quinta-feira, 31 de março de 2016

Canções - Péricles Cavalcanti - 1991


Postagem original em 28/08/2008


1 - Dos prazeres das canções
Péricles Cavalcanti
2 - Elegia
Augusto de Campos - Péricles Cavalcanti
(a partir de poema de John Donne, séc. XVII)
3 - Blues da passagem
Péricles Cavalcanti
4 - Tudo sobre Eva
Péricles Cavalcanti
5 - Sonho proteína
Péricles Cavalcanti
6 - Nuvoleta
Augusto de Campos - Péricles Cavalcanti
(a partir de um fragmento de "Finnegan's Wake" de James Joyce)
7 - Sem drama
Péricles Cavalcanti
8 - Meu bolero
Péricles Cavalcanti
9 - Ode primitiva
Augusto de Campos - Péricles Cavalcanti
(fragmento de "Uma Galáxia")
10 - Quem nasceu?
Péricles Cavalcanti
11 - Canto maneiro
Péricles Cavalcanti
12 - Farol da Jamaica
Péricles Cavalcanti
13 - Música, por que?
Péricles Cavalcanti
14 - Eassimserá...
Péricles Cavalcanti

Músicos
Péricles - Sacha Amback - Marcelo Costa - Lulu Santos - Celso Fonseca - Ricardo Rente - Dadi - Zaba Moreau - Márcio Montarroyos - Marcos Vicente - Mathias Capovilla - Eveline - Marize - Simiana

Participação Especial
Caetano Veloso - Lulu Santos

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Péricles da Rocha Cavalcanti, nasceu no Rio de Janeiro e foi criado em São Paulo. Formou-se e filosofia pela USP em 1969 e andou por Paris até 1971. Nesse ano estreia participando como intérprete da trilha sonora do filme "Copacabana, mon amour", de Rogério Sganzerla, trilha composta por Gilberto Gil. Desde então participou de trilhas para cinema e teatro.

Teve músicas e adaptações suas gravadas por Caetano Veloso e Gal Gosta nos anos 70, como Elegia e Negro Amor (versão de uma canção de Bob Bylan).

Este é seu primeiro disco, pelo que sei. Particularmente acho Péricles bastante despretensioso, um cara que faz música como um jeito criativo e bem humorado, encanta e diverte ao mesmo tempo. Parece que canta sorrindo, deve ter aprendido isso com Mário Reis.

"Elegia" está aí pra quem quiser ver o autor em ação. Mas destaco "Tudo sobre Eva", pra reforçar que a "mulher é um livro místico e somente a alguns a que tal graça se consente é dado lê-la".

O Homem Traça diz: ROAM!

Tudo sobre Eva

terça-feira, 15 de março de 2016

Contando estórias - 1995 - Naná Vasconcelos



1 - Fui Fuio
Teese Gohl - Naná Vasconcelos
2 - Cortina
Naná Vasconcelos
3 - Clementina (No Terreiro)
Naná Vasconcelos
4 - Uma Tarde No Norte
Naná Vasconcelos
5 - Noite Das Estrelas 
Naná Vasconcelos - Erasmo Vasconcelos
6 - Tu Nem Quer Saber 
Naná Vasconcelos
7 - Um Dia No Amazonas
Naná Vasconcelos
8 - Nordeste
Folclore
Mus. Inc. “Tocando sem os dedos” (Tavares da Gaita) 
“A criançada” (Mauro-Quitéria)
9 - Vento Chamando Vento 
Naná Vasconcelos
10 - Tira O Leo 
Naná Vasconcelos

Músicos 
Naná Vasconcelos - Teese Gohl - Peter Scherer - Sérgio Brandão - Romero Lubambo

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Daqui pra lá, de lá pra cá, brincando, Naná foi buscar o seu chapéu. Adeus, Naná, grato por deixar tantas pérolas, que nos permitirão seguir dando felizes pausas na lida e lembrando de ti.

O Homem Traça diz: ROAM!

 

Fui Fuio

domingo, 13 de março de 2016

Africadeus - 1972 - Naná Vasconcelos, Nelson Ângelo, Novelli

Postagem original: 21/04/2013



1 - Africadeus
Naná Vasconcelos
2 - Aboios
Naná Vasconcelos
3 - Seleção de Folclore
Naná Vasconcelos
4 - No sul do Polo Norte
Nelson Angelo
5 - No norte Do Polo Sul
Nelson Angelo
6 - Aranda
Nelson Angelo - Ronaldo Bastos
7 - Toshiro
Novelli
8 - Baião do Acordar
Novelli
9 - Garimpo
Nelson Angelo
10 - Tiro Cruzado
Márcio Borges - Nelson Angelo
11 - Pinote
Naná Vasconcelos

Músicos
Naná Vasconcelos - Nelson Ângelo - Novelli

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Esse é o primeiro disco do Naná, mas pode ser considerado também o primeiro dos demais que formam o trio. Nessa época os três estavam envolvidos com a produção de Milton Nascimento, Naná e Novelli fizeram parte do Som Imaginário, uma banda que foi muito mais que banda de apoio (lançou três discos sob a liderança de Wagner Tiso). Naná tocou com muita gente, inclusive com Geraldo Vandré no show Caminhando em 1968 (proibido pela censura).

Esse LP inaugura uma produção experimental, mas também traz à cena a tradição da percussão colada ao canto típico das manifestações populares que formaram Naná. A faixa "Seleção de Folclore" é uma grata demonstração de que a tradição e a experimentação estão de mãos dadas, ao mesmo tempo a "modernagem se emparelha" na canção "Tiro Cruzado", eis o violão sincopado e o órgão com clima progressivo de Nelson, embalado pela vibração do baixo de Novelli.

O Homem Traça diz: ROAM!


 

Tiro Cruzado

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2016

Alucinação - 1976 - Belchior



1 - Apenas um rapaz latino-americano
2 - Velha roupa colorida
3 - Como nossos pais
4 - Sujeito de sorte
5 - Como o diabo gosta
6 - Alucinação
7 - Não leve flores
8 - A palo seco
9 - Fotografia 3x4
10 - Antes do fim



Músicos

José Roberto - Paulo César - Antenor - Marco G - Ariovaldo - Belchior

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Nesse segundo LP Belchior traz os seus clássicos gravados por sua voz e nos discos de Elis. É um disco de cabeceira, paulada na moleira para qualquer devaneio Odara, suas letras tem o poder de despertar reflexões pungentes mesmo depois de mais de quatro décadas. Ouvindo essas letras fico com a pulga atrás da orelha: será que Belchior era muito avançado ou será que retrocedemos?

O Homem Traça diz: ROAM!

 

Alucinação

On Stage - Jorge Ben - 1972


1 - Mas que nada
2 - Charles Jr. 
3 - Que pena
4 - Take it easy my brother Charles
5 - Domenica domingava num domingo linda toda de branco
6 - Apresentação
7 - Oba lá vem ela
8 - Zazueira
9 - Chove chuva
10 - Quem foi que roubou a soupeira de porcelana chinesa
11 - Cadê Tereza
12 - Pandeiro zabumba batucada
13 - Pulo pulo
14 - Hino do Flamengo/ País tropical
15 - Banana bananeiro
16 - Tá na hora
17 - Domingas
18 - Cidade maravilhosa/ Hino do Flamengo

Músicos
Jorge Ben 
Trio Mocotó: João Parahyba - Nereu Gargalo - Fritz Escovão

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Esse é o registro de uma apresentação de Jorge Ben no Japão, o LP lançado em 1972, não saiu no Brasil. Tem o acompanhamento do Trio Mocotó, que segura maravilhosamente a seção rítmica e encorpa o swing do violão de Ben. Além dos sucessos do início de carreira, há a curiosa participação de um grupo japonês especializado em batucadas brasileiras.

O Homem Traça diz: ROAM!

 

Chove Chuva

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2016

The Ritual Continues - Djam Karet - 1987

Postagem original - 21/11/2008


Capa EUA




Capa LP Brasil - 1989

01 - Shaman's Descent
02 - Tangerine Rabbit Jam
03 - Familiar Winds
04 - The Black River
05 - Technology And Industry
06 - The Ritual Continues
07 - Fractured
08 - Night Scenes


Formação de 1982

Andy Frakel - Bateria e vibrafone
'The Unknown' John Glass - Guitarra
Mike Henderson - Violão de 6 e 12 cordas, guitarra e bateria
Henry J. Osborne - baixo
Chuck Oken, Jr. - Violão de 12 cordas, guitarra, teclado e voz



Formação depois de 1987

Gayle Ellett - guitarra, guitarra sintetizada e percussão
Mike Henderson - Violão de 6 e 12 cordas e percussão
Henry J. Osborne - baixo e percussão
Chuck Oken, Jr. - bateria, teclado, precussão e samplers

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Djam Karet é uma banda estadunidense de rock progressivo ou coisas afins, nascida na Califórnia. Suas primeiras gravações são de 1982, duas das faixas desse LP, lançado em 1987 e no Brasil, em 1989. É comparada pela imprensa com King Crimson, Pink Floyd, Grateful Dead, Ozric Tentacles e Porcupine Tree. Uma mania da imprensa pra facilitar suas operações Ctrl+C/Ctrl+V. O som é bem próprio, misturando jazz, música africana, eletrônica ao rock (gêneros tão elásticos quanto a criatividade!). A propósito, o nome da banda é um termo da Indonésia que significa tempo elástico.

Destaco a faixa que dá nome ao disco "The ritual continues", segue uma espiral contínua e crescente com influências da música indiana, criando um clima sedutor e agonizante.

O Homem Traça diz: ROAM!
 

The ritual continues

domingo, 14 de fevereiro de 2016

A Página Do Relâmpago Elétrico - 1977 - Beto Guedes



01 - A Página do Relâmpago Elétrico
Beto Guedes - Ronaldo Bastos
02 - Maria Solidária 
Milton Nascimento - Fernando Brant
03 - Choveu 
Beto Guedes - Ronaldo Bastos
04 - Chapéu de Sol (Instrumental) 
Beto Guedes/Flávio Venturini
05 - Tanto
Beto Guedes - Ronaldo Bastos
06 - Lumiar 
Beto Guedes - Ronaldo Bastos
07 - Bandolim (Instrumental) 
Beto Guedes
08 - Nascente
Flávio Venturini - Murilo Antunes
09 - Salve a rainha 
Zé Eduardo - Tavinho Moura
10 - Belo Horizonte (Instrumental) 
Godofredo Guedes

Músicos
Beto Guedes - Toninho Horta - Robertinho - Helly - Vermelho - Flávio Venturini - Paulo GUimarães - Faraó - Novelli - Nelson Ângelo - Abel Ferreira - Pareschi - Vidal - Daltro - José Alves - José Lana - Walter Hack - Paschoal - Alzik - Carlos Eduardo Hack - Marcelo Pompeu - Nathércia - Piersanti - Penteado - Macedo - Murillo - Stephany - Alceu - Watson - Lúcio - Bariola

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Eis um disco de cabeceira! Do rock progressivo ao choro, é um disco primoroso, solo de estreia de Beto Guedes. Tem aquela áurea toda do Clube da Esquina e, possivelmente, é o melhor de sua carreira.

O Home traça diz: ROAM!

Choveu

Beto Guedes-Danilo Caymmi-Novelli-Toninho Horta - 1973

Postagem original em 09/02/2008


01 - Caso você queira saber
Beto Guedes - Marcio Borges
02 - Meu canário vizinho azul 
Toninho Horta
03 - Viva eu 
Wagner Tiso - Novelli 
04 - Belo horror 
Beto Guedes - Flavio Hugo - José Geraldo - Marcio Borges
05 - Ponta Negra
Danilo Caymi - JoãoCarlos Pãdua 
06 - Meio a meio 
Novelli
07 - Manuel o audaz 
Toninho Horta - Fernando Brant
08 - Luiza
Novelli 
09 - Serra do mar 
Danilo Caymmi - Ronaldo Bastos 


Músicos

Beto Guedes - Danilo Caymmi - Novelli - Toninho Horta - Frederiko - Lô Borges - Flávio Venturini - Vermelho - Tenório Jr. - Nelson ângelo - Fernando Leporace - Everaldo - Robertinho

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Esse disco aparece na onda do sucesso do Clube da Esquina. A reunião dos novatos (porém muito eficientes) Beto Guedes, Danilo Caymmi, Novelli e Toninho Horta, com suas composições e a participação de toda a galera envolvida nos projetos musicais do "Clube" num mesmo disco é a continuidade do anúncio criativo de que muita coisa ainda estava por vir.

Nesse disco temos a primeira gravação de "Manuel, o audaz", música e jipe de Toninho Horta, que transportaram tanta gente por aí na linha do "vou pegar a estrada" e as canções de Beto Guedes com arranjos progressivos, como a versão original de "Caso você queira saber" que a saudosa Cássia Eller gravou muitos anos depois.

O Homem Traça diz: ROAM!


Caso você queira saber

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2016

Corrupcion - 1973 - Totem



1 - Nena
E. Useta 
2 - Toda América 
E. Useta 
3 - A Victoria y Federico 
M. Cabral
4 - Hola hermano
E. Rey
5 - Gongueiro 
E. Useta 
6 - Corrupción
E. Useta  
7 - El hombre feliz
E. Useta  
8 - Cáspita 
E. Useta 


Músicos

E. Useta - M. Cabral - E. Rey - Roberto Giordano - Tomás «Chocho» Paolini

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No final de 1972, saíram Rada e Lagarde, ingressaram ao grupo Roberto Giordano (bajista) y Tomás «Chocho» Paolini, as primeiras vozes do grupo passar a Useta e Rey. Em janeiro de 1973 o Totem grava o seu terceiro LP. Tão competente quanto os anteriores, as fusões se aprofundam e a crítica social é parte dessa poética. 

A saída de Rada causou certo impacto e o grupo perdeu popularidade até se dissolver no início de 1974. No entanto, é preciso frisar que o Golpe de Estado realizado pelos militares uruguaios - a exemplo do que ocorria em toda a América Latina, sob o comando do imperialismo estadunidense -, contribuiu para dissolver a cena de musica jovem, roqueira e contestadora, dificultando o trabalho de quem exigia liberdade para criar.

Os registros em MP3 que temos disponíveis não são exemplares da melhor qualidade, mas, dada a pouca disponibilidade na rede, vale conferir esse belo disco uruguaio que transita com musicalidade das "Américas". Destacamos "Gongueiro" para demonstrar os efeitos benéficos dessa mistura sonora.

O Homem Traça diz: ROAM!

 

Gongueiro

domingo, 31 de janeiro de 2016

Totem - 1971


1 - Dedos
E. Useta - R. Rada
2 - Chévere
N. Guillén - D. Lagarde
3 - De Este Cielo Santo
R. Rada
4 - Días De Esos
M. Cabral - Urbano Moraes
5 - Todos 
E. Useta
6 - Biafra
R. Rada
7 - El Tábano
E. Useta
8 - Mañana
R. Rada - E. Useta
9 - No Me Molestes
R. Rada
10 - La Lluvia Cae Para Todos Igual
E. Rey
11 - Mi pueblo (Bonus - Compacto de 1972)
E. Useta


Músicos

Ruben Rada - Daniel Lagarde - Enrique Rey - Eduardo Ustea - Mario Cabral - Santiago Ameijenda

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O Totem foi precursor das misturas de influência da música brasileira e estadunidense com as tradições da música uruguaia, sobretudo com o candombe, batuque similar a diversas manifestações afrobrasileiras. Essa mistura com a música beat e o candombe ficou conhecida como  "Candombe beat".

Ruben Rad,a com sua voz potente, ainda hoje no Uruguai. O instrumental vibrante e as letras, por vezes, contestadoras do grupo dão conteúdo ao trabalho reunido em três LPs, iniciando os registros em 1971 e findando seus trabalhos em 1974, num contexto de repressão à produção dos grupos identificados com o público jovem da época. Muitos pararam de gravar e se apresentar, até desaparecerem, outros tantos emigraram.

Essa postagem se dedica ao primeiro LP e no bônus há "Mi Pueblo", conteúdo de um compacto simples de 1972, com "Negro", faixa do segundo LP, no outro.

O Homem Traça diz: ROAM!




    

Dedos