terça-feira, 25 de agosto de 2015

Povo daqui - Teca & Ricardo - 1980
Postagem original - 05/04/2008



01 - Ciranda da lua no mar
Teca Calazans - Ricardo Vilas

02 -
Estrela da canção
Ricardo Vilas

03 -
Aguaceiro
Teca Calazans - Ricardo Vilas

04 - Triste tropical
Ricardo Vilas
05 -
Imagem moderna
Ricardo Vilas

06 -
Minoria
Ricardo Vilas

07 -
Povo daqui
Teca Calazans

08 - Velha amizade
Ricardo Vilas

09 -
Desafio
Ricardo Vilas

10 -
As flores deste jardim
Ricardo Vilas

11 -
Caicó
Folclore


Músicos

Ricardo Villas - Teca Calazans - Leonardo - Robertinho - Mauro Senise - Paulo Guimarães - Novelli - Sivuca - Antônio Adolfo - Nelson Ângelo - Caboclinho - Toninho Horta - Luís Alves
Arranjos
Eduardo Souto Neto - Guerra Peixe - Ricardo Villas


Participação especial

Boca Livre


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Capixaba criada no Recife, Teca Calazans vem de família pernambucana e musical. Cantora desde que se entende por gente, começou, em Recife, sua carreira como atriz no Movimento de Cultura Popular. Foi nessa época que pesquisou as danças e folguedos da região. Em 1964, fez parte, com Geraldo Azevedo e Naná Vasconcelos, entre outros, do grupo musical e teatral Construção. A sua estréia no disco foi com uma seleção de cirandas, em 1967, num 45 rotações. Em 1968 foi para o Rio, onde trabalhou como atriz no Teatro Opinião e em programas de televisão.

Em 1970, viajou para a França, onde conheceu Ricardo Vilas, com quem formou a dupla Teca & Ricardo, que atuou no cenário artístico até 1981 e gravou cinco LPs. Com a dissolução da dupla, voltou ao Brasil e retomou sua carreira solo, principalmente como compositora, com músicas gravadas por Milton Nascimento, Gal Costa e Nara Leão, entre outros.

O LP "Povo daqui" é permeado por letras de forte conteúdo social, tendo como ponto de partida a cultura popular, com arranjos sofisticados e músicos de primeira, Teca e Ricardo, alternam-se nos vocais e nos brindam com canções como "Povo daqui", "Minoria", "Desafio" e "As flores deste jardim".

Para saber mais: aqui!

O Homem Traça diz: ROAM!

 

As flores deste jardim

domingo, 2 de agosto de 2015

A Troça Harmônica - 2015



01 Pianinho 
Lucas Dourado - Chico Limeira - Gustavo Limeira
02 Maria vem 
Regina Limeira
03 Vertigem da Inocência 
Chico César
04 Barbante prateado 
Lucas Dourado
05 Rapaz solucionado 
Chico Limeira
06 Dúvida 
Regina Limeira - Lucas Dourado - Chico Limeira - Gustavo Limeira
07 Mel de sal 
Lucas Dourado - Polly Barros
08 Não deixe o passo se quebrar 
Regina Limeira
09 Maturar 
Regina Limeira
10 A pele 
Chico Limeira - Gustavo Limeira
11 Solução 
Chico Limeira - Gustavo Limeira - Lucas Dourado - Regina Limeira
12 Intimidade 
Chico Limeira

FICHA TÉCNICA
Arranjos: Chico Limeira, Lucas Dourado, Regina Limeira, Gustavo Limeira
Gravação e mixagem: Pepeu Guzman 
Assistente de gravação: Marcelo Piras
Masterização: Arthur Joly 
Projeto gráfico: Silvio Sá
Produção: Drica Soares
Produção executiva: Pedro Santos

Gravado e mixado no estúdio Mardito Discos, em João Pessoa (PB).
Masterizado no estúdio Reco-Head, em São Paulo (SP).


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Há algum tempo temos recebido algumas dicas de artistas com seus trabalhos novos. Os estilos variam bastante, uns agradam mais, outros nem tanto, mas até aqui reservamos essas humildes prateleiras às velharias apreciadas por esse Traça que vos escreve. O comum é que todos que nos dão a oportunidade com seus envios são ouvidos atentamente, no entanto, essas prateleiras se preenchem lentamente. A Troça soou parente de Traça, a audição determinou um encaixe perfeito, coube direitinho e aqui está no Criatura de Sebo para quem mais quiser ter o prazer da descoberta sonora. Segue abaixo a apresentação precisa desse trabalho feita por André Luiz Maia.

Os ecos silenciosos da alma d’A Troça Harmônica

Se “no princípio era o verbo”, com A Troça Harmônica era a ausência de som. “Partimos da perspectiva do silêncio”, diziam, há dois anos, Chico Limeira, Gustavo Limeira, Regina Limeira e Lucas Dourado, para explicar as músicas com roupagem minimalista e a busca pela valorização da canção, o casamento entre a poesia e o som que traz a primeira como carro-chefe. Agora, em seu primeiro álbum homônimo, seguem com os mesmos princípios e apresentam um trabalho amadurecido.

Embora não seja algo exatamente incomum, o quarteto trilhou o caminho inverso para chegar até aqui. A Troça Harmônica nasceu da confluência de inquietações dos integrantes, que antes da união já desenvolviam trabalhos individualmente. Chico e Regina, irmãos, conclamam seu primo Gustavo e o amigo da família Lucas para “criarem um som”.

Os quatro jovens bebem de fontes sonoras diversas. Do cenário nacional, os mais óbvios são Chico Buarque e o movimento mineiro do Clube da Esquina. Da Paraíba, toda uma geração de artistas da década de 1980, como Pedro Osmar, Adeildo Vieira, Milton Dornellas, Chico César e os movimentos locais, como Jaguaribe Carne, Assaltarte e Musiclube da Paraíba.

No dia 4 de abril de 2013, em João Pessoa, dão a cara a tapa e trazem um show de músicas autorais. Aos poucos, conquistam um público cativo, que testemunha o processo evolutivo das canções e dos artistas. Mas, para quem não tinha a oportunidade de ir aos shows e começava a conhecer o trabalho d’A Troça, os pedidos por um disco cresciam.

Para esta tarefa, recorreram ao silêncio mais uma vez. Em uma temporada de algumas semanas em uma casa de veraneio, isolados dos ruídos urbanos e imersos na natureza, começaram a criar a base do que viriam ser as doze canções de A Troça Harmônica.

As testadas e aprovadas pelo público “A pele” (Chico Limeira/Gustavo Limeira), “Barbante prateado” (Lucas Dourado), “Não deixe o passo se quebrar” (Regina Limeira), “Rapaz solucionado” (Chico Limeira), o interlúdio “Maturar” (Regina Limeira) e as composições a oito mãos “Dúvida” e “Solução” ganham versões definitivas, em um registro que emula a sensação da apresentação ao vivo, sobretudo na harmonia entre eles.

“Pianinho” (Lucas Dourado/Chico Limeira/Gustavo Limeira) e “Maria vem” (Regina Limeira) foram as escolhidas como os singles de apresentação do álbum, disponibilizadas pelo YouTube ainda em março. Neste meio tempo, foram reveladas nas apresentações ao vivo “Mel de sal” (Lucas Dourado, em parceria com sua esposa, Polly Barros) e “Vertigem da inocência” (Chico César).

Sobre esta última, o presente veio de um momento despretensioso. Chico, o Limeira, pediu ao César permissão para gravarem uma de suas canções, que imediatamente liberou todo o seu catálogo. “Quando me disseram que queriam gravar algo inédito meu, lembrei imediatamente de ‘Vertigem da inocência’, por acreditar que encaixaria com esse momento de início de uma carreira”, declarou Chico César. A única completamente inédita é a faixa 12, “Intimidade” (Chico Limeira), última a ser composta.

Para embalar o pacote de canções, a arte da capa, assinada por Silvio Sá, revela o ambiente afetivo que deu forma às inquietudes de corações juvenis: a aura serena de um “quintal de vó”, no caso, da escritora Dôra Limeira, uma das inspirações artísticas da família.

Depois de cruzarem os muros dos quintais e chegarem até às ruas e casas de shows pessoenses, com o lançamento online de A Troça Harmônica, o grupo fecha um ciclo, entregando suas crias ao mundo, inserindo-se na aldeia global profetizada pela comunicação, mas sem perder o cheirinho da terra molhada do quintal da infância.


O Homem Traça diz: ROAM!




quarta-feira, 22 de julho de 2015

Ney e Luli & Lucina - 2015



01 - O Vira
João Ricardo – Luli (Álbum: Secos & Molhados – 1973)
02 – Fala
João Ricardo – Luli (Álbum: Secos & Molhados – 1973)
03 - Toada & Rock & mambo & Tango & etc.
João Ricardo – Luli (Álbum: Secos & Molhados – 1974)
04 - Pedra de rio
Luli & Lucina (Álbum: Água do Céu – Pássaro – 1975)
05 - Aqui e Agora
Luli & Lucina (Álbum: Bandido – 1976)
06 - Bandolero
Lucina (Álbum: Feitiço – 1978)
07 - Me rói
Luli & Lucina (Álbum: Seu tipo – 1979)
08 - Napoleão
Luli & Lucina (Álbum: Sujeito estranho – 1980)
09 - Coração aprisionado
Luli & Lucina (Álbum: Sujeito estranho – 1980)
10 - De Marte
Luli & Lucina (Álbum: Ney Matogrosso – 1981)
11 - Napoleão
Luli & Lucina (Álbum: Ao Vivo em Montreux – 1983)
12 - Êta nóis
Luli & Lucina (Álbum: Destino aventureiro – 1984)
13 - Bugre (com Arrigo Barnabé)
Luli & Lucina (Álbum: Bugre – 1986)
14 - Bandolero
Lucina (Álbum: Ney Matogrosso Ao Vivo – 1989)
15 - Pedra de rio
Luli & Lucina (Álbum: As aparências enganam – 1993)
16 - Chance de Aladim
Luli & Lucina (Álbum: Olhos De Farol – 1999)
17 - O vira
João Ricardo – Luli (Álbum: Vivo – 2000)
18 - Napoleão
Luli & Lucina (Álbum: Vagabundo – 2004)
19 - Bandoleiro
Lucina (Álbum: Canto em qualquer canto – 2005)
20 - Fala
João Ricardo – Luli (Álbum: Beijo Bandido Ao Vivo – 2011)
21 - Êta Nóis
Luli & Lucina (Álbum: Êta nóis – 1984)

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Há tempos que o início da história musical de Ney Matogrosso se associa à sua amizade com Luli. A apresentação de Ney à trupe de João Ricardo, o famigerado Secos&Molhados, já vai longe na história da MPB (ou do rock tupiniquim!). E a relação da carreira de Ney com as composições de Luli e Lucina se estendeu por essas décadas desde 1973. Ney gravou e regravou com arranjos especiais 13 das mais de 800 composições da dupla. São tantas as gravações que dá um disco só delas, do mesmo modo como Ney cantou o repertório de Cartola e de Chico Buarque. Assim, cá está a deixa para compilar esses registros da obra de Luli & Lucina na voz de Ney, um "disco" que surge originalmente das prateleiras do nosso inconstante, mas longevo, Criatura de Sebo.

O Homem Traça diz: ROAM!



Pedra de rio



domingo, 5 de julho de 2015

Orquestra Popular de Câmara - 1998



1- Bayaty
E. Mansurov
2- Vinheta da Espanha ou do Agreste
3- Parafuso 
Ronen Altman
4- Choro Moreno 
Mané Silveira
5- Gaúcho Corta-Jaca 
Chiquinha Gonzaga
6- Choreto 
Mané Silveira
7- Suíte pra Pular da Cama (E Ver o Brasil) 
Benjamim Taubkin


Músicos

Teco Cardoso - Mané Silveira - Mônica Salmaso - Ronen Altman - Paulo Freire - Toninho Ferragutti - Dimos Goudaroulis - Lui Coimbra - Benjamim Taubkin - Caíto Marcondes, Zezinho Pitoco - Guello - Sylvio Mazzucca Jr.


Participação especial

Naná Vasconcelos 

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O grupo foi formado em 1997, para diversos eventos do Sesc. Com seu som propõe o encontro do mundo contemporâneo com o tradicional. Esse primeiro disco da Orquestra Popular de Câmera foi vencedor do Prêmio Movimento em 1999. A reunião de músicos tão experientes e competentes resultou numa proposta musical de qualidade elevada.

O Homem Traça diz: ROAM!






Parafuso 

Orquestra Armorial - 1975

Postagem original - 04/01/2010



1 - Abertura 
Cussy de Almeida
2 - Galope
Guerra Peixe
3 - Ciranda armorial 
Jose Tavares de Amorim
4 - Nordestinados
Cussy de Almeida
5 - Repentes 
Antonio Jose Madureira
6 - Terno de pífanos 
Clóvis Pereira
7 - Aboio 
Cussy de Almeida
8 - Mourão 
Guerra Peixe
9 - Pífanos em dobrado 
Jose Tavares Amorim
10 - Sem lei nem rei - 1º. Movimento 
Capiba
11 - Kyrie 
Cussy de Almeida
12 - Abertura 
Cussy de Ameida

 Músicos
Cussy de Almeida
Maestro e Arranjador
Cussy de Almeida, Brigitta Fassi Fihri, Ricardo Bussi, Benjamin Wolkoff, Cristina Bussi, Samuel Gegna
Violinos
Frank Musick, Emílio Sobel 
violas
Marisa Johnson, José Carrion 
cellos
Silvio Coelho 
baixo
José Tavares do Amorim, Ivanildo Maciel da Silveira 
flautas
José Gomes
cravo
Henrique Annes 
violão, viola sertaneja
José Xavier da Silva 
berinbal
José Xavier da Silva, Antônio Revorêdo, Geraldo Fernandes Leite, Edilson Nóbrega da Silva 
percussão

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O Movimento Armorial teve entre seus idealizadores, Ariano Suassusa e Cussy de Almeida. Com uma proposta de divulgar a arte nordestina na música, teatro, literatura e artes plásticas,  a Arte Armorial Brasileira "é aquela que tem como traço comum principal a relação com o espírito realista e mágico dos folhetos do Romanceiro Popular do Nordeste, Literatura de Cordel, com a música de viola, rabeca ou pífano que acompanha seus cantares e com a xilogravura que ilustra suas capas, assim como o espírito e a forma das artes e espetáculos populares com esse romanceiro relacionados", dizia Suassuna.

A Orquestra Armorial de Câmara iniciada em 1969, estreou em 18 de outubro de 1970 na igreja de São Pedro dos Clérigos em Recife, data também do lançamento oficial do Movimento. Com uma sonoridade que traduz todo um sentimento de brasilidade nordestina, a música armorial se propõe a realizar uma arte brasileira erudita a partir de raízes populares, utilizando instrumentos típicos de nossa tradição musical que remontam o barroco do século XVIII, como a rabeca, a viola, o clavicórdio e a viola de arco.

Para maiores informações sobre o Movimento Armorial, leia o texto assinado por Suassuna,  na contra-capa deste LP.


O Homem Traça diz: ROAM!

Ciranda armorial

sábado, 4 de julho de 2015

Marcha sobre a cidade - 1979 - Grupo Um



1 - [B(2)/1O-O.75-K.78]-P(2)-[O(4)/8-O.75-K77] 
 Lelo Nazario
2 - Sangue de Negro
Zé Eduardo Nazario
3 - Marcha Sobre a Cidade (dedicada a Zeca Assumpção) 
Lelo Nazario
4 - A Porta do "Sem Nexo"
Lelo Nazario
5 - 54754-P(4)-D(3)-O 
Lelo Nazario
6 - Dala
Zeca Assumpção

faixas bônus no CD 

7 - N’daê
Zé Eduardo Nazario
8a - Festa dos Pássaros
(Zé Eduardo Nazario) 
8b - C(2)/9-O.74-K.76 
(Lelo Nazario)


Músicos

Zé Eduardo Nazário - Lelo Nazário - Zeca Assumpção - Mauro Senise - Carlinhos Gonçalves - Roberto Sion

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Grupo Um foi grupo brasileiro de música instrumental, criado pelos irmãos Lelo Nazário e Zé Eduardo Nazário em 1976, quando faziam parte da seção rítmica dos músicos que tocavam com Hermeto Pascoal. O Grupo Um começa a atuar em 1977, Marcha sobre a cidade é seu primeiro registro e entra para a história da música brasileira com extrema relevância. Calcado no Jazz, as experimentações rítmicas e melódicas são estimulantes construções que trazem também referências ao rock e à música brasileira. Decerto é um som para que gosta de ousadia, para quem deseja outras texturas, varações e desafios sonoros.

O Homem Traça diz: ROAM!




 54754-P(4)-D(3)-O

domingo, 10 de maio de 2015

Erva Cidreira - Doroty Marques - 1980

Originalmente postado em 29 de dezembro de 2007



1 - Arreuni
Chico Maranhão
Erva cidreira 
Introduçao "Arreuni" Baseada em música de Doroty 
2 - Mineirinha 
Raul Torres 
3 - Lua Sertaneja 
Adauto Santos - Gilgerto Abrão Jacob 
4 - Umbuzeiro
Elomar 
5 - Cavalo cansado 
Sérgio Habibe 
6 - As flores do meu jardim 
Ricardo Vilas 
7 - Inté as porteira do céu 
Hélio Contreras
8 - Parcelada 
Elomar 
9 - Vim de longe - Castelo de areia 
Darlam Marques 
10 - Pequenina 
Adaptação do "Folclore de Morretes" (Paraná) 

Músicos 

Dércio Marques - Zé gomes - Silvano - Elomar - Geraldo - Luiz Duarte - Paulinho Pedra azul - Quinteto Armorial: Antônio José Madureira, Edilson Eulálio, Antônio Carlos Nóbrega, Fernando Farias, Fernando Torres Barbosa.

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"Não é difícil vê-los, são feixes de longas folhas verdes que teimam em acompanhar as linhas dos trens, como a esperança que brota do abandono. Estão nos quintais sem cerca, nas ruas de pouco trânsito, nos fundos preguiçosos dos quintais de minas. Folha que a um só tempo é rebeldia e doçura, remédio dos despossuídos , erva teimosa que por mais que as pesadas rodas de ferro decepem, por mais que o sol seque, pode peerder a cor, mas, se fervida, não perde o gosto." Por Doroty Marques no encarte.

Doroty Marques tem seu primeiro LP "Semente" gravado em 1978. Em 1980, aparece com "Erva Cidreira", repetindo a dose de encanto, misturando as tradições da terra ao canto forte de quem sabe que a única solução para as mazelas do sistema de exploração do homem pelo homem é "Arreuni".

Doroty Marques e seu irmão Dércio Marques disputaram em 1997 o Prêmio Sharp de Música. Eles foram indicados na categoria música infantil pelo disco "Mojolear", uma produção independente que contou com a participação de mil crianças. Atualmente Doroty vive em São José dos Campos e desenvolve projetos artístico-educacionais, além de dirigir uma escola de arte para crianças carentes no Rio do Peixe, em São José.

Homem Traça diz: ROAM!


Arreuni

domingo, 3 de maio de 2015

Amora - Renato Teixeira - 1979


01 - Amora
Renato Teixeira
02 - Cavalo Bravo
Renato Teixeira
03 - Mato Dentro
Renato Teixeira
04 - Canta Moçada
Tonico, Nhô Fio e Nonô Basílio
05 - Antônia (Todas as Crianças do Mundo)
Renato Teixeira
06 - A Primeira Vez que Eu Fui ao Rio
Renato Teixeira
07 - Morro da Imaculada
Renato Teixeira
08 - Madrugadas de 68
Renato Teixeira
09 - Sina de Violeiro
Renato Teixeira
10 - Antes da Guerra da Coréia
Renato Teixeira

Músicos
Carlão de Souza - Sérgio Mineiro - Rodolfo Grani - Oswaldinho do Acordeom - Dudu Pontes - Marcinho Werneck - Papete - Luiz Roberto de Oliveira - Nelson Ayres - Amilson Godoy

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O Homem Traça diz: ROAM

 
Amora
Romaria - Renato Teixeira - 1978
Postagem original: 19/04/2008


01 - Vira (No meu Quintal)
Renato Teixeira 02 - AlforgeRenato Teixeira
03 -
Viola malvadaRenato Teixeira
04 -
Sessenta léguas num diaRenato Teixeira - "Seo" Chico
05 -
ArraialRenato Teixeira
06 -
Eu e Ney sentados na ponteRenato Teixeira
07 -
RomariaRenato Teixeira
08 -
Olhos profundosRenato Teixeira
09 -
Agulha no palheiroRenato Teixeira
10 -
Lira raraRenato Teixeira
11 -
Antes que aconteçaRenato Teixeira 1
2 -
Sentimental eu ficoRenato Teixeira

Músicos
Arranjos: Natan
Violão e Viola: Natan
Bateria e Percussão: Dudu
Contrabaixo: Wilson
Acordeom: Caçulinha

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Renato Teixeira
de Oliveira, é natural de Santos, nascido a 20 de maio de 1945, passou sua adolescência em Taubaté, interior de São Paulo. Sua experiência com a música começa em casa, onde todos tocavam e cantavam, sendo alguns verdadeiramente músicos, como o avô Jango Teixeira, que tocava bombardine na banda. No final dos anos 60 veio para a cidade de São Paulo e entrou em contato com a estrutura dos festivais de MPB da Record. Em 1967 sua música "Dadá Maria" foi defendida por Gal Costa e Sílvio César, no disco do festival é Renato Teixeira - gravando pela primeira vez - quem divide o canto com Gal.

Renato Teixeira trabalhou com jingles por um bom tempo e, no início dos anos 70 participou
da Coleção Música Popular Centro Oeste/Sudeste do selo Marcos Pereira onde gravou algumas canções; entre elas: "Moreninha Se Eu Te Pedisse". Em parceria com Sérgio Mineiro criou o Banda Água (Carlão de Souza, Sérgio Mineiro, Rodolfo Grani, Oswaldinho do Acordeom, Dudu Pontes, Marcinho Werneck, Papete, Luiz Roberto de Oliveira, Nelson Ayres e Amilson Godoy) com o qual aprofundou sua assimilação da cultura caipira, projeto que durou muitos anos, até que em 1977 Elis Regina gravou Romaria com a participação do grupo. Desde então as portas se abriram para sua música e poesia, calcadas na no universo caipira.
Renato Teixeira é um reconhecido cantor e compositor brasileiro, tem em sue repertório sucessos como "Tocando em frente" (em parceria com Almir Sater, gravada também por Maria Bethânia) e "Frete" (tema de abertura do seriado Carga Pesada, da Rede Globo). Distante da música sertaneja pasteurizada pela indústria cultural, compôs "Rapaz caipira", como crítica à atual "música sertaneja", reforçando a expressão "música caipira". É um defensor aberto da autêntica música caipira, que ainda sobrevive apesar dos desvios da música sertaneja. Porém, sem se perder a essência, podemos encontrar em sua obra elementos do folk americano, referências urbanas e a influência do chamamé, estilo originário da Argentina e comum no Mato Grosso e Rio Grande do Sul.

Destaco a canção "Sentimental eu fico", também gravada por Elis, para aqueles seres urbanos que sofrem de uma solitária e
perene nostalgia .

O Homem Traça diz: ROAM!


Sentimental eu fico

terça-feira, 21 de abril de 2015

Azul e Encarnado - Ednardo - 1977



01 - Está Escrito
Ednardo
02 - Pastora do Tempo
Ednardo
03 - Cantiga do Bicho da Cerca (Cantiga de Ninar)
Ednardo (adaptação)
04 - Somos Uns Compositores Brasileiros
Ednardo
05 - Boi Mandingueiro
Ednardo - Brandão
06 - Cheros e Choros
Ednardo
07 - Receita Da Felicidade
Ednardo
08 - Como É Difícil Não Ter 18 Anos
Ednardo
09 - Armadura
Ednardo
10 - Maresia
Ednardo
11 - Fênix
Ednardo
12 - Fio da Meada
Ednardo - Brandão
13 - Ideias
Ednardo


Músicos


Arranjos - Ednardo com ajuda de Mario Henrique e palpites de Robertinho de Recife e Túlio Mourão e Murilo 
Hareton Salvanini em "Maresia"
Violão e Percussões - Ednardo 
Guitarra / Viola Portuguesa / Cítara - Robertinho de Recife 
Baixo e Percussões - Mário Henrique 
Piano e Teclados (arp strings) - Túlio Mourão
Viola de 10 cordas em "Maresia" - Manassés
Flautas Transversal e Bloch - Isidoro Longano - (Bolão) 
Cordas - Elias Sion / Caetano Fineli / Gisbert Izquierdo / Jorge Salin/Mário Tomasoni / Felix Ferrer / Sbarro / Paulo Lattaro/Michel Perez / Yoshitame Fukuda / Loriano / Flábio Russo / Nadir / Renato
Bateria / Ritmos / Percussões - Murilo
Percussões - Mauro 
Coro: Coral da Eloá / Canarinhos Liceanos (de Petrópolis) 
Vozerio - Rosane Limaverde / Robertinho de Recife / Mário Henrique / Ednardo
Vocal - em "Pastora do Tempo" - Fagner

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Esse LP é um dos últimos que incluí em minha coleção. À época foi muito difícil achar esse e o LP Berro. Confesso que ao ouvi-lo inicialmente estranhei. Mas ao decifrar a poesia contestadora e as misturas entre tradição e experimentos, a criação provocadora de Ednardo me conquistou mais uma vez. 

Trago esse disco para as nossas prateleiras próximo do aniversário de 70 anos (17 de abril) desse fabuloso músico cearense. Não pude evitar a piada pronta com uma faixa dessa lavra: hoje, mais ainda, é difícil não ter 18 anos. Sobretudo se quisermos fugir do destino de " boi mandingueiro", antecessor da "vida de gado" do paraibano Zé Ramalho.

O Homem Traça diz: ROAM
Boi Mandingueiro