quinta-feira, 11 de dezembro de 2008

Sétima Arte - 1985 - Fátima Guedes




1 - Sétima Arte
2 - Minha Nudez
3 - Film Noir
4 - Mansão Do Terror
5 - Os Amores Que Eu Não Tive
6 - Um Sonho
7 - Natureza Morta
8 - Não Te Amo Mais
9 - Férias Em Acapulco
10 - Criatura

Músicas e letras de Fátima Guedes

Músicos
Gilson Peranzzetta - Arthur Maia - Teo Lima - Luizão - Paulinho Braga - Victor Biglione - Armando Marçal - Zé Nogueira - Leo Gandelman - Henrique Cunha - João Cortez

Participação especial
Claudio Zoli

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Esse é um disco emprestado da Estela, minha amiga de sons e sonhos. Fazia tempo que eu não tomava emprestado um vinil. Mas a coisa vai se tornar habitual novamente. Esse eu saquei da dona dizendo: essa moça Fátima Guedes canta as coisas femininas tão bem que é como se fosse um instrumento pontiagudo a me espetar, lembrando: tome cuidado com as mulheres, cuide delas, respeite-as. Então é assim, aproveitem as canções do LP sétima arte.

O homem Traça diz: ROAM!



Os Amores Que Eu Não Tive

domingo, 2 de novembro de 2008

Quase Lindo - Premeditando o Breque - 1983


1 - Lava rápido
Wnady
Arr.: Premê
2 - Paixão nas alturas
Wnady
Arr.: Premê
3 - Quase lindo
Biafra - Wandy e Osvaldo
Arr. Biafra
4 - Marcha Turca
W.A. Mozart (fur 5 alto guitarren)
Herausgeggeben von I.L. Maués
Participação do Quinteto Paulistano de Cavaquinhos
5 - Choro do Manga (Pé No Saco)
Biafra
6 - Mascando Clichê
Osvaldo - Biafra - Claus - Marcelo - Wandy - Petrik Rivers - Azael
Arr. Premê
7 - São Paulo, São Paulo
Osvaldo - Biafra - Claus - Marcelo - Wandy
Arr.: Nelson Ayres
8 - Sempre
Biafra e Claus
9 - Rede Urbana
Osvaldo
Arr.: Premê
10 - Relação Cabreira
Wandy
Arr. Igor Lintz Maués
11 - Saudosa Maluca
Wandy
Arr.: Premê

Músicos
Premê: Marcelo - Biafra - Osvaldo - Claus - Azael - Wandy
Demais: Gil - Buda - Paioletti - Capitão - Arlindo - Bill - Firmo - Sion - Cacá - Mané Silveira - Waltinho - Ubaldo - Nelson Ayres - Zygmunt - Kubata - Rodolfo Stroeter - Ana Cristina Rocha - Marília M. Fernandes - A.C. Dal Farra - Tuca - Vânia Bastos - Sérgio Leite - Gordo - Nininha - Bia - Luís Lopes - Rodrigo - Marian - Steve Ali

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Destaco "Lava rápido", pois a idéia é muito boa, ainda não sei porque não foi aproveitada por candidatos à Prefeitura de São Paulo. Além disso, nossa cidadezinha devia assumir "São Paulo, São Paulo" como o seu hino definitivo. Que "Sampa" que nada!

O Homem Traça diz: ROAM!



Lava rápido

quinta-feira, 16 de outubro de 2008

Histórias de cada canto - Tarumã - 1994



01 - Histórias de cada canto
L. carlos Moreno - M. Daniel Sanches - Eduardo Simplício
02 - Craviola
Daniel Sanches - Eduardo Simplício
03 - Enternecendo a espera
Daniel Sanches
04 - Barum
Juraildez da Cruz
05 - Terra nua
Beatriz Gandra
06 - Mata
Marlui Miranda - Marcos santili
07 - Plantar e colher
Eduardo - Daniell
08 - Terra pão e viola
Eduardo Simplício
09 - Giz
Eduardo - Daneil
10 - Urutau
Paulinho Rodrigues
11 - Caminito de llamas
Folclore peruano
12 - Papel de plata
Folclore Boliviano
13 - Walicha
Folclore peruano

Músicos
ver foto acima

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Fico impressionado com a quantidade de grupos que surgem e desaparecem ao longo dos anos e em toda parte. Muitos nem tem tempo de amadurecer, tampouco de serem conhecidos. A graça dos blog's de música, para mim, é justamente poder entrar em contato com produções que raramente encontro nas pratilheiras paulistanas, por serem produções longincuas ou antigas.

O Grupo Tarumã nasceu em 1990, gravou "Histórias de cada canto" em 1994, trazendo a proposta de cantar a cultura popular brasileira juntando a arranjos próximos da música latina. Nada novo, Tarancón e Raízes já haviam trilhado esse caminho muito bem, mas nada como poder fazer a música que se gosta, para fazer bem.

Destaco "Urutau", boizinho-canção pra celebrar esse pássaro noturno pouco visível, como a diversidade produtiva da música brasileira nas rádios e TV's.

O Homem Traça diz: ROAM!



Urutau

terça-feira, 9 de setembro de 2008

Som Barato (jan./2007 - set./2008)

Pois é gente, a bruxa tá indo pra fogueira!
Liberdade de expressão: zero!
Quem será a próxima vítima?



segunda-feira, 14 de julho de 2008

Mapa das horas - Denise Emmer - 2004


1 - O rei das esporas douradas
D. Emmer
2 - Estátuas gigantes
D. Emmer
3 - Minha rua é Bagdá
D. Emmer
4 - Canções do segredo
D. Emmer
5 - Canto lunar
D. Emmer
6 - Força do mundo
D. Emmer
7 - Pedalando sobre as casas
D. Emmer
8 - Outros ventos
D. Emmer
9 - Pedra no rio
D. Emmer
10 - Partindo-se
D. Emmer/poema - João Roiz Dle Branco (séc. XVI) Portugal
11- Cantiga da Ribeirinha
D. Emmer/poema - anônimo (séc. XV) Portugal
12 - Pois tanto gosto levais
D. Emmer/poema - Diogo Brandão (séc. XVI) Portugal

Músicos
Alain Pierre - Lenora Mendes - Alexandre Caldi - Denise Emmer - Elza Marins - Luciano Rocha

"Filha dos escritores Dias Gomes e Janete Clair. Irmã dos músicos Alfredo Dias Gomes e Guilherme Dias Gomes. Estudou piano durante oito anos com Werther Politano. Iniciou suas primeiras composições aos 10 anos de idade. Ainda no colégio, começou a pesquisar e a compor em português arcaico, sendo dessa época suas canções “Galvan el gran cavalero” e “Aquestas mañanas frias”. Em 1980, graduou-se em Física, pela Faculdade de Humanidades Pedro II (FAHUPE), no Rio de Janeiro. Fez pós-graduação latu sensu em Filosofia no Instituto de Filosofia e Ciências Sociais da UFRJ (IFICS). Cursou o Conservatório Brasileiro de Música (Violoncelo), onde foi aluna de Paulo Santoro. É autodidata no violão e na flauta doce." Fonte

Denise Emmer, durante os anos 70 participou de diversas trilhas sonoras de novelas da Globo, seu primeiro compacto com a música “Alouette” vendeu 300 mil cópias, com o qual ganhou um disco de ouro . Gravou seu primeiro LP “Pelos caminhos da América”, com participação do Grupo Água (Chile), em 1980.

Tomei contato com a música de Denise através de uma gravação do Tarancón para "Canto Lunar", em 1988. Nesse CD postado aqui nota-se a influência da música latina e da música antiga. Destaco a canção "Partindo-se", composta sobre um poema português que trata da saudade, um mote bem antigo.

O Homem Traça diz: ROAM!



Partindo-se

quinta-feira, 5 de junho de 2008

Sérgio Dias - 1980

1 - Não quero ver você dançar
Sérgio Dias - Caetano Veloso
2 - Aí pirada!
Sérgio Dias - Nelson Motta
3 - Ventos cardíacos
Sérgio Dias
4 - Brazilian New Wave
Sérgio Dias
5 - O Grão
Sérgio Dias - Caetano Veloso
6 - Arigatô-Harakiri
Sérgio Dias - Paulo Coelho
7 - Corações de carnaval
Sérgio Dias - Nelson Motta
8 - Eunice
Sérgio Dias
9 - Cromática
Sérgio Dias
10 - To Sérgio
L. Shankar

Músicos
Sérgio Dias - Jamil Jones - Paulinho Braga - Márcio Montarroyos - Fernando Gama - Ignácio Fernandes - Luciano Alves - Marcos Silva - Robertinho Silva - Lincon Olivetti - Copinha - Franklin - Jorginho - Picolé - Liminha - Paulinho Braga - Ariovaldo Contesini - Antenor - Marçal - Roberto - Edmundo Pires - Jorge Silva - - Nelson (Nenem) - Wilson - Jorge Luiz - Elizeu - Geraldo Sabino

Participações Especiais:
L. Shankar - Caetano Veloso - Gal Costa - Jane Duboc - Márcio Montarroyos

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Esse é o primeiro disco solo do Serginho Dias, guitarrista eterno de Os Mutantes. Nascido em 1950, começou seu aprendizado de violão aos 11 anos e, aos 13 já dava aulas e participava de desafios entre guitarristas jovens da época.

A história com Os Mutantes é um capítulo determinante em sua carreira, haja vista sua retomada da banda recentemente.

Nesse disco, a versatilidade é a marca maior, muito swing com sambas, reggae e jazz, além de pitadas progressivas. Cada faixa é uma surpresa. Destaco "Ventos cardíacos", canção que me fez chegar ao disco, ouvida inicialmente em programas da antiga rádio Brasil 2000 com seu pirado locutor JR. Eita cheiro de anos oitenta!

O Homem Traça diz: ROAM!



Ventos cardíacos

domingo, 20 de abril de 2008

Canudos - Gereba - 1997




01 - Centenário de Canudos
Gereba
02 - Ladainha de Canudos
Gereba - João Bá
03 - Estrelas da favela
Gereba
04 - Duas pedras
Gereba - João Bá
05 - Gamboa
Gereba
06 - Manto Azul
Gereba
07 - Sinos
Gereba
08 - Lamento por Canudos
Gereba - Nêumanne Pinto
09 - Paciência Tereza
Gereba - Patinhas
10 - Sossego da Vila
Gereba
11 - Muié santa de Canudos
Gereba - Patinhas
12 - As curvas do Vaza Barris
Gereba
13 - A oração e o combate
Gereba - Pe. Enóque
14 - O gole
Gereba - Patinhas
15 - A história fará sua homenagem
Gereba - Ivanildo Vilanova

Músicos
Gereba - Bombarda - Ruy Deutsch - Fernando Morais - Nailor Proveta - Adriana Maresca - André Micheletti - Adriano Busko - Toninho Carrasqueira - Jota Gê - Mário Manga - Ana Eliza Colomar - José Ananias - Oswaldinho do Acordeon - Marcos da Silva

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Acabei de assistir a um documentário sobre Canudos e fiquei impressionado com os paralelos possíveis de se estabelecer com os massacres executados pelo Estado burguês nas periferias desse nosso Brasil. É a barbarie! Os morros do Rio que que o digam!

Aí vai o texto do encarte:

"Há 100 anos, Canudos foi destruída. De forma dramática, chegava ao fim um episódio que mexeu com as mais profundas emoções da alma sertaneja, e sem dúvida, uma das mais belas e desconhecidas passagens da aventura humana.

Na célebre comunidade fundada em 1893 por Antônio Conselheiro, o sofrido povo sertanejo buscou construir uma nova experiência de vida, sem polícia e sem impostos, onde não havia patrão nem empregado e com o uso coletivo da terra, materializando assim o desejo ardente de construir com as próprias mãos, o sentido maior de realização na existência humana, que é o de viver não no enfrentamento e sim na comunhão com a vida, na plenitude da liberdade e da justiça social.

Em quatro anos Canudos tornou-se a 2a. maior cidade da Bahia, com mais de 25 mil habitantes (Salvador, na época tinha 200 mil), e esse extraordinário crescimento desagradava as elites fundiárias, a igreja e o Governo, que promoveram uma autêntica guerra civil, envolvendo os canudenses e mais de 12 mil soldados do exército brasileiro oriundos de 17 estados. (O contingente total do exército da época era de 26 mil soldados - Nota do Traça)

Após um ano inteiro de violentos combates, finalizados em outubro de 1897, a cidade estava arrasada e 25 mil conselheiristas mortos, mas não houve rendição, Canudos lutou até o fim das últimas forças. Terminava desta forma, o grande sonho de uma comunidade igualitária no sertão baiano. Esses extraordinários acontecimentos se inscreveram definitivamente como um dos capítulos mais importantes da história do Brasil, que 100 anos depois, ainda emociona centenas de milhares de pessoas em todo o mundo" Antônio Olavo - Fotógrafo (Dirigiu o documentário "Paixão e guerra no sertão de Canudos)

Quando assisti o filme "Guerra de Canudos" de Sérgio Rezende, em 1997, não gostei do filme (o pejo global pesou) e, embora goste muito de Edu Lobo, sua trilha não chega aos pés da sensibilidade registrada no disco de Gereba.

O Homem Traça diz: ROAM!

A oração e o combate

domingo, 13 de abril de 2008

Cacuriá de Dona Teté - 1998





01 - Choro de Lera
02 - Jabuti - Jacaré
03 - Bananeira - Ladeira
04 - Divino
05 - Cabeça de Bagre
06 - Mariquinha
07 - Valsa
08 - Gavião
09 - Rolinha - Quirina - Rosa Menina
10 - A Cana
11 - Saia - Formiga
12 - Mulata Bonita
13 - Chapéu de Lenha - Agarradinho

Voz: Dona Teté
Caixas: Dona Teté - Beto Miranda - Cesar Peixiho - Totó
Banjo, violá de 6 cordas, violão de 7 cordas: Gordo Elinaldo
Flauta: Serra Almeida
Baixo: Waldeci e Junior
Clarinetes: Francisco Pinheiro
Teclados: Henrique Duailibe
Agogô e Afoxé: Paulinho Sabujá
Côro: Rosa - Soraya - Ayeram - Cecé - Zuza - Carlos - Nelson
Arranjos e Direção Musical: Gordo Elinaldo
Direção Geral e Produção: Nelson Brito

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Quando se pensa em cacuriá logo se associa a imagem de Dona Teté. A dança de roda foi criada pelo maranhense Aureliano Almeida, mais conhecido por Seu Lauro, em 1973. Teve origem no carimbó de caixeiras, brincadeira realizada no fim da Festa do Divino Espírito Santo, que ocorre sempre cinqüenta dias após a Páscoa. Dona Teté, àquela época, fazia parte do grupo de Seu Lauro como uma das tocadoras de caixa. A ramificação do Cacuriá cresceu bastante e houveram inovações, quando foram acrescentados alguns outros elementos na dança. Alguns elementos foram adicionados também ao ritmo, como o violão, a flauta e o banjo.

"O Cacuriá é uma dança de roda brincada nas ruas e praças de São Luís e tem origem na festa do Divino Espírito Santo. Após a derrubada do mastro, as caixeiras se reúnem para "vadiar", é o "lava-pratos", a que dão o nome de "carimbó de caixeira", "Baile de Caixa", "Bambaê de Caixa", eta, dependendo da região onde acontece.

Seu Lauro, artista popular que também botava Bumba Meu Boi e Tambor de Crioula, criou a partir da musicalidade do movimento e dos versos desta festa a Dança do Cacuriá.

Dona Teté iniciou seu trabalho com o LABORARTE em 1980, quando foi convidada a ensinar o toque da caixa do Divino para o espetáculo teatral "Passos", a partir daí passou a integrar o elenco permanente do grupo. Artista popular de grande versatilidade, Dona Teté toca caixa, canta ladainha, dança tambor de crioula, tira reza em procissão emocionando o público, seja numa cena dramática no palco ou numa brincadeira de muita vibração e alegria na rua." (Texto do encarte).

O Homem Traça diz: ROAM!

 

Gavião

domingo, 24 de fevereiro de 2008

Bonito que canta - Petrona Martinez
2002




01 - La vida vale la pena (chalupa)
Petrona Martinez
02 - El Hueso (puya)
Petrona Martinez
03 -Tierra Santa (bullerengue)
Petrona Martinez
04 - Arremachalo (chalupa campesina)
Petrona Martinez
05 - Rama de tamarindo (son de negro)
Petrona Martinez et Marceliano Orozco, à la mémoire de Luis Enrique Martinez
06 - Un niño que llora en los montes de Maria (bullerengue sentao)
Petrona Martinez
07 - Sendero Indio (afroindigena)
Rafael Ramos - Javier Ramirez
08 - Mi mama abreme la puerta (bullerengue sentao)
Petrona Martinez
09 - El Parrandon (chalupa)
Petrona Martinez
10 - Conchita (fandango)
Petrona Martinez
11 - La Currumba (chalupa)
Petrona Martinez
12 - A recogé-correra la bolita (canto de arrullo)
Petrona Martinez

Músicos
Petrona Martinez - Canto
Alvaro Llerena Martinez - alegre, guacharaca, totumas, coro, canto em "Rama de tamarindo"
Edwin Munoz - tambora
Guillermo Valencia - llamador
Javier Ramirez - gaita, cana, guache, coro
Luis Castro - maracas, totumas, coro
Joselina Llerena Martinez - totumas, coro, canto em "Arremachalo"

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Petrona Martinez é originária de San Cayetano, próxima da cidade histórica de Cartagena de las Índias, na costa colombiana do pacífico. É herdeira de uma tradição de pelos menos quatro gerações de músicos que cantam o “bullerengue”, ritmo afro acompanhado de danças, cantado pelas mulheres grávidas solteiras ou concubinas que eram impedidas de participar das festas e celebrações religiosas de São João e São Pedro. “Bullerengue” é o único canto exclusivamente feminino na Colômbia.

Embora cante desde menina em festas populares, Petrona começou sua carreira no mercado fonográfico no final dos anos 80, hoje aos 69 anos, já fez show's pela Europa, EUA e já esteve no Brasil. Seu estilo musical, calcado nas tradições herdadas da África e adaptadas à cultura colombiana é semelhante aos batuques brasileiros como o tambor de crioula do Maranhão e o batuque de umbigada de São Paulo.


O Homem Traça diz: ROAM!






La vida vale la pena

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2008

Dona Bandalha - Beijo no asfalto


Já vi esse povo ao vivo e posso dizer que a cada espetáculo é uma surpresa, do som ao movimento de palco - com suas criações performáticas/teatrais - a cada novo número o público anseia por desvendar o que virá, posto que suas letras irônicas e arranjos ousados estão completamente fora do que se vê ultimamente nos palcos de São Paulo. Teatro e Música (e da boa!) são as plataformas de lançamento desse grupo, o qual ainda não tendo CD - registro que embora seja importante, não é o suficiente para traduzi-lo - passeia pelos espaços subterrâneos e festivais do interior do estado chocando, aglutinando e incentivando o público a tomar posição nessa bandalha.

"Coloque num caldeirão porções fartas de música, teatro e humor. Escolha com carinho cada um desses ingredientes. Misture música com estilos variados com o Rock ocupando lugar de destaque, convivendo com Reggae, Funk, ritmos brasileiros, uma pitada de Jazz a gosto.Experimente muito! Reserve. Em outra panela coloque teatro, refogue porções de criação coletiva com pesquisa de ritmo e movimento aliados a uma vontade de fazer sem frescura. Experimente muito! Misture tudo, deixe cozinhar em fogo alto enquanto tempera com humor bastante pimenta, conhaque (na falta pode ser uma cachacinha mesmo) e ervas finas. Sirva sem moderação. Rendimento: uma porção de gente. O grupo está com o espetáculo “Brinquedo de montar Brinquedo”. Cada espetáculo é uma jogada, surgem novos personagens de diferentes tempos, escondem-se outros.Passado e futuro são vividos. Embora diversos, cada momento do “brinquedo” é surpreendente." Receita de Dona Bandalha

FORMAÇÃO
Alan Livan - Direção Geral, ator e vocal
Alessandra Araújo - Figurinos, adereços e maquiagem
Camila Andrade - Iluminação
Fernando Barros - Direção musical, vocal e baixo
Guilherme Moraes - Bateria
Ivan Cruz - Guitarra
João Paulo - ator e teclado
Thais Hércules - atriz
Dramaturgia: o grupo

Contato: Alan 6243 5539 e 83887264 alanlivanarte@yahoo.com.br


segunda-feira, 11 de fevereiro de 2008

Mário Reis


01 - Vamos deixar de intimidade
(Ary Barroso - g.1960)
02 - A tua vida é um segredo
(Lamartine babo - g.1960)
03 - Rasguei a minha fantasia
(Lamartine Babo - g. 1960)
04 - Linda Mimi
(João de Barro - g. 1960)
05 - Isso eu não faço, não
(Tom Jobim - 1960)
06 - Nem é bom falar
(Ismael Silva, F. Alves, N. Bastos - g. 1971)
07 - Gosto que me enrosco
(Sinhô - g. 1971)
08 - Se você jurar
(Ismael Silva, F. Alves, N. Bastos - g. 1930)
09 - Dorinha, meu amor
(José Francisco de Freitas - g. 1928)
10 - Fita amarela
(Noel Rosa - g.1932)
11 - A razão dá-se a quem tem
(Ismael Silva, F. Alves, Noel - g. 1932)
12 - Marchinha do amor
(Lamartine Babo - g. 1931)
13 - Formosa
(Nássara, J. Rui - g. 1932)
14 - Mulato bamba
(Noel - g. 1932)
15 - Esquina da vida
(Noel, Francisco Mattoso - g. 1933)
16 - Mentir
(Noel - g. 1932)
17 - Vai haver barulho no chatô
(Noel , Walfrido da Silva - g. 1933)
18 - Prazer em conhece-lo
(Noel, Custódio Mesquita - g. 1932)
19 - Filosofia
(Noel, André filho - g. 1933)
20 - Vejo amanhecer
(Noel Francisco Alves - g. 1933)
21 - Meu barracão
(Noel - g. 1933)
22 - Capricho de rapaz solteiro
(Noel - g. 1933)

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"Ídolo da música popular brasileira na década de 30, carioca do Rio Comprido, e considerado o cantor mais original da época por seu estilo suave, que trinta anos depois influenciou a bossa nova. Em sua época, imperavam os cantores de vozeirão empostado e ribombante, de tom operístico, que tinham necessariamente que cantar muito alto para suprir as deficiências dos microfones, ainda rudimentares. Foi um dos primeiros cantores a se beneficiar dos avanços que os equipamentos de som conheceram no final dos anos 30.

Intérprete favorito do compositor Sinhô, Reis formou uma dupla lendária com Francisco Alves. Seu sucesso foi total, numa época em que era moda em música popular os duetos e trios. Em quatro anos, de 1930 a 1934, gravaram 24 canções. Em 1936, participou do filme Alo, Alo Carnaval, cantando Teatro da Vida e Cadê Mimi. No mesmo ano, com apenas 29 anos e no auge do sucesso, Reis abandonou a carreira artística, passando a cultivar um padrão de vida requintado, em sincronia com as festas e comemorações da mais variada natureza onde participava a alta sociedade carioca. Em 1939, ainda participaria do filme Joujoux e Balangandãs, ao lado de Dorival Caymmi. Grande acionista da fábrica de tecidos Bangu, Reis gabava-se de não precisar trabalhar e tornou-se frequentador assíduo do fechado Country Club do Rio de Janeiro, onde era o centro das atenções com sua conversa agradável e inteligente.

Voltou aos palcos numa nostálgica e curta temporada em 1973 e chegou a gravar um LP no ano anterior. A maioria de seus discos foram gravados em 78 rotações, entre os anos 20 e 30, e apenas três LPs. Seu maior sucesso foi Jou-joux et Balangandãs, destacando-se também outras interessantes melodias: Sabiá, Se Você Jurar, Fita Amarela, Filosofia, Linda Morena, A Tua Vida é um Segredo, Agora é Cinza e Ride Palhaço. Grande intérprete de Noel Rosa, ele gravou Mulato Bamba, um samba que teve como musa inspiradora o travesti Madame Satã. Apesar de galã e capaz de paixões arrebatadoras, Mario nunca se casou e, nos últimos 22 anos de sua existência, morava sozinho num apartamento do Copacabana Palace. Faleceu aos 74 anos, em 5 de outubro de 1981."
Fonte

Aqui temos uma pequena mostra com momentos distintos desse grande intérprete. Pessoalmente creio que sua maneira quase falada e um tanto quanto risonha de cantar, influenciou outros cantores na MPB, além da bossa nova, como Juca Chaves e Luiz Tatit, ex-Grupo Rumo.
Destaco "Razão dá-se a quem tem", em dueto com Francisco Alves, exemplo de dois estilos opostos e complementares. Para saber mais: aqui!

O Homem Traça diz: ROAM!






Razão dá-se a quem tem

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2008

Extras - Luli e Lucina



01 - Flor lilás *
02 - Floresta encantada *

03 - Saborearei
04 - Na verdura do mar

05 - Bossa velha

06 - Macaca

07 - Miopia

08 - Outra Carolina

09 - Quase festa

10 - Toca andar


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Mais algumas canções extras da dupla Luli e Lucina. Aqui tem gravações inéditas em disco, sobras de estúdio, show's e gravações caseiras, além de duas faixas do compacto duplo gravado com o Grupo "O Bando" em 1971*.

O Homem Traça diz: ROAM!





Flor lilás

quarta-feira, 30 de janeiro de 2008

Plínio Marcos em prosa e samba,
nas quebradas do mundaréu
1974




01 - Tiririca
Geraldo Filme
02 - Vou sambar n'outro lugar
Geraldo Filme
03 - Tradições e Festas de Pirapora
Geraldo Filme
04 - Silêncio no Bixiga
Geraldo Filme
05 - Tebas "O escravo" (Praça da Sé)
Geraldo Filme
06 - Brasil recebe o mundo de braços abertos
Zeca da Casa Verde
07 - Congada
Zeca da Casa Verde
08 - Linda manhã
Zeca da Casa Verde
09 - Noite encantada
Zeca da Casa Verde
10 - De Pirapora a Barueri
Tradicional - Música tradicional paulista
11 - Ditado antigo
Toniquinho
12 - Bloco do Chora Galo
Toniquinho
13 - Samba de lei

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Plínio Marcos é um dos grandes dramaturgos brasileiros e pode ser enquadrado no naturalismo, pois sua temática se incumbia de retratar a saga dos desvalidos como prostitutas, marginais e miseráveis de toda ordem. Suas peças foram perseguidas pela censura durante a ditadura militar e hoje temos exemplos cinematográficos como "Dois perdidos numa noite suja", "Navalha na carne" e "Querô" levado às telas.

Plínio Marcos nasceu em Santos (1935) e faleceu em São Paulo (1999), sua obra é fruto de suas vivências no circo, no teatro amador ou não, entre intelectuais e a malandragem.

"Já em São Paulo, em 1964, escreveu um texto para um espetáculo de música popular brasileira, Nossa Gente, Nossa Música, realizado pelo Grupo Quilombo, dirigido por Dalmo Ferreira, no Teatro de Arena. Sempre foi um defensor e divulgador do trabalho de
sambistas das Escolas de Samba de São Paulo. Em 1970, escreveu e dirigiu Balbina de Iansã. As músicas do espetáculo, de compositores tradicionais do samba paulista, como Talismã, Sílvio Modesto, Jangada, foram gravadas em LP, em 1971. Em 1974, lança outro LP – Plínio Marcos em Prosa e Samba, Nas Quebradas do Mundaréu – com os sambistas Geraldo Filme, Zeca da Casa Verde e Toniquinho Batuqueiro, disco considerado fundamental para quem quer estudar o samba da cidade de São Paulo. Esse disco é resultado de um show que já vinha fazendo com esses e outros músicos e que, com algumas variações, recebeu diferentes nomes: Plínio Marcos e os Pagodeiros, Humor Grosso e Maldito das Quebradas do Mundaréu, Deixa Pra Mim que eu Engrosso.
Além desses e de outros shows, nesse mesmo período tinha programas em rádios e na Televisão Tupi, nos quais divulgava o trabalho dos sambistas paulistas. Durante vários anos, fez a cobertura do desfile das Escolas de Samba de São Paulo para jornal, rádio ou televisão.

Em 1972, é o fundador da primeira banda carnavalesca de São Paulo, a
Banda Bandalha, que saía na quinta-feira da semana anterior ao Carnaval e, também, no sábado de Aleluia, e cujo ponto de partida era em frente ao Teatro de Arena, no Bar Redondo, reunindo artistas, intelectuais e sambistas de várias Escolas de Samba, que se misturavam a milhares de foliões." Fonte

O Homem Traça diz: ROAM!





Bloco do chora galo

quinta-feira, 24 de janeiro de 2008

Geraldo Filme - Ensaio - 1992





1 - Batuque de Pirapora
2 - Samba da Barra Funda
3 - Lava-pés
4 - Tebas
5 - Eu vou mostrar
6 - Benedito chorou
7 - Silêncio no Bexiga
8 - Cordão do Vai-Vai
9 - Vai no Bexiga pra ver
10 - Tradições e festas de Pirapora
11 - Que gente é essa

Músicos
Zé do Cavaco - cavaquinho;
Edmilson Capelupi - violao 7 cordas
Jorginho Cebion - percussão
Geraldo Filme - tamborim
Theo da Cuíca - percussão

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Aquela sentença afirmando ser São Paulo "o túmulo do Samba" cunhada por Vinícios de Moraes e repetida por Caetano Veloso só pode ser obra de quem não conhece São Paulo e sua história. Nessa cidade viveram e vivem pessoas como Geraldo Filme que mantêm viva a tradição da cultura negra herdada dos ancestrais que, embora sempre espoliados, resistem culturalmente e vieram a formar o samba paulista, distinto do resto do país é claro, para manter sua personalidade altiva.

Geraldo Filme é descendente direto do Samba de Bumbo, o Samba Rural, que chegou à São Paulo com a vinda dos negros ex-escravos que tomaram a Capital do estado em busca de trabalho. Até hoje essa manifestação, de crônicas em versos curtos e improvisados, mantém-se viva, passando por quintais de Bom Jesus de Pirapora, Campinas, Mauá e pelo bairro da Brasilândia em São Paulo.

"Nascido em 1928, em São João da Boa Vista, interior de São Paulo, aportou menino na cidade e caiu no lugar certo, o bairro da Barra Funda. Ajudando a mãe, tornou-se entregador de marmitas, iniciando seu conhecimento da cultura do povo e a popularidade que o cercaria para sempre. Ouvindo os mais velhos cantar, foi fazendo da memória um arquivo de futuro valor inestimável e que jamais se furtou a consultas ou informações. Tornar-se-ia normalmente compositor, ignorando a tradicional rivalidade entre a Barra Funda e o Bexiga e os demais redutos, transitando por escolas como a Camisa Verde, a Vai-Vai, Unidos do Peruche, distribuindo por elas todas talento e sabedoria. Foi o grande precursor da escola de samba Paulistano da Glória, na rua da Glória no bairro da Liberdade. Seu samba-prece Silêncio no Bixiga, homenagem ao amigo Pato N'Água, morto misteriosamente, até hoje é um hino de todos os sambistas paulistanos. Morreu em 1995, às vésperas do carnaval, preocupado com os festejos de rua, usando o telefone do hospital para dar instruções para que tudo saísse bem, no desfile que não chegou a ver." Fonte.

Pois é, quem nunca viu o samba amanhecer, vá no Bexiga pra ver...

O Homem Traça diz: ROAM!






Vai no Bexiga pra ver