quarta-feira, 15 de outubro de 2014

Folia - Boca Livre - 1981
Postagem original em 29/03/2008



01 - Chegou no vento
Xico Chaves - Vinicius Cantuária
02 - Folia
Lourenço Baêta - Xico Chaves
03 - Se o meu jardim der flor
Xico Chaves - Zé Renato
Participação: MPB-4
04 - Pena de sabiá
Xico Chaves - Zé Renato
05 - Pirilampo
Lourenço Baêta - Xico Chaves
06 - Tudo certo
Ana Terra - Zé Renato
07 - Dia de festa
Cacaso - Nelson Ângelo
08 - Alguém cantando
Caetano Veloso
09 - Coração de pai
David Tygel - Maurício Maestro
10 - Desenredo
Dori Caymmi - Paulo César Pinheiro

Músicos
Zé Renato - Maurício Maestro - David Tygel - Lourenço Baeta - Mú - Paulo Rafael - Marcelo Costa - Cid Freitas - Damilton Viana - Marcos Ariel - Paulo Guimarães - Danilo Caymmi - Celso Woltzenlogger - Rubinho - Gilson Peranzzetta - Ricardo Silveira - Vinícius Cantuária - José Carlos Ramos - Mauro Senise - Niltinho - Edmundo Maciel - Luiz Alves - Robertinho Silva - Chiquinho - Hélius Vilela - Novelli - Maurício Einhorn

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Este é o terceiro LP do Boca Livre, o primeiro feito em gravadora.

O Homem Traça diz: ROAM!



Folia
Dançando Pelas Sombras - 1992 - Boca Livre



1 - Dança de ouro
Lourenço Baêta - Zé Renato
2 - Testamento
Milton Nascimento - Nelson Ângelo
3 - Gotham City
Capinan - Jards Macalé
4 - Cruzada
Márcio Borges - Tavinho Moura
5 - The first circle
Lyle Mays - Pat Metheny
6 - Zen vergonha
Aldir Blanc - Guinga
7 - Oriente
Gilberto Gil
8 - Nuvem Cigana
Lô Borges - Ronaldo Bastos
9 - Todos os Santos
Maurício Maestro - Joyce
10 - Nua
Fernando Gama
11 - Caxangá
Milton Nascimento - Fernando Brant


Músicos
Boca Livre: Ze Renato, Mauricio Maestro, Lourenco Baeta, Fernando Gama. 
Zé Renato - vocals, steel guitar
Fernando Gama, Mauricio Maestro - vocals
Marcelo Costa - berimbau, percussion
Zé Nogueira - soprano saxophone, keyboards
Marcos Suzano - tabla, pandeiro

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O Homem Traça diz: ROAM!



Gotham City

domingo, 12 de outubro de 2014

Luli e Lucina - Show na Sala Funart - 1987
Postagem original: 27/01/2008




1 - Eita nóis
Luli e Lucina
2 - Carrocel
Tetê Espíndola
3 - Denguinho de manhã
Luli e Lucina
4 - É tudo na ponta do pé
Cesar Brunetti
5 - Festa no céu
Luli e Lucina
06 - Suba na Baleia
Luli e Lucina
07 - Pixaim
Walter Freitas e João Gomes
08 - Que cara tem
Luli - Lucina - Klebi Nori
09 - Na corda bamba
Luli - Lucina - Klebi Nori
10 - Como nossos pais
Belchior
11 - Garganta
Tato Fisher

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Encontrei uma fita Basf junto de outras numa caixa aqui em casa e resolvi reativar meu tape, embora a qualidade da gravação não seja muito boa, afinal já se passaram mais de 20 anos, acho que vale a pena postar aos poucos algumas curiosidades de shows de MPB que tenho em fitas "velhinhas" como eu.

A Rádio USP era a minha janela musical como hoje é a Internet para muitos. A gravação que posto agora foi obtida a partir do Programa Terra Brasilis, produzido por Wagner de Paula que, à época (1987), transmitiu um show realizado na Sala Funart. Perdi algumas músicas que ficaram incompletas, como "Bandoleiro" por exemplo, pois sempre tinha aquela correria: achar uma fita cassete pra gravar em cima da hora, virá-la quando acabava o lado... isso mesmo, uma técnica rudimentar. Folclórico, não?! Mas não há de ser nada, um dia até o MP3 o será.

O Homem Traça diz: ROAM!



Denguinho de manhã
O Menino Poeta - Canções e Poemas -  1985 - Antônio Madureira



01 - Canção da Garoa
(Mario Quintana) 
Solange Maria e Coral infantil 
02 - Lenda do Céu
(Mario de Andrade) 
Irene Ravache 
03 - Arco Iris
(Ascenso Ferreira)
Solange Maria e Coral infantil
04 - Negrinho do Pastoreio
(Stela Leonardos)
Mirinha 
05 - Na Rua do Sabão 
(Manuel Bandeira)
Irene Ravache
06 - Bãobalalão do “Poema Quixote e Sancho de Portinari” 
(Carlos Drummond de Andrade) 
Coral Infantil 
07 - Canção de junto do Berço 
(Mario Quintana) 
Irene Ravache 
08 - Balada do Rei das Sereias 
(Manuel Bandeira) 
Mirinha 
09 - O Menino Poeta 
(Henriqueta Lisboa) 
Mirinha 
10 - Enchente
(Jorge de Lima)
Irene Ravache
11 - Canção da Chuva e do Vento
(Mario Quintana) 
Solange Maria e Coral Infantil 
12 - Nina-nana de engenho 
(Stela Leonardos) 
Mirinha 
13 - Cantiguinha de Verão
(Mario Quintana)
Irene Ravache
14 - Segredo
(Henriqueta Lisboa )
Solange Maria e Coral Infantil
15 - Historia para Criança
(Cassiano Ricardo)
Irene Ravache
16 - Estrela Polar
(Vinicius de Moraes)
Solange Maria e Coral Infantil


Músicos
Composições: Antonio Madureira 
Canto: Solange Maria 


Alain Robert André Laour: fagote
Antonio Carrasqueira: flauta 
Antonio Madureira: violão 
Décio Cascapera: piano 
Dirceu S.Medeiros: bateria 
Edson José Alves: Viola 
Heraldo do Monte: Bandolim – Viola 
João Parahyba: percussão 
Toninho Ferrgutti: acordeon 
Toniquinho: bateria 
Walter Ferreira Godinho: sax-baritono
Zygmunt Kubala: cello

Coral infantil
Vivi, Amanda, Érica, Elaine Cristina, Suely, Daniela e Andrezza

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Há discos que, não fosse o esforço de alguns abnegados impulsionadores de blogs, já teriam desaparecido da memória. Esse LP "O Menino Poeta", com poemas e canções de alta qualidade poética e musical, é um belo exemplo deixado pelo Blog Cantos e Encantos (especializado no universo infantil, infelizmente inativo desde 2011).

"Durante a realização dos discos “Brincadeiras de Roda, Estórias e canções de Ninar” e “Brincando de Roda”, produzidos pelo Estúdio Eldorado, tive oportunidade de me aproximar com maior intimidade do universo da música infantil brasileira. Ao mesmo tempo em que procurava um tratamento musical adequado para apresentar as canções, pensava paralelamente em recriar a poética e a música infantil, num trabalho posterior que enfocasse o imaginário ligado a essa mesma temática. Para tanto, vasculhei a obra dos grandes poetas modernos brasileiros em busca de textos que reinventassem o mágico e o lúdico da cultura infantil.

De uma ampla pesquisa resultaram 16 poemas e com estes imaginei um trabalho que, sendo também um disco para a criança, fosse principalmente um belo disco sobre a criança.

Com a minha vivência com a música elementar e minha experiencia de compositor, aventurei-me a musicar alguns destes poemas e criar um comentário sonoro para outros que fossem narrados pela atriz Irena Ravache, em boa hora indicada pelo Estúdio Eldorado.Dai nasceram melodias simples, muitas vezes calcadas nas cantigas do cancioneiro folclórico, tudo dentroda nossa tradição musical.
Este LP, “O Menino Poeta”, é uma sintese dos anteriores. É uma reflaxão sobre o mundo de alegria e poesia que está errante no inconsicente do sombrio homem dos nossos tempos.”
(Texto extraído da capa do LP, assinado por Antônio Madureira).

Destaco a canção "Estrela Polar", poema de Vinícius de Morais, interpretada por Solange Maria, uma preciosidade recheada com o encanto do coro infantil.

O Homem Traça diz: ROAM!



Estrela Polar

sábado, 4 de outubro de 2014

Piraretã - 1980 - Tetê Espíndola



01 - Piraretã 
Marcelo Ricardo - Tetê Espíndola
02 - Cunhatãiporã
Geraldo Espíndola
03 - Refazenda
Gilberto Gil
04 - Rosa em Pedra Dura
Geraldo Espíndola
05 - Melro (Black Bird)
McCartney - Lennon
06 - Tamarana
Paulo Barnabé - Arrigo Barnabé
07 - O Cio da Terra
Milton Nascimento
08 - Vida Cigana
Geraldo Espíndola
09 - Beija-flor
Geraldo Espíndola - Paulo Cesar Campos
10 - Viver Junto
Tetê Espíndola - Carlos Rennó
11 - Matogrossense
Carlito - Lourival dos Santos - Tião Carreiro
12 - Aratarda
Tetê Espíndola - Alzira Espíndola


Músicos

Tetê Espíndola - Almir Sater - Alzira Espíndola - Geraldo Espíndola - Sérgio Espíndola - Marcelo Espíndola - Arrigo Barnabé - Claudio Bertrami - Luiz Carlos Maluly - Zé Eduardo Nazário - Bira -Claudio Ferreira - Oswaldinho do Acordeon - Demétrio - Marília - Oscar Garcia - Germano

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Esse é o disco de estreia da Tetê. Depois de participar de experiências nas gravações e shows de Arrigo Barnabé, depois da produção familiar no Lírio Selvagem, Piraretã consolida a voz aguda e o estilo agreste, pantaneiro, rock e rural, que marcará a carreira dessa moça.

Nesse LP há regravações com arranjos lindíssimos como "Refazenda" e a versão da "Black Bird" dos Beatles, transformado num folck renomeado para "Melro". Curiosamente, registre-se, que a canção "Vida cigana" teve regravações em diversos estilos por outros intérpretes, nem sempre tão bacanas, passando pelo pagode e sertanejo. Bora descer o Rio Paraguai e cantar as canções que não se ouvem mais!

O Homem Traça diz: ROAM!



Cunhatãiporã

quinta-feira, 2 de outubro de 2014

Alguma coisa a ver com o silêncio - 1986
Ulisses Rocha
Postagem original em: 31/01/2008


01 - A voz no telefone
Ulisses Rocha

02 - Volta rapidinho
Ulisses Rocha

03 - Rua harmonia
Ulisses Rocha - Silvano Michelino

04 - Alguma coisa a ver com o silêncio
Ulisses Rocha

05 - Frevo
Egberto Gismonti

06 - Violão e vaso de barro
Ulisses Rocha

07 - Marimbau
Ulisses Rocha - Silvano Michelino

08 - O rio, as vidraças e os últimos minutos de sol
Ulisses Rocha

Músicos
Ulisses Rocha - Violão

Sylvio Mazzucca Jr - Baixo

Teco Cardoso - Sax e flauta

Silvano Michelino - Percussão


Produzido por: André Geraissati

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Ulisses Rocha nasceu em 1960, no Rio de Janeiro e veio para o estado de São Paulo ainda criança. Nos anos 70 relaciona-se com o rock, o jazz e a MPB. Passando pelo Centro Livre de Aprendizagem Musical, escola de música fundada pelo Zimbo Trio, onde se aprimora, conhece André Geraissati, na época também professor e ingressa no Grupo D'Alma, trio de violões que revolucionou a linguagem do instrumento e inspirou a formação do lendário trio: John Maclaughlin - Paco de Lucia - Al di Meola.

Em 1985, conhece Cezar Camargo Mariano, é convidado a integrar o grupo Prisma, fato que impulsiona sua carreira e favorece a gravação de seu primeiro disco solo, o "Alguma coisa a ver com o silêncio".

"Gravado pelo selo carioca Visom, Alguma Coisa a ver com o Silêncio, lançado também na Europa pela GRP, renomada gravadora americana, dá início a uma trajetória que já conta com 6 CDs, 3 fitas de vídeo e um livro, além de inúmeras participações em coletâneas e em trabalhos de outros artistas. Tocou ainda com Gal Costa, Zé Renato, Olívia Byington, Heraldo do Monte, gravou com, Hermeto Pascoal, Hugo Fatoruso, Roberto Carlos, Sá e Guarabira, Ritchie, Diana Pequeno, Cida Moreira, Ronnie Von, Marlui Miranda, Vânia Bastos e dividiu o palco em encontros especiais com Egberto Gismonti, Al di Meola, Toquinho, Eliane Elias, Canhoto da Paraíba, Marco Pereira, Paulo Belinatti e com grupo Boca Livre." Fonte

A música que sai do violão do Ulisses transcende o que estamos habituados a ouvir como exemplos do violão brasileiro, "alguma coisa a ver com o silêncio" é o registro exato de uma possível definição para o seu estilo particular. Este disco é para aqueles que não brincarão o carnaval, para quem prefere gozar da paz nos pequenos detalhes e se emocionam com os dias de verão transformados em primaveras.

O Homem traça diz: ROAM!



Alguma coisa a ver com o silêncio

quarta-feira, 24 de setembro de 2014

Rompendo fogo - 1989 - Papete


01 - Rompendo fogo 
Wellington Reis
02 - Ana e a Lua 
Beto Pereira
03 - Chapéu de couro 
Manoel Pacífico-adapt:Papete
04 - Dua vidas, a história se repete 
Papete
05 - Mar-ilha, à uma moça que dança contra o vento 
Papete
06 - Na asa do vento 
João do Vale - Luis Vieira
07 - Flor do mal 
Cesar Teixera
08 - Cavala-canga 
Sergio Habide
09 - Boi moreno 
folclore do Nordeste
10 - "Urrou" do boi-Toada de Coxinho para o boi de Pindaré 
Papete
11 - Voz de Manuella, minha filha 
Papete

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O Homem Traça diz: ROAM!



Rompendo fogo 

segunda-feira, 22 de setembro de 2014

Terra - Chico Buarque - 1997


1 - Assentamento
Chico Buarque 
2 - Brejo da cruz 
Chico Buarque 
3 - Levantados do chão
Milton Nascimento - Chico Buarque 
4 - Fantasia
Chico Buarque

Músicos
L.C. Ramos - João Rebolças - Jorge Helder - Marcelo Bernardes - Wilson das Neves - Chico Batera - Don Chacal - Milton Nascimento - Aquiles - Magro - Miltinho - Ruy - Chico Adnet - Lu Medeiros - Nina Pancveski - Olívia Hime - Maurício Maestro - Lourenço Baeta - Fernando Gama

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Terra é um compacto de Chico Buarque, hoje raro, foi lançado em conjunto com o livro "Terra", do fotógrafo Sebastião Salgado, dedicado ao Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST). O Livro e o CD foram lançados um ano após o massacre de Eldorado dos Carajás, quando 10 sem-terra foram executados a queima roupa e sete lavradores foram mortos por instrumentos cortantes, como foices e facões após o confronto com a PM, sob ordem do Governador Almir Gabriel, que ordenou o uso de força, inclusive para atirar contra os 1500 manifestantes que se encontravam na BR 155.

Duas das faixas são regravações. À época "Assentamento" e "Levantados do Chão" eram novidades, esta última, em parceria com Milton Nascimento, faz menção ao livro homônimo de José Saramago, o qual trás a história da luta pela terra em Portugal desde o final do século 19 até a Revolução dos Cravos em 1974.

O Homem Traça diz: ROAM!



Assentamento

quinta-feira, 18 de setembro de 2014

Planador - Papete - 1981
Postagem original: 09/02/2008


01 - Luzeiro
Almir Sater

02 - Esse mar vai dar na Bahia

Hilton Acioly

03 - Planador

Ely de Oliveira e Papete

04 - Xote da Meninas

Luiz Gonzaga e Zé Dantas
05 - Todas as mulheres do mundo

Papete

06 - Mimoso

Ronald Pinheiro

07 - Pastorinha

Chico Maranhão

08 - Chora viola

Renato Teixeira

09 - Estradeiro
Almir Sater - Paulo Klein

10 - Sobrados

Papete


Músicos

Papete - Almir Sater - Carlão de Souza - Marcinho Werneck - capenga - Dudu Portes - Zé Gomes
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Papete, ou José de Ribamar Viana, nasceu em Bacabal MA em 1947. Iniciou sua carreira atuando como cantor na Rádio Gurupi em São Luís do Maranhão aos 13 anos de idade. Autodidata, dedica-se ao violão e percussão, o que o levará a acompanhar vários trabalhos musicais em shows e gravações como o de Rosinha de Valença, Marília Medalha, Hermeto Pascoal, Osvaldinho da Cuíca, Toquinho e Vinicius, Benito de Paula, Inezita Barroso, Diana Pequeno, Renato Teixeira, Almir Sater, César Camargo Mariano, Rita Lee, Sadao Watanabe, Angelo Branduardi, Andreas Wollenweider, Ornella Vanone e Alex Acuña, entre outros.

"Em 1974, participou do LP "Música popular do Centro-Oeste", lançado pela etiqueta Marcus Pereira. Gravou, pelo mesmo selo, o LP "Papete, berimbau e percussão".
Em 1975, participou do Festival Abertura (TV Globo). Gravou, com a cantora Ornela, o disco "Uomini", premiado, em 1977, como Disco do Ano. Por esse trabalho, foi apontado pela critica italiana como o melhor percussionista do mundo." Fonte

Papete grava o LP Planador com uma ampla diversidade de estilos, alinhando perfeitamente a música nordestina e a viola caipira. A cópia do LP que possuo veio com um folheto datilografado e apócrifo que não sei se a acompanha originalmente (coisas da vida em sebo), mas reproduzo aqui, pois define bem seu estilo.

"Papete arrasta você para um universo de sons incomuns, luminosos ou sombrios, que lembram uma entrada pelos matos, um avanço em que o sol brinca de esconde-esconde, um serpentear de um riacho e, de repente, uma cachoeira.
Manifesta sua força quando toca uma singela modinha, na beira da calçada, antes que a lua apareça ou quando participa de 'folia de Reis'. Fala, de perto à parcela de sangue selvagem de cada um, provoca um chacoalhar de sentimentos, surpreende você, confunde um pouco, depois lhe permite um enriquecimento da consciência. Pode ser uma 'brincadeira' bastante séria: 'Dou um doce a quem souber'... Reescreve um tempo para Papete, ouça-o várias vezes e você saberá"

O Homem Traça diz: ROAM!



Mimoso

quarta-feira, 17 de setembro de 2014

Canto Geral - Geraldo Vandré - 1968
Postagem original: 14/04/2013



01- Terra Plana
02 - Companheira
03- Maria Rita
04 - De serra de Terra e de Mar
05 - Cantiga Brava
06 - Ventania
07 - O Plantador
08- João e Maria
09 - Arueira
10 - Guerrilha

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Vandré é ícone dos enfrentamentos de artistas contra a ditadura militar. Sua produção musical é básica, assim como a poesia que fala da luta, da terra e dos sofrimentos do povo trabalhador (à moda dos stalinistas, sob égide das teorias estéticas do realismo socialista). Nacionalista, sectário diante da produção musical estrangeira, expressou musicalmente em 1968, ano do AI-5, o que foi tomado como convocatória para a luta armada. Vandré foi obrigado a se exilar. Passou pelo Chile foi à França e voltou ao Brasil em 1973. Hoje vive em São Paulo. Em entrevista no ano de 2010, declara-se desencantado com a produção musical feita depois daqueles anos, funcionário público aposentado, diz não ter motivação para dar continuidade à sua obra no Brasil.

Longe de atribuir ao Vandré responsabilidades políticas, essa humilde traça arrisca dizer que a luta armada foi um tremendo erro. A organização de grupos armados, na conjuntura da época, funcionou como uma armadilha, pois isolou uma vanguarda e levou ao sacrifício uma parcela significativa dessa geração, prato cheio para o aparelho repressivo. Isso se dá porque diversos grupos de origem (ou influenciados) pelo stalinismo fomentaram a luta armada sem se apoiarem na ação nos sindicatos e na resistência concreta da classe trabalhadora. "Esqueceram" um pressuposto marxista: a revolução será obra da classe trabalhadora. De qualquer forma a revolução é necessária, diante da barbárie implantada pelo capitalismo. Que "Aruera" inspire novas experiências! Que os crimes da ditadura militar sejam punidos!

O Homem Traça diz: ROAM!



Aruera