sábado, 12 de novembro de 2016

Bartok - Sonatas No 1 e No 2 - André Gertler e Edith Farnadi


01 - Alegro appasionato
02 - Adagio
03 - Allegro
04 - Sonata No 2 - Molto Moderato - Allegretto

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Béla Viktor János Bartók de Szuhafő (1881-1945), mais conhecido apenas como Bela Bartók foi um compositor húngaro, pianista e pesquisador da música popular da Europa Central e do Leste.

Considerado um dos maiores compositores do século XX. Foi um dos fundadores da etnomusicologia e do estudo da antropologia e etnografia da música. Juntamente com o compositor Zoltán Kodály, recolheu na Hungria e Romênia um grande número de canções populares.

Durante a Segunda Guerra Mundial, emigrou para os Estados Unidos. Em Nova Iorque, Bartók enfrentou pouco interesse pela sua obra e suas apresentações, as quais deram pouco retorno financeiro. Nesse período era ajudado financeiramente por amigos. Em 1944, mesmo internado em hospital por conta da leucemia que o consumiu, compôs ainda o 3° Concerto para Piano e um Concerto para Viola, este incompleto. Bartok morreu aos 64 anos.

O Homem Traça diz: ROAM!

 

Allegro

domingo, 30 de outubro de 2016

Batuque de Umbigada Tietê, Piracicaba, Capivari - 2015 - Cachuera!



01-Quem anda na beira do mar
Anecide Toledo
02-Não tem rei não tem coroa
Anecide Toledo
03-Nós viemos de Campinas
Concília Toledo
04-E Bomba anda falando
Theotônio  de Moura - Nelson Alves, Bomba
05-Amor amor amor
Edmur Luiz Pinheiro
06-Você andou me procurando
Anecide Toledo
07-Não querem esquecer de mim
Anecide Toledo
08-Vou lembrar dos velhos tempos
Tiotone - Bomba
09-Ai vamos embora meu bem
Tradicional
10-Batuqueira quando é boa
Mário Pedroso
11-Palhaço tire a máscara da cara
Benedito Alves de Assumpção Filho, o Dito Assumpção
12-Esse terno que Bomba veste
Tiotone - Bomba
13-Mamãe eu não quero
Herculano de Moura Marçal
14-Se Luis Gama fosse vivo
Mário Pedroso
15-Olha colega Romário
Anecide Toledo
16-Por ti eu me rasgo todo
Avelino Ferreira
17-Não quis escutar conselho de mamãe
Anecide Toledo
18-Quando eu era criança
Herculano de Moura Marçal
19-Eu vi uma mulher chorando
Antônio Manoel, o Seu Plínio
20-Marido fica em casa mulher
Lázaro Fernandes
21-Mulher trabalha marido come
Oswaldo Ferreira Merches, o Dado
22-Meu sertão em festa
Anecide Toledo
23-Nega você não mora lá
Expedito Cassimiro, o Manga
24-Já faz 18 anos que mamãe faleceu
Anecide Toledo
25-Macaco velho não pega em cumbuca
João Silvano
26-Na sua festa eu não vou
Pl[inio - Herculano
27-Eu moro em Capivari
Anecide Toledo
28-Chego cansado do serviço
Djalma Laudelino da Silveira Correa
29-Meu bem fui morar no mato
Bomba
30-Eu quero pedir pra esse povo
Edmur
31-Não adianta ser honesto
Anecide Toledo
32-Trabalhar eu não eu não
Dado
33-Eu quero cantar essa moda
Aggeo Pires
34-Num domingo cedo
Paulo Rafael
35-Não sou fogão pra ficar dentro de casa
Edmur
36-Ô nego cê largue dessa nega
Herculano
37-Acabou a escravidão
Tradicional
38-Perguntaram pra mim
Anecide Toledo
39-Meu coração balanceou
Paulo Rafael
40-Eu já fui muito sambista
Anecide Toledo
41-Namoro com uma moça
João Benedito de Jesus Osório
42-Comprei um baralho novo
Seu Plínio
43-Representava pra mim
Bomba - Odair de Arruda, o Fião
44-Ninguém viu o que eu vi hoje

45-Ô moda ô moda
Bomba
46-Morenô ai morená
Anecide Toledo
47-O que adianta ser casado
Benedito Pedroso
48-Eu vi a pomba chorando
João Teodoro
49-Todo mundo mete a ronca
Anecide Toledo
50-Falavam tica pra mamãe
Anecide Toledo
51-Venham ver a moda que eu fiz
Dito Assumpção
52-Quem foi rei é majestade
Dito Assumpção
53-Tá na hora
Anecide Toledo

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"O batuque paulista é uma dança de festa que correu por fora e sobreviveu. a umbigada aqui se bate entre mulheres e homens, com mais ênfase até do que em cocos de umbigada no Nordeste. É diferente do samba de roda da Bahia e do tambor de crioula do Maranhão, onde as mulheres é que dão a umbigada ou a "punga" entre si.

Essa dança era comum em casamentos de comunidades negras, no Oeste Paulista, e se manteve pelas iniciativas locais, com pouco incentivo externo. Na música cantada a gente descobre as modas do batuque, um gênero rico que desdobrou, lado a lado com a música caipira, uma arte do bom humor, da sátira e das reivindicações de direitos.

Um mosaico de 23 anos de gravações e depoimentos assentou neste livro/CD/DVD, e aqui reunido pode proporcionar uma ferramenta cultural para as novas gerações. 

famílias negras das cidades de Tietê, Piracicaba e Capivari - SP que não se conheciam contaram, nas reuniões e encontros deste projeto, com palavras dos mais velhos, e com achados dos pesquisadores, revelando personagens, imagens... foi uma série de encontros com as batuqueiras e batuqueiros, apresentando em plenárias os trechos selecionados dos seus depoimentos, para construir o texto, tirar dúvidas e chegar a consensos. O material está aqui, um balanço de passado e presente.

Servirá de estímulo para a continuidade e o valor da manifestação, no convívio com artes de dança e música bem próprias, para fortalecer os mais velhos e quem vem chegando. E firmar, como um apoio, a identidade e a beleza negra em contato livre com as populações abrangentes.

As vertentes paulistas do samba já estavam mapeadas em publicações e pesquisas, até um marco histórico famoso: aquelas festas de Bom Jesus de Pirapora - SP, onde sambistas da capital encontrava batuqueiros do interior. E agora o conhecimento sobre as artes afro-brasileiras do Sudeste chega mais longe: nas fontes formadoras do batuque de umbigada, com detalhes de sua vitalidade hoje.

Aproveite este instrumento importante - livro/CD/DVD - para o cumprimento das leis federais 10639/2003 e 22645/2008, que estabelecem a obrigatoriedade dos ensinos de história, arte e cultura afro-brasileira, indígena e africana, nas escolas de todo Brasil." (Texto transcrito da contra capa)

Em tempos de golpe e retiradas de direitos, como reforma do ensino médio (MP 746), que revoga do ensino médio a obrigatoriedade de componentes curriculares como história, filosofia, educação física e artes, a publicação da Associação Cachuera! é uma contribuição à resistência. O CD traz gravações curtas de modas das mais diversas origens. O conjunto Livro/CD/DVD são componentes de uma obra primorosa, indispensável para todos que admiram a cultura tradicional! Adquira o seu exemplar aqui!

O Homem Traça diz: ROAM!

 

Não querem esquecer de mim

segunda-feira, 24 de outubro de 2016

Candela Viva - 1993 - Totó La Momposina


01 - Dos de Febrero
02 - Adiós Fulana
03 - El Pescador
04 - Sombra Negra
05 - Dame la mano
06 - Malanga
07 - Mapalé
08 - Curura
09 - Chi Chi Maní
10 - Candela Viva
11 - Acabación

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Tambores, flautas, gaitas e o canto negro de Totó, as tradições e a essência colombianas preservadas por essa guardiã. 

O Homem Traça diz: ROAM!

 

Mapalé

Cantadora - 1983 - Totó la Momposina

Postagem original: 19/04/2008




01 - Aguacero de Mayo
02 -
Tres Golpes
03 -
Soledad
04 -
Mañanitas de Diciembre
05 -
El Tigre
06 -
Mojana
07 -
Puya Puyara
08 -
Rosa
09 -
La Verdolaga
10 -
Son de Farotas
11 -
El Piano de Dolores
12 -
Tambolero
13 -
La Maya
14 -
Peyo Torres
15 -
El Cascabel
16 -
Le La Le La

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É, foi e continua sendo o maior expoente da música em todos os continentes, difunde as sonoridades mestiças da Colômbia com um fervor profundo. Por isso, Sonia Bazanta de Oyaga, ou apenas Totó, la Mamposina é uma representante admirável de seu país. Nascida em Talaigua, na ilha de Mompox, do rio Magdalena, criada num ambiente musical, iniciou sua carreira com a família em 1964 e hoje é mundialmente premiada e reconhecida.

Totó
estudou música no conservatório da Universidade Nacional e anos depois ingressou em Sorbone, París, para estudar dança, história e antropologia. Há tempos pesquisa instrumentos, ritmos, danças, da cultura tradicional colombiana, é uma investigadora incansável de ritmos e de suas raizes, as quais defende das influências "modernizantes" das modas passageiras.

Este é o seu primeiro disco, gravado originalmente em 1983, aqui com a capa de 1989. Dele destaco a faixa "Tres golpes" pela força emanada do canto e dos tambores que a emolduram.

O Homem Traça diz: ROAM!

   

Tres golpes

domingo, 23 de outubro de 2016

Juntos - 1981 - Nelson Coelho de Castro



01 - O beijo
Nelson Coelho de Castro
02 - Armadilha
Nelson Coelho de Castro - Dedé Ribeiro
03 - Juntos
Nelson Coelho de Castro - Raquel Cunha
04 - Zé - Aquele tempo do Julinho
Nelson Coelho de Castro
05 - Todos os homens
Nelson Coelho de Castro
06 - Desfilar
Nelson Coelho de Castro
07 - Vanda Bonita
Nelson Coelho de Castro
08 - Sol
Nelson Coelho de Castro
09 - Ponto nodal (Comigo sempre)
Nelson Coelho de Castro
10 - Por favor
Nelson Coelho de Castro
11 - Não sofro A
Nelson Coelho de Castro - Rachel Cunhca - Cezar Coelho de Castro
12 - Gosto
Paulo Killing

Músicos
Paulo Kalling - Paulinho Soares - Zezinho Athánazio - De Santana - Nelson Coelho de Castro - Plauto Cruz - Gelson Oliveira - Martin Coplas - André - Valdir Cavaco de Melo 

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Nelson Coelho de Castro nasceu em Porto Alegre em 1954. Na infância, membro de uma família musical, estudou violão clássico e popular. Em meados dos anos 1970, cursou jornalismo na PUC do Rio Grande do Sul e participou dos festivais universitários. Seu repertório é eclético, passando pelo samba, pelo bolero e chegando ao rock, o que se enquadra na colcha de retalhos chamada MPB. 

Com a ausência de gravadoras no Rio Grande do Sul, a maioria dos músicos gaúchos nessa época migravam para o eixo Rio-São Paulo. O acesso ao público se dava pelo rádio, pois os LPs não tinham preço acessível para a maioria da população. Em 1975, com o advento da estreia da Rádio Continental AM e pelo programa “Mr. Lee in Concert”, comandado por Julio Fürst, muitos jovens passaram a ter contato com a música produzida no Rio Grande do Sul. Com essa programação o repertório do Festival MusiPUC passou a ser divulgado, dando projeção também para Nelson Coelho de Castro.

Em 1978 Nelson participou do LP “Paralelo 30”, uma coletânea que dá um quadro da música riograndense da época. Em 1979 lança um compacto simples “Faz a Cabeça”, com duas canções: “Hei de Ver” e “Faz a Cabeça”, esta um sucesso de público. 

Com a falência da pequena gravadora ISAEC, que durou de 1978 a 1980, Nelson teve como indenização 40 horas de estúdio e depois partiu para a produção independente de "Juntos".  Este é o primeiro disco independente do Rio Grande do Sul. Todas as demais etapas de produção foram custeadas por vendas antecipadas, no boca-a-boca, sem contar com os mecanismos internéticos de hoje como o Cartese, que propicia um financiamento coletivo. 

Em "Juntos" podemos constatar a diversidade de estilos musicais abordados nas composições. Mas as canções têm unidade, há um clima de sufocamento marcado pelo momento político, os enfrentamentos da juventude e dos trabalhadores diante da Ditadura Civil Militar estão presentes. Sem querer comparar ou diminuir esse LP, pois o conjunto das composições e arranjos são brilhantes e inspiradores, essa traça que vos escreve considera que há diversos pontos de contato com o disco "Quero botar meu bloco na rua", de Sérgio Sampaio. Ouçam e tirem as suas conclusões!

O Homem Traça diz: ROAM!

 

Desfilar

domingo, 16 de outubro de 2016

Branco e Preto - 1986 - Wagner Tiso



01 - Branco e Preto
Wagner Tiso
02 - Le petit négre - Penny Lane
Debussy - Paul McCartney e John Lennon
03 - Dueto andante
Wagner Tiso
04 - Chico Rei
Wagner Tiso - Fernando Brant
05 - Dona Beija
Wagner Tiso - Fernendo Brant
06 - Preto e Branco
Wagner Tiso
07 - Santa Efigênia
Wagner Tiso - Fernendo Brant
08 - Pai Francisco (para Sô Chico)
Wagner Tiso

Participação
Egberto Gismonti - Rao Kyao - Grupo Vissungo (Espírito Santo, Pedro do Cavaco, Samuka, Lula, Laércio Lino, Naval) - João Carlos Assis Brasil - Nana Caymmi

Músicos
Wagner Tiso - Victor Biblioni - Luizão Maia - Téo Lima - Raphael 7 Cordas - Neco - Marçalzinho - Ohana - Mascos Amma - Sidinho - Bré - Nivaldo Ornelas - Macaé - Maciel - Niltinho - João Baptista - Mingo Araújo - Pareschi - Eduardo Hack - Vigílio Arraes - Walter Hack - Penteado - Hindenburgo - Alceu - Jaquinho Morelenbaum - Ary Sperling - Zé Alves 

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O Homem Traça diz: ROAM!

   

Dona Beija

segunda-feira, 10 de outubro de 2016

Luli e Lucina - 1987 - Show na Sala Funart

Postagem original: 27/01/2008




1 - Eita nóis
Luli e Lucina
2 - Carrocel
Tetê Espíndola
3 - Denguinho de manhã
Luli e Lucina
4 - É tudo na ponta do pé
Cesar Brunetti
5 - Festa no céu
Luli e Lucina
06 - Suba na Baleia
Luli e Lucina
07 - Pixaim
Walter Freitas e João Gomes
08 - Que cara tem
Luli - Lucina - Klebi Nori
09 - Na corda bamba
Luli - Lucina - Klebi Nori
10 - Como nossos pais
Belchior
11 - Garganta
Tato Fisher

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Encontrei uma fita Basf junto de outras numa caixa aqui em casa e resolvi reativar meu tape, embora a qualidade da gravação não seja muito boa, afinal já se passaram mais de 20 anos, acho que vale a pena postar aos poucos algumas curiosidades de shows de MPB que tenho em fitas "velhinhas" como eu.

A Rádio USP era a minha janela musical como hoje é a Internet para muitos. A gravação que posto agora foi obtida a partir do Programa Terra Brasilis, produzido por Wagner de Paula que, à época (1987), transmitiu um show realizado na Sala Funart. Perdi algumas músicas que ficaram incompletas, como "Bandoleiro" por exemplo, pois sempre tinha aquela correria: achar uma fita cassete pra gravar em cima da hora, virá-la quando acabava o lado... isso mesmo, uma técnica rudimentar. Folclórico, não?! Mas não há de ser nada, um dia até o MP3 o será.

O Homem Traça diz: ROAM!



Denguinho de manhã


Timbres e Temperos - 1986 - Luli e Lucina


01 - Só vai dar eu
Luli - Lucina
02 - Amor maduro
Luli
03 - Pixaim
Valter Freitas - João Gomes
04 - Eu balão
Luli - Lucina
05 - Denguinho de manhã
Luli - Lucina
06 - Bubre a vanguarda raiz
Luli - Lucina
07 - Quem sabe de mim
Marta Manhaes - Luli - Lucina - Sônia Prazeres
08 - Sereia do Leblon
Lucina - João Gomes
09 - Conversinha
Luli - Lucina
10 - Semelhanças desiguais
Luli - João Gomes
11 - Suba na baleia
Luli - Lucina
12 - Pacto
Luli - Lucina

Participações
Marlui Miranda - Almir Sater - No bico da Chaleira

Músicos
Luli - Lucina - Ítalo Peron -Dom Pedrão - Ney Marques - Bosco - João Geraldo - Zezinho Mutarelli - Walter Pinter - Sabido - Chica Brother - Zé Luiz - Décio Giorelli - Sabá - Paulinho Oliveira - Milton Edilberto - Almir Sater - Gian - Bebeto - Ricardo Peninha - Carneiro - Chuh - Bocatto - Faria - Manito - Alberto Marsicato 

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Vanguarda e raiz, um som tão brasileiro que até parece estrangeiro, um LP recheado de parcerias com os temperos mais diversos e harmoniosos. O repertório é composto por temas de amor, de unidade da brasilidade e, sobretudo, de um otimismo pela retomada da democracia após os anos 21 anos de ditadura civil-militar. Suba na baleia e deguste esse caldeirão!

O Homem Traça diz: ROAM!

 

Suba na baleia

Voodoo Trance Music Ritual Drums of Haiti - 1974 - Jobelou

Postagem original: 03/11/2008



1 - Yanvalou
2 - Djuba
3 - Banda
4 - Petro
5 - Bumba
6 - Nago
7 - Congo
8 - Kita
9 - Mahi Lété - Dahomey fla vodou
10 - Ibo
11 - Mazone - Crabigné - Guédé
12 - Zepaule

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Novembro é mês da consciência negra e trago para nosso espaço um pouco da produção musical do povo Haitiano. Trata-se da gravação de alguns toques tradicionais da cultura haitiana, basicamente utilizados nos rituais de voodoo. É interessante notar que existem grandes semelhanças com batuques brasileiros e, mesmo, com sonoridades apresentadas por grupos de percussão como o virtuoso Uakti.

No entanto, nem só de música vive a humanidade, por isso partilho algumas reflexões e proposta de ação com aqueles que sabem que consciência só tem validade quando reflete uma práxis.

O Haiti foi a primeira nação do o Continente Americano a se constituir, em 1804, nação independente e a se libertar da escravidão, tornando-se a primeira república negra do mundo. Mas desde então, mais de 200 anos depois, as grandes potências fazem o povo haitiano pagar. O Haiti tem 8 milhões de habitantes e é o país mais pobre do continente americano: 60% da população ativa está desempregada, 80% da população vive abaixo do nível da pobreza, a expectativa de vida está hoje abaixo de 50 anos.

Saibam que nesta situação na qual falta de tudo, na qual a população vive em condições de extrema dificuldade, Préval (Presidente títere "eleito", após golpe de estado realizado pelos EUA, ) continua a pagar as prestações da dívida externa do Haiti aos bancos internacionais: 1 milhão de dólares que lhes são entregues a cada semana, considerando-se que 80% desta “dívida” foi contratada sob os regimes dos ditadores Duvalier pai e filho, Papa Doc e Baby Doc! Um milhão de dólares por semana que permitiriam comprar e distribuir toneladas de arroz, de água, de remédios etc...


Davi Josue - advogado haitiano que esteve no Brasil recentemente, divulgando as atrocidades cometidas pelas tropas da ONU e pedindo ao Governo Brasileiro a retirada - afirma:
"Os soldados brasileiros fazem “raides” terríveis contra os habitantes de comunidades pobres e sem defesa no Haiti, deixando em sua esteira um rastro de sangue, lágrimas e mortes. A responsabilidade repousa em você, Presidente. Não é possível que seja isso o melhor que o povo brasileiro tem a oferecer. Como isso pode ocorrer enquanto é você o presidente do Brasil?". 

O Haiti não precisa de tropas, nem das empresas brasileiras que estão indo pra lá aproveitar do emprego da mão de obra barata para manter seus lucros. Essa ajuda humanitária é similar a de Bush no Iraque e Afeganistão.


O Homem Traça diz: ROAM!

   

Nago

Voodoo Ceremony In Haiti - 1974

Postagem original: 16/08/2009



1 - Voodoo Drums
2 - Nibo Rhythms
3 - Prayer To Shango
4 - Petro Rhythms
5 - Nago Rhythms
6 - Invocation To Papa Legba
7 - Dahomey Rhythms "The Paul'L" / Maize Rhythm / Diouba Rhythm "Cousin Zaca"

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Debate sobre situação no Haiti - 10º Concut - 05/08/2009

Ao contrário do que noticiam os meios de comunicação como as TV 's Globo e Record, sindicalistas haitianos afirmam que as tropas brasileiras são responsáveis (ou seja o Governo Brasileiro, logo o comandante Lula) pelas agressões e mortes do povo haitiano, ocorridos nos confrontos que acontecem contra manifestações pacíficas. Nestas manifestações, um instrumento da luta democrática, os haitianos defendem melhorias da qualidade de vida, combatem as terceirizações e desregulamentação de direitos ou lutam pelo aumento do salário mínimo. Não há conflito entre gangues e máfias, o que existe é o enfrentamento de uma minoria haitiana elitista associada aos interesses milionários que oprimem a maioria da população haitiana. Portanto, as tropas brasileiras estão a serviço dos interesses patronais e do imperialismo contra a maioria do povo haitiano. Uma ajuda humanitária se caracteriza por investimentos, máquinas, mão de obra especializada e não tanques, fuzis e botas pisoteando a soberania e a autodeterminação do povo haitiano.

Àqueles que duvidam, os companheiros Louis Fignolé Saint-Cyr e Raphael Dukens fazem um convite: "Quem não está convencido venha ao Haiti e veja, componha a Comissão de Investigação Internacional" (que irá ao Haiti de 16 a 20/09).

A seguir, um resumo da estada de Louis e Raphael pelo Brasil.

"Dirigentes sindicais haitianos divulgam Comissão de Investigação Internacional e pedem Retirada das Tropas.

A convite do 10º Congresso Nacional da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Louis Fignolé Saint-Cyr, secretário geral da Central Autônoma dos Trabalhadores do Haiti (CATH), e de Raphael Dukens, secretário geral da Confederação dos Trabalhadores do Setor Público (CTSP), ambos organizadores da conferência internacional Defender o Haiti é defender a nós mesmos, realizada em Porto Príncipe (Haiti) em dezembro de 2008, estiveram no Brasil para divulgar a Conferência Internacional de Investigação (C.I.I.) que irá no Haiti (16 a 20/09) para que se possa verificar no próprio Haiti a situação decorrente da presença das tropas. (Ver entrevista dos sindicalistas no site ca CUT http://www.cut.org.br/content/view/15984/).


País ocupado por tropas da ONU sob comando brasileiro, desde 2004, o Haiti tem sido palco de inúmeras manifestações populares e sindicais, em geral reprimidas por essas tropas, inclusive com mortos e feridos, de modo que cresce o movimento em defesa da soberania exige a retirada das tropas da ONU.


No dia 4 de agosto os dirigentes haitianos gravaram entrevista para a TV Assembléia, em São Paulo, juntamente com o deputado José Candido (PT/SP) e com Markus Sokol (Diretório Nacional do PT).


No dia 5, estiveram presentes numa reunião pública com uma centena de delegados do CONCUT, em cuja mesa estavam (abaixo, foto da esquerda) : Claudinho (Secretário Combate ao Racismo PT/SP), Marcelo Buzetto (MST), Bárbara Corrales (Comitê Defender o Haiti é defender a nós mesmos), ), Louis Fignolé Saint-Cyr (CATH), Julio Turra (CUT), Raphael Dukens (CTSP), Milton Barbosa (MNU) e o deputado Jose Candido (PT/SP). Guilherme Gonçalves/CUT PR Sindsep-DF/Jane Franco.

No dia 6, já em Brasília, juntamente com Markus Sokol, (fota acima , a direita) foram recebidos pelo presidente da Comissão de Direitos Humanos da Câmara dos Deputados, Luiz Couto (PT-PB), pelo vicepresidente Pedro Wilson (PT-GO) e pelo deputado Fernando Ferro (PT-PE), que se comprometeram com a realização de uma audiência pública para discutir a atuação das forças da ONU no Haiti, em especial a participação de tropas brasileiras.

A Comissão de DH decidiu propor comitiva da Câmara Federal para integrar a Comissão Internacional de Investigação. 


Já em 7/08 participaram em Jundiaí (SP), de uma marcha do MST que reuniu mais de mil trabalhadores, onde foram calorosamente saudados. Em nome do Acordo Internacional dos Trabalhadores, fizeram um convite à participação do MST no C.I.I.. Os haitianos explicaram que reivindicam a retirada das tropas brasileiras, pois seria muito mais importante que o Brasil ajudasse o nosso país a construir escolas e hospitais do que atuar com tropas militares.

Participaram ainda de uma reunião com a Secretaria de Relações Internacionais da CUT, onde João Felício, pela CUT, se dispôs a integrar a C.I.I.. E também fizeram contato com o Partido dos Trabalhadores, na Secretaria de Relações Internacionais do PT, com Valter Pomar, que se dispôs a levar a proposta da C.I.I. à Comissão Executiva Nacional do PT. O site do PT noticiou a presença dos sindicalistas. 

O Homem Traça diz: ROAM!



Voodoo Drums