domingo, 4 de janeiro de 2015

Folia de Reis no Rio de Janeiro - 1981



Penitentes de Santa Maria
01- Marcha
02- Chegada Profecia Anunciação
03- Brincadeira do Palhaço
04- Despedida

João Lopes Israel (mestre)
José Diniz (Presidente)
Ronaldo Silva (Palhaço)

Estrela de Jacó Anunciada por Balaão
05- Chegada
06- Profecia Anunciação
07- Brincadeira dos palhaços
08- Despedida

José Moreira (Mestre)
Sandoval F. da Silva (Presidente)
Antônio S. de Oliveira (Palhaço)
João Vital da Silva (Palhaço)

*************************

Esse Traça que vos escreve, tentando dar algumas pistas sobre os discos encaixados nessas prateleiras virtuais, nem de longe se arvora um brincante ou especialista na cultura tradicional. É por extrema admiração que entre um disco de rock, jazz ou MPB, também trago em minha coleção LPs da cultura tradicional. Embora hoje sejam mais fáceis de achar, penso que os registros são muito raros, nunca há gravação disponível o bastante para dar conta da imensa diversidade da cultural tradicional brasileira.

Embora meu ateísmo seja deveras arraigado, chamam-me atenção as diversas manifestações ligadas ao sagrado, seja de tradição afro, européia ou indígena, invariavelmente misturas ao cristianismo católico. A saudação ao nascimento de Jesus, por exemplo, tem nos dias 5 e 6 de janeiro grande fartura de manifestações de norte a sul do país, a  Folia de Reis é apenas uma delas.

Apesar das conformações religiosas, a tradição dos folguedos católicos se distingue por sempre flertar com a vida concreta (profana?). Notem que nos versos das brincadeiras de Palhaço tanto saúdam Jesus quanto criticam as condições difíceis da vida dos trabalhadores. Seja na forma (dança, canto, vestimentas, representação), seja no conteúdo há o germe libertário da inventividade popular. Arrisco a afirmar que isso tudo se contrapõe ao que exige o mercado, pois não há padrão e a criação segue se transformando viva: cada folia, cada palhaço, cada mestre têm a sua peculiaridade. Esse elemento é o que justifica a distância da indústria cultural, a qual, grosso modo, tende a padornizar o popular ao gosto das multinacionais, dos especuladores, tornando tudo semente estéril como as da Monsanto.

O Homem Traça diz: ROAM!



Brincadeira do Palhaço
Penitentes de Santa Maria

quarta-feira, 31 de dezembro de 2014

Elis & Elas - 1995 - Luli & Lucina
Postagem original: 26/08/2008



01 - Aquarela do Brasil/O bêbado e a equilibrista
Ari Barroso/João Bosco - Aldir Blanc
02 - Momento negro
Black is beautifil
Marcos - Paulo Sérgio Valle
Upa neguinho
Edu Lobo e Gianfrancesco Guarnieri
Menino das Laranjas
Theo
Aruanda
Carlos Lyra e Geraldo Vandré
O morro não tem vez
Tom Jobim - Vinícius de Moraes
03 - Fascinação
F. de Marchetti e M. de Feraldy - versão: Armando Louzada
04 - Como nossos pais
Belchior
05 - Aos nossos filhos
Ivan Lins - Vito Martins
06 - Cartomante/Querelas do Brasil
Ivan Lins - Vitor Martins/Maurício Tapajós - Aldir Blanc
07 - Bala com bala
João Bosco - Aldir Blanc
08 - Nada será como antes
Milton Nascimento - Ronaldo Bastos
09 - Romaria
Renato Teixeira
10 - Saudosa Maloca/Casa no campo
Adoniran Barbosa/Zé Rodrix - Tavito
11 - Momento Elis
Redescobrir
Gonzaguinha
Águas de Março
Tom Jobim
Esse mundo é meu
Sérgio Ricardo
Até o sol raiar
Baden Pawell - Vinícius de Moraes
Cantador
Dori Caymmi - Nelson Mota
Maria, Maria (refrão)
Milton Nascimento - Fernando Brant
12 - Maria, Maria
Milton Nascimento - Fernando Brant
13 - Casa forte
Edu Lobo
14 - Essa mulher
Joyce - Ana Terra
15 - As aparências enganam
Tunai - Sérgio Natureza
16 - Momento mineiro
Ponta de areia
Milton Nascimento - Fernendo Brant
Cais
Milton Nascimento - Ronaldo Bastos
17 - Caxangá/Fé cega, faca amolada/Paula e Bebeto
Milton Nascimento - Fernando Brant/Milton Nascimento - Fernando Brant/ Milton Nascimento - Caetano Veloso

Músicos
Luli - Lucina - Karin Fernandes - Sheila Zagury - Augusto Matoso

Participações Especiais
Ney Matogrosso - Neti Szpilman - Badi Assad

*****************************************

Logo que cheguei a São Paulo, meados dos anos 80, fui apresentado ao Centro Cultural São Paulo. Foi lá que vi essas moças pela primeira vez cantando Elis. Era parte da programação de uma semana especial. Esse CD só saiu dez anos depois do repertório já fazer parte de shows aqui e acolá. Aos arranjos especiais da dupla, com vocalises, violões e tambores, soma-se um teclado. As faixas em pout-pouri juntam um mesmo tema e o conjunto das canções dão conta de abranger a carreira da grande artista que foi Elis.

O Homem Traça diz: ROAM!



Aos nossos filhos
Benedito - 1983 - Bené Fonteles



01 - Benedito 
Bené Fonteles
02 - Na verdura do mar
Bené Fonteles
Voz: Luli e Lucina
03 - Dentro da nuvem
Bené Fonteles
Voz: Luli e Lucina
04 - Ellis
Bené Fonteles
Interpretação: Belchior 
05 - O som da pessoa 
Gilberto Gil - Bené Fonteles
06 - Exemplo da pedra 
Bené Fonteles
07 - O m 
Bené Fonteles
08 - Nau pantaneira 
Bené Fonteles
09 - Ao rei 
Bené Fonteles
10 - Há 
Bené Fonteles
11 - Aves e frutos 
Bené Fonteles
Voz: Tetê Espíndola 
12 - Aqui 
Bené Fonteles 
13 - N’aguai 
Bené Fonteles
14 - A chapada ensina 
Bené Fonteles
15 - Oração 
Bené Fonteles


Músicos

Luís R. Peres - Pier - Paulinho Oliveira - Luli - Lucina - Décio - Jorge Mello - Emílio - Egberto Gismonti - Belchior - Tetê Espíndola - Marco Bosco - Marcicano

******************

Bené Fonteles é, sobretudo, um artista plástico. Natural do Pará, Bragança, José Benedito Fonteles nasceu em 1953. Iniciou sua carreira em 1971, expondo no 3º Salão Nacional de Artes Plásticas do Ceará. Participou de quatro edições da Bienal Internacional de São Paulo (1973, 1975, 1977 e 1981). Seu trabalho como compositor está reunido no CD Benditos, lançado em 2003, que agrupa três trabalhos anteriores, Bendito (1983), Silencioso (1989) e (1991).

Nessa postagem trazemos o primeiro  disco, a primeira edição do  LP "Benedito", com as artes da capa e do belo encarte. Essa edição é rara, talvez por ser independente, é vendida a um preço alto até em páginas internacionais. Mas não é bem uma novidade transferida do LP para o MP3, há outros blog que já o postaram. Essa é só a versão do Homem Traça.

Cada faixa se dedica à poética da defesa da natureza, tema recorrente na trajetória de Bené. As performances mais emocionantes são as que registram as vozes de Luli e Lucina, de Tetê Espíndola e Belchior. Destacamos também a participação de Egberto Gismonti em "Om".

O Homem Traça diz: ROAM!



Na verdura do mar

quarta-feira, 17 de dezembro de 2014

Banquete dos Mendigos - 1979 - V.A.


DISCO 1
1 - Texto de Introdução A "O Banquete Dos Mendigos"
Artigo 1º Da Declaração Universal Dos Direitos Humanos
2 - No Pagode Do Vavá 
Paulinho da Viola
Paulo Cesar Baptista de Faria
Paulinho da Viola - voz, violão

3 - Roendo As Unhas
Paulinho da Viola
Paulinho da Viola - voz, violão

4 - Artigos 2º E 3º Da Declaração Universal Dos Direitos Humanos
Pedro dos Santos "Pedro Sorongo" - vocal, percussão

5 - Artigo 5º Da Declaração Universal Dos Direitos Humanos

6 - Samba Dos Animais 
Jorge Mautner
Jorge Mautner - voz
Nelson Jacobina - voz, violão

7 - Artigos 6º E 8º Da Declaração Universal Dos Direitos Humanos

8 - Pra Dizer Adeus 
Edu Lobo-Torquato Neto
Edu Lobo - voz, violão
Danilo Caymmi - flauta

9 - Artigo 9º Da Declaração Universal Dos Direitos Humanos

10 - Viola Fora De Moda 
Edu Lobo-José Carlos Capinan
Edu Lobo - voz, violão
Danilo Caymmi - flauta

11 - Palavras 
Luiz Gonzaga Júnior "Gonzaguinha"
Gonzaguinha - voz, violão

12 - Artigos 11º E 12º Da Declaração Universal Dos Direitos Humanos

13 - Eu E A Brisa 
Johnny Alf
Johnny Alf - voz, piano

14 - Artigos 13º E 14º Da Declaração Universal Dos Direitos Humanos

15 - Ilusão À Toa 
Johnny Alf
Johnny Alf - voz, piano

16 - Cachorro Urubu 
Paulo Coelho-Raul Seixas
Raul Seixas - voz

17 - Artigo 18º Da Declaração Universal Dos Direitos Humanos

18 - P. F. 
Shields
Grupo Soma (Diversos/Vozes)

19 - Artigo 19º Da Declaração Universal Dos Direitos Humanos

20 - Pot-Pourri
Nana Das Águas 
Geraldo Carneiro-João Donato
* Artigos 20º E 21º Da Declaração Universal Dos Direitos Humanos
Edison Machado - drums


DISCO 2

21 - Pot-Pourri
Pesadelo 
Maurício Tapajós-Paulo Cesar Pinheiro
Quando O Carnaval Chegar 
Chico Buarque
* Bom Conselho 
Chico Buarque
Chico Buarque - voz
MPB-4 - vozes
Miltinho (MPB-4) - violão

22 - Jorge Maravilha 
Chico Buarque
Chico Buarque - voz

23 - Abundantemente Morte 
Luiz Melodia
Luiz Melodia - voz

24 - Artigo 23º Da Declaração Universal Dos Direitos Humanos (a)

25 - Cais 
Milton Nascimento-Ronaldo Bastos
Milton Nascimento - voz
Toninho Horta - guitarra
Milton Nascimento - violão

26 - Artigo 23º Da Declaração Universal Dos Direitos Humanos (b)

27 - A Felicidade 
Tom Jobim-Vinicius de Moraes
Milton Nascimento - voz
Toninho Horta - guitarra
Milton Nascimento - violão

28 - Anjo Exterminado 
Jards Macalé-Waly Salomão
Jards Macalé - voz, violão

29 - Artigo 23º Da Declaração Universal Dos Direitos Humanos (c)
*Rua Real Grandeza 
Jards Macalé-Waly Salomão
Jards Macalé - voz, violão

30 - Asa Branca 
Humberto Teixeira-Luiz Gonzaga
Dominguinhos - voz, acordeon

31 - Lamento Sertanejo 
Dominguinhos-Gilberto Gil
Dominguinhos - voz, acordeon

32 - Artigo 30º Da Declaração Universal Dos Direitos Humanos

33 - Oração De Mãe Menininha 
Dorival Caymmi
Gal Costa - voz

***************************

O LP Banquete dos Mendigos é um álbum-duplo gravado ao vivo no dia 10 de dezembro de 1973 no MAM do Rio Janeiro. O show comemorava os 25 anos da Declaração Universal dos Direitos Humanos, mas também tinha a função de chamar a atenção da população para os direitos humanos, largamente as violados pelos militares na ditadura civil/militar. Após a Comissão da Verdade entregar seu relatória oficial sobre as barbaridades cometidas em nome do Estado, é hora de cobrarmos punição aos crimes da ditadura, o fim de seus resquícios, como os autos de resistência, que ceifam a vida da juventude negra nas periferias do país, e mesmo, o a desmilitarização da polícia.

O show foi concebido e produzido por Jards Macalé, mesmo com o cerco ao MAM pela polícia do Exército e com a ronda por policiais à mesa de som o evento lotou. O disco não chegou a ser distribuído às lojas, foi recolhido, Censurado pela ditadura, o álbum só foi liberado e lançado em 1979. A imprensa, amordaçada pela censura, calou.

Muitos dos grandes ícones da música brasileira estão presentes com suas performances intercaladas pela leitura dos artigos da Declaração Universal dos Direitos Humanos feita por Ivan Junqueira. Algumas curiosidades valem ser destacadas, como a interpretação blues/sanguinária de Abundantemente Morte feita pelo iniciante Luiz Melodia, ou P.F., apresentada pelo Grupo Soma, cujo flautista era um tal que viria a ser conhecido como cantor pop, Ritchie (de Menina Veneno) nos anos 1980.

Mais informações sobre essas pérolas, aqui.

O Homem Traça diz: ROAM!



Abundantemente Morte 

terça-feira, 9 de dezembro de 2014

El derecho de vivir en paz - Victor Jara - 1971
Postagem original: 08/08/2008


1 - El derecho de vivir en paz
V. Jara
2 - Abre la ventana
V. Jara
3 - La partida
V. Jara
4 - El niño yuntero
M . Hernández - V. Jara
5 - Vamos por ancho camino
V. Jara - C. Garrido Lecca
6 - A la molina no voy mas
folclore do Perú
7 - A Cuba
V. Jara
8 - Casitas De Barrio Alto
M. Reynolds - adaptación de V. Jara
9 - El Alma Llena De Banderas
V. Jara
10 - Ni Chicha Ni Limona
V. Jara
11 - Plegaria A Un Labrador
V. Jara
12 - Brigada Ramona Parra
V. Jara - V. Rojas - C. Garrido Lecca

****************************************************
"Um exemplo de vida, um homem em todo o sentido da palavra, nascido em Lonquén no ano de 1932 em uma família pobre, 5 irmãos. Desde pequeno teve que lutar para torcer o destino e a sorte da sua vida. Numa infância sofrida foi esculpindo sua personalidade forte e decidida, para lutar contra as injustiças de um sistema que não dá muita esperança pra quem nasce na miséria." Fonte

Foi assassinado por militares em setembro de1973, por conta do golpe contra o povo
chileno. As canções de Vitor Jarra são inspirações para a resistência dos trabalhadores ainda hoje.


RELATO DE UM DIA SANGRENTO NO ESTÁDIO DO CHILE, por Manuel Cabazas

"Os detidos que não comiam nem bebiam há três dias vomitavam sobre os cadáveres dos seus camaradas estendidos por terra... A certa altura, Victor desceu para perto da porta por onde entravam os presos e de lá se dirigiu ao comandante. Este olhou-o e fez o gesto de quem toca guitarra. Victor sorriu tristemente, dizendo que sim com a cabeça. O militar sorriu por sua vez, contente com a sua descoberta. Chamou quatro soldados para imobilizarem Victor e ordenou que se colocasse uma mesa no centro da 'cena', para que todos assistissem ao espetáculo que se iria desenrolar à sua frente. Levaram Victor e mandaram-no pôr as mãos em cima da mesa. Nas mãos de um oficial, um machado surgiu (dias depois, este oficial declarava à imprensa: "Tenho duas belas crianças e um lar feliz"). De uma pancada seca, cortou os dedos da mão esquerda; depois, nova pancada e foi a vez dos dedos da mão direita. Ouviram-se os dedos a caírem sobre o tampo de madeira; vibravam ainda. O corpo de Victor tombou inesperadamente. Ouviu-se o urro colectivo de 6000 detidos. Esses 12 000 olhos viram o mesmo oficial lançar-se sobre o corpo do artista gritando: "Canta agora, para a puta da tua mãe!", e continuava a agredi-lo com pancadas.

Nenhum dos detidos se poderá esquecer da face desse oficial, de machado na mão, os cabelos em desordem... Victor recebia os pontapés enquanto o sangue jorrava das suas mãos e a cara se tornava roxa.«De repente, Victor tentou penosamente levantar-se e, como um sonâmbulo, dirigiu-se para a bancada, os seus passos pouco firmes, os joelhos trémulos e ouviu-se a sua voz gritar: "Vamos fazer a vontade ao comandante!" Momentos depois conseguiu endireitar-se e, levantando as suas mãos encharcadas de sangue, numa voz de angústia, começou a cantar o hino da Unidade Popular, que toda a gente tomou em coro.«Enquanto, pouco a pouco, 6000 vozes se levantavam, Victor, com as suas mãos mutiladas, marcava o compasso. Viu-se um estranho sorriso sobre o seu rosto...


Era demais para os militares; dispararam uma rajada e Victor dobrou-se para a frente, como que fazendo uma reverência perante os seus camaradas. Outras rajadas partiram das metralhadoras, mas estas dirigidas para aqueles que tinham cantado com Victor. Houve uma verdadeira ceifa de corpos, caindo crivados de balas. Os gritos dos feridos eram aterrorizadores. Mas Victor não os ouviu. Estava morto."



Destaco a canção "El derecho de vivir en paz", por sua atualidade estética e política.


Para saber mais: aqui!


O Homem Traça diz: ROAM!




El derecho de vivir en paz

quinta-feira, 20 de novembro de 2014

Lápis de cor - Fátima Guedes - 1981
Postagem original: 31/01/2012



1 - Arco-íris
2 - Fraqueza
3 - Pelo Cansaço
4 - No Fim Da Casa
5 - A Bailarina
6 - Lápis De Cor
7 - Desacostumei De Carinho
8 - Celeste
9 - Bicho Medo
10 - Eu

Músicos
Eduardo Souto Netto - Ary Passarollo - Sizão - Paulinho Braga - Marcos Resende - Pareschi - Vidal - José Lana - José Alves - Carlos Eduardo - Walter Hack - Aizik - Paschoal - Penteado - Macedo - Alceu - Iura - Café - Zé Nogueira - Luiz Avellar - Moisés - Nilton Rodrigues - Marquinho - Pinduca - Nathan - Dazinho - Gilson Peranzzeta - Sivuca - Ed Maciel - Macaxera - Maurílio - Luiz Avellar

Participação especial

Simone

*****************************

Esse é o terceiro disco da carreira dessa magnífica compositora carioca, nascida em 1958, que começou a sua obra aos 15 anos. Essa capa de Elifas Andreato, artista cuja produção gráfica é intimamente ligada à música brasileira, chama especial atenção para esse LP. É um daqueles objetos sonoros que se tem de pegar, manusear e sentir o prazer, que emana das dez faixas de autoria da Fátima Guedes. 
Em sua trajetória constam gravações de intérpretes como Wanderléa, Elis Regina, Nana Caymmi, Zizi Possi, Joanna, Simone e Alcione, entre outros, mas foi uma gravação de Dércio Marques citando "Arco-íris" no disco Segredos Vegetais que me chamou atenção para a sua obra. Desde então, passei a admirar a sua voz aguda e a sua interpretação contundente dos quereres femininos.

Quer mais? Veja aqui

O Homem Traça diz: ROAM!



Lápis de cor 

quarta-feira, 19 de novembro de 2014

Inti-Raymi - 1973 - Arco Iris



1. Elevando una plegaria al sol
2. En nuestra frente
3. Maritimaria
4. La Pastora de los peces
5. Abran los ojos
6. Adonde iras, camalotal
7. Solo como el cardo
8. No quiero mirar atras
9. Elevando una plegaria al sol II (Inti Raymi)

Bônus
10. Soy un pedazo de sol
11. Llegó el cambio
12. El niño, la libertad y las palomas
13. Kukurico
14. La sabia verde 
15. Detrás

Músicos
Ara Tokatlián - Guillermo Bordarampé - Gustavo Santaolalla - Horacio Gianello  

*****************

Esse é um disco é mais apoiado na música da cultura tradicional argentina, com pitadas de folk e rock e progressivo, o resultado é muito interessante.

O Homem Traça diz: ROAM!

terça-feira, 18 de novembro de 2014

ARCO IRIS - 1970
Postagem original: 22/01/2008



1 - Quiero llegar
2 - Hoy te mire
3 - Camino
4 - Coral
5 - Te quiero, te espero
6 - Luli
7 - Cancion de cuna para el niño astronauta
8 - Y una flor (el pastito)
9 - Tiempo
10 - Y ahora soyBonus track's
11 - Lo veo en tus ojos
12 - Cancion para una mujer
13 - Luisito, cortate el pelo
14 - Solo tengo amor
15 - Blues de dana
16 - Quien es la chica?
17 - Es nuestra la libertad
18 - Zamba

Músicos

Ara Tokatlian: Sopros
Guillermo Bordaram
: baixo

Gustavo Santaolall
: guitarra e voz

Horacio Gianell
: bateria e percussão
***********************************
Eu sou da opinião de que em matéria de música os argentinos mandam muito bem há tempos. Se ficarmos só com rock progressivo as minhas bandas prediletas na América Latina vêm da Argentina e sempre me deparo com coisas novas ou antigas que me sensibilizam demais.
Este é o primeiro disco da banda argentina "Arco-Íris". Ainda está longe de seus melhores álbuns, mas os elementos que mais tarde desenvolverão (blues, rock, jazz e o progressivo), em canções com uma recorrente influência folk, já estão presentes.

Ainda sem Gianello, com a colaboração de Alberto Cascino na bateria, os instrumentos habituais do Arco-Íris são flautas, sax´s e instrumentos de percussão experimentais, diversos do então rock argentino da época. Neste LP de estréia, na capa já se pode ver o símbolo que identificará a banda Arco-Íris (a chave de Dana) em todas suas produções.

O tango aparece aqui com uma modalidade nova, o Arco-Íris cita Piazzola na faixa “Quiero llegar”. As faixas bônus apareceram primeiro em compactos e, anos mais tarde, em compilações.

O Homem Traça diz: ROAM!



Tiempo 

domingo, 9 de novembro de 2014

Nito Mestre Y Los Desconocidos De Siempre - 1977

Postagem original em 30/05/2009




01 - Y las aves vuelan
Nito Mestre - Leon Gieco
02 - El tiempo para descubrir el mal
Nito Mestre
03 - Tema de goro
Rodolfo Gorosito
04 - Juego de voces
Nito Mestre
05 - Mientras no tenga miedo de hablar
Nito Meste - Maria Rosa Yorio
06 - Fabricante de mentiras
Charly Garcia
07 - Los días de marzo
Nito Mestre - Leo Sujatovich
08 - Finalmente nos dejaron esperando
Nito Meste

***************************
Esse disco eu comprei junto com o do Karma. Um cara estava querendo fazer grana pra comprar outro disco importado e me ofereceu barato. Até então eu não tinha ouvido falar de uns e outros. Depois viraram "discos de cabeceira".

Carlos Alberto "Nito" Mestre nasceu em 1952. Ele estudou flauta e participou de corais, no contexto da música clássica até os 13 anos, quando ouviu Beatles. No colégio, com Charly García, formou o Sui Generis, duo que existiu até 75.


Após um interessante trabalho de folk-rock com Gieco e Porchetta (PorSuiGieco), Nito chama atenção para um respeitável grupo de músicos.

Com o tecladista Cyrus Fogliatta (antiga Los Gatos), a banda foi completada pelo ex-gato também Alfredo Toth (baixo), Pratti Francisco (bateria), Leo Sujatovich (teclados) e Rodolfo Vangelispiu (guitarra). Um grupo experiente, cada um dos músicos tinham uma história e prestígio.

O disco é essencialmente um folk acústico, à moda de Crosby, Still, Nash & Young. Exceto para o "Tema da Goro", que é um rock, o resto são suaves melodias vocais com excelentes arranjos.

O Homem Traça diz: ROAM!



Los días de marzo

quarta-feira, 15 de outubro de 2014

Folia - Boca Livre - 1981
Postagem original em 29/03/2008



01 - Chegou no vento
Xico Chaves - Vinicius Cantuária
02 - Folia
Lourenço Baêta - Xico Chaves
03 - Se o meu jardim der flor
Xico Chaves - Zé Renato
Participação: MPB-4
04 - Pena de sabiá
Xico Chaves - Zé Renato
05 - Pirilampo
Lourenço Baêta - Xico Chaves
06 - Tudo certo
Ana Terra - Zé Renato
07 - Dia de festa
Cacaso - Nelson Ângelo
08 - Alguém cantando
Caetano Veloso
09 - Coração de pai
David Tygel - Maurício Maestro
10 - Desenredo
Dori Caymmi - Paulo César Pinheiro

Músicos
Zé Renato - Maurício Maestro - David Tygel - Lourenço Baeta - Mú - Paulo Rafael - Marcelo Costa - Cid Freitas - Damilton Viana - Marcos Ariel - Paulo Guimarães - Danilo Caymmi - Celso Woltzenlogger - Rubinho - Gilson Peranzzetta - Ricardo Silveira - Vinícius Cantuária - José Carlos Ramos - Mauro Senise - Niltinho - Edmundo Maciel - Luiz Alves - Robertinho Silva - Chiquinho - Hélius Vilela - Novelli - Maurício Einhorn

************************************

Este é o terceiro LP do Boca Livre, o primeiro feito em gravadora.

O Homem Traça diz: ROAM!



Folia