem narrados pela atriz Irena Ravache, em boa hora indicada pelo Estúdio Eldorado.Dai nasceram melodias simples, muitas vezes calcadas nas cantigas do cancioneiro folclórico, tudo dentroda nossa tradição musical.
Este LP, “O Menino Poeta”, é uma sintese dos anteriores. É uma reflaxão sobre o mundo de alegria e poesia que está errante no inconsicente do sombrio homem dos nossos tempos.”
(Texto extraído da capa do LP, assinado por Antônio Madureira).

Destaco a canção "Estrela Polar", poema de Vinícius de Morais, interpretada por Solange Maria, uma preciosidade recheada com o encanto do coro infantil.

O Homem Traça diz: ROAM!

 

Estrela Polar

sábado, 4 de outubro de 2014

Piraretã - 1980 - Tetê Espíndola



01 - Piraretã 
Marcelo Ricardo - Tetê Espíndola
02 - Cunhatãiporã
Geraldo Espíndola
03 - Refazenda
Gilberto Gil
04 - Rosa em Pedra Dura
Geraldo Espíndola
05 - Melro (Black Bird)
McCartney - Lennon
06 - Tamarana
Paulo Barnabé - Arrigo Barnabé
07 - O Cio da Terra
Milton Nascimento
08 - Vida Cigana
Geraldo Espíndola
09 - Beija-flor
Geraldo Espíndola - Paulo Cesar Campos
10 - Viver Junto
Tetê Espíndola - Carlos Rennó
11 - Matogrossense
Carlito - Lourival dos Santos - Tião Carreiro
12 - Aratarda
Tetê Espíndola - Alzira Espíndola


Músicos

Tetê Espíndola - Almir Sater - Alzira Espíndola - Geraldo Espíndola - Sérgio Espíndola - Marcelo Espíndola - Arrigo Barnabé - Claudio Bertrami - Luiz Carlos Maluly - Zé Eduardo Nazário - Bira -Claudio Ferreira - Oswaldinho do Acordeon - Demétrio - Marília - Oscar Garcia - Germano

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Esse é o disco de estreia da Tetê. Depois de participar de experiências nas gravações e shows de Arrigo Barnabé, depois da produção familiar no Lírio Selvagem, Piraretã consolida a voz aguda e o estilo agreste, pantaneiro, rock e rural, que marcará a carreira dessa moça.

Nesse LP há regravações com arranjos lindíssimos como "Refazenda" e a versão da "Black Bird" dos Beatles, transformado num folck renomeado para "Melro". Curiosamente, registre-se, que a canção "Vida cigana" teve regravações em diversos estilos por outros intérpretes, nem sempre tão bacanas, passando pelo pagode e sertanejo. Bora descer o Rio Paraguai e cantar as canções que não se ouvem mais!

O Homem Traça diz: ROAM!



Cunhatãiporã

quarta-feira, 24 de setembro de 2014

Rompendo fogo - 1989 - Papete


01 - Rompendo fogo 
Wellington Reis
02 - Ana e a Lua 
Beto Pereira
03 - Chapéu de couro 
Manoel Pacífico-adapt:Papete
04 - Dua vidas, a história se repete 
Papete
05 - Mar-ilha, à uma moça que dança contra o vento 
Papete
06 - Na asa do vento 
João do Vale - Luis Vieira
07 - Flor do mal 
Cesar Teixera
08 - Cavala-canga 
Sergio Habide
09 - Boi moreno 
folclore do Nordeste
10 - "Urrou" do boi-Toada de Coxinho para o boi de Pindaré 
Papete
11 - Voz de Manuella, minha filha 
Papete

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O Homem Traça diz: ROAM!



Rompendo fogo 

segunda-feira, 22 de setembro de 2014

Terra - Chico Buarque - 1997


1 - Assentamento
Chico Buarque 
2 - Brejo da cruz 
Chico Buarque 
3 - Levantados do chão
Milton Nascimento - Chico Buarque 
4 - Fantasia
Chico Buarque

Músicos
L.C. Ramos - João Rebolças - Jorge Helder - Marcelo Bernardes - Wilson das Neves - Chico Batera - Don Chacal - Milton Nascimento - Aquiles - Magro - Miltinho - Ruy - Chico Adnet - Lu Medeiros - Nina Pancveski - Olívia Hime - Maurício Maestro - Lourenço Baeta - Fernando Gama

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Terra é um compacto de Chico Buarque, hoje raro, foi lançado em conjunto com o livro "Terra", do fotógrafo Sebastião Salgado, dedicado ao Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST). O Livro e o CD foram lançados um ano após o massacre de Eldorado dos Carajás, quando 10 sem-terra foram executados a queima roupa e sete lavradores foram mortos por instrumentos cortantes, como foices e facões após o confronto com a PM, sob ordem do Governador Almir Gabriel, que ordenou o uso de força, inclusive para atirar contra os 1500 manifestantes que se encontravam na BR 155.

Duas das faixas são regravações. À época "Assentamento" e "Levantados do Chão" eram novidades, esta última, em parceria com Milton Nascimento, faz menção ao livro homônimo de José Saramago, o qual trás a história da luta pela terra em Portugal desde o final do século 19 até a Revolução dos Cravos em 1974.

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Assentamento

quinta-feira, 18 de setembro de 2014

Planador - Papete - 1981
Postagem original: 09/02/2008


01 - Luzeiro
Almir Sater

02 - Esse mar vai dar na Bahia

Hilton Acioly

03 - Planador

Ely de Oliveira e Papete

04 - Xote da Meninas

Luiz Gonzaga e Zé Dantas
05 - Todas as mulheres do mundo

Papete

06 - Mimoso

Ronald Pinheiro

07 - Pastorinha

Chico Maranhão

08 - Chora viola

Renato Teixeira

09 - Estradeiro
Almir Sater - Paulo Klein

10 - Sobrados

Papete


Músicos

Papete - Almir Sater - Carlão de Souza - Marcinho Werneck - capenga - Dudu Portes - Zé Gomes
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Papete, ou José de Ribamar Viana, nasceu em Bacabal MA em 1947. Iniciou sua carreira atuando como cantor na Rádio Gurupi em São Luís do Maranhão aos 13 anos de idade. Autodidata, dedica-se ao violão e percussão, o que o levará a acompanhar vários trabalhos musicais em shows e gravações como o de Rosinha de Valença, Marília Medalha, Hermeto Pascoal, Osvaldinho da Cuíca, Toquinho e Vinicius, Benito de Paula, Inezita Barroso, Diana Pequeno, Renato Teixeira, Almir Sater, César Camargo Mariano, Rita Lee, Sadao Watanabe, Angelo Branduardi, Andreas Wollenweider, Ornella Vanone e Alex Acuña, entre outros.

"Em 1974, participou do LP "Música popular do Centro-Oeste", lançado pela etiqueta Marcus Pereira. Gravou, pelo mesmo selo, o LP "Papete, berimbau e percussão".
Em 1975, participou do Festival Abertura (TV Globo). Gravou, com a cantora Ornela, o disco "Uomini", premiado, em 1977, como Disco do Ano. Por esse trabalho, foi apontado pela critica italiana como o melhor percussionista do mundo." Fonte

Papete grava o LP Planador com uma ampla diversidade de estilos, alinhando perfeitamente a música nordestina e a viola caipira. A cópia do LP que possuo veio com um folheto datilografado e apócrifo que não sei se a acompanha originalmente (coisas da vida em sebo), mas reproduzo aqui, pois define bem seu estilo.

"Papete arrasta você para um universo de sons incomuns, luminosos ou sombrios, que lembram uma entrada pelos matos, um avanço em que o sol brinca de esconde-esconde, um serpentear de um riacho e, de repente, uma cachoeira.
Manifesta sua força quando toca uma singela modinha, na beira da calçada, antes que a lua apareça ou quando participa de 'folia de Reis'. Fala, de perto à parcela de sangue selvagem de cada um, provoca um chacoalhar de sentimentos, surpreende você, confunde um pouco, depois lhe permite um enriquecimento da consciência. Pode ser uma 'brincadeira' bastante séria: 'Dou um doce a quem souber'... Reescreve um tempo para Papete, ouça-o várias vezes e você saberá"

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Mimoso

quarta-feira, 17 de setembro de 2014

Canto Geral - Geraldo Vandré - 1968
Postagem original: 14/04/2013



01- Terra Plana
02 - Companheira
03- Maria Rita
04 - De serra de Terra e de Mar
05 - Cantiga Brava
06 - Ventania
07 - O Plantador
08- João e Maria
09 - Arueira
10 - Guerrilha

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Vandré é ícone dos enfrentamentos de artistas contra a ditadura militar. Sua produção musical é básica, assim como a poesia que fala da luta, da terra e dos sofrimentos do povo trabalhador (à moda dos stalinistas, sob égide das teorias estéticas do realismo socialista). Nacionalista, sectário diante da produção musical estrangeira, expressou musicalmente em 1968, ano do AI-5, o que foi tomado como convocatória para a luta armada. Vandré foi obrigado a se exilar. Passou pelo Chile foi à França e voltou ao Brasil em 1973. Hoje vive em São Paulo. Em entrevista no ano de 2010, declara-se desencantado com a produção musical feita depois daqueles anos, funcionário público aposentado, diz não ter motivação para dar continuidade à sua obra no Brasil.

Longe de atribuir ao Vandré responsabilidades políticas, essa humilde traça arrisca dizer que a luta armada foi um tremendo erro. A organização de grupos armados, na conjuntura da época, funcionou como uma armadilha, pois isolou uma vanguarda e levou ao sacrifício uma parcela significativa dessa geração, prato cheio para o aparelho repressivo. Isso se dá porque diversos grupos de origem (ou influenciados) pelo stalinismo fomentaram a luta armada sem se apoiarem na ação nos sindicatos e na resistência concreta da classe trabalhadora. "Esqueceram" um pressuposto marxista: a revolução será obra da classe trabalhadora. De qualquer forma a revolução é necessária, diante da barbárie implantada pelo capitalismo. Que "Aruera" inspire novas experiências! Que os crimes da ditadura militar sejam punidos!

O Homem Traça diz: ROAMROAM



Aruera

sábado, 30 de agosto de 2014

Trindade - 1993
Marcus Viana-Carla Villar-Tavinho Moura



1 – Diadorado
Tavinho Moura
2 – Esperança manhã
Marcus Viana
3 – Debra/Trindade
Tavinho Moura – Fernando Brant
4 – Brasileira
Marcus Vianna – Fernando Brant
5 – Rio Doce
Tavinho Moura – Beto Guedes – Ronaldo Bastos
6 – Amigos
Marcus Vianna
7 – Saudade eu canto assim
Tavinho Moura – Murilo Antunes
8 – Amor selvagem
Marcus Vianna
9 – Gente que vem de Lisboa
Tavinho Moura – Fernando Brant
10 – Dois Corpos
Marcus Vianna – Murilo Antunes
11 – Passional
Marcus Vianna
12 – Cruzada
Marcio Borges – Tavinho Moura

Músicos:
Tavinho Moura - violão, viola, coro, voz
Belo Lopes - violão, coro
Marcelo Nebias - violão de orquestra
Carla Villar - coro, voz
Marcus Viana - voz, violino, piano, teclados, bandolim
Ivan Correa - baixo fretless, baixo
Augustó Rennó - violão, guitarra
Paulinho Carvalho - baixo
Nestor Santanna - acordeão
Claudio Faria - teclados, piano
Magrão - percussão
Firmino Cavazza - celo
Andersen Viana - flauta
Neném - bateria
Jairo Lara - flauta
Lincoln Cheib - bateria

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Este disco foi feito originalmente sob encomenda para uma empresa em 1993, um brinde restrito, no início da era das gravações em CD. O CD foi relançado em 2002, pois Marcus Viana, Tavinho Moura e Carla Villar construíram um disco muito bom, cheio de exemplos estimulantes da musica mineira, passando do tradicional ao progressivo. Vários arranjos se pautam pelos climas da trilha sonora da famigerada novela Pantanal e aos trabalhos do Sagrado Coração da Terra. Tavinho Moura marca a sua presença com suas composições, recheadas pelos sons das cordas de seu violão e de sua viola caipira. As parcerias com os músicos do Clube da Esquina como Beto Guedes, Fernando Brant, Marcio Borges entre outros, são marcantes. Carla Villar dá o toque final de suavidade às doces melodias que permeiam o disco. Há regravações de diversas canções consagradas, como Cruzada e Rio Doce, o que torna o disco mais uma pérola.

O Homem Traça diz: ROAM!



Cruzada