sábado, 19 de dezembro de 2009

Passoca canta ineditos de Adoniran - 2000 Passoca

 

1 - Lagartixa
Paulo Belinatti - Edson Alves - Adoniran Barbosa
2 - Bazares
Evandro do Bandolim - Adoniran Barbosa
3 - Gulú gulú
Léo Romano - Adoniran Barbosa
4 - Vai da valsa
Adoniran Barbosa
5 - Samba quente
Zé Ketti - Adoniran Barbosa
6 - Domingo
Adoniran Barbosa - Tito Madi
7 - Zé baixinho
Lemos do Cavaco, Adoniran Barbosa
8 - Voar
Archimedes Messina - Adoniran Barbosa
9 - Roubaram a lagosta
Tasso Bangel - Adoniran Barbosa
10 - Currupaco
Elzo Augusto - Adoniran Barbosa
11 - Filé de onça
Jorge Costa - Adoniran Barbosa
12 - Eternidade
Mário Albanese - Adoniran Barbosa
13 - Olhos de sono
Walter Santos - Adoniran Barbosa
14 - Ditado
Adoniran Barbosa - Passoca

Músicos
Edmilson Capelupi  - Edson José Alves - Fred Prince - Nailor Proveta (Nailor Aparecido Azevedo)  -  Maurício Carrilho - Paulo Sérgio Santos - Pedro Amorim 


Participação especial 
O Trio

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"Pioneiro da vertente neocaipira que renova o setor, o paulista de Santos criado em Ribeirão Preto Passoca (Antonio Vilalba) mergulha nos sambas do impagável Adoniran Barbosa, pseudônimo artístico do paulista de Valinhos, João Rubinato (1910-1982). Não é um universo estranho a seu trabalho habitual: Adoniran teve (entre outros) o mérito de contaminar seu samba com a babel de sotaques da megalópole paulistana, incluindo o acento caipira. Pescadas entre inéditas conservadas pelo amigo escritor e editor Juvenal Fernandes, estas 14 letras do compositor foram musicadas por parceiros posteriores, de Tito Madi e Zé Kéti a Paulo Bellinati e Evandro do Bandolim. A maioria traz sua marca registrada, a ingenuidade dos temas como Lagartixa ("sobe nas paredes/ e fica olhando/ analisando sem parar") e Currupaco ("você parece relógio de repetição/ vê se arranja outra profissão") misturada com uma pitada de malícia em Gu Lú gu Lú ("é que o rei do galinheiro/ é hoje o meu peru") ou Vai da Valsa ("eu gosto de mulher bonita/ mas quando ela está sem calça/ comprida"). Leves flagrantes da cidade (Bazares, Roubaram a Lagosta) e sambas sincopados (Filé de Onça, Olhos de Sono) na voz intimista de Passoca contrastam com momentos mais líricos (as valsas Domingo e Eternidade) num fiel perfil póstumo deste cronista paulistano." Tárik de Souza

O Homem Traça diz: ROAM!

 

Lagartixa 

sábado, 14 de novembro de 2009

Geração de Som - 1978 - Pepeu Gomes

Portagem original: 07/04/2008


1 - Saudação Nagô
Pepeu Gomes
2 - Fissura
Pepeu Gomes
3 - Linda Cross
Pepeu Gomes
4 - Belo Horizonte
Pepeu Gomes
5 - Odette
Dunga - Herivelto Martins
6 - Toninho Cerezo
Pepeu Gomes
7 - Malacaxeta
Pepeu Gomes
8 - Alto da Silveira
Pepeu Gomes
9 - Didilhando
Didi Gomes - Pepeu Gomes
10 - Tambaú
Pepeu Gomes
11 - Buchinha
Pepeu Gomes
12 - Flamenguista
Pepeu Gomes

Músicos
Pepeu Gomes: guitarra, guibando, violão, bandolim acústico e elétrico, piano, órgão, voz
Jorginho Gomes: bateria, cavaquinho acústico, surdo, tamborim
Didi Gomes: baixo, violão de 7 cordas, reco-reco
Baixinho: bateria (1, 4 e 11), surdo, tamborim, chocalho, timbales
Severo: acordeon
Paulo César Salomão: efeitos sonoros e eletrônicos
Bola: bongô, chocalho
Charles Negrita: tumba e agogô
Baby: afoxé (12)
Jorge da Cruz: pandeiro
Juarez: sax tenor
Luis Bezerra: sax tenor
Netinho: sax alto e clarinete
Márcio Montarroyos: trompete
Maurílio: trompete
José Alves: violino
Aizik: violino
Arlindo Penteado: viola
Watson Clis: cello

arranjos: Pepeu Gomes
arranjos de cordas, metais e regência: Paulo Machado

direção artística: Jairo Pires
direção de produção: Carlos Alberto Sion

gravado nos Estúdios CBS, RJ, em 8 canais, em junho de 1978

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Pepeu Gomes, começou sua carreira no grupo Os Leifs, rebatizado para A Cor do Som, que acompanhou os Novos Baianos e depois o integrou. Excelente guitarrista, Pepeu por muito tempo fez a direção musical dos Novos Baianos. Geração de Som é um LP instrumental, dedicado a temas brasileiros e algumas faixas sob a influência do rock brasileiro à moda dos Novos Baianos. Destaco "Malacaxeta", sonzeira pra balançar com gosto!

O Homem Traça diz: ROAM!



Malacaxeta

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

Carrancas I * II - João Bá - 1994



1 - Dia de mar azul
João Bá - Barbatana - Kapenga
Voz: Barbatana e Titane
2 - Visão da nascente, vivendo os caminhos do rio São Francisco
João Bá - Gereba
Voz: João Bá e Gereba
3 - Benedita lavadeira
João Bá
4 - O menino e o mar
João Bá
Voz: Douglas Moita
5 - Mico leão dourado
João Bá - Hermeto Pascoal
Voz e texto: João Bá
6 - Rede de varanda
João Bá - Gereba
7 - Circo das ilusões
João Bá - Klécius Albuquerque
Voz: Klécius, João Bá e Luanda
8 - Facho de fogo
João Bá - Vidal França
Voz: João Bá e Vidal França
9 - Ladainha de Canudos
João Bá - Gereba
Voz: Roze
10 - Menino da roça
João Bá - Dércio Marques
Voz: João Bá
11 - Cavalo marinho
João Bá, Gereba
Voz: Gereba
12 - Ribeirão das águas claras
João Bá
Voz: Lila e João Bá
13 - Terno do boi janeiro
João Bá - Klécius Albuquerque
Voz: Lila, Kátia Teixeira e Mazé
14 - Tempo de novena
João Bá - Dércio Marques
Voz: João Bá, Dércio Marques, Guru e Vidal França
15 - Beleza das imburanas
João Bá
Voz: João Bá e Lila
16 - Desenho animado
João Bá - Lila
Voz: Lila
17 - Noite de São João
João Bá - Lila
Voz: João Bá e Lila
18 - Lampião no mucambo
João Bá - Dinho Nascimento
Voz: João Bá e Dinho Nascimento
19 - Boi da beira
João Bá - Jordano Mochel
Voz: Dércio Marques, Guru e João Bá

Músicos
Klecius Albuquerque - Capenga - Zé Gomes - Gereba - Fernando Farias - Toninho Carrasqueira - Hermeto Pascoal - Oswaldinho do Acordeon - Dinho Nascimento - Cesar do Acordeon - Vidal França - Manoel Pacífico - Galba - Dércio Marques - Luiz Seleguim - Márcio Pereira

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"Nascido na cidade de Crisópolis, sertão baiano, Bá carrega em suas veias o talento artístico de muitos de seus conterrâneos. Poeta, ator, compositor e cantador, dos bons, desde os 12 anos. Tem mais de 200 músicas, sendo que muitas delas foram gravadas por artistas de primeira grandeza no cenário musical do País por exemplo Diana Pequeno, Dércio Marques, Marlui Miranda, Almir Sater e o lendário Hermeto Paschoal. Desde 1966 ele se apresenta em shows e festivais em universidades de todo o Brasil. Pode-se destacar o Festival da TV Tupi com a música "Facho de Fogo" , uma parceria com Vidal França e defendida por Diana Pequeno. Paralelamente a sua carreira musical Bá trabalha como ator treatral e cinema, tendo atuado no épico filme Lampião, como ator e compositor da trilha sonora. Para TV, em 1984 escreveu o especial "Cercanias de Canudos" exibido pela TV Cultura de São Paulo, e foi considerado o melhor seriado do ano. Já em 1985 apresentou "Casa de Cantadores", na mesma TV Cultura, e arrebatou sucesso de crítica e audiência. No ano seguinte, Bá, gravou para um canal de televisão francesa o especial "Casa de farinha"". Fonte

João Bá deveria ser chamado João Bom, haja vista a pessoa boníssima que é, inspirada e inspiradora. Gravou o seu primeiro Carrancas em 1988, um LP, em 1994 junta-o ao Carrancas II já no "moderno" CD. Depois vieram o CD "Ação dos Bacuraus cantantes" e "Pica Pau Amarelo".

Esse Carrancas espanta os maus espíritos com canções maravilhosas e participações especiais cheias de magia. A harmonia é a mesma que já vi acontecendo ao vivo em suas apresentações .


O Homem Traça diz: ROAM!

   

O menino e o mar

domingo, 30 de agosto de 2009

Grupo Paranga - 1982

postagem original: 29/01/08



01 - Arauto
Galvão Frade e Pio Filho
02 - Canoa
Dito Geraldo
03 - Dona do salão
Elpídio dos Santos e Conde
04 - Festas, fogos, para raios
Galvão Frade e Marco Rio Branco
05 - Quem dera!
Galvão Frade
06 - a) Fulia
Mestre Luiz de Catuçaba
b) Cai sereno (na rama da mandioquinha)
Elpídio dos Santos e Conde
07 - Você vai gostar
Elpídio dos Santos
08 - Nhôlambis (instrumental)
Galvão Frade - Osnir Perdigão
09 - Saudade danada
Elpídio dos Santos - Osnir Perdigão
10 - Desde aquele carnaval
Dito do Bem - Galvão Frade
11 - Bobão
Benedito de Paula
12 - Uma das bandas da bunda
Marco Rio Branco
13 - Arauto II
Galvão Frade - Pio Filho

Grupo Paranga
Pio, Parê, Negão, Renata, Galvão, Nena, e Nhô

Participação especial
Pauleca, Quadô, Quica, Gordo, Irmãos Zamith, Marquinho, Thar e Tota

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Em meados da década de 70, Negão, Pio, Parê e Nena – filhos do compositor Elpídio dos Santos, compositor preferido de Mazzaropi – e mais alguns jovens de São Luís de Paraitinga resolveram criar um grupo para canalizar a intensa produção musical da região. Influenciados também pela atmosfera libertária da contracultura, misturaram as folias populares ao rock'n roll e formaram o Grupo Paranga.

No começo da década de 80 – paralelamente à cena pop-rock, em que bandas como Titãs, Ultraje a Rigor e Ira! comandavam a festa –, vinha à tona o que veio a se chamar de Vanguarda Paulistana: movimento de cunho experimentalista, que trabalhava letras de humor refinado, ao mesmo tempo que fundia as raízes musicais brasileiras ao rock e à música erudita contemporânea. Foi no principal reduto desse movimento, o Teatro Lira Paulistana, que o mosaico musical do Paranga ganhou maior acolhida de público, os luizenses marcando época ao lado de artistas como Arrigo Barnabé, Itamar Assunção e grupos como Premeditando o Breque, Rumo e Língua de Trapo.

Em 1982 é lançado o LP "Chora viola, canta coração", o qual teve boa aceitação de público e crítica, impulsionando a carreira do grupo que tão bem nos apresentou essa salada caipira. Nota-se no disco a presença de "marchas" com sotaque diferente, traço marcante do carnaval de São Luís que atrai milhares de turistas para brincar em suas ruas a cada novo fevereiro.

O Homem Traça diz: ROAM!




Uma das bandas da bunda

segunda-feira, 20 de julho de 2009

Kris Kringle - 1971 - Sondom

Kris Kringle - Sondom - 1971

1 - Louisiana
August-Duncan
2 - Help
Lennon-McCartney
3 - That's my love for you
Alan-Roberts-Harris
4 - The resurrection shuffle
Tony Ashton
5 - Janie slow down
White-Laine
6 - Susie
Terry Johnson
7 - The monkey song
E. Welch
8 - Sarabande
Scott–Beggar’s Opera
9 - Mr. Universe
Burrowes
10 - What you want
August-Duncan

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Há alguns anos eu vi uma exposição de obras vanguardistas do fim dos anos 60. O autor era tratado como um mito, desaparecido no tempo e envolvido na áurea de combate à ditadura. Pois bem, seria apenas mais um se ao final da exposição eu não tivesse descoberto que a exposição o autor e suas "obras" não passavam de invenção de uma moça-pesquisadora que questionava: o que é arte, o suporte, o registro, o artista?

Lembrei desse episódio ouvindo o Kris Kringle. Eu não conhecia esse som. Se me dissessem que era uma fase do Creedence eu acreditaria. Alerta! E se os mitos construídos começarem a se multiplicar com a internet? E se as "raridades" se desmistificarem? E se cada ouvinte puder ter sua própria conclusão, sem a pressão dos preços fetichizados pelos donos de sebos e colecionadores (ou seriam especuladores?)?

O Sílvio Atanes me mandou esse disco, estou ouvindo e gostando cada vez mais, principalmente pelo efeito empático que me provocou. Imagíno-me chacoalhando a cabeleira numa domingueira com essa maravilha de banda botando pra quebra ao vivo, com inglês virtual e tudo mais. Minha parca memória auditiva me alertou para "Susie" (eu já ouvi isso! Será que foi num baile dos Fevers?). Aos fatos! O Sílvio é bom nisso e dá conta da história com seu ótimo artigo abaixo!

"Memphis, de Pinheiros para o mundo

Na pré-história do pop brasileiro, desponta o seminal grupo Memphis, nascido não na terra de Elvis Presley, mas nos bairros de Pinheiros e Aclimação, em São Paulo, no fim dos anos 1960. Com o término do igualmente jurássico Colt 45, os remanescentes Dudu França, Marcos Maynard e Xilo (Juvir M. Moretti), convidaram Nescau (Marco Antônio Fernandes Cardoso), Cláudio Callia e Niccoli (Alberto Niccoli Jr.) para formar outro conjunto de rock. Assim nasceu o Memphis, que estreou no Círculo Militar, em 1968. Dudu também tocava bateria e era o cantor; Maynard tocava guitarra-base; Xilo, guitarra-solo; Nescau, baixo; Nicolli, bateria; e Callia, teclados.


Os membros do Memphis também gravaram com nomes de outros grupos, como Beach Band, Baby Joe, Kris Kringle, Lee Jackson e Moon & Stars. Era a saída para aumentar a oferta e vender mais discos, já que o mercado e, principalmente, as emissoras de rádio pediam músicas em inglês. Essas músicas faziam um tremendo sucesso nos bailes de domingo à tarde, especialmente no Clube Pinheiros e no Círculo Militar, os templos máximos das domingueiras dançantes paulistanas.

Quando o Memphis estava prestes a gravar o primeiro single, "Sweet Daisy", o tecladista Callia deixou o grupo. Rapidamente, Maynard, conhecido como Marcão, assumiu a vaga do órgão para os shows e convocou Otávio Augusto Fernandes Cardoso, o Otavinho, irmão de Nescau, para a segunda guitarra. Outro conhecido nome na cena dos bailes paulistanos na virada dos anos 1970, Otavinho participou das sessões de gravação de "Sweet Daisy"/"Goodbye", quando também assumiu os teclados. Lançado em novembro de 1971, o compacto de vinil, com produção de Cesare Benvenuti, foi um grande sucesso. Benvenuti era o papa das gravações em inglês do lendário selo Cash Box (Discos Copacabana).

Lee Jackson bombou nas paradas


Em seguida, gravaram, com o pseudônimo Lee Jackson, o compacto "Oh oh la la la". A música marca o início da parceria de Otávio Augusto, o futuro fazedor de hits em série Pete Dunaway, com o escocês Robert Duncan. As duas faixas da bolachinha do Lee Jackson ("Oh oh..." e "I found myself alone") levam a assinatura de Otavinho, que aparece como "August", e Duncan. No lado B, Otavinho assume os vocais, dando um trailer de sua grande extensão vocal. Em 1972, Otavinho, lançado pelo produtor musical Cayon Jorge Gadia (Rádio Difusora AM 960 KHz, de São Paulo), assume o pseudônimo de Pete Dunaway – na música-tema da novela “Bel-Ami”, da TV Tupi.


Por causa do êxito de “Oh oh...”, que bombava nas rádios, Maynard resolve deixar o Memphis. Depois do lançamento desse single com a formação do Memphis, Marcão se junta ao pessoal do Amheba e monta um grupo de fato com o nome Lee Jackson. O conjunto contava com: Luiz Carlos Maluly (guitarra, craviola e harmônica): Maynard (teclados); Sérgio Lopes (baixo e sintetizador); Cláudio Condé – o “Italiano” – (depois substituído por Raymond Mattar, vocal); e Felipe Dib Neto, (bateria, em seguida, Marco Aurélio Bissi). A carreira vitoriosa do Lee Jackson começou com o compacto “Hey girl”, sua marca registrada, lançado em 1972. O auge do Lee Jackson é o LP “Rock Samba” (1976), produzido no Brasil pelo lendário Bill Haley.


Memphis fez escola

O Memphis, do qual ainda participariam Osvaldo Rizzo Filho (percussão), o guitarrista Wander Taffo e o baterista Gel Fernandes (futuros Rádio Táxi), Hélio Eduardo Costa Manso (também conhecido como Steve MacLean, que tocaria no grupo Sunday, teclados e vocais) e Carlos Alberto Marques, o Carlinhos (guitarra, vocal, flauta e sax), gravou mais três compactos: os simples "Going next to the one I love"/"Nature! Nature!", de 1972; “Such a beautiful day”/“Love at first sight”, de 1973; e o duplo "My world is you"/"Floating words"/"I wonna be happy"/"Get back", de 1974.
Ainda nesse ano, Pete Dunaway lança seu primeiro e bem-sucedido LP solo, puxado pelo hit arrasa-quarteirão “You’re the reason”, o que consolida sua carreira.

Em 1978, Dudu França estouraria nacionalmente com “Grilo na cuca”. Nos compactos do Memphis, Dudu França era Joe Bridges, uma tradução brincalhona de seu nome de batismo, José (Joe) Eduardo França Pontes (Bridges). Nos discos, Carlinhos também aparecia como Charlie, Charles Marx ou Mr. Charlie. Ele é o autor do maior sucesso do Memphis, “Sweet Daisy”. Nos anos 80, o Rádio Táxi de Wander Taffo e Gel Fernandes invadiria as paradas com megassucessos como “Garota dourada” e “Eva”.


O legado

Missão cumprida, o Memphis duraria até 1976. Com a alvorada da Era Disco nos pés de John Travolta e nos vocais edulcorados dos Bee Gees, todo mundo só queria saber dos embalos de sábado à noite. A porta dos clubes se fechara para os conjuntos. Era o fim das românticas domingueiras.
No encarte do CD triplo “Rock ‘n’ Roll Celebration”, de 2001, Dudu, em inspirado depoimento a Pedro Autran, resumiu a importância do Memphis na história do pop brasileiro: “O Memphis era para nós uma coisa até mágica. Nós tínhamos a convicção de que éramos os melhores. E, na realidade, tínhamos um vocal e um instrumental muito bom, principalmente quando eu, o Otavinho e o Carlinhos fazíamos a linha de frente do vocal. Depois, tivemos outra fase muito boa, com o Wander Taffo na guitarra, o Hélio Costa Manso nos teclados, o Gel (Gelson Luiz Fernandes) na bateria, o Nescau e eu tocando flauta. Até aprendi expressão corporal para ficar lá na frente. Para mim, foi uma escola, que me ajuda até hoje. Era uma superbanda.”" por Silvio Atanes

O Homem Traça diz: ROAM!

   

What you want

terça-feira, 23 de junho de 2009

Alta Fidelidade - 2000 - V.A.

Postagem original: 23/06/2009



01 - You're Gonna Miss Me
The Thirteenth Floor Elevators
02 -
Everybody's Gonna Be Happy
The Kinks

03 -
I'm Wrong About Everything
John Wesley Harding

04 -
Oh! Sweet Nuthin
The Velvet Underground

05 -
Always See Your Face
Love

06 -
Most Of The Time
Bob Dylan

07 -
Fallen For You
Sheila Nicholls

08 -
Dry The Rain
The Beta Band

09 -
Shipbuilding Elvis Costello & The Attractions
10 -
Cold Blooded Old Times
Smog

11 -
Let's Get It On
Jack Black

12 -
Lo Boob Oscillator
Stereolab

13 -
Inside Game
Royal Trux

14 -
Who Loves The Sun
The Velvet Underground

15 -
I Believe (When I Fall In Love It Will Be Forever)
Stevie Wonder


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A sinopse do filme é mais ou menos essa: "Rob Gordon (John Cusack) é o dono de uma loja de música à beira da falência, que apenas vende discos em vinil. Azarado no amor e ao mesmo tempo uma enciclopédia ambulante sobre música pop, os caminhos da vida terminam por levá-lo a analisar suas escolhas e prioridades, fazendo com que alcance a maioridade." Fonte

O filme é bacana e a trilha também.


O Homem Traça diz: ROAM!




Who Loves The Sun

segunda-feira, 8 de junho de 2009

Boca Livre - 1983

Primeira postagem em 17/06/2008


01 - Panis et circenses
Caetano Veloso - Gilberto Gil
02 - Choveu
Chico Lessa - Márcio Borges
03 - Doses fatais
Maurício Maestro
04 - Titicaca
Gilberto Gil
05 - Música das núvens e do chão
Hermeto Paschoal
06 - Ânima
José Renato - Milton Nascimento
07 - Menina dos olhos
Chico Lessa - Maurício Maestro
08 - Lembrança boa
Lourenço Baeta - Cacaso
09 - Nossos momentos
Haroldo Barbosa - Luiz Reis
10 - São Francisco
David Tygel

Músicos
Maurício Maestro - Baixo, violão, guitarra, vocais
David Tygel - Viola, violão, vocais
José Renato - Violão, guitarra, vocais
Lourenço Baeta - Violão, flauta, vocais

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O Homem Traça diz: ROAM!



São Francisco

domingo, 24 de maio de 2009

Mauri de Noronha e os Habitantes da Terra - 1990




01 - Improposição
Noronha - Emanoel de Almeida
02 - Negritude
Noronha - Santiago Dias
03 - Por um fio
Noronha - Miele
04 - Amor no cio
Noronha - Santiago Dias
05 - Maria do mar
Noronha
06 - Serás sereia
Noronha - Santiago
07 - Um poeta
Noronha
08 - Livre
Miele
09 - Caminhos do Sol
Noronha
10 - Fim de festa
Sangerotti

Músicos
Mauri de Noronha - Adi Sangerotti - Marcio Miele - Rogerio Sardella - Waldemar Pizzi Jr.

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A Praça da República é um ponto de encontro há tempos em São Paulo. Já passou por várias fases, de prosperidade e decadência, mas é ainda uma referência. No final dos anos oitenta foi lá que conheci o Poeta Santiago e com ele as músicas de Mauri.

Esse CD é expressão direta da efervescência cultural que a praça vivia à época, produção de casa, sustentada pelos amigos, vai muito além da simpatia e apoio para com o trabalho de alguém que se conhece pessoalmente. Este, ouvi intensamente e marcou um tempo bem bacana.

Não sei por onde anda o Mauri hoje, espero que esteja na ativa poetando por aí.

O Homem Traça diz: ROAM!

   

Improposição