quinta-feira, 9 de janeiro de 2020

Sons de Sobrevivência - 2014 - Simone Sou/Guilherme Kastrup/Benjamim Taubkin



01 - Pifaiada
Simone Sou - Guilherme Kastrup
02 - Gota D'água
Simone Sou
03 - Choro Bororo
Simone Sou - Guilherme Kastrup - Benjamim Taubkin
04 - Improviso
Simone Sou - Guilherme Kastrup - Benjamim Taubkin
05 - O Tocador
Simone Sou - Oleg Fateev
06 - Mozambike
Simone Sou - Guilherme Kastrup
07 - Fabrica de Sapos
Simone Sou - Guilherme Kastrup

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A união da experimentação percussiva do Duo SOUKAST, com Simone Sou e Guilherme Kastrup, somada à criatividade e competência reconhecida do pianista Benjamim Taubkin, resultou na incrível sonoridade do repertório que compõe os Sons de Sobrevivência. Aqui os instrumentos tradicionais, como os tambores, efeitos percussivos e piano, mais as interversões do aparato eletrônico, misturam-se harmoniosamente, como acontece com os registros de vozes dos Bororo e do Mestre Felipe, do Tambor de Crioula, integrados aos climas criados. Do início ao fim a experiência auditiva é de encantamento, surpresa e prazer, elementos essenciais para a sobrevivência, ou seja, o titulo do CD está de acordo com o que colhemos a cada faixa.

Destaco a faixa a "Choro Bororo", é impactante a sensação causada com os sons, simplesmente nos transmutamos à presença da dor dos povos originários, sobretudo nesse momento em que as instituições e autoridades nacionais subordinam a vida aos interesses de madereiras, garimpeiros e ao agronegócio, porta-vozes de multinacionais e do mercado de capitais.

O Homem Traça diz: ROAM!


   

Choro Bororo

terça-feira, 7 de janeiro de 2020

Daqui - 1987 - Clara Sandroni


01 - Cão sem dono
Paulo Baiano - Marcos Sacramento
02 - Pão Doce
Carlos Sandroni
03 - Curva da vida
Carlos Sandroni - Aldo Medeiros
04 - Vacilady
Fábio Malaguti Pauleira - Fábio Girão
05 - Noites de Medéia
Mário Adnet - Rodrigo Campello
06 - Apaga o fogo Mané
Adoniran Barbosa
07 - Salvador Daqui
Carlos Sandroni
08 - Canção dos unicórnios
Carlos Sandroni
09 - Tunguêlê
Eduardo Mateo
10 - Elisa
Fábio Malaguti Pauleira
11 - Unicórnio
Sílvio Rodrigues

Músicos:
Paulinho Muylaert - Marcelo Costa - Rita Eugênia - Marcos Sacramento - Dida - Edu Lopes - Fábio Girão - Paulinho Pauleira - Edu Ezajbrum - 

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Nascida em 1960, no Rio de Janeiro, Clara Sandroni foi impulsionada por Milton Nascimento no início da sua carreira, em 1981, quando formava dupla com seu irmão Carlos Sandroni. Trabalhou com Al Di Meola, com Paulo Moura, com Nascimento, com Joyce, entre outros artistas. Paralelamente, participou do grupo Terças e Quintas e do coro Olhos nos Olhos. Em 1982, ela participou do musical Godspell. 

Aqui temos o segundo LP, em seu repertório predomina uma interpretação experimental, inusitada nas letras e arranjos. Embora conste Adoniran como ponto de diálogo com os seus trabalhos futuros, uma canção que pode se classificar no campo da canção tradicional, a abordagem lembra as ousadias do que se realizou em São Paulo com a Vanguarda Paulista. Há de se destacar também a presença latina e negra nas composições do uruguaio Eduardo Mateo e do cubano Sílvio Rodrigues, unicórnios, como Clara, toda vez em que retoma o vigor do seu canto dissonante, em diálogo com o  ineditismo do início da carreira.

O Homem Traça diz: ROAM!

 

Canção dos unicórnios

domingo, 5 de janeiro de 2020

Lápis de cor - 1981 - Fátima Guedes

Postagem original: 31/01/2012



1 - Arco-íris
2 - Fraqueza
3 - Pelo Cansaço
4 - No Fim Da Casa
5 - A Bailarina
6 - Lápis De Cor
7 - Desacostumei De Carinho
8 - Celeste
9 - Bicho Medo
10 - Eu

Músicos
Eduardo Souto Netto - Ary Passarollo - Sizão - Paulinho Braga - Marcos Resende - Pareschi - Vidal - José Lana - José Alves - Carlos Eduardo - Walter Hack - Aizik - Paschoal - Penteado - Macedo - Alceu - Iura - Café - Zé Nogueira - Luiz Avellar - Moisés - Nilton Rodrigues - Marquinho - Pinduca - Nathan - Dazinho - Gilson Peranzzeta - Sivuca - Ed Maciel - Macaxera - Maurílio - Luiz Avellar

Participação especial

Simone

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Esse é o terceiro disco da carreira dessa magnífica compositora carioca, nascida em 1958, que começou a sua obra aos 15 anos. Essa capa de Elifas Andreato, artista cuja produção gráfica é intimamente ligada à música brasileira, chama especial atenção para esse LP. É um daqueles objetos sonoros que se tem de pegar, manusear e sentir o prazer, que emana das dez faixas de autoria da Fátima Guedes.

Em sua trajetória constam gravações de intérpretes como Wanderléa, Elis Regina, Nana Caymmi, Zizi Possi, Joanna, Simone e Alcione, entre outros, mas foi uma gravação de Dércio Marques citando "Arco-íris" no disco Segredos Vegetais que me chamou atenção para a sua obra. Desde então, passei a admirar a sua voz aguda e a sua interpretação contundente dos quereres femininos.

O Homem Traça diz: ROAM!



Lápis de cor 

sábado, 4 de janeiro de 2020

Bomba de Estrelas - 1981 - Jorge Mautner


01 - A Força Secreta Daquela Alegria 
Jorge Mautner - Gilberto Gil
02 - Namoro Astral 
Jorge Mautner - Moraes Moreira
03 - Cidadão-Cidadã 
Jorge Mautner - Nelson Jacobina
04 - Namoro Na Bicicleta 
Jorge Mautner - Nelson Jacobina
05 - Samba Japonês 
Jorge Mautner - Nelson Jacobina
06 - Encantador De Serpentes 
Jorge Mautner - Robertinho de Recife
07 - Tá Na Cara 
Jorge Mautner - Moraes Moreira
08 - Vida Cotidiana 
Jorge Mautner - Nelson Jacobina
09 - Negros Blues 
Jorge Mautner
10 - Bomba De Estrelas 
Jorge Mautner - Zé Ramalho
11 - O filho predileto de Xangô
Jorge Mautner
12 - O boi
Jorge Mautner - Nelson Jacobina

Músicos:

Luizão - Wilson Das Neves - Chacal - João Donato - Marcos Rezende - Jorge Mautner - Gilberto Gil - Oswaldinho - Guilherme Maia - Nacho - Toni - Moraes Moreira - Arnaldo Brandão - Wilson Meirelles - Ronald Pinheiro - Tomaz Improta - Marcelo Neves - Caetano Veloso - Nelson Jacobina - Didi Gomes - Jorginho Gomes - Charles Negrita - Luciano Alves - Pepeu Gomes - Cidinho - Marcos Lessa - Edinho Espindola - Paulo Casarin - Robertinho De Recife - Chico Jullien - Rui Motta - Waldemar Falcão - Zé Ramalho - Amelinha

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Inaugurando os registros da década de 1980, Jorge Mautner gravou esse LP com a reunião de grandes músicos e compositores da época. A diversidade é a marca do conjunto das composições, com parceiros e arranjos distintos a cada faixa. Destaque-se que, frente ao processo histórico, as letras expressam as expectativas para a redemocratização do Brasil, advindas da distensão da ditadura Militar, pós-anistia e sob os desgastes permanentes das greves dos metalúrgicos, dos bancários e dos professores, liderados pela direção dos seus sindicatos, recentemente livres da pelegada de outrora.

O Homem Traça diz: ROAM!

   

Cidadão Cidadã

domingo, 29 de dezembro de 2019

Un rio de sangre - 1974 - Violeta Parra


01 - Santiago penando estás
Violeta Parra
02 - Según el favor del viento
Violeta Parra
03 - El Santo Padre
Violeta Parra
04 - Hasta cuando estás
Violeta Parra
05 - Cantos a lo divino
Folclore
06 - La carta
Violeta Parra
07 - En los jardines humanos
Violeta Parra
08 - Un río de sangre 
Violeta Parra
 09 - Qué vamos a hacer
Violeta Parra
10 - Teneme en tu corazón
Folclore
11 - Arauco tiene una pena
Violeta Parra

Participação:
Isabel e Angel Parra

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Esse registro foi realizado em 1962, em Paris. Em 1974, foi relançado integralmente na Espanha, sem os cortes da censura franquista. Trata-se de um marco nas composições de Violeta Parra, o início de uma trajetória das canções contendo a crítica social, a denúncia das condições de vida do povo chileno, características marcantes da sua obra. A canção "Lá carta" é um registro fiel de um fato real. A letra denuncia a prisão injusta de seu irmão Roberto Parra, que participara de uma greve, violentamente reprimida pelo governo de Jorge Alessandri. Esse LP é o marco inicial da Nova Canção Chilena, movimento que se notabilizará nas décadas seguintes.

O Homem Traça diz: ROAM!

 

La carta