quinta-feira, 11 de dezembro de 2008

Sétima Arte - 1985 - Fátima Guedes




1 - Sétima Arte
2 - Minha Nudez
3 - Film Noir
4 - Mansão Do Terror
5 - Os Amores Que Eu Não Tive
6 - Um Sonho
7 - Natureza Morta
8 - Não Te Amo Mais
9 - Férias Em Acapulco
10 - Criatura

Músicas e letras de Fátima Guedes

Músicos
Gilson Peranzzetta - Arthur Maia - Teo Lima - Luizão - Paulinho Braga - Victor Biglione - Armando Marçal - Zé Nogueira - Leo Gandelman - Henrique Cunha - João Cortez

Participação especial
Claudio Zoli

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Esse é um disco emprestado da Estela, minha amiga de sons e sonhos. Fazia tempo que eu não tomava emprestado um vinil. Mas a coisa vai se tornar habitual novamente. Esse eu saquei da dona dizendo: essa moça Fátima Guedes canta as coisas femininas tão bem que é como se fosse um instrumento pontiagudo a me espetar, lembrando: tome cuidado com as mulheres, cuide delas, respeite-as. Então é assim, aproveitem as canções do LP sétima arte.

O homem Traça diz: ROAM!



Os Amores Que Eu Não Tive

domingo, 2 de novembro de 2008

Quase Lindo - Premeditando o Breque - 1983


1 - Lava rápido
Wnady
Arr.: Premê
2 - Paixão nas alturas
Wnady
Arr.: Premê
3 - Quase lindo
Biafra - Wandy e Osvaldo
Arr. Biafra
4 - Marcha Turca
W.A. Mozart (fur 5 alto guitarren)
Herausgeggeben von I.L. Maués
Participação do Quinteto Paulistano de Cavaquinhos
5 - Choro do Manga (Pé No Saco)
Biafra
6 - Mascando Clichê
Osvaldo - Biafra - Claus - Marcelo - Wandy - Petrik Rivers - Azael
Arr. Premê
7 - São Paulo, São Paulo
Osvaldo - Biafra - Claus - Marcelo - Wandy
Arr.: Nelson Ayres
8 - Sempre
Biafra e Claus
9 - Rede Urbana
Osvaldo
Arr.: Premê
10 - Relação Cabreira
Wandy
Arr. Igor Lintz Maués
11 - Saudosa Maluca
Wandy
Arr.: Premê

Músicos
Premê: Marcelo - Biafra - Osvaldo - Claus - Azael - Wandy
Demais: Gil - Buda - Paioletti - Capitão - Arlindo - Bill - Firmo - Sion - Cacá - Mané Silveira - Waltinho - Ubaldo - Nelson Ayres - Zygmunt - Kubata - Rodolfo Stroeter - Ana Cristina Rocha - Marília M. Fernandes - A.C. Dal Farra - Tuca - Vânia Bastos - Sérgio Leite - Gordo - Nininha - Bia - Luís Lopes - Rodrigo - Marian - Steve Ali

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Destaco "Lava rápido", pois a idéia é muito boa, ainda não sei porque não foi aproveitada por candidatos à Prefeitura de São Paulo. Além disso, nossa cidadezinha devia assumir "São Paulo, São Paulo" como o seu hino definitivo. Que "Sampa" que nada!

O Homem Traça diz: ROAM!



Lava rápido

quinta-feira, 16 de outubro de 2008

Histórias de cada canto - Tarumã - 1994



01 - Histórias de cada canto
L. carlos Moreno - M. Daniel Sanches - Eduardo Simplício
02 - Craviola
Daniel Sanches - Eduardo Simplício
03 - Enternecendo a espera
Daniel Sanches
04 - Barum
Juraildez da Cruz
05 - Terra nua
Beatriz Gandra
06 - Mata
Marlui Miranda - Marcos santili
07 - Plantar e colher
Eduardo - Daniell
08 - Terra pão e viola
Eduardo Simplício
09 - Giz
Eduardo - Daneil
10 - Urutau
Paulinho Rodrigues
11 - Caminito de llamas
Folclore peruano
12 - Papel de plata
Folclore Boliviano
13 - Walicha
Folclore peruano

Músicos
ver foto acima

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Fico impressionado com a quantidade de grupos que surgem e desaparecem ao longo dos anos e em toda parte. Muitos nem tem tempo de amadurecer, tampouco de serem conhecidos. A graça dos blog's de música, para mim, é justamente poder entrar em contato com produções que raramente encontro nas pratilheiras paulistanas, por serem produções longincuas ou antigas.

O Grupo Tarumã nasceu em 1990, gravou "Histórias de cada canto" em 1994, trazendo a proposta de cantar a cultura popular brasileira juntando a arranjos próximos da música latina. Nada novo, Tarancón e Raízes já haviam trilhado esse caminho muito bem, mas nada como poder fazer a música que se gosta, para fazer bem.

Destaco "Urutau", boizinho-canção pra celebrar esse pássaro noturno pouco visível, como a diversidade produtiva da música brasileira nas rádios e TV's.

O Homem Traça diz: ROAM!



Urutau

sábado, 13 de setembro de 2008

Criança faz Arte - Doroty Marques - 1984

1 - Era uma vez
José Agostin Guytisolo - Dércio Marques
2 - Fundo da mata
Domínio Público
3 - Tapararv
Folclore Andino
4 - Cantigas de brincar
Folclore
Peixe vivo
Atirei o pau no gato
Terezinha de Jesus
Ema corredeira
5 - Pega pega
Paulo Gomes
6 - Largatixa
Dércio Marques
7 - O Vaqueiro e o Bicho Froxo
Tema do cantador
Doroty Marques
Tema do namoro
Doroty Marques
Pastorinha
Chico Maranhão
Tema do bicho froxo
Josias Sobrinho - Tácito Borralho
Lamento do vaqueiro
Doroty Marques
Miquelina
Domínio Público
Tema do papa figo
Doroty Marques
Janaína
João Bá - Doroty Marques
Boi encantado
Giordano Mochel
Boi de janeiro
Domínio Público

Músicos - Atores
Doroty Marques e Dércio Marques
Beto Lima e Beto Andreta

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O simples ato de brincar, de cantar, jogar o jogo do faz de conta junto com as crianças, é o fio condutor desse disco. Música, poesia e teatro para aqueles que gostam de trazer sua criança consigo. Bananas para o adulto opressor!

Esse disco é para o Teo (meu afilhado cultural) e para os coleguinhas de todas as idades. Destaco "Pega pega", uma gostosa canção-brincadeira interpretada por Dércio Marques.

O Homem Traça diz: ROAM!



Pega pega

terça-feira, 9 de setembro de 2008

Som Barato (jan./2007 - set./2008)

Pois é gente, a bruxa tá indo pra fogueira!
Liberdade de expressão: zero!
Quem será a próxima vítima?



terça-feira, 2 de setembro de 2008

Sonho da Rabeca - Mestre Salustiano - 1998

1 - Coco de Manoel - Coco
Rui Bandeira
2 - Pimenta na Brasa - Forró de pé de serra
Mestre Salustiano
3 - A Pata Piou - Toada de Cavalo Marinho
Mestre Salustiano
4 - Toada de Cavalo Marinho
Domínio Público - Adap. Mestre Salustiano
5 - Esse Coco é Bom - Coco
Mestre Salustiano
6 - Arretação - Forró de pé de serra
Mestre Salustiano
7 - Mateus e Catirina - Toada de Cavalo Marinho
Mestre Salustiano
8 - Bota o cachorro no Mato - Coco
Mestre Salustiano
9 - Macaco Ensaboado - Forró de pé de serra
Mestre Salustiano
10 - Salu na Rabeca é Bom - Forró
Mestre Salustiano
11 - Cirandas
Mestre Salustiano
12 - Mané Corta o Pau na Mata - Toada de Cavalo Marinho
Mestre Salustiano
13 - Maracatu - Sambas, marchas e galopes
Mestre Salustiano
14 - Maracatu Rabecado
Mestre Salustiano

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É com pesar que noticio a morte do artista pernambucano, Mestre Salustiano. Faleceu aos 62 anos de arritmia cardíaca provocada pela doença de Chagas, na manhã de 31 de agosto de 2008.

Manoel Salustiano Soares, vulgo Mestre Salu, o maior nome do maracatu pernambucano, influenciou nomes como Alceu Valença e o Movimento Armorial, foi professor de Siba (o rabequeiro do extinto Mestre Ambrósio), de Antônio Nóbrega, que ganhou o País com seu Teatro Brincante e de Chico Science, que, à frente da Nação Zumbi, detonou o Mangue Bit, movimento que recebeu fortes influências da rabeca do Salu. Nascido em Aliança, Zona da Mata de Pernambuco, o artista sempre lutou pela preservação das manifestações culturais da Zona da Mata, como ciranda, coco, maracatu e caboclinho.

Apesar de ser um dos artistas mais influentes da cultura popular pernambucana, Salustiano gravou apenas quatro álbuns em mais de 50 anos de carreira, sendo a primeira gravação "Sonho da rabeca", aos 54 anos de idade.

Em 2007, Salustiano recebeu o título de Patrimônio vivo de Pernambuco. Ele também participou das mini-séries da Rede Globo “
A Pedra do Reino” e “Hoje É Dia de Maria”.

Destaco "Arretação", para nós, que ficamos, continuarmos no baque areando a fivela, inspirados pelo Mestre.

O Homem Traça diz: ROAM!



Arretação


terça-feira, 26 de agosto de 2008

Cigarra - Simone - 1978

1 - Cigarra
Milton Nascimento - Ronaldo Bastos
2 - Coisas de balada
Nelson Ângelo - Fernando Brant
3 - Petúnia resedá
Gonzaga Jr.
4 - Então vale a pena
Gilberto Gil
5 - A sede do peixe (para o que não tem solução)
Milton Nascimento - Márcio Borges
6 - Medo de amar n° 2
Sueli costa - Tite de Lemos
7 - Diga lá, coração
Gonzaga Jr.
8 - As curvas da estrada de Santos
Roberto e Erasmo Carlos
9 - Ela disse-me assim (vá embora)
Lupicínio Rodrigues
10 - Sangue e pudins
Fagner - Abel Silva
Música incidental
As curvas da estrada de Santos

Músicos
Paulo Cezar Willcox - Ivani Sabino - William Caram - Olmir Stocker - Dazinho - Chacal - José Eduardo

Participações Especiais
Gilberto Gil (violão em "Então Vale a pena") e Gonzaga Jr. (vocalise em "Diga lá, coração")

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Nesse disco Simone está primorosa com ótimos arranjos para um repertório cheio de Minas, ainda que, de quebra, tenha Gil, Fagner e Robertão.

Contribuição via correio do companheiro de roídas Janclerques, chegadaço em filmes de faroeste.

O Homem Traça diz: ROAM!




A sede do peixe

segunda-feira, 14 de julho de 2008

Mapa das horas - Denise Emmer - 2004


1 - O rei das esporas douradas
D. Emmer
2 - Estátuas gigantes
D. Emmer
3 - Minha rua é Bagdá
D. Emmer
4 - Canções do segredo
D. Emmer
5 - Canto lunar
D. Emmer
6 - Força do mundo
D. Emmer
7 - Pedalando sobre as casas
D. Emmer
8 - Outros ventos
D. Emmer
9 - Pedra no rio
D. Emmer
10 - Partindo-se
D. Emmer/poema - João Roiz Dle Branco (séc. XVI) Portugal
11- Cantiga da Ribeirinha
D. Emmer/poema - anônimo (séc. XV) Portugal
12 - Pois tanto gosto levais
D. Emmer/poema - Diogo Brandão (séc. XVI) Portugal

Músicos
Alain Pierre - Lenora Mendes - Alexandre Caldi - Denise Emmer - Elza Marins - Luciano Rocha

"Filha dos escritores Dias Gomes e Janete Clair. Irmã dos músicos Alfredo Dias Gomes e Guilherme Dias Gomes. Estudou piano durante oito anos com Werther Politano. Iniciou suas primeiras composições aos 10 anos de idade. Ainda no colégio, começou a pesquisar e a compor em português arcaico, sendo dessa época suas canções “Galvan el gran cavalero” e “Aquestas mañanas frias”. Em 1980, graduou-se em Física, pela Faculdade de Humanidades Pedro II (FAHUPE), no Rio de Janeiro. Fez pós-graduação latu sensu em Filosofia no Instituto de Filosofia e Ciências Sociais da UFRJ (IFICS). Cursou o Conservatório Brasileiro de Música (Violoncelo), onde foi aluna de Paulo Santoro. É autodidata no violão e na flauta doce." Fonte

Denise Emmer, durante os anos 70 participou de diversas trilhas sonoras de novelas da Globo, seu primeiro compacto com a música “Alouette” vendeu 300 mil cópias, com o qual ganhou um disco de ouro . Gravou seu primeiro LP “Pelos caminhos da América”, com participação do Grupo Água (Chile), em 1980.

Tomei contato com a música de Denise através de uma gravação do Tarancón para "Canto Lunar", em 1988. Nesse CD postado aqui nota-se a influência da música latina e da música antiga. Destaco a canção "Partindo-se", composta sobre um poema português que trata da saudade, um mote bem antigo.

O Homem Traça diz: ROAM!



Partindo-se

quinta-feira, 5 de junho de 2008

Sérgio Dias - 1980

1 - Não quero ver você dançar
Sérgio Dias - Caetano Veloso
2 - Aí pirada!
Sérgio Dias - Nelson Motta
3 - Ventos cardíacos
Sérgio Dias
4 - Brazilian New Wave
Sérgio Dias
5 - O Grão
Sérgio Dias - Caetano Veloso
6 - Arigatô-Harakiri
Sérgio Dias - Paulo Coelho
7 - Corações de carnaval
Sérgio Dias - Nelson Motta
8 - Eunice
Sérgio Dias
9 - Cromática
Sérgio Dias
10 - To Sérgio
L. Shankar

Músicos
Sérgio Dias - Jamil Jones - Paulinho Braga - Márcio Montarroyos - Fernando Gama - Ignácio Fernandes - Luciano Alves - Marcos Silva - Robertinho Silva - Lincon Olivetti - Copinha - Franklin - Jorginho - Picolé - Liminha - Paulinho Braga - Ariovaldo Contesini - Antenor - Marçal - Roberto - Edmundo Pires - Jorge Silva - - Nelson (Nenem) - Wilson - Jorge Luiz - Elizeu - Geraldo Sabino

Participações Especiais:
L. Shankar - Caetano Veloso - Gal Costa - Jane Duboc - Márcio Montarroyos

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Esse é o primeiro disco solo do Serginho Dias, guitarrista eterno de Os Mutantes. Nascido em 1950, começou seu aprendizado de violão aos 11 anos e, aos 13 já dava aulas e participava de desafios entre guitarristas jovens da época.

A história com Os Mutantes é um capítulo determinante em sua carreira, haja vista sua retomada da banda recentemente.

Nesse disco, a versatilidade é a marca maior, muito swing com sambas, reggae e jazz, além de pitadas progressivas. Cada faixa é uma surpresa. Destaco "Ventos cardíacos", canção que me fez chegar ao disco, ouvida inicialmente em programas da antiga rádio Brasil 2000 com seu pirado locutor JR. Eita cheiro de anos oitenta!

O Homem Traça diz: ROAM!



Ventos cardíacos

domingo, 20 de abril de 2008

Canudos - Gereba - 1997




01 - Centenário de Canudos
Gereba
02 - Ladainha de Canudos
Gereba - João Bá
03 - Estrelas da favela
Gereba
04 - Duas pedras
Gereba - João Bá
05 - Gamboa
Gereba
06 - Manto Azul
Gereba
07 - Sinos
Gereba
08 - Lamento por Canudos
Gereba - Nêumanne Pinto
09 - Paciência Tereza
Gereba - Patinhas
10 - Sossego da Vila
Gereba
11 - Muié santa de Canudos
Gereba - Patinhas
12 - As curvas do Vaza Barris
Gereba
13 - A oração e o combate
Gereba - Pe. Enóque
14 - O gole
Gereba - Patinhas
15 - A história fará sua homenagem
Gereba - Ivanildo Vilanova

Músicos
Gereba - Bombarda - Ruy Deutsch - Fernando Morais - Nailor Proveta - Adriana Maresca - André Micheletti - Adriano Busko - Toninho Carrasqueira - Jota Gê - Mário Manga - Ana Eliza Colomar - José Ananias - Oswaldinho do Acordeon - Marcos da Silva

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Acabei de assistir a um documentário sobre Canudos e fiquei impressionado com os paralelos possíveis de se estabelecer com os massacres executados pelo Estado burguês nas periferias desse nosso Brasil. É a barbarie! Os morros do Rio que que o digam!

Aí vai o texto do encarte:

"Há 100 anos, Canudos foi destruída. De forma dramática, chegava ao fim um episódio que mexeu com as mais profundas emoções da alma sertaneja, e sem dúvida, uma das mais belas e desconhecidas passagens da aventura humana.

Na célebre comunidade fundada em 1893 por Antônio Conselheiro, o sofrido povo sertanejo buscou construir uma nova experiência de vida, sem polícia e sem impostos, onde não havia patrão nem empregado e com o uso coletivo da terra, materializando assim o desejo ardente de construir com as próprias mãos, o sentido maior de realização na existência humana, que é o de viver não no enfrentamento e sim na comunhão com a vida, na plenitude da liberdade e da justiça social.

Em quatro anos Canudos tornou-se a 2a. maior cidade da Bahia, com mais de 25 mil habitantes (Salvador, na época tinha 200 mil), e esse extraordinário crescimento desagradava as elites fundiárias, a igreja e o Governo, que promoveram uma autêntica guerra civil, envolvendo os canudenses e mais de 12 mil soldados do exército brasileiro oriundos de 17 estados. (O contingente total do exército da época era de 26 mil soldados - Nota do Traça)

Após um ano inteiro de violentos combates, finalizados em outubro de 1897, a cidade estava arrasada e 25 mil conselheiristas mortos, mas não houve rendição, Canudos lutou até o fim das últimas forças. Terminava desta forma, o grande sonho de uma comunidade igualitária no sertão baiano. Esses extraordinários acontecimentos se inscreveram definitivamente como um dos capítulos mais importantes da história do Brasil, que 100 anos depois, ainda emociona centenas de milhares de pessoas em todo o mundo" Antônio Olavo - Fotógrafo (Dirigiu o documentário "Paixão e guerra no sertão de Canudos)

Quando assisti o filme "Guerra de Canudos" de Sérgio Rezende, em 1997, não gostei do filme (o pejo global pesou) e, embora goste muito de Edu Lobo, sua trilha não chega aos pés da sensibilidade registrada no disco de Gereba.

O Homem Traça diz: ROAM!

A oração e o combate

domingo, 13 de abril de 2008

Cacuriá de Dona Teté - 1998





01 - Choro de Lera
02 - Jabuti - Jacaré
03 - Bananeira - Ladeira
04 - Divino
05 - Cabeça de Bagre
06 - Mariquinha
07 - Valsa
08 - Gavião
09 - Rolinha - Quirina - Rosa Menina
10 - A Cana
11 - Saia - Formiga
12 - Mulata Bonita
13 - Chapéu de Lenha - Agarradinho

Voz: Dona Teté
Caixas: Dona Teté - Beto Miranda - Cesar Peixiho - Totó
Banjo, violá de 6 cordas, violão de 7 cordas: Gordo Elinaldo
Flauta: Serra Almeida
Baixo: Waldeci e Junior
Clarinetes: Francisco Pinheiro
Teclados: Henrique Duailibe
Agogô e Afoxé: Paulinho Sabujá
Côro: Rosa - Soraya - Ayeram - Cecé - Zuza - Carlos - Nelson
Arranjos e Direção Musical: Gordo Elinaldo
Direção Geral e Produção: Nelson Brito

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Quando se pensa em cacuriá logo se associa a imagem de Dona Teté. A dança de roda foi criada pelo maranhense Aureliano Almeida, mais conhecido por Seu Lauro, em 1973. Teve origem no carimbó de caixeiras, brincadeira realizada no fim da Festa do Divino Espírito Santo, que ocorre sempre cinqüenta dias após a Páscoa. Dona Teté, àquela época, fazia parte do grupo de Seu Lauro como uma das tocadoras de caixa. A ramificação do Cacuriá cresceu bastante e houveram inovações, quando foram acrescentados alguns outros elementos na dança. Alguns elementos foram adicionados também ao ritmo, como o violão, a flauta e o banjo.

"O Cacuriá é uma dança de roda brincada nas ruas e praças de São Luís e tem origem na festa do Divino Espírito Santo. Após a derrubada do mastro, as caixeiras se reúnem para "vadiar", é o "lava-pratos", a que dão o nome de "carimbó de caixeira", "Baile de Caixa", "Bambaê de Caixa", eta, dependendo da região onde acontece.

Seu Lauro, artista popular que também botava Bumba Meu Boi e Tambor de Crioula, criou a partir da musicalidade do movimento e dos versos desta festa a Dança do Cacuriá.

Dona Teté iniciou seu trabalho com o LABORARTE em 1980, quando foi convidada a ensinar o toque da caixa do Divino para o espetáculo teatral "Passos", a partir daí passou a integrar o elenco permanente do grupo. Artista popular de grande versatilidade, Dona Teté toca caixa, canta ladainha, dança tambor de crioula, tira reza em procissão emocionando o público, seja numa cena dramática no palco ou numa brincadeira de muita vibração e alegria na rua." (Texto do encarte).

O Homem Traça diz: ROAM!

 

Gavião

segunda-feira, 17 de março de 2008

Venham mais cinco - José Afonso - 1973


01 - Rio largo de profundis
José Afonso

02 - Era um redondo vocábulo
José Afonso

03 - Nefretite não tinha papeira
José Afonso

04 - Adeus ó Serra da Lapa
José Afonso

05 - Venham mais cinco
José Afonso

06 - A formiga no carreiro
José Afonso

07 - Que amor não me engana
José Afonso

08 - Paz poeta e pombas
José Afonso

09 - Se voaras mais ao perto
José Afonso

10 - Gastão era perfeito
José Afonso


Músicos
Michel Cron - Alain Noel - André Garradot - Michel Bergés - Janine de Waleyne - Jean Claude Dubois - Jean Claude Naude - Michel Buzon - Michel Grenu - Marcel Perdignon - Michel Delaporte - José Mário Branco

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O Homem Traça diz: ROAM!





Paz, poeta e pombas

segunda-feira, 10 de março de 2008

Simone - 1973




01 - Morena
Dalto

02 -
Caminho do Sol
Dalto - Mário Jorge
03 -
Quero
Vera Brasil - Elô

04 -
Maior que o meu amor
Renato Barros

05 -
Tudo que você podia ser
Lô Borges - Márcio Borges

06 -
Bandeira branca
Max Nunes - Laércio Alves

07 -
Assim não dá
Ana Maria

08 -
Encontro marcado
Joyce

09 -
Momento do amor
Taiguara

10 -
Charada
Dalto

11 -
Chegou a hora
Ivan Lins - Ronaldo M. Souza

12 -
Chega
Paulo Diniz - Odibar

Diretor de produção: Milton Miranda
Diretor musical: Maestro Gaya
Assistentes de produção: Elô e Paulo Leivas
Orquestrador e regente: Maestro José Briamonte
Lay-out: Joselito
Fotos: Paulo Leivas

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"Simone Bittencourt de Oliveira, conhecida apenas como Simone, (Salvador, 25 de dezembro de 1949) é uma cantora brasileira.

Prematura de oito meses e sétima filha de uma família de nove irmãos, seu pai, Otto, queria que seu nome fosse Natalina, mas sua mãe, Letícia, prestes a batizar a filha, mudou o nome para Simone. Nascida numa família de músicos, seu pai, que tocava violino e era cantor de ópera, e a mãe, piano, sempre incentivaram-na a cantar. Até a adolescência Simone foi jogadora profissional de basquete e por isso mudou-se para São Paulo aos dezessete anos, para integrar o time da Seleção Brasileira de basquete feminino. Estudou na Fefis, em Santos, aonde se formou em Educação Física; foi colega, durante o curso, do futebolista Pelé.

Convidada por sua amiga e professora de violão, Elodir Barontini, Simone participou de um jantar na casa do então gerente de marketing da gravadora Odeon, Moacir Machado, o Môa. Neste encontro, especialmente marcado para que ela mostrasse sua voz, ao final veio o convite para assinar um contrato, não para um, mas quatro LPs de uma só vez, para gravadora: Simone fez muito sucesso no teste e foi logo aprovada. O primeiro, Simone, gravado em outubro de 1972, teve uma produção de baixo custo e poucos músicos, regidos pelo maestro José Briamonte. O lançamento aconteceu em 20 de março de 1973 (considerada a data oficial do início da carreira), em São Paulo e Simone estreou no mesmo dia num programa da TV Bandeirantes. A primeira tiragem foi distribuída apenas para amigos, parentes e para o meio artístico; dez anos depois seria relançado com uma capa diferente. A participação no programa Mixturação, da Tv Record (abril, 1973), também foi aguardada com expectativa e Simone considerada um dos nomes mais promissores. O sucesso começava assim de forma gradual."

Fonte

Homem Traça diz: ROAM!






Encontro marcado

sábado, 1 de março de 2008

Olho D'água - Marlui Miranda - 1979


01 - Vinho do Porto (Ana Maria Bahiana - Marlui Miranda)
02 - No Pilar (Jararaca)
03 - Pitanga (Capinan - Marlui Miranda)
04 - Estrela do Indaiá (Xico Chaves - Marlui Miranda)
05 - Olho d'água (Marlui Miranda)
06 - Marimbondo (Xico Chaves - Marlui Miranda)
07 - Grupo Krahó (Indios Krahó)
08 - Acorda Maria Bonita (Volta Seca)
09 - Herculano (Xico Chaves - Marlui Miranda)
10 - Sodade meu bem, sodade (Zé do Norte)
11 - Calypso (Geraldo Carneiro - Egberto Gismonti)

Músicos
Grupo "Academia de Danças":
Zeca Assumpção, Zé Eduardo Nazário, Mauro Senise, Egberto Gismonti, Marlui Miranda

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"A família de Marlui Miranda sempre teve com a música uma relação de prazer. Sua mãe, sem nunca ter estudado ou mesmo tocado violão, foi quem afinou pela primeira vez o instrumento que Marlui havia ganho. Nesta época a família ainda morava em Fortaleza, onde Marlui nasceu em 1949. Quando tinha 5 anos, mudaram-se para o Rio de Janeiro, a partir de onde o pai, engenheiro, resolveu encarar o desafio de ajudar a construir Brasília. Era 1959.

Marlui começou a estudar violão no ginásio, em meio à efervescência cultural. Já na faculdade de Arquitetura, ela começou a freqüentar as reuniões que traziam à Brasília nomes como
Jacob do Bandolim e Victor Assis Brasil. A música instrumental despertou em Marlui o gosto pela composição. O canto ficou escondido pela timidez. Apesar disso, em 68 ela ganhou o 1º prêmio como intérprete e compositora no Festival Estudantil da Universidade de Brasília. Marlui deixou a universidade e foi para o Rio disposta a viver de música.

Começou a cantar com
Egberto Gismonti e através dele conheceu Taiguara, com quem viajou por todo Brasil fazendo shows como guitarrista do grupo que o acompanhava. Em meados de da década de 70 Marlui começou a estudar violão clássico com Jodacil Damasceno e Turíbio Santos. Passou a cantar e tocar violão com Jards Macalé e teve uma música sua, "Airecillos" , gravada por Ney Matogrosso no LP "Bandido".

Marlui também organizou, junto com o poeta
Xico Chaves, o projeto "Circuito Aberto de MPB", realizado no Teatro Gil Vicente, Rio de Janeiro, e reunia novos artistas que tentavam vencer aqueles tempos difíceis de sufoco e censura dos anos 70. Depois de muitos shows como este, surgiu uma grande oportunidade: Marlui foi convidada pelo amigo Egberto a participar de seu grupo Academia de Danças. Foram mais de dois anos de excursões pelo Brasil, em apresentações onde Marlui cantava e tocava violão, percussão e cavaquinho.

Em 78 fez a sua primeira viagem a Rondônia e , em 79, lançou pela gravadora Continental seu primeiro LP, "
Olho D'água". Gravado e mixado em apenas uma semana, o LP foi saudado com grande entusiasmo pela crítica. O ano seguinte foi uma maratona de shows pelo Brasil e um desejo de se aprofundar no conhecimento da música indígena , uma necessidade de pesquisa e reflexão.

Em 81, em companhia de seu companheiro, o fotógrafo Marcos Santilli, Marlui
partiu para uma viagem de seis meses pelo rio Guaporé, Mamoré, Pacas Novas e tantos outros, todos em Rondônia, numa cuidadosa pesquisa e documentação de hábitos e músicas de índios e seringueiros, estabelecendo uma relação de objetividade com a natureza do lugar. Observando a relação do homem com aquele meio, Marlui aprendeu na prática a relacionar os fenômenos locais como parte de um todo e passou também a sentir necessidade de preservar o repertório musical daquele povo.

De volta a São Paulo, onde já vivia desde 78, Marlui preparou, gravou e finalmente lançou em 83 o segundo LP "
Revivência". Já em esquema independente, contando com sua própria produtora, "Memória Discos e Edições", "Revivência" foi o primeiro resultado deste contato de Marlui com um Brasil geralmente esquecido e entregue à própria sorte. O segundo resultado das andanças de Marlui e Marcos Santilli foi a produção do LP " Paiter Merewá", com músicas feitas e cantadas pelos índios Suruís, de Rondônia. Esse Lp foi lançado em 85 e antes disso Marlui esteve envolvida na composição das trilhas sonoras dos filmes "Jarí" de Jorge Bodanszki e "Povo da Lua, Povo de Sangue", de Cláudio Andujar.

No final de 85 Marlui entrou em estúdio para gravar "
Rio Acima ", LP que traz canções que nos remetem mais uma vez a um vasto e desconhecido país chamado Brasil. Marlui ganhou uma bolsa da John Simon Guggenheim Memorial Foundation para continuar a desenvolver seu projeto de recriação da música indígena da Amazônia Brasileira. Antes de ser um compromisso de trabalho, trata-se da certeza de um prolongamento de prazer e alegria. Afinal, o único compromisso da música de Marlui Miranda é com a qualidade." Márcio Gaspar (trechos do encarte do disco "Rio Acima" de Marlui Miranda)

O Homem Traça diz: ROAM!





Pitanga

domingo, 24 de fevereiro de 2008

Bonito que canta - Petrona Martinez
2002




01 - La vida vale la pena (chalupa)
Petrona Martinez
02 - El Hueso (puya)
Petrona Martinez
03 -Tierra Santa (bullerengue)
Petrona Martinez
04 - Arremachalo (chalupa campesina)
Petrona Martinez
05 - Rama de tamarindo (son de negro)
Petrona Martinez et Marceliano Orozco, à la mémoire de Luis Enrique Martinez
06 - Un niño que llora en los montes de Maria (bullerengue sentao)
Petrona Martinez
07 - Sendero Indio (afroindigena)
Rafael Ramos - Javier Ramirez
08 - Mi mama abreme la puerta (bullerengue sentao)
Petrona Martinez
09 - El Parrandon (chalupa)
Petrona Martinez
10 - Conchita (fandango)
Petrona Martinez
11 - La Currumba (chalupa)
Petrona Martinez
12 - A recogé-correra la bolita (canto de arrullo)
Petrona Martinez

Músicos
Petrona Martinez - Canto
Alvaro Llerena Martinez - alegre, guacharaca, totumas, coro, canto em "Rama de tamarindo"
Edwin Munoz - tambora
Guillermo Valencia - llamador
Javier Ramirez - gaita, cana, guache, coro
Luis Castro - maracas, totumas, coro
Joselina Llerena Martinez - totumas, coro, canto em "Arremachalo"

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Petrona Martinez é originária de San Cayetano, próxima da cidade histórica de Cartagena de las Índias, na costa colombiana do pacífico. É herdeira de uma tradição de pelos menos quatro gerações de músicos que cantam o “bullerengue”, ritmo afro acompanhado de danças, cantado pelas mulheres grávidas solteiras ou concubinas que eram impedidas de participar das festas e celebrações religiosas de São João e São Pedro. “Bullerengue” é o único canto exclusivamente feminino na Colômbia.

Embora cante desde menina em festas populares, Petrona começou sua carreira no mercado fonográfico no final dos anos 80, hoje aos 69 anos, já fez show's pela Europa, EUA e já esteve no Brasil. Seu estilo musical, calcado nas tradições herdadas da África e adaptadas à cultura colombiana é semelhante aos batuques brasileiros como o tambor de crioula do Maranhão e o batuque de umbigada de São Paulo.


O Homem Traça diz: ROAM!






La vida vale la pena

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2008

Dona Bandalha - Beijo no asfalto


Já vi esse povo ao vivo e posso dizer que a cada espetáculo é uma surpresa, do som ao movimento de palco - com suas criações performáticas/teatrais - a cada novo número o público anseia por desvendar o que virá, posto que suas letras irônicas e arranjos ousados estão completamente fora do que se vê ultimamente nos palcos de São Paulo. Teatro e Música (e da boa!) são as plataformas de lançamento desse grupo, o qual ainda não tendo CD - registro que embora seja importante, não é o suficiente para traduzi-lo - passeia pelos espaços subterrâneos e festivais do interior do estado chocando, aglutinando e incentivando o público a tomar posição nessa bandalha.

"Coloque num caldeirão porções fartas de música, teatro e humor. Escolha com carinho cada um desses ingredientes. Misture música com estilos variados com o Rock ocupando lugar de destaque, convivendo com Reggae, Funk, ritmos brasileiros, uma pitada de Jazz a gosto.Experimente muito! Reserve. Em outra panela coloque teatro, refogue porções de criação coletiva com pesquisa de ritmo e movimento aliados a uma vontade de fazer sem frescura. Experimente muito! Misture tudo, deixe cozinhar em fogo alto enquanto tempera com humor bastante pimenta, conhaque (na falta pode ser uma cachacinha mesmo) e ervas finas. Sirva sem moderação. Rendimento: uma porção de gente. O grupo está com o espetáculo “Brinquedo de montar Brinquedo”. Cada espetáculo é uma jogada, surgem novos personagens de diferentes tempos, escondem-se outros.Passado e futuro são vividos. Embora diversos, cada momento do “brinquedo” é surpreendente." Receita de Dona Bandalha

FORMAÇÃO
Alan Livan - Direção Geral, ator e vocal
Alessandra Araújo - Figurinos, adereços e maquiagem
Camila Andrade - Iluminação
Fernando Barros - Direção musical, vocal e baixo
Guilherme Moraes - Bateria
Ivan Cruz - Guitarra
João Paulo - ator e teclado
Thais Hércules - atriz
Dramaturgia: o grupo

Contato: Alan 6243 5539 e 83887264 alanlivanarte@yahoo.com.br


segunda-feira, 11 de fevereiro de 2008

Mário Reis


01 - Vamos deixar de intimidade
(Ary Barroso - g.1960)
02 - A tua vida é um segredo
(Lamartine babo - g.1960)
03 - Rasguei a minha fantasia
(Lamartine Babo - g. 1960)
04 - Linda Mimi
(João de Barro - g. 1960)
05 - Isso eu não faço, não
(Tom Jobim - 1960)
06 - Nem é bom falar
(Ismael Silva, F. Alves, N. Bastos - g. 1971)
07 - Gosto que me enrosco
(Sinhô - g. 1971)
08 - Se você jurar
(Ismael Silva, F. Alves, N. Bastos - g. 1930)
09 - Dorinha, meu amor
(José Francisco de Freitas - g. 1928)
10 - Fita amarela
(Noel Rosa - g.1932)
11 - A razão dá-se a quem tem
(Ismael Silva, F. Alves, Noel - g. 1932)
12 - Marchinha do amor
(Lamartine Babo - g. 1931)
13 - Formosa
(Nássara, J. Rui - g. 1932)
14 - Mulato bamba
(Noel - g. 1932)
15 - Esquina da vida
(Noel, Francisco Mattoso - g. 1933)
16 - Mentir
(Noel - g. 1932)
17 - Vai haver barulho no chatô
(Noel , Walfrido da Silva - g. 1933)
18 - Prazer em conhece-lo
(Noel, Custódio Mesquita - g. 1932)
19 - Filosofia
(Noel, André filho - g. 1933)
20 - Vejo amanhecer
(Noel Francisco Alves - g. 1933)
21 - Meu barracão
(Noel - g. 1933)
22 - Capricho de rapaz solteiro
(Noel - g. 1933)

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"Ídolo da música popular brasileira na década de 30, carioca do Rio Comprido, e considerado o cantor mais original da época por seu estilo suave, que trinta anos depois influenciou a bossa nova. Em sua época, imperavam os cantores de vozeirão empostado e ribombante, de tom operístico, que tinham necessariamente que cantar muito alto para suprir as deficiências dos microfones, ainda rudimentares. Foi um dos primeiros cantores a se beneficiar dos avanços que os equipamentos de som conheceram no final dos anos 30.

Intérprete favorito do compositor Sinhô, Reis formou uma dupla lendária com Francisco Alves. Seu sucesso foi total, numa época em que era moda em música popular os duetos e trios. Em quatro anos, de 1930 a 1934, gravaram 24 canções. Em 1936, participou do filme Alo, Alo Carnaval, cantando Teatro da Vida e Cadê Mimi. No mesmo ano, com apenas 29 anos e no auge do sucesso, Reis abandonou a carreira artística, passando a cultivar um padrão de vida requintado, em sincronia com as festas e comemorações da mais variada natureza onde participava a alta sociedade carioca. Em 1939, ainda participaria do filme Joujoux e Balangandãs, ao lado de Dorival Caymmi. Grande acionista da fábrica de tecidos Bangu, Reis gabava-se de não precisar trabalhar e tornou-se frequentador assíduo do fechado Country Club do Rio de Janeiro, onde era o centro das atenções com sua conversa agradável e inteligente.

Voltou aos palcos numa nostálgica e curta temporada em 1973 e chegou a gravar um LP no ano anterior. A maioria de seus discos foram gravados em 78 rotações, entre os anos 20 e 30, e apenas três LPs. Seu maior sucesso foi Jou-joux et Balangandãs, destacando-se também outras interessantes melodias: Sabiá, Se Você Jurar, Fita Amarela, Filosofia, Linda Morena, A Tua Vida é um Segredo, Agora é Cinza e Ride Palhaço. Grande intérprete de Noel Rosa, ele gravou Mulato Bamba, um samba que teve como musa inspiradora o travesti Madame Satã. Apesar de galã e capaz de paixões arrebatadoras, Mario nunca se casou e, nos últimos 22 anos de sua existência, morava sozinho num apartamento do Copacabana Palace. Faleceu aos 74 anos, em 5 de outubro de 1981."
Fonte

Aqui temos uma pequena mostra com momentos distintos desse grande intérprete. Pessoalmente creio que sua maneira quase falada e um tanto quanto risonha de cantar, influenciou outros cantores na MPB, além da bossa nova, como Juca Chaves e Luiz Tatit, ex-Grupo Rumo.
Destaco "Razão dá-se a quem tem", em dueto com Francisco Alves, exemplo de dois estilos opostos e complementares. Para saber mais: aqui!

O Homem Traça diz: ROAM!






Razão dá-se a quem tem