segunda-feira, 27 de setembro de 2010

Canto por travesura - Victor Jara - 1973


01 - Brindis 
02 - La palmatoria
03 - Vengan a mi casamiento
04 - Iba yo para una fiesta
05 - La edad de la mujer
06 - La cafetera
07 - La diuca
08 - La fonda
09 - Por un pito ruin
10 - La beata
11 - Adivinanzas 
12 - El chincolito
13 - La remolienda, pieza uno [1965]
14 - La remolienda, pieza dos [1965]
15 - La remolienda, pieza tres [1965]
16 - La remolienda, pieza cuatro [1965]
17 - La remolienda, pieza cinco [1965]
18 - Pepe Mendigo (Cuento de Navidad) [de "Los Mimos de Noisvander". [1965]

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Em tempo, antes que finde setembro, uma lembrança da  nossa história, dos nosso irmãos chilenos que sonham e lutam por liberdade.

Este LP foi finalizado para ser lançado em setembro de 1973, mas o golpe de estado, obviamente, cancelou o projeto com o assassinato de Jara. Somente em 2001 foi lançado no Chile. Antes disso apenas um número reduzido de cópias dessa edição circulou em fitas cassetes. Também é possível que estas cassetes tenham a sua origem das edições de LP's feitas em outros países.

Em suas anotação  para apresentar o LP original, Victor Jara diz que esse foi provavelmente mais "Chile" do seu trabalho. O LP original incluía os temas 01 a 12, entre os quais 10  foram proibidos em 1966 por protestos de alguns círculos católicos. A edição de 2001, acrescentou os itens 13 ao 18, os primeiros cinco instrumentais.

Aproveito a ocasião para trazer um curta do Ken Loach, sobre o 11 de setembro do Chile, tive o prazer de reassistir recentemente com crianças de 13 anos. É interessante como esses jovens futuros trabalhadores ligaram o ocorrido no Chile ao movimento golpista no Brasil.

O Homem Traça diz: ROAM!





La beata

Cantigas do Maio - José Afonso - 1971
postagem original: 24/01/2008
01 - Senhor Arcanjo
José Afonso

02 -
Cantigas do maio
popular - José Afonso

03 -
Milho verde
popular/arr. José Mário Branco

04 -
Cantar Alentejano
José Afonso

05 -
Grândola, Vila Morena
José Afonso

06 -
Maio maduro maio
José Afonso

07 -
Mulher da erva
José Afonso

08 -
Ronda das mafarricas
António Quadros - José Afonso

09 -
Coro da primavera
José Afonso

Músicos
Carlos Correia (Bóris)
Michel Delaporte

Christian Padovan

Tony Branis

Jacques Granier

Francisco Fanhais

José Mário Branco

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No momento mágico da data comemorativa do aniversário da Megalópoli Megalomaníaca, as autoridades que teimam em usufruir de nossas riquezas contra o povo que trabalha a constrói, realizarão cerimônias para lembrar assassinos e escravocratas portugueses "valorosos". A destruição dos serviços públicos, a privatização da saúde e da educação para encher os bolsos de DEMoníacos e Tucanos será o mote dos sorrisos para as fotos nas festas de gala.

Sendo assim, vamos lembrar de um português que nadou contra a maré e que tem sua obra ligada à memória dos trabalhadores portugueses na luta contra o facismo, esse instrumento muito utilizado ainda hoje pelos detentores dos grandes meios de produção, nos quatro cantos do globo.

José Afonso, também conhecido como Zeca Afonso, nasceu em 2 de agosto de 1929 e faleceu em 1987. Começou a carreira musical em 1953 gravando em 78 rpm e encerrou sua carreira como um ícone da música portuguesa, sendo sua obra intimamente ligada a história do seu povo, seja pela qualidade poética e musical ou pela inspiração na luta contra o fascismo.
 

"O mais histórico e o mais referencial de todos os discos da música popular portuguesa. Gravado no Strawberry Studio, de Michel Magne, em Herouville (França), entre 11 de Outubro e 4 de Novembro de 1971, com arranjos e direcção musical a cargo de José Mário Branco, este disco assinala a primeira viragem de fundo na revolução musical iniciada por Zeca uma dúzia de anos antes. O tratamento instrumental de cada tema, a beleza poética e a subversão temática atingem, aqui um nível nunca anteriormente possível. E, uma vez mais, Zeca recusa a facilidade, incluindo canções onde o surreal é já assumido na sua totalidade (para desespero da direita e de uma certa esquerda, que insistia na necessidade de uma 'definição clara' de Zeca, à luz do 'socialismo científico') como Ronda das mafarricas ou Senhor arcanjo, a par de belíssimos temas de inspiração popular, como Maio, maduro Maio, A mulher da erva ou Cantigas do Maio e de óbvios cantos de resistência, como o Cantar alentejano, dedicado a Cataria Eufémia, camponesa assassinada pela GNR, ou Coro da Primavera. Gravado num tempo recorde e contando apenas com as participações de meia dúzia de músicos (Carios Correia, Michel Delaporte, Christian Padovan, Tony Branis, Jacques Granier e Francisco Fanhais, além de, naturalmente, José Mário Branco e Zeca), este disco seria considerado, em 1978, como o melhor de sempre da música popular portuguesa, numa votação organizada pelo Sete que contou com a participação de 25 críticos e jornalistas. Um tema, no entanto, bastaria para fazer de Cantigas do Maio um marco da história portuguesa: Grândola vila morena, escolhida em 1974 como senha para o arranque do Movimento dos Capitães, que em 25 de Abril derrubou a ditadura fascista." Viriato Teles - Fonte

Vamos torcer para que as canções de Zeca nos inspirem nas jornadas de luta que, certamente, virão neste ano e nos próximos!

O Homem Traça diz: ROAM!



Grândola, Vila Morena

domingo, 19 de setembro de 2010

Espelho das Águas - Duofel - 1994



01 - Samba do Indiano Doido
Fernando Melo - Luiz Bueno
02 - Roda gigante
Fernando Melo - Luiz Bueno
03 - Mirante
Fernando Melo - Luiz Bueno
5 - "AMITAV"
Badal Roy
6 - Porto Feliz
Fernando Melo - Luiz Bueno
7 - Espelho das Águas
Fernando Melo - Luiz Bueno
8 - Prá lá de Bangladesh
Fernando Melo - Luiz Bueno
9 - Teen
Fernando Melo - Luiz Bueno
*"ATUN"
Badal Roy com a platéia

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Esse show de 1994 é um som impressionante! A fusão entre as tablas e os violões dá uma coisa de  tambor melódico e violão percussivo. São inversões que crescem e se convertem em espiral contagiosa. Ouvi dizer que esse disco terá versão internacional e um DVD com o show gravado no Teatro Municipal de São Paulo. Quando eu encontrar nas prateleiras da vida, roerei com prazer.

O Homem Traça diz: ROAM!



Espelho das Águas

domingo, 12 de setembro de 2010

Conterrâneos - Carlinhos Piauí - 1999
postagem original: 15/06/2008
repostagem: em memória a Julian Tirado *1959...+2010



01 - Estradas
Carlinhos Piauí - Anchieta Dalí
02 - Aurora
Carlinhos Piauí - Luthemberg Peixoto
03 - Baião Sonhado
Carlinhos Piauí - P. Avelino - Zé Miguel - E. Morojó
04 - Conterrâneos
Clodo - Climério - Clésio
05 - Lavadeira de rio
Carlinhos Piauí
06 - Teresina meu calor
Carlinhos Piauí - Ivan Matos
07 - Correndo
Carlinhos Piauí
08 - Minha menina
Carlinhos Piauí - Jossonir Brito
09 - Luz do luar
Luthemberg Peixoto
10 - Olhar nordestino
Abdias Campos - Cruz Nato
11 - Para pa tu
João Bá - Lila
12 - Amigo folharal
João Bá - Lila
13 - Festejo em Teresina
Carlinhos Piauí - João Bá

Músicos
Carlinhos Piauí - Laura Mac-Knight - Luiz Celeguin - Gabriel Levi - Claudia Lemos - Manoel Pacífico - Julian Tirado - Mário Aphonso - Kátia - Lourival Tavares

Participações Especiais
João Bá - Ney Couteiro - Dércio Marques - Gereba - Oswaldinho do Acordeon - Zé Gomes - Daniela Lasálvia - Mazé - Naná Correia - Lila - Vidal França

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O cantor e compositor Carlinhos Piauí nasceu em Teresina, mas foi no Gama, no Distrito Federal - onde vive há mais de 30 anos - , que descobriu sua vocação musical. Integrou o Grupo Sertão, com o qual participou de festivais, fez show e gravou um compacto duplo. Depois de estudar percussão com Ney Rosauro, na Escola de Música de Brasília, partiu para carreira solo, passando a desenvolver trabalhos em que deixa claro as influências recebidas de mestres da música brasileira como Vital Farias, Elomar, Paulinho Pedra Azul, Papete, Alceu Valença, Geraldo Azevedo, entre outros.

Cheguei ao disco "Conterrâneos" através da Naná e do Julian, há nove anos, numa dessas festinhas caseiras que sempre viram uma cantoria só! Esse é o primeiro disco de Carlinhos, foi um "juntamento" com quem estava aqui por Sampa pra tocar e cantar temas que falam da terra, dos bichos e dos amigos. Destaco a toada "Olhar nordestino", bonita que só!

O Homem Traça diz: ROAM!



Olhar nordestino

sábado, 11 de setembro de 2010

Duo Rodrigo Almeida & Daniel Duarte - 2008



1 - Lo que vendrá 
Piazzolla
2 - Sonata L288
D. Scarlatti
3 - Sonata L104
D. Scarlatti
4 e 5 - Minueto e Badiniere 
J. S. Bach
6 - Clair de lune
Claude Debussy 
7 - Rumores de la caleta
Isaac Albeniz
8, 9 e 10 -  Elegia por la muerte de un Tangero 
a) Confuseta
 b) Melancolia
c) Epilogo 
Maximo Pujol 
11 -  Bachiana nº 4
Villa-Lobos
12 - Pretencioso
E. Villani-Cortês
13 - Variações concertantes
Mauro Giuliani
14 - Introdução a fandango
Luigi Boccherini

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O Duo Almeida Duarte foi formado em 2004, apresenta um repertório que abrange desde o Barroco, o Classicismo, o Romantismo, músicas brasileiras e obras contemporâneas. Esse é o seu primeiro disco, com peças para a formação em duo de violões e transcrições de obras originalmente compostas para outras formações camerísticas. É um trabalho que reflete uma trajetória de êxito em curso, tendo no histórico apresentações nos Sesi's, Sesc's, igrejas, além do circuito de festivais, o meio acadêmico, palcos nacionais e ianques.

Curti bastante o repertório e os arranjos originais para duo. Piazzolla, para essa traça que vos fala, é sempre de cortar os pulsos.

O Homem Traça diz: ROAM!


terça-feira, 7 de setembro de 2010

Índia - Gal Costa - 1973




01 - Índia 
José Asunción Flores / Manuel Ortiz Guerrero / Vrs. José Fortuna
02 - Milho Verde 
Tradicional Portugal / Adpt. Gilberto Gil
03 - Presente Cotidiano 
Luiz Melodia
04 - Volta 
Lupicínio Rodrigues
05 - Relance
Caetano Veloso / Pedro Novis
05 - Relance 
Caetano Veloso / Pedro Novis
06 - Da Maior Importância 
Caetano Veloso
07 - Passarinho 
Tuzé de Abreu
08 - Pontos de Luz 
Jards Macalé / Waly Salomão
09 - Desafinado 
Tom Jobim / Newton Mendonça

Músicos:

Rogério Duprat - Gilberto Gil - Arthur Verocai - Chico Batera - Dominguinhos - Luiz Alves -
Dom Chacal - Robertinho Silva - Toninho Horta - Wagner Tiso - Tenorio Jr.

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Vi uma dica de uma amiga no mundo facebook e lá fui eu me deliciar com a Gal desse disco cantando "Da maior importância". Essa canção é uma bela sacada do Caetano, figura que tem melhores criações poéticas, que  posições políticas. Essa musiquinha me acompanha desde garoto a cada "fora" tomado na longa coleção de anos e amores (é, Traças também tanto amam, quanto envelhecem). Daí a vontade de postar esse disco, que não é novidade na rede, mas que já está fora do ar em postagens de vizionários como o Loronix (o CD custa só R$ 12 na loja em frente ao cineminha da Rua Augusta).

A primeira faixa que dá título a esse disco da Gal é uma canção paraguaia adaptada (com letra bastante amainada para o pudico gosto brasileiro, a tradução mais fiel a original está na gravação do Tayguara). É um álbum de extremos, que traz músicas experimentais e fecha com a tradicional Bossa Nova, "Desafinado". Há a participação de vários arranjadores e uma constelação de músicos brasileiros, incluindo o piano do lendário Tenório Jr., desaparecido na Argentina durante a Ditadura Militar do pais vizinho, nos anos 70. Chamo atenção para a gravação de "Milho Verde", também gravada na época por Zeca Afonso, cantor e compositor português, ícone da Revolução dos Cravos (1974). Se quiser saber mais sobre a Gal, veja aqui.

O Homem Traça diz: ROAM!



Milho Verde