quarta-feira, 30 de dezembro de 2015

D'Alma - 1983




1- ETS 
Mozart de Mello
2 - Mel 
Ulisses Rocha
3 - Sonho de voar
André Geraissati
4 - Quase branco 
Ulisses Rocha
5 - Roda gigante 
Ulisses Rocha
6 - Baião de três 
André Geraissati
7 - Um abraço no D.R.
André Geraissati
8 - Correndo na veia 
Mozart Mello



Músicos
Mozart Mello - Ulisses Rocha - André Geraissati

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O Homem Traça diz: ROAM!

   

ETS

D'Alma - 1981




1 - Beije-me, Garota
Rui Saleme
2 - Maria Thereza 
Ulisses Rocha
3 - Prá Juca 
André Geraissati
4 - Surpresa 
Rui Saleme
5 - Um Dia de Chuva 
Ulisses Rocha
6 - Lagoa Silenciosa 
André Geraissati
7 - Nova 
Rui Saleme
8 - Céu Aberto 
André Geraissati
9 - Tudo Certo 
Ulisses Rocha
10 - Super Relax 
Rui Saleme
11 - Boa Noite 
André Geraissati
12 - Karate 
Egberto Gismonti

Músicos
André Geraissati -  Rui Saleme - Ulisses Rocha

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O Homem Traça diz: ROAM!

 

Um dia de chuva

A quem interessar possa - 1979 - D'alma

Postagem original - 17/03/2008


01 - Song for my friends
Cândido Penteado Serra
02 - Blues para Charles Mingus
Cândido Penteado Serra
03 - Correnteza
Ruy Saleme
04 - Dèja Vu
André Geraissati
05 - K-Samba
Cândido Penteado Serra
06 - Energia
Cândido Penteado Serra
07 - Ferrovia norte
Cândido Penteado Serra
08 - Magia
Cândido Penteado Serra
09 - Procion
Cândido Penteado Serra
10 - Guarapiranga
André Geraissati
11 - Sylvannah
Ruy Saleme
12 - Barra do Una
Cândido Penteado Serra
13 - Pulsação
Ruy Saleme
14 - A quem interessar possa


Músicos
André Geraissati - Cândido Penteado Serra - Ruy Saleme

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Um dia eu quis ser violeiro. Ficava horas tentando ultrapassar meus limites de autodidata. O tempo passou e esqueci quase tudo. Ficaram apenas as lembranças das rodas de vilão na fogueira, as poucas aulas de violão que se transformavam em papos amistosos sobre música com o paciente professor Schuman e a admiração pela música de gente como esta que compôs o D'Alma.

O Grupo D'Alma foi um trio de violonistas formado no final da década de 70 por instrumentistas de formação erudita e influência jazzística (André Geraissaiti, Ulisses Rocha, Rui Salene, Mozart Melo e Cândido Penteado integraram o grupo em momentos diferentes), ganhou a admiração da crítica especializada pelo apuro técnico e interpretativo. O primeiro disco "A quem interessar possa", lançado em 1979, impulsionou a carreira do grupo, que em seguida gravou outros discos e participou de festivais como o Festival Internacional de Jazz de São Paulo (1982) e o Free Jazz Festival (1986).

O Homem Traça diz: ROAM!

 

Guarapiranga

terça-feira, 29 de dezembro de 2015

Terra da Luz - Ednardo - 1982
Postagem original: 26/05/2008




01 - Pastoril
Ednardo

02 -
Labirinto
03 -
Blues à flor da pele
Ednardo

04 -
Baião de dois
Ednardo

05 -
Ser e estar
Ednardo

06 -
Como era gostoso o meu inglês
Ednardo

07 - Alfa beta ação
Ednardo

08 -
Asa do invento
Ednardo

09 -
Corações e mentes
Ednardo

10 -
Transparecer
Ednardo
Músicos
Ednardo - Lincoln Olivetti - Serginho Trombone - Robson Jorge - Rick - Robertinho de Recife - Manassés - Carlinhos Patriolino - Zé Américo - Niltinho - Cláudio Roditi - Ricardo Pontes - Oberdan - Aurino - Serginho Trombone - Ife - Paulo César - Robertinho Silva - Paulo Braga - Rui Motta - Repolho - Jaburú - Ronaldo - Regina - Evinha - Fabíola - Mário - Roberto

Participações Especiais nos Vocais
Golden Boys - Trio Esperança

Nascido em Fortaleza, estudou piano e violão na juventude. No começo dos anos 70, junto com os conterrâneos Rodger e Teti, gravou um disco com o nome de "Pessoal do Ceará". Ao lado de Fagner e Belchior fez parte da geração que tornou pop a herança de fundadores da música nordestina como Luiz Gonzaga e Jackson do Pandeiro.


Consagrado em todo o Brasil, suas músicas tocam espontaneamente em vários países: Portugal, Espanha, França, Japão, Israel, Alemanha, Itália, Holanda, Argentina, Uruguai, Cuba, México, comunidades Latino-Americanas de Miami, Orlando, New Jersey, New York.


Trabalhou também com cinema e televisão, fazendo trilhas. Seu maior sucesso foi "Pavão Misterioso", música baseada na literatura de cordel, incluída em 1976 na trilha da novela "Saramandaia", da TV Globo.


Ednardo tem mais de 300 músicas e letras, distribuídas em 15 Discos Originais, 15 discos de compilações, 4 Trilhas Musicais de Cinema, 2 Trilhas Musicais para Teatro, 2 Vídeos com Especiais de TV. É reconhecido pelo público e crítica especializada, como um dos mais importantes artistas da Música Popular Brasileira.

O Homem Traça diz: ROAM!



Alfa beta ação

Berro - Ednardo - 1976



01 - Berro
Ednardo
02 - Artigo 26 
Ednardo
03 - Franciscana 
Ednardo - Roberto Aurélio
04 - Passeio público 
Ednardo
05 - Longarinas 
Ednardo
06 - Abertura 
Ednardo
07 - Vaila 
Ednardo - Brandão
08 - Classificaram 
Ednardo - Brandão
09 - Padaria espiritual 
Ednardo
10 - Sonidos 
Ednardo
11 - Estaca zero 
Ednardo - Climério

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Eis o segundo LP solo de Ednardo. O nome do disco era para ser "do boi só se perde o berro", com o título diminuído na capa, restou o destaque para a palavra BERRO. Efeito de simplificação por conta da ação dos censores? Longe de ser uma lenda, o fato é que as composições de Ednardo vez ou outra foram alteradas por causa desses ditatoriais "coautores". Berro é uma verdadeira (e merecida) puxada de orelha contra a hegemonia musical exercida pelo eixo Rio-São Paulo. A faixa "Artigo 26" e "Padaria espiritual" são homenagens a um movimento literário que marcou época no Ceará do final do século dezenove. Destacamos "Passeio público", faixa que nos chama a prestar atenção em berros alheios.

O Homem Traça diz: ROAM!


 

Passeio público

quinta-feira, 24 de dezembro de 2015

Ave Sangria - 1974


01. Dois Navegantes
Almir Oliveira
02. Lá Fora
Marco Polo
03. Três Margaridas
Marco Polo
04. O Pirata
Marco Polo
05. Momento na Praça
Almir Oliveira - Marco Polo
06. Cidade Grande
Marco Polo
07. Seu Waldir
Marco Polo
08. Hei! Man
Marco Polo
09. Por Que?
Marco Polo
10. Corpo em Chamas
Marco Polo
11. Geórgia, a Carniceira
Marco Polo
12. Sob o Sol de Satã
Ivson Wanderley

Músicos
Almir – Israel Semente Proibida – Ivson Wanderley – Paulo Raphael – Juliano – Marcio Vip Augusto – Zé Rodrix – Marco Polo

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Esse é o LP de estreia do Ave Sangria, à época formado por Marco Polo (vocais), Ivson Wanderley (guitarra solo e violão), Paulo Raphael (guitarra base, sintetizador, violão, vocal), Almir de Oliveira (baixo), Israel Semente (bateria) e Agrício Noya (percussão). Nesse registro ouvimos o apoio das teclas de Zé Rodrix (Cidade Grande - sintetizador) e Márcio Vip (Momento na praça - piano; Por que? - órgão; Dois Navegantes - sintetizador).

O grupo é um verdadeiro ícone do Rock Brasileiro setentista. Esse LP foi relançado em 1990 e, com impulso que a internet deu trazendo à baila materiais guardados em gavetas obscuras do tempo, não só foi reeditado em 2014, como impulsionou "novos" títulos do grupo em vinil e CD. 

"Eles usavam batom, beijavam-se na boca em pleno palco, faziam uma música suja, com letras falando de piratas, moças mortas no cio. E eram muito esquisitos; "frangos", segundo uns, e uma ameaça às moças donzelas da cidade, conforme outros. Estes "maus elementos" faziam parte do Ave Sangria, ex-Tamarineira Village, banda que escandalizou a Recife de 1974, da mesma forma que os Rolling Stones a Londres de dez anos antes. Com efeito, ela era conhecida como os Stones do Nordeste.

"Isto era tudo parte da lenda em torno do Ave Sangria" - explica, 25 anos depois, Rafles, o ministro da informação do grupo. "O baton era mertiolate, que a gente usava para chocar. Não sei de onde surgiu esta história de beijo na boca, a única coisa diferente na turma eram os cabelos e as roupas." Rafles por volta de 68, era o "pirado" de plantão do Recife. Entre suas maluquices está a de enviar, pelo correio, um reforçado baseado, em legítimo papel Colomy, para Paul McCartney. Meses depois, ele recebeu a resposta do Beatle: uma foto autografada como agradecimento.

Foi Rafles quem propôs o nome Tamarineira Village, quando o grupo tomou uma forma definitiva, com a entrada do cantor e letrista Marco Polo. Isto aconteceu depois da I Feira Experimental de Música de Fazenda Nova. Até então, sem nome definido, Almir Oliveira, Lula Martins, Disraeli, Bira, Aparício Meu Amor (sic), Rafles, Tadeu, e Ivson Wanderley eram apenas a banda de apoio de Laílson, hoje cartunista do DP.

Marco Polo, um ex-acadêmico de Direito, foi precoce integrante da geração 65 de poetas recifenses. Com 16 anos, atreveu-se a mostrar seus poemas a Ariano Suassuna e a Cesar Leal. Foi aprovado pelos dois e lançou seu primeiro livro em 66. Em 69, iniciou-se no jornalismo, como repórter do Diário da Noite. Logo ganhou mundo. Em 70, trabalhou por algum tempo no Jornal da Tarde, em São Paulo, mas logo virou hippie, trabalhando como artesão na desbundada praça General Osório, em Ipanema. O primeiro show como Tamarineira Village foi o Fora da Paisagem, depois do festival de Fazenda Nova. Vieram mais dois outros shows, Corpo em Chamas e Concerto Marginal. A partir daí a banda amealhou um público fiel."
(Wikipédia)

O Homem Traça diz: ROAM!

 
Hey! Man

Caruá -1978 - Paulo Rafael e Zé da Flauta

Postagem original - 31/05/2013



1 - Sai uma Mista
Zé da Flauta
2 - Rebimbela da Parafuseta
Paulo Rafael
3 - Baião da Barca
Paulo Rafael - Zé da Flauta
4 - Ponto de Partida
Zé da Flauta - Paulo Rafael - Antônio Santánna, Wilson Meireles
5 - Tema da Batalha
Paulo Rafael
6 - Fora de Órbia
Paulo Rafael
7 - Entardecer
Paulo Rafael
8 - Zé Piaba
Zé da Flauta
9 - Gôta Serena
Zé da Flauta

Músicos 
Zé da Flauta - Paulo Rafael - Antônio Santánna, Wilson Meireles - Israel Semente - Sérgio Kyrillos - Lenini - Niltinho - João Lyra - Beto Saroldi - Chico Batera - Cacá - Adelson - Otonelson - Nenen Xavier - Márcio Miranda - Lula Côrtes - Guil - Luciano Pimentel - Tales

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Zé da Flauta passou pelo Quinteto Violado, está na base dos melhores discos do Alceu Valença ao lado do guitarrista Paulo Rafael. Esse LP, instrumental na maior parte, é uma reunião da cena musical recifense da época. Participam do disco o Lula Côrtes (criador de Paêbirú e Satwa), Luciano Pimentel (baterista Quinteto Violado) e o Lenine (em seus primeiros registros). 

O disco é fantástido! Curiosamente, a única faixa não instrumental traz Lenine cantando "Zé Piaba", à la Jacson do Pandeiro. Além disso é muito bacana encontrar a instrumental "Sai uma mista", a primeira gravação do que viria a se chamar "Fé na Perua", cantada por Alceu em seu disco de 1981, o Cinco Sentidos.

O Homem Traça diz: ROAM!

   

Sai uma Mista

Mina do Mar - Teca Calazans - 1985



1- Mina do Mar
Marco Polo
2- Cheiro de verão
Paulo Rafael - Carlos Fernando
3- Leve o barco
João Fernando
4- Senhor piloto
Anônimo - Arranjos e adaptação: Teca Calazans
5- Amor cósmico
Oliveira de Panelas
6- Mensageira dos anjos (part. de Alceu Valença)
Alceu Valença
7- Dois navegantes
Almir de Oliveira
8- Navio fantasma
joão Fernando - Lula Cortes
9- Pedras de sal (part. de Alceu Valença)
Alceu Valença
10- Firuliu
Teca Calazans

Faixas bônus:

11- Cavalos do cão (part. de Antônio Nóbrega)
Zé Ramalho
12- Mulher nova, bonita e carinhosa faz o homem gemer sem sentir dor (part. de Antônio Nóbrgega)
Otacílio Batista - Zé Ramalho

Músicos
Jorge Degas - Jurim Moreira - Márcio Miranda - Paulo Rafael - Firmino - Alceu Valença - Teca Calazans - João Batista - Zé da Flauta 

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Esse é um LP produzido pelo Alceu Valença. Daí um tanto de explicação da presença de Paulo Rafael e Zé da Flauta, guitarrista e flautista de mãos cheias, componentes dos melhores registros do repertório de Alceu durante a década de 1970. Interessante também é a presença de composição da lendária banda Ave Sangria (Dois Navegantes), e da lavra poética e musical de seus componentes Marco Polo, Almir de Oliveira e do, já citado, Paulo Rafael.   

O Homem Traça diz: ROAM!


Dois Navegantes

terça-feira, 25 de agosto de 2015

Povo daqui - Teca & Ricardo - 1980
Postagem original - 05/04/2008



01 - Ciranda da lua no mar
Teca Calazans - Ricardo Vilas

02 -
Estrela da canção
Ricardo Vilas

03 -
Aguaceiro
Teca Calazans - Ricardo Vilas

04 - Triste tropical
Ricardo Vilas
05 -
Imagem moderna
Ricardo Vilas

06 -
Minoria
Ricardo Vilas

07 -
Povo daqui
Teca Calazans

08 - Velha amizade
Ricardo Vilas

09 -
Desafio
Ricardo Vilas

10 -
As flores deste jardim
Ricardo Vilas

11 -
Caicó
Folclore


Músicos

Ricardo Villas - Teca Calazans - Leonardo - Robertinho - Mauro Senise - Paulo Guimarães - Novelli - Sivuca - Antônio Adolfo - Nelson Ângelo - Caboclinho - Toninho Horta - Luís Alves
Arranjos
Eduardo Souto Neto - Guerra Peixe - Ricardo Villas


Participação especial

Boca Livre


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Capixaba criada no Recife, Teca Calazans vem de família pernambucana e musical. Cantora desde que se entende por gente, começou, em Recife, sua carreira como atriz no Movimento de Cultura Popular. Foi nessa época que pesquisou as danças e folguedos da região. Em 1964, fez parte, com Geraldo Azevedo e Naná Vasconcelos, entre outros, do grupo musical e teatral Construção. A sua estréia no disco foi com uma seleção de cirandas, em 1967, num 45 rotações. Em 1968 foi para o Rio, onde trabalhou como atriz no Teatro Opinião e em programas de televisão.

Em 1970, viajou para a França, onde conheceu Ricardo Vilas, com quem formou a dupla Teca & Ricardo, que atuou no cenário artístico até 1981 e gravou cinco LPs. Com a dissolução da dupla, voltou ao Brasil e retomou sua carreira solo, principalmente como compositora, com músicas gravadas por Milton Nascimento, Gal Costa e Nara Leão, entre outros.

O LP "Povo daqui" é permeado por letras de forte conteúdo social, tendo como ponto de partida a cultura popular, com arranjos sofisticados e músicos de primeira, Teca e Ricardo, alternam-se nos vocais e nos brindam com canções como "Povo daqui", "Minoria", "Desafio" e "As flores deste jardim".

Para saber mais: aqui!

O Homem Traça diz: ROAM!

 

As flores deste jardim

domingo, 2 de agosto de 2015

A Troça Harmônica - 2015



01 Pianinho 
Lucas Dourado - Chico Limeira - Gustavo Limeira
02 Maria vem 
Regina Limeira
03 Vertigem da Inocência 
Chico César
04 Barbante prateado 
Lucas Dourado
05 Rapaz solucionado 
Chico Limeira
06 Dúvida 
Regina Limeira - Lucas Dourado - Chico Limeira - Gustavo Limeira
07 Mel de sal 
Lucas Dourado - Polly Barros
08 Não deixe o passo se quebrar 
Regina Limeira
09 Maturar 
Regina Limeira
10 A pele 
Chico Limeira - Gustavo Limeira
11 Solução 
Chico Limeira - Gustavo Limeira - Lucas Dourado - Regina Limeira
12 Intimidade 
Chico Limeira

FICHA TÉCNICA
Arranjos: Chico Limeira, Lucas Dourado, Regina Limeira, Gustavo Limeira
Gravação e mixagem: Pepeu Guzman 
Assistente de gravação: Marcelo Piras
Masterização: Arthur Joly 
Projeto gráfico: Silvio Sá
Produção: Drica Soares
Produção executiva: Pedro Santos

Gravado e mixado no estúdio Mardito Discos, em João Pessoa (PB).
Masterizado no estúdio Reco-Head, em São Paulo (SP).


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Há algum tempo temos recebido algumas dicas de artistas com seus trabalhos novos. Os estilos variam bastante, uns agradam mais, outros nem tanto, mas até aqui reservamos essas humildes prateleiras às velharias apreciadas por esse Traça que vos escreve. O comum é que todos que nos dão a oportunidade com seus envios são ouvidos atentamente, no entanto, essas prateleiras se preenchem lentamente. A Troça soou parente de Traça, a audição determinou um encaixe perfeito, coube direitinho e aqui está no Criatura de Sebo para quem mais quiser ter o prazer da descoberta sonora. Segue abaixo a apresentação precisa desse trabalho feita por André Luiz Maia.

Os ecos silenciosos da alma d’A Troça Harmônica

Se “no princípio era o verbo”, com A Troça Harmônica era a ausência de som. “Partimos da perspectiva do silêncio”, diziam, há dois anos, Chico Limeira, Gustavo Limeira, Regina Limeira e Lucas Dourado, para explicar as músicas com roupagem minimalista e a busca pela valorização da canção, o casamento entre a poesia e o som que traz a primeira como carro-chefe. Agora, em seu primeiro álbum homônimo, seguem com os mesmos princípios e apresentam um trabalho amadurecido.

Embora não seja algo exatamente incomum, o quarteto trilhou o caminho inverso para chegar até aqui. A Troça Harmônica nasceu da confluência de inquietações dos integrantes, que antes da união já desenvolviam trabalhos individualmente. Chico e Regina, irmãos, conclamam seu primo Gustavo e o amigo da família Lucas para “criarem um som”.

Os quatro jovens bebem de fontes sonoras diversas. Do cenário nacional, os mais óbvios são Chico Buarque e o movimento mineiro do Clube da Esquina. Da Paraíba, toda uma geração de artistas da década de 1980, como Pedro Osmar, Adeildo Vieira, Milton Dornellas, Chico César e os movimentos locais, como Jaguaribe Carne, Assaltarte e Musiclube da Paraíba.

No dia 4 de abril de 2013, em João Pessoa, dão a cara a tapa e trazem um show de músicas autorais. Aos poucos, conquistam um público cativo, que testemunha o processo evolutivo das canções e dos artistas. Mas, para quem não tinha a oportunidade de ir aos shows e começava a conhecer o trabalho d’A Troça, os pedidos por um disco cresciam.

Para esta tarefa, recorreram ao silêncio mais uma vez. Em uma temporada de algumas semanas em uma casa de veraneio, isolados dos ruídos urbanos e imersos na natureza, começaram a criar a base do que viriam ser as doze canções de A Troça Harmônica.

As testadas e aprovadas pelo público “A pele” (Chico Limeira/Gustavo Limeira), “Barbante prateado” (Lucas Dourado), “Não deixe o passo se quebrar” (Regina Limeira), “Rapaz solucionado” (Chico Limeira), o interlúdio “Maturar” (Regina Limeira) e as composições a oito mãos “Dúvida” e “Solução” ganham versões definitivas, em um registro que emula a sensação da apresentação ao vivo, sobretudo na harmonia entre eles.

“Pianinho” (Lucas Dourado/Chico Limeira/Gustavo Limeira) e “Maria vem” (Regina Limeira) foram as escolhidas como os singles de apresentação do álbum, disponibilizadas pelo YouTube ainda em março. Neste meio tempo, foram reveladas nas apresentações ao vivo “Mel de sal” (Lucas Dourado, em parceria com sua esposa, Polly Barros) e “Vertigem da inocência” (Chico César).

Sobre esta última, o presente veio de um momento despretensioso. Chico, o Limeira, pediu ao César permissão para gravarem uma de suas canções, que imediatamente liberou todo o seu catálogo. “Quando me disseram que queriam gravar algo inédito meu, lembrei imediatamente de ‘Vertigem da inocência’, por acreditar que encaixaria com esse momento de início de uma carreira”, declarou Chico César. A única completamente inédita é a faixa 12, “Intimidade” (Chico Limeira), última a ser composta.

Para embalar o pacote de canções, a arte da capa, assinada por Silvio Sá, revela o ambiente afetivo que deu forma às inquietudes de corações juvenis: a aura serena de um “quintal de vó”, no caso, da escritora Dôra Limeira, uma das inspirações artísticas da família.

Depois de cruzarem os muros dos quintais e chegarem até às ruas e casas de shows pessoenses, com o lançamento online de A Troça Harmônica, o grupo fecha um ciclo, entregando suas crias ao mundo, inserindo-se na aldeia global profetizada pela comunicação, mas sem perder o cheirinho da terra molhada do quintal da infância.


O Homem Traça diz: ROAM!




quarta-feira, 22 de julho de 2015

Ney e Luli & Lucina - 2015



01 - O Vira
João Ricardo – Luli (Álbum: Secos & Molhados – 1973)
02 – Fala
João Ricardo – Luli (Álbum: Secos & Molhados – 1973)
03 - Toada & Rock & mambo & Tango & etc.
João Ricardo – Luli (Álbum: Secos & Molhados – 1974)
04 - Pedra de rio
Luli & Lucina (Álbum: Água do Céu – Pássaro – 1975)
05 - Aqui e Agora
Luli & Lucina (Álbum: Bandido – 1976)
06 - Bandolero
Lucina (Álbum: Feitiço – 1978)
07 - Me rói
Luli & Lucina (Álbum: Seu tipo – 1979)
08 - Napoleão
Luli & Lucina (Álbum: Sujeito estranho – 1980)
09 - Coração aprisionado
Luli & Lucina (Álbum: Sujeito estranho – 1980)
10 - De Marte
Luli & Lucina (Álbum: Ney Matogrosso – 1981)
11 - Napoleão
Luli & Lucina (Álbum: Ao Vivo em Montreux – 1983)
12 - Êta nóis
Luli & Lucina (Álbum: Destino aventureiro – 1984)
13 - Bugre (com Arrigo Barnabé)
Luli & Lucina (Álbum: Bugre – 1986)
14 - Bandolero
Lucina (Álbum: Ney Matogrosso Ao Vivo – 1989)
15 - Pedra de rio
Luli & Lucina (Álbum: As aparências enganam – 1993)
16 - Chance de Aladim
Luli & Lucina (Álbum: Olhos De Farol – 1999)
17 - O vira
João Ricardo – Luli (Álbum: Vivo – 2000)
18 - Napoleão
Luli & Lucina (Álbum: Vagabundo – 2004)
19 - Bandoleiro
Lucina (Álbum: Canto em qualquer canto – 2005)
20 - Fala
João Ricardo – Luli (Álbum: Beijo Bandido Ao Vivo – 2011)
21 - Êta Nóis
Luli & Lucina (Álbum: Êta nóis – 1984)

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Há tempos que o início da história musical de Ney Matogrosso se associa à sua amizade com Luli. A apresentação de Ney à trupe de João Ricardo, o famigerado Secos&Molhados, já vai longe na história da MPB (ou do rock tupiniquim!). E a relação da carreira de Ney com as composições de Luli e Lucina se estendeu por essas décadas desde 1973. Ney gravou e regravou com arranjos especiais 13 das mais de 800 composições da dupla. São tantas as gravações que dá um disco só delas, do mesmo modo como Ney cantou o repertório de Cartola e de Chico Buarque. Assim, cá está a deixa para compilar esses registros da obra de Luli & Lucina na voz de Ney, um "disco" que surge originalmente das prateleiras do nosso inconstante, mas longevo, Criatura de Sebo.

O Homem Traça diz: ROAM!



Pedra de rio



domingo, 5 de julho de 2015

Orquestra Popular de Câmara - 1998



1- Bayaty
E. Mansurov
2- Vinheta da Espanha ou do Agreste
3- Parafuso 
Ronen Altman
4- Choro Moreno 
Mané Silveira
5- Gaúcho Corta-Jaca 
Chiquinha Gonzaga
6- Choreto 
Mané Silveira
7- Suíte pra Pular da Cama (E Ver o Brasil) 
Benjamim Taubkin


Músicos
Teco Cardoso - Mané Silveira - Mônica Salmaso - Ronen Altman - Paulo Freire - Toninho Ferragutti - Dimos Goudaroulis - Lui Coimbra - Benjamim Taubkin - Caíto Marcondes, Zezinho Pitoco - Guello - Sylvio Mazzucca Jr.


Participação especial
Naná Vasconcelos 

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O grupo foi formado em 1997, para diversos eventos do Sesc. Com seu som propõe o encontro do mundo contemporâneo com o tradicional. Esse primeiro disco da Orquestra Popular de Câmera foi vencedor do Prêmio Movimento em 1999. A reunião de músicos tão experientes e competentes resultou numa proposta musical de qualidade elevada.

O Homem Traça diz: ROAM! ROAM!






Parafuso 

Orquestra Armorial - 1975

Postagem original - 04/01/2010



1 - Abertura 
Cussy de Almeida
2 - Galope
Guerra Peixe
3 - Ciranda armorial 
Jose Tavares de Amorim
4 - Nordestinados
Cussy de Almeida
5 - Repentes 
Antonio Jose Madureira
6 - Terno de pífanos 
Clóvis Pereira
7 - Aboio 
Cussy de Almeida
8 - Mourão 
Guerra Peixe
9 - Pífanos em dobrado 
Jose Tavares Amorim
10 - Sem lei nem rei - 1º. Movimento 
Capiba
11 - Kyrie 
Cussy de Almeida
12 - Abertura 
Cussy de Ameida

 Músicos
Cussy de Almeida
Maestro e Arranjador
Cussy de Almeida, Brigitta Fassi Fihri, Ricardo Bussi, Benjamin Wolkoff, Cristina Bussi, Samuel Gegna
Violinos
Frank Musick, Emílio Sobel 
violas
Marisa Johnson, José Carrion 
cellos
Silvio Coelho 
baixo
José Tavares do Amorim, Ivanildo Maciel da Silveira 
flautas
José Gomes
cravo
Henrique Annes 
violão, viola sertaneja
José Xavier da Silva 
berinbal
José Xavier da Silva, Antônio Revorêdo, Geraldo Fernandes Leite, Edilson Nóbrega da Silva 
percussão

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O Movimento Armorial teve entre seus idealizadores, Ariano Suassusa e Cussy de Almeida. Com uma proposta de divulgar a arte nordestina na música, teatro, literatura e artes plásticas,  a Arte Armorial Brasileira "é aquela que tem como traço comum principal a relação com o espírito realista e mágico dos folhetos do Romanceiro Popular do Nordeste, Literatura de Cordel, com a música de viola, rabeca ou pífano que acompanha seus cantares e com a xilogravura que ilustra suas capas, assim como o espírito e a forma das artes e espetáculos populares com esse romanceiro relacionados", dizia Suassuna.

A Orquestra Armorial de Câmara iniciada em 1969, estreou em 18 de outubro de 1970 na igreja de São Pedro dos Clérigos em Recife, data também do lançamento oficial do Movimento. Com uma sonoridade que traduz todo um sentimento de brasilidade nordestina, a música armorial se propõe a realizar uma arte brasileira erudita a partir de raízes populares, utilizando instrumentos típicos de nossa tradição musical que remontam o barroco do século XVIII, como a rabeca, a viola, o clavicórdio e a viola de arco.

Para maiores informações sobre o Movimento Armorial, leia o texto assinado por Suassuna,  na contra-capa deste LP.


O Homem Traça diz: ROAM!

Ciranda armorial

sábado, 4 de julho de 2015

Marcha sobre a cidade - 1979 - Grupo Um




1 - [B(2)/1O-O.75-K.78]-P(2)-[O(4)/8-O.75-K77] 
 Lelo Nazario
2 - Sangue de Negro
Zé Eduardo Nazario
3 - Marcha Sobre a Cidade (dedicada a Zeca Assumpção) 
Lelo Nazario
4 - A Porta do "Sem Nexo"
Lelo Nazario
5 - 54754-P(4)-D(3)-O 
Lelo Nazario
6 - Dala
Zeca Assumpção

faixas bônus no CD 

7 - N’daê
Zé Eduardo Nazario
8a - Festa dos Pássaros
(Zé Eduardo Nazario) 
8b - C(2)/9-O.74-K.76 
(Lelo Nazario)


Músicos

Zé Eduardo Nazário - Lelo Nazário - Zeca Assumpção - Mauro Senise - Carlinhos Gonçalves - Roberto Sion

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Grupo Um foi grupo brasileiro de música instrumental, criado pelos irmãos Lelo Nazário e Zé Eduardo Nazário em 1976, quando faziam parte da seção rítmica dos músicos que tocavam com Hermeto Pascoal. O Grupo Um começa a atuar em 1977, Marcha sobre a cidade é seu primeiro registro e entra para a história da música brasileira com extrema relevância. Calcado no Jazz, as experimentações rítmicas e melódicas são estimulantes construções que trazem também referências ao rock e à música brasileira. Decerto é um som para que gosta de ousadia, para quem deseja outras texturas, varações e desafios sonoros.

O Homem Traça diz: ROAM!



 54754-P(4)-D(3)-O

domingo, 10 de maio de 2015

Erva Cidreira - Doroty Marques - 1980

Originalmente postado em 29 de dezembro de 2007



1 - Arreuni
Chico Maranhão
Erva cidreira 
Introduçao "Arreuni" Baseada em música de Doroty 
2 - Mineirinha 
Raul Torres 
3 - Lua Sertaneja 
Adauto Santos - Gilgerto Abrão Jacob 
4 - Umbuzeiro
Elomar 
5 - Cavalo cansado 
Sérgio Habibe 
6 - As flores do meu jardim 
Ricardo Vilas 
7 - Inté as porteira do céu 
Hélio Contreras
8 - Parcelada 
Elomar 
9 - Vim de longe - Castelo de areia 
Darlam Marques 
10 - Pequenina 
Adaptação do "Folclore de Morretes" (Paraná) 

Músicos 

Dércio Marques - Zé gomes - Silvano - Elomar - Geraldo - Luiz Duarte - Paulinho Pedra azul - Quinteto Armorial: Antônio José Madureira, Edilson Eulálio, Antônio Carlos Nóbrega, Fernando Farias, Fernando Torres Barbosa.

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"Não é difícil vê-los, são feixes de longas folhas verdes que teimam em acompanhar as linhas dos trens, como a esperança que brota do abandono. Estão nos quintais sem cerca, nas ruas de pouco trânsito, nos fundos preguiçosos dos quintais de minas. Folha que a um só tempo é rebeldia e doçura, remédio dos despossuídos , erva teimosa que por mais que as pesadas rodas de ferro decepem, por mais que o sol seque, pode peerder a cor, mas, se fervida, não perde o gosto." Por Doroty Marques no encarte.

Doroty Marques tem seu primeiro LP "Semente" gravado em 1978. Em 1980, aparece com "Erva Cidreira", repetindo a dose de encanto, misturando as tradições da terra ao canto forte de quem sabe que a única solução para as mazelas do sistema de exploração do homem pelo homem é "Arreuni".

Doroty Marques e seu irmão Dércio Marques disputaram em 1997 o Prêmio Sharp de Música. Eles foram indicados na categoria música infantil pelo disco "Mojolear", uma produção independente que contou com a participação de mil crianças. Atualmente Doroty vive em São José dos Campos e desenvolve projetos artístico-educacionais, além de dirigir uma escola de arte para crianças carentes no Rio do Peixe, em São José.

Homem Traça diz: ROAM!


Arreuni

terça-feira, 21 de abril de 2015

Azul e Encarnado - Ednardo - 1977



01 - Está Escrito
Ednardo
02 - Pastora do Tempo
Ednardo
03 - Cantiga do Bicho da Cerca (Cantiga de Ninar)
Ednardo (adaptação)
04 - Somos Uns Compositores Brasileiros
Ednardo
05 - Boi Mandingueiro
Ednardo - Brandão
06 - Cheros e Choros
Ednardo
07 - Receita Da Felicidade
Ednardo
08 - Como É Difícil Não Ter 18 Anos
Ednardo
09 - Armadura
Ednardo
10 - Maresia
Ednardo
11 - Fênix
Ednardo
12 - Fio da Meada
Ednardo - Brandão
13 - Ideias
Ednardo


Músicos


Arranjos - Ednardo com ajuda de Mario Henrique e palpites de Robertinho de Recife e Túlio Mourão e Murilo 
Hareton Salvanini em "Maresia"
Violão e Percussões - Ednardo 
Guitarra / Viola Portuguesa / Cítara - Robertinho de Recife 
Baixo e Percussões - Mário Henrique 
Piano e Teclados (arp strings) - Túlio Mourão
Viola de 10 cordas em "Maresia" - Manassés
Flautas Transversal e Bloch - Isidoro Longano - (Bolão) 
Cordas - Elias Sion / Caetano Fineli / Gisbert Izquierdo / Jorge Salin/Mário Tomasoni / Felix Ferrer / Sbarro / Paulo Lattaro/Michel Perez / Yoshitame Fukuda / Loriano / Flábio Russo / Nadir / Renato
Bateria / Ritmos / Percussões - Murilo
Percussões - Mauro 
Coro: Coral da Eloá / Canarinhos Liceanos (de Petrópolis) 
Vozerio - Rosane Limaverde / Robertinho de Recife / Mário Henrique / Ednardo
Vocal - em "Pastora do Tempo" - Fagner

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Esse LP é um dos últimos que incluí em minha coleção. À época foi muito difícil achar esse e o LP Berro. Confesso que ao ouvi-lo inicialmente estranhei. Mas ao decifrar a poesia contestadora e as misturas entre tradição e experimentos, a criação provocadora de Ednardo me conquistou mais uma vez. 

Trago esse disco para as nossas prateleiras próximo do aniversário de 70 anos (17 de abril) desse fabuloso músico cearense. Não pude evitar a piada pronta com uma faixa dessa lavra: hoje, mais ainda, é difícil não ter 18 anos. Sobretudo se quisermos fugir do destino de " boi mandingueiro", antecessor da "vida de gado" do paraibano Zé Ramalho.

O Homem Traça diz: ROAM
Boi Mandingueiro

domingo, 12 de abril de 2015

Outros Sons - 1982 - Eliete Negreiros

Postagem original: 27/12/2007


01 - Pipoca moderna*
Caetano Veloso e Sebastião Biano
02 - Outros sons*
Arrigo Barnabé e Carlos Rennó
03 - Peiote**
Paulo Barnabé
04 - Selvagem*
Gilberto Mifune
05 - Brinco***
Arrigo Barnabé
06 - Coração de árvore*
Robinson Borba
07 - Sonora garoa****
Passoca
08 - As time goes by***
Herman Hupfeld
09 - Begin the beguine***
Cole Porter
10 - Sol da meia-noite*****
Sonny Burke - Leonel Hampton - Jonhy Mercer
11 - Febre de amor******
Lauro Maia
12 - A felicidade perdeu meu endereço******
Pedro Caetano - Claudionor Cruz
13 - Espanto
Eliete Negreiros
14 - Fico Louco***
Itamar Assumpção
15 - Tudo Mudou*
Arrigo Barnabé

Músicos

Arrigo Barnabé, Roney Stella, Sidney Borgani, Daniel Misiuk, Gil Jardim, João Cuca, Reyes Gil, Roardo, Mané Silveira, Téco, Xico Guedes, Dudu Tucci, Paulo Barnabé, Eliana Fernandes, Nonô, Farias, Otávio Fialho, Tonho, Hlena Akiko Imasato, Glauco Masahiro Imasato, Renato Lemos, Passoca, Odete Negreiros, Azael, Bozo Barretti, Betão Caldas, Regina Porto, Lelo Nazário, Rodolfo Stroeter, Biafra, Gilmar, Boccato, Manoel da Cuíca, Gilberto da Conceição, Irineu, A. Carlos, Ruriá Duprat, Baldo bersolato, Roberto, Táuri, Felix Wagner.

Arranjos: Arrigo Barnabé*, Paulo Barnabé**, Otávio Fialho***, Eliete e Passoca****, Lelo Nazario*****, Bozo Barretti ******

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"Cantora paulista, freqüentou o Conservatório de Música na infância, mas acabou formando-se em filosofia pela USP. Sem deixar de lado seu interesse pela música popular, viajou pelo México e Estados Unidos na década de 70, atuando como cantora de grupos de música brasileira. De volta ao Brasil, em 1982 lançou o LP "Outros Sons" pelo selo Vôo Livre, com produção de Arrigo Barnabé e estética voltada para a chamada "vanguarda paulista", movimento de que foi coroada musa por alguns críticos." Fonte

Embora a produção do Arrigo Barnabé seja muito marcante nesse disco, a participação de outros arranjadores e compositores tradicionais da música brasileira e do Jazz dão uma cara de busca com um pé no passado e outro no futuro. Ainda hoje soa ousado pela mistura da experimentação das fusões.

Destaco "Sonora garoa", uma moda do violeiro Passoca descrevendo a Metrópole, canção que tanto embalou minhas tardes no trabalho, ouvindo-a na programação Rádio USP dos anos oitenta.

O Homem Traça diz: ROAM!


 


Sonora Garoa

domingo, 8 de março de 2015

Lira do Povo - Kátya Teixeira - 2004



1 - Ayvu
Kátya Teixeira
2 - Alegria Da Criação / Adeus Oh Serra Da Lapa
José Afonso
3 - Canto de Fé/ Eu sou da lira
Domínio Público - Márcia Accioly - Celso Machado
4 - Maracatu de Brejão dos Negros
Domínio Público
5 - Cantiga Beiradeira
Kátya Teixeira - Juh Vieira
6 - Senhora Rainha/ Sabiá piô/Vila Nova/ Guerrear
Domínio Público 
7 - Rainha das Águas/ Canoa Branca
Vidal França - Rainha das Águas DP/ Adaptação: Kátya Teixeira - Fernando Lona
8 - Meu Canarinho
Domínio Público
9 - Desejo
Kátya Teixeira
10 - Você vai lá pro sertão/ Língua Trovador
Eudes Fraga - Rafael Altério/ Domínio Público
11 - De Kekeke
Domínio Público
12 - Joaninha
Luís Perequê
13 - Estrela D´Alva
Domínio Público
14 - Tava Durumindo/ Candombe de Jequitibá
Domínio Público
15 - Tá Caindo Fulô/ Balainho De Fulô/ Adeus, Adeus/ Qu...
Domínio Público
16 - A Rosa Também Se Muda 
Domínio Público

Músicos

Marquinhos - Cristiano R. T. Bicudo - Dércio Marques - Doroty Marques - Kodo - Pedro Sôssego -Ney Couteiro - Manoel Pacífico - Rodrigo y Castro - Samir - Carol - Mazé - Vidal França - Juh Vieira - Noel Andrade - Daniela Lasalvia - Carmem Pinheiro - Marcelo Pretto - André Venegas - Barbatuques - Fernando Barboza - Barbatuques - Thomas Rohrer - Stênio Mendes - Regina - Leandro - Crianças de Paracambi 

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Lira do Povo é o segundo disco da Kátia Teixeira, que nesse álbum virou Kátya Teixeira. É um trabalho pautado pelas cantorias tradicionais Brasil a dentro. Pretende ser um retrato sonoro das vivências e pesquisas de Kátya em cinco anos de andanças por comunidades e mestres mantenedores das culturas populares. Esse trabalho tem a contribuição de músicos consagrados e mestres da cultura popular. Em 2005 o disco foi indicado ao Prêmio Tim de Música para as categorias de melhor cantora, melhor cantora de voto popular e melhor cd regional. Em nossa modesta opinião, Kátya Teixeira é uma das compositoras e intérpretes da música brasileira das mais vigorosas, autênticas, tão grandiosa como o legado cultural acumulado por nosso povo.

Com tantas recriações para o cancioneiro de Domínio Público presentes no disco, destaco uma composição da moça, faixa instrumental, definida assim nas palavras da autora: "desejo, nasceu do desejo de liberdade e paixão. Galope livre por essas terras tão desconhecidas e tão nossas..."

O Homem Traça diz: ROAM!



Desejo

Katxerê - Kátia Teixeira - 1997
Postagem original de 28/07/2008


01 - Katxerê
Kátia Teixeira - Vidal França - Mazé
02 - Kararaô
Kátia Teixeira
03 - Aluarados
Vidal França - Karina França
04 - Mãe Áurea
Refrão Folclórico - Versos adaptados por Vidal França
05 - Brincando de roda
Kátia Teixeira - Luis Carlos Bahia
06 - A Lua girou
Folclore BA - Adap. Zé do Norte
07 - Fonte Motriz
Kátia Teixeira
08 - Dia de festa
Irene Portela
09 - Nas teias da renda
Kátia Teixeira - Cátia de França - L. C. Bahia
10 - Passarinheiro
Jean Garfunkel - Pratinha
11 - Alagoano
Kátia Teixeira - Eliezer Teixeira
12 - Rebuliço
Seutônio Sarmento
13 - Anauê
Kátia Teixeira - Vidal França
14 - Chapada dos Guimarães
Renato Garcia
15 - Marianinha
Vidal França - João Bá
16 - Nove Luas
Ney Courteiro - Ekton Silva

Músicos
Cássia Maria - Cláudia Lemos - Daniela Lasalvia - Gabriel Levy - Laura Mac - Lincoln Makiyama - Marcos da Silva - Mazé - Ney Couteiro - Renato Garcia - Rodrigo - Vidal França - Yara Castro

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"Com o devido respeito, Vidal França e Kátia Teixeira entrosam-se perfeitamente. Uma unidade 'zen' de canto e arranjo. O arranjo (canta) e o canto insinua-se arranjo, justo, certo, preciso em unissidade com o devido silêncio. Kátia acompanha Vidal desde menina, nascida de um casal de músicos que se dedica à canção da terra e tem nome de flor do mato. A 'sincronincidência' aqui, dos dois seria inevitável. Digo: um plasmando e expressão do outro, numa lapidação de pura essência. É a simplicidade que Vidal obtém para transmitir a essência deste canto instintivo de Kátia; os timbres exatos dos instrumentos como extensão exata do timbre da voz. A voz, vozes, instrumentos, completam-se aqui, com uma unidade monolítica. Observe que voz e base completam-se num só brilho e emoção da voz que chama, por assim dizer, os timbres. Nada é desnecessário. Os instrumentos respiram com a voz. Assim como o canoeiro-remo-canoa complementam o rio, humanizam-no, a tríade Vidal-Kátia-sons humaniza as vibrações do ar. Kátia teria que 'nascer' Vidal (que entende o silêncio e o som em cada nuança), para serem ambos uma única alma expressiva desse canto terra." Dércio Marques - para o encarte do CD.

Dércio tem razão, esse canto é terra, caminho já trilhado por cantoras como Diana Pequeno e Marlui Miranda e que jamais se esgota. Basta prestar atenção, os sons que da terra emanam estão aí e permanecerão para arrebatar as novas gerações, na linha perene do tempo, como aconteceu com a bela Kátia Teixeira.

Destaco "Passarinheiro", canção gravada por muita gente, interpretação em que Kátia empresta seu brilho, tornando-a mais uma novidade.

O Homem Traça diz: ROAM!



Passarinheiro