quinta-feira, 10 de setembro de 2020

500 Miles High Flora Purim at Montreux - 1976 - Flora Purim

1 - O Cantador
Filho - Mota
2 - Bridge 
Flora Purim
3 - 500 Miles High 
Corea - Potter
4 - Cravo E Canela (Cinnamon And Cloves) 
Nascimento - Bastos
5 - Bahia
Ary Barroso
6 - Uri (The Wind)
Pascoal - Cappola
7 - Jive Talk
Hermeto Pascoal

Músicos:
Flora Purim - David Amaro - Pat Rebillot - Wagner Tiso - Ron Carter - Roberto SIlva - Airto - Milton Nascimento
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Flora Purim nasceu no Rio de Janeiro, em 6 de março de 1942. Em 1967 foi estudar música na Califórnia, desde então desenvolveu uma sólida carreira como cantora de jazz. O seu primeiro LP solo é de 1973, "Butterfly Dreams". Entre 1974 e 1977 foi considerada a melhor cantora de jazz nos EUA. Ao lado de Airto Moreira, seu marido, e músicos como Santana, Hermeto Pascoal e Chick Corea, entre outros, tem brilhantes contribuições com a sua extensão vocal e capacidade de improvisação, com firme referência na música brasileira.

O LP dessa postagem foi gravado durante o Festival de Montreux, em 1974. Atenção para a participação de Milton Nascimento e para o arranjo de Cravo e Canela.

O Homem Traça diz: ROAM!

   

Cravo E Canela (Cinnamon And Cloves) 

sexta-feira, 21 de agosto de 2020

La bala - Victor Jara

Postagem original: 23/12/2008



01 - La bala
02 -
Qué lindo es ser voluntario
03 -
Marcha de la construcción (Marcha de los trabajadores de la construcción)
04 -
Parando los tijerales
05 -
El desabastecimiento
06 -
Oiga pues Mijita
07 -
Obreras del telar
08 -
Vientos del pueblo
09 -
Aquí me quedo
10 -
Venían del desierto
11 -
Se me ha escapado un suspiro
12 -
Doña María le ruego
13 -
Entonces me voy volando
14 -
Décimas por nacimiento
15 -
Adios, Adios mundo Andino (Adiós mundo indino)

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Provavelmente, esta é uma das mais difundidas gravações de Victor Jara e não está em nenhuma discografia. Prova de que a história de Victor Jara deve ser contada por pessoas, não pelas empresas discográficas. Esta é uma fita cassete, sem data ou registro de quem fez a seleção altamente politizada e difundida no mercado popular de mão em mão nos anos 80, sob as barbas da mesma ditadura que assassinara Jara em 73.

Cá está Vitor Jarra para inspirar: trabalhador, olho vivo, para não pagar pela crise inventada/sustentada por seu patrão!

Vientos del pueblo
(Víctor Jara)

De nuevo quieren manchar

mi tierra con sangre obrera

los que hablan de libertad

y tienen las manos negras.


Los que quieren dividir

a la madre de sus hijos
y quieren reconstruir
la cruz que arrastrara Cristo.

Quieren ocultar la infamia

que legaron desde siglos,

pero el color de asesinos

no borrarán de su cara.


Ya fueron miles y miles
los que entregaron su sangre
y en caudales generosos

multiplicaron los panes.


Ahora quiero vivir

junto a mi hijo y mi hermano
la primavera
que todos
vamos construyendo a diario.

No me asusta la amenaza,

patrones de la miseria,
la estrella de la esperanza
continuará siendo nuestra.


Vientos del pueblo me llaman,

vientos del pueblo me llevan,

me esparcen el corazón

y me aventan la garganta.


Así cantará el poeta

mi entras el alma me suene

por los caminos del pueblo

desde ahora y para siempre.


Ventos do povo
(Victor Jara - Tradução: google e Homem Traça)

De novo querem manchar
Minha terra trabalhadora com sangue
aqueles que falam de liberdade
e têm as mãos negras.

Os que querem separar
a mãe dos seus filhos
e queremos reconstruir
a cruz que arrastara Cristo.

Eles querem esconder a infâmia
herança de séculos
mas a cor de assassinos
não saiu de seu rosto.

Foram milhares e milhares
aqueles que deram o seu sangue
e generoso fluxo
multiplicado os pães.

Agora eu quero viver
com o meu filho e meu irmão
a Primavera
que estamos construindo dia a dia.

Eu não tenho medo de ameaças,
dos patrões da miséria,
a Estrela da Esperança
continuará a ser nossa.

Ventos do povo me chamam,
ventos do povo me levam,
apaziguam-me o coração
e me arejam a garganta.

Assim cantará o poeta
enquanto a alma soa para mim
os caminhos do povo
agora e sempre.

O Homem Traça diz: ROAM!

     

Vientos del pueblo 

Mosaico musical dos Quilombos - 2002 - V.A.

 

01  - Cocos: Tá no pau sucupira - Essa nega te dá 
Santa Rosa dos Pretos
02  - Tambor de mina: Sta Barbara é mensageira do mar 
Santa Rosa dos Pretos
03  - Tambor de mina: Chama Verequete 
Santa Rosa dos Pretos
04  - Tambor de mina: Verequete da Coluna 
Santa Rosa dos Pretos
05  - Bendito de São Benedito 
Santa Rosa dos Pretos
06  - Coco: Bota cachaça pro bebedô 
Santa Rosa dos Pretos
07  - Maçambique: Cantos pra entrar na Igreja 
Aguapés
08  - Maçambique: Alvorada 
Aguapés
09  - Maçambique: Contradança 
Aguapés  
10  - Maçambique: Que senzala foi aquela 
Aguapés
11  - Jair de Siqueira: Lenda do Barão Unouê 
Mato do Tição
12  - Camdombe: Ia cacundê iauê 
Mato do Tição
13  - Cântico com acordeão: Neste mês de alegria 
Mato do Tição
14  - Cântico de beijamento da cruz e Candombe
Mato do Tição
15  - Ciranda: Meu limão meu limoeiro - Vai boiadeiro 
Mato do Tição
16  - Ladainha de Nossa Senhora em latim
Mato do Tição
17  - Candombe: Viemos das ondas do mar 
Mato do Tição

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Esse CD vem do acervo da Associação Cachuêra, contém registros da cultura tradicional realizadas em três quilombos, entre o final dos anos 1980 e meados dos anos 1990. O encarte é rico em informações, em tempo de desmonte das ações culturais realizadas nas últimas duas décadas, é fundamental toda iniciativa de preservação do nosso patrimônio imaterial.

O Homem Traça diz: ROAM!

     

Candombe: Viemos das ondas do mar 

quinta-feira, 20 de agosto de 2020

Relvolver - 1975 - Walter Franco


1 - Feito gente
Walter Franco
2 - Eternamente
Walter Franco
3 - Mamãe d’Água
Walter Franco
4 - Partir do alto/Animal sentimental
Walter Franco
5 - Pensamento 
Walter Franco
6 - Toque frágil
Walter Franco
7 - Nothing
Walter Franco
8 - Arte e manha
Walter Franco
9 - Apesar de tudo é muito leve
Walter Franco
10 - Cachorro babucho
Walter Franco
11 - Bumbo do mundo
Chico Bezerra - Walter Franco
12 - Pirâmide
Walter Franco
13 - Cena maravilhosa
Cid Franco - Walter Franco
14 - Revolver
Walter Franco

Músicos:
Emílio Carrera - Rodolpho Grani Júnio - Walter Franco - Diógenes Burani Digrado Filho - Rodolpho Grani Júnior - Dudu Portes - Tony Osanah – Luiz Paulo

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Segundo LP de Walter Franco, na linha experimental do primeiro, uma obra coesa, contêm pérolas históricas. "Cachorro Babucho" foi regravada por Jards Macalé no seu LP "Contrastes", de 1977.

O Homem Traça diz: ROAM!

     

Cena maravilhosa

quarta-feira, 8 de julho de 2020

Natureza... - 1979 - Oswaldinho do Acordeo



1 - Concorde 
Oswaldinho
2 - Saranda
Carlos Catuipe
3 - Tudo liga tudo 
Gereba - Tuzê Abreu
4 - Força viva 
Oswaldinho
5 - No preparo do rojão
Penna - Tiago Araripe
6 - Pedro sertanejo
Carlos Catuipe
7 - Albatroz 
Oswaldinho
8 - Roseira do norte 
Pedro Sertanejo - Zé Gonzaga
9 - Natureza e sonhos 
Oswaldinho
10 - Valentão 
Oswaldinho - Moraes Moreira 
11 - Sol maduro 
Oswaldinho - Moraes Moreira 
12 - Lamento amazônico 
Oswaldinho - Moraes Moreira 

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Oswaldo de Almeida e Silva, Oswaldinho do Acordeon, é instrumentista, acordeonista e compositor. Oriundo de uma família de músicos, o avô, Aureliano, era mestre sanfoneiro e o pai, Pedro Sertanejo, foi um sanfoneiro precursor dos forrós de São Paulo, que gravou mais de 40 discos.

Desde criança Oswaldinho conviveu com grandes sanfoneiros, como Luiz Gonzaga, Dominguinhos e Sivuca. Teve também uma formação em música clássica e é considerado um dos cinco mais destacados sanfoneiros da linhagem de Luiz Gonzaga. Ao longo da carreira gravou com diversos nomes da MPB, como Dércio Marques, Gonzaguinha, Alceu Valença, entre outros. 

Este é o quarto LP da sua trajetória. Os registros realizados a partir do LP trazem alguns ruídos, mas vale o contato com essa obra. Para além da abordagem de ritmos tradicionais dada para o acordeom em diversas faixas, chama atenção a experimentação com linhas do jazz e do rock, a exemplo da instrumental "Albatroz".

O Homem Traça diz: ROAM!

   

Albatroz