sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

Baião Metafísico - Péricles Cavalcanti -2000



1 - Eros Motor
Péricles Cavalcanti
2 - Absoluta (Eu Quero Você)
Péricles Cavalcanti
3 - Eu Queria Ser Cássia Eller
Péricles Cavalcanti
4 - Como São Lindos os Chineses
Péricles Cavalcanti
5 - Baião Metafísico
Péricles Cavalcanti
6 - Samba Antigo
Péricles Cavalcanti
7 - Questões
Péricles Cavalcanti
8 - Charles e Alice
Péricles Cavalcanti
9 - Caleidoscópio
Herbert Vianna
10 - Laura do Rio
Péricles Cavalcanti
11 - Chama Eterna
Péricles Cavalcanti
12 - Negro Amor (It´s All Over Now, Baby Blue)
Bob Dylan (vers. Caetano Veloso - Péricles Cavalcanti)
13 - Clariô
Péricles Cavalcanti
14 - Ode Primitiva (Quando a Maré...)
Haroldo de Campos - Péricles Cavalcanti
15 - Musical
Péricles Cavalcanti

Músicos
Péricles Cavalcanti - Cristiane Neves - Swami Jr. - Sacha Amback - Cláudio Faria - Mathias Capovilla - Simone Soul - Mairah Rocha - Marieta Arantes - Zélia Vitória - Cid Campos - Edison Guidetti - Léo Cavalcanti - Atílio Marsíglia - Luca Realle - Gabriel Levy

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Atenção para a interpretação do "co-autor" da versão para Negro Amor, maravilhosa  canção de Bob Dylan ("It's all over now, Baby Blue"), notória com a gravação, em 1977, por Gal Costa. Destaco ainda, mais uma homenagem à Cássia Eller, composta quando ela ainda estava entre nós, os "vivos".

O Homem Traça diz: ROAM!




Eu queria ser Cássia Eller

Gereba Convida - 1993

Postagem original: 19/12/2007
 

1 - Telma
(Gereba) Jota Gê
2 - Cinema de caixa de papelão
(Gereba - Pingo de Fortaleza - Nelson Augusto - Guaracy Rodrigues)
Ná Ozzetti
3 - Falsa (Gereba - Guca Domênico)
Alzira Espíndola 4 - As horas mortas (Gereba - Tuzé Abreu)
Suzana Bello
5 - Três por acaso
(Gereba - Capinan)
Tetê Espíndola
6 - Meu segredo (Gereba - Abel Silva)
Bernadete França 7 - La nave va (Gereba - Capinan)
Neuza Pinheiro 8 - Pagar pra ver
(Gereba - Renato Teixeira) Mirian Mirah 9 - Tom Brilhante (Gereba - Tuzé Abreu)
Vânia Bastos 10 - Adoração (Gereba - Salgado Maranhão - Carlos Pita) Roze 11 - Valsa Derradeira
(Gereba - Capinan)
Cida Moreyra
12 - Duas Pedras
(Gereba - João Bá)
Marlui Miranda
13 - Libido
(Gereba - Capina) Cássia Eller
14 - Vida Modesta
(Gereba - Capinan)
Virgínia Rosa 15 - No pé da escada (Gereba - Patinhas)
Gereba 16 - Gamboa (Gereba)
Toninho Ferraguti

Músicos

Violão: Gereba
Acordeon: Toninho Ferragutti
Clarineta: Jota Gê
Vozes: Cássia Eller, Tetê Espíndola, Vânia Bastos, Cida Moreyra, Ná Ozzetti, Mirian Mirah, Virgínia Rosa, Bernadete França, Roze, Alzira Espíndola, Suzana Bello, Neuza Pinheiro, Marlui Miranda, Gereba.

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"O violão de Gereba tem uma das sonoridades mais raras e mais puras que conheço. É um violão feminino, terno, materno, matreiro, brasileiro. Surpreendente doçura dissonante. Capaz de encantar pessoas tão genialmente dessemelhantes como Smetak e Cartola. Ambos, para íntimo deleite e felicidade pessoal, por mim a ele apresentados. Os dois, com palavras diversa, disseram praticamente a mesma coisa: o violão e as canções de Gereba abraçam uma alma brasileira que cada vez mais se oculta, mas que jamais desaparecerá. Muito menos agora, quando, com a cumplicidade de algumas das mais lindas vozes femininas do Brasil, dão um suave abraço no eterno. Dilermando, Zé do Apolônio (nosso menestrel tucanense), Ermita, João Gilberto e as Smetakianas cabaças microtomizadas respingam timbres e achados luminosos. Fico feliz que nosso HAISAMBAKAINIANO "No pé da escada" tenha virado PAR LUI-MÊME. Isso me transporta para um velho casarão baiano, 23 anos atrás, onde esta canção nasceu e tudo parecia estar começando." J. Santana Filho (Patinhas)

"Como o meteoro Bendegó, o menestrel Gereba apareceu aqui no planeta Terra lá pelos confins do sertão da Bahia, onde o diabo perdeu as botas e Deus parou prá descansar no sétimo dia. Pois foi por lá, pagando promessa na escadaria do santuário de Monte Santo e escutando muito samba canção na difusora da praça principal da vila, que o violeiro tomou conhecimento de uma entidade íntima. Essa visita amiga à intimidade poética de Gereba é um passeio pela alma interiorana do Brasil, pela verdadeira natureza deste país." José Nêumanne Pinto, escritor e jornalista.

"Gereba, que bom ouvir você depois de tanto tempo. E ouvir de verdade, em tantas canções bonitas que você compôs, com boa doçura brasileira. Aplaudi, tocando a fita que recebi, jóias como "Três por Acaso" sua com Capinan, na voz de Tetê Espíndola, e "Adoração".
Mas a peça que mais me comoveu foi "Gamboa", de uma grande pureza musical. É composição bem sua e, me parece, em caminho novo ao mesmo tempo. Abraço do amigo Callado." Antônio Callado, escritor e jornalista.

As três citações acima fazem parte do "pobre encarte" deste CD, editado pela RGE, com uma produção gráfica muito rebaixada para os padrões de hoje. Mas não falta beleza às composições de Gereba e às participações especiais de tanta gente boa! A maioria das moças são ainda hoje desconhecidas do grande público brasileiro, com exceção da Cássia Eller. Essa, no entanto,
em 1993, ainda estava em seu segundo disco, era uma nobre desconhecida...

O Homem Traça diz: ROAM!




Libido

quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

Patife Band - Corredor Polonês - 1987



 1 - Corredor Polonês 
Paulo Barnabé
2 - Pesadelo
Paulo Barnabé - Arrigo Barnabé
3 - Chapéu Vermelho
Ronald Blackwell - Versão: Hamilton Di Giorgio
4 - Tô Tenso
Paulo Barnabé - Arrigo Barnabé - Itamar Assumpção
5 - Poema Em Linha Reta 
Fernando Pessoa - Paulo Barnabé 
6 - Teu Bem
Paulo Barnabé
7 - Três Por Quatro 
Paulo Barnabé
8 - Pregador Maldito
Paulo Barnabé
9 - Vida De Operário
Excomungados
10 - Maria Louca 
Pative

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Patife Band é uma banda brasileira formada em 1983 na cidade de São Paulo, que tem influência das técnicas de composição erudita contemporânea de onde surgem ritmos assimétricos, células atonais e séries dodecafônicas. Há também assumida influência do rock, do jazz e de ritmos brasileiros. Contemporâneos dos Titãs do iê, iê, iê, essa traça que vos fala "não entende" o porquê, apesar de tamanha criatividade, de o Patife ter ficado secundarizado pela indústria cultural.

A banda foi um dos expoentes da Vanguarda Paulista, que surgiu no palco do Lira Paulistana na década de 1980. Inicialmente, em 1983, com o nome de Paulo Patife Band, a banda foi formada por Paulo Barnabé (voz), André Fonseca (guitarra e voz), Sidney Giovenazzi (baixo e voz) e James Müller (bateria), que tocou até 1984. Em 1984, o baterista James Müller foi substituído por Cidão Trindade.

Em 1985, estreou com um mini-LP homônimo lançado pelo selo Lira Paulistana, ganhou destaque com a versão para o clássico da Jovem Guarda "Tijolinho", de Wagner Benatti. Em 1986, participam da trilha sonora do filme Cidade Oculta, de Chico Botelho, com a música "Pregador Maldito".

Em 1987, a Patife lançou o álbum Corredor Polonês, disco melhor produzido e com novos arranjos  para Pregador Maldito, Pesadelo, Tô tenso (regravada pelo Ratos de Porão). "Teu Bem" foi eternizada por Cássia Eller e "Vida de Operário", de autoria dos Excomungados, foi regravada pelo grupo Pato Fu

O Homem Traça diz: ROAM!


Tô tenso - Corredor Polonês

Patife Band - 1985



1 - Tijolinho
Wagner Benatti
2 - Pregador Maldito
Paulo Barnabé
3 - Pesadelo
Paulo Barnabé - Arrigo Barnabé
4 - Tô Tenso
Paulo Barnabé - Arrigo Barnabé - Itamar Assumpção
5 - Noite Feliz
Joseph Mohr - Franz Xaver Gruber
6 - Peiote
Paulo Barnabé

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Atenção para a versão gravada por Eliete Negreiros para a faixa Peiote que destacamos!

O Homem Traça diz: ROAM!



Peiote
Terramérica - 1989


1 - Canção para Porto Seguro
Déo Lopes
2 - Noite sendo
Hermelino Neder - Claus Petersen - Dulce Maltez
3 - Quero
Thomaz Roth
4 - Jardim da Fantasia
Paulinho Pedra Azul
5 - Cueca de los pañuelos
Isabel Parra
6 - Réquiem para o verde
Paulinho Rodrigues
7 - Patativa
Ares de Amâncio
8 - Dolências
Popular do Equador
9 - Carranca
Eduardo Simplício

Músicos
Carlos Moreno - Chicão - Edú - Magno Heitor - Claudia Lemos - Daniel Sanchez - Paulinho Rodrigues

Participação Especial
Zé Gomes - Toninho Ferraguti - Leonel Gonçalves - Wilson Sabiá - Ricardo dos Santos - Tony Osanah

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O Homem Traça diz: ROAM!



Jardim da Fantasia

segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

 Malicorne - 1974


 01 - Colin 
02 - Dame Lombarde
03 - La Pernette (Gabriel Yacoub/traditional)
04 - Les Filles Sont Volages - Ronde
05 - La Fille Soldat 
06 - Landry
07 - Le Chant Des Livrées
08 - Bourrée
09 - Réveillez-Vous Belle Endormie - Branle Poitevin
10 - Le Deuil D'Amour 
11 - Colin 
 
Músicos:


Gabriel Yacoub - acoustic & electric guitar, zither, vocals
Marie Yacoub - electric dulcimer, bouzouki, hurdy gurdy, female vocals
Laurent Vercambre - violin, viola, bouzouki, psaltry, harmonium, mandolin, vocals
Hughes De Courson - electric guitar, bass, crumhorn, percussion, vocals 

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Esse é o primeiro álbum do grupo formado em 1973 por Gabriel Yacoub e sua esposa Marie Yacoub na cidade francesa que lhe dá nome, Malicorne, conhecida pela sua produção de porcelana. Os primeiros álbuns foram chamados de Malicorne, de modo que o primeiro é também conhecido por "Colin" (o nome da primeira faixa) - ou simplesmente de Malicorne 1. A combinação de guitarras, violino, gaita de foles, vocais femininos, música tradicional e arranjos que tangem o prog folk imediatamente dá lugar a comparações com bandas como Steeleye Span, Renaissance e mesmo o Gryphon. O Malicorne interpreta canções tradicionais francesas das regiões de Berry, Poitou, Savoie, Dauphiné, Limousin.

O Homem Traça diz: ROAM!


Divino Cacuriá de Teté - 2004




01 - Nossa senhora da guia
Domínio popular
02 - Festa do Divino
Domínio popular
03 - Piriquitinho
Domínio popular
04 - Ouro em pó
Domínio popular - Dona Teté
05 - Camboa
Domínio popular
06 - Passarinho verde
Domínio popular - Dona Teté
07 - Serra do mar + massariquinho + garrafa de vinho
Domínio popular
08 - Jererê
Domínio popular
09 - Valsa americana
Domínio popular - Dona Teté
10 - Cajual
Dona Teté
11 - O patacho
Domínio popular
12 - O cantador de Galo
Domínio popular - Dona Teté

Dona Teté: voz
Chico Nô: violão base
Edilson: contrabaixo
Zezé Alves: flauta
Chico Pinheiro: clarinete
Rosa Reis: caixas do divino, vocal
Beto: caixas do divino
Elinaldo : violão adorno
Albimar: cavaquinho
Raimundo Luís: cavaquinho solo
Cecé Ferreira: vocal
Ayram: vocal
Carlos: vocal
Nelson Brito : vocal

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Infelizmente Dona Teté desapareceu, passou definitivamente para o domínio divino nesse ano de 2011. Fica aqui mais um registro para aplacar a saudade.

O Homem Traça diz: ROAM!



Piriquitinho

sábado, 24 de dezembro de 2011


Narrativas de Catarina - 2009



1 - Terno de Reis
Domínio Público
2 - O Navegador
Márcio da Vila (Tijuqueira)
3 - Disse-disse
Sìlvio Mansani 
4 - Martinho
Ive Luna
5 - Na beira mar 
Domínio Público
6 - Milonga
Marcelo Mello
7 - Clara Canção
Luiz Gustavo Zago
8 - Seis janeiro
Domínio Público
9 - Polyana
Tony
10 - Canto de Anita para Garibaldi antes da batalha
Emílio Pagotto
11 - Nossa Barulheira
Gazu (Dazaranha)
12 - A fábula e o mar
Jefferson Bittencurt
13 - O nascimento
Neno Miranda
14 - Festa pra Cascaes
Denise de Castro

O CD "Narrativas de Catarina" faz parte de um projeto dos músicos formados pela UDESC Ive Luna, Carla Pronsato e Rodrigo Paiva. O repertório conta com 12 músicas de compositores do Estado de Santa Catarina. As músicas foram escolhidas depois de uma vasta pesquisa, segundo a cantora Ive Luna, cada canção conta uma história. "A proposta é resgatar a memória do povo catarinense de hoje e de ontem. Memória não só histórica, seja ficcional ou factual, mas também de sensações, de inspirações e de sentimentos nascidos em nossa terra." Os arranjos de piano foram compostos por Luiz Gustavo Zago.

Desde que achei esse disco nas ondas internéticas (de fato esse CD está no ar faz um tempo) não deixo de ouvi-lo. Mais legal ainda é que dá pra escutar tudo aqui nessa "rádio". Mas se quiser levar o som por aí...

O Homem Traça diz: ROAM!



Milonga

Picapau Amarelo - João Bá - 2003

1 - Pica-pau-amarelo
João Bá 
2 - Reforma agrária dos anuns 
João Bá - Vidal França
3 - Cachoeira do Aracá
João Bá
4 - Estrada de Ouro
João Bá - Gereba
5 - 500 anos de mandioca (Mãedioca)
João Bá - Pereira da Viola
6 - Romance de Bartira
João Bá - Julian Tirado
7 - Bixo-da-seda
João Bá - Galba
Texto: Lagarta Bonita - João Bá
8 - O menino e o Peixe-boi
João Bá -Barretinho
9 - Abrolhos
João Bá -Lila
10 - Himalaia
João Bá 
11 - Anatomia Brejeira
João Bá - Vidal França
12 - Sombra (canção para os Cavaleiros Templários)
João Bá - Dércio Marques
13 - Rio Correntina 
João Bá - Lila
14 - Coluna Prestes
João Bá 
15 - Jacobina 
João Bá - Guru Martins 

Músicos
João Bá - Kátya Teixeira - Lila - Naná Correia - Danilo Marques - João Henrique - Jade Monalisa - Leo Bertelli - Luiza Abrantes - Jaqueline - Jacke Silva - Alessandra Estrela - Dani Lasalvia - Vidal França - Turcão - Jica - Oswaldinho do Acordeon - Pereira da Viola - Gereba - Julian Tirado - Mazé - Giba Araújo - Aissa Martins - Priscila Tessarini - Giovana Razuk - Gabriel Levi - Léo Bertelli - Barretinho - alexandre Calamari - Manoel Pacífico - Ciça Barreto - Du Barreto - Toninho Carrasqueira - Dinho Nascimento - Dércio Marques

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 O Homem Traça diz: ROAM!



quinta-feira, 18 de agosto de 2011

Tetê e o Lírio Selvagem - 1978


01 - É necessário
Geraldo Espíndola
02 - Rio de luar
Geraldo Espíndola
03 - Vôos claros
Geraldo Espíndola
04 - Quando você tá por perto
Marcelo Espíndola
05 - Andorinha manca
Geraldo Espíndola
06 - Caucaia
Marcelo Espíndola - Carlos Rennó
07 - Na catarata
Alzira Espíndola - Carlos Rennó
08 - Bem-te-vi
Geraldo Espíndola
09 - Em piralenta
Geraldo Espíndola
10 - Santa Branca
Geraldo Roca
11 - Pássaro sobre o cerrado
Tetê - Carlos Rennó
12 - Alegria de cantarolar
Tetê 

Tetê e o Lírio Selvagem
Tetê Espíndola
Alzira Espíndola
Geraldo Espíndola
Marcelo Espíndola

Músicos
Marco Aurélio Bissi - Sérgio Lopes - Luiz Carlos Maluly - Luiz Roberto Oliveira - Nelson Ayres - Hamilson Godoy - Mauro Herrero - Boneca - Mirian - Norma - Mário - Germano

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Nenhuma novidade nessa postagem. Já que esse LP já está por aí há tempos. Mas é um dos meus discos de cabeceira há mais de 20 anos! Então tá aqui.

Segundo consta, o grupo era pra se chamar Luz Azul, mas pra entrar no mercado via Philips fez concessões à mudanças também no som e imagem. O visual exótico em choque com o som influenciado pela musicalidade regional, os temas misturando amor, natureza e a poesia cheia de lirismo somados aos arranjos de Luis Roberto Oliveira chamaram atenção. Até o Fantástico apostou na novidade.

Acho que a ousadia na mistura dos timbres, arranjos e escolhas temáticas são marcas que se preservaram nesse LP, o que marcou o início de uma longa carreira plena de ótimas produções (com raras exceções). Esse é um daqueles LP's que eram caros de se conseguir 10 anos depois de lançado. Fiquei tanto tempo atrás do primeiro, mas não me lembro como dois exemplares vieram parar na minha estante! Ouço sempre, "É necessário".


O Homem Traça diz: ROAM!



É Necessário

domingo, 19 de junho de 2011

Terramérica - 1986

1 - Araupê
Paulinho Rodrigues
2 - Vagalume
Edu
3 -  Juego de llamos
Popular - DR
4 - Kikiô
Geraldo Espíndola
5 - Teral
Ednardo
6 - Momento
Edu
7 - Llorando se fuê
Popular - DR
8 - Poncho color viento
Popular - DR
9 - Folha Verde
Irene Portela - Ricardo Gouveia 
10 - Riqueza natural
Cirineu Kuhn - Edu

Músicos
Ademar Farinha - violão, viola caipira, quenas, zampoñas e arranjos
Chicão - voz, charango e violão
Nelson Lucas - voz, flauta transversal e congas
Silvio Luna - voz, violão
Pedro Luna - bombo legüero e percussão
Integrantes de outras gravações:
Claudia Lemos e Jara 

Participação Especial
Zé Gomes - Leonel Gonçalves

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Grupo brasileiro formado em 1985, tem raízes fincadas no Brasil e na América Latina, que se misturam para formar uma síntese da musicalidade sul-americana. Esse primeiro disco é naturalmente imaturo. Mas o repertório dá ideia do que o grupo buscava desde o início: trabalhar com a música da América Latina em pé de igualdade com a produção brasileira. Assim, encontramos o som de berimbau na faixa "Momento", figurando com arranjo típico da musicalidade andina, além de ouvir reinterpretações de "Terral"  e "Kikiô", destaque como a popular "Llorando se fuê".

Não por acaso, o Grupo Terramérica fez seus discos pela Devil Discos, selo e loja tradicional da Galeria do Rock, reduto de colecionadores por muitos anos. O fato é que Chicão, dono da loja e do selo, em meio a tanta quinquilharia roqueira, sempre esteve produzindo e (re)lançando música popular brasileira.

O Homem Traça diz: ROAM!



Momento

quarta-feira, 15 de junho de 2011

Flying Banana - 1977
Postagem Original: 27/12/07

 


1 - Bye, bye

2 -
Sujera-êra
Ron Ron - Passoca
3 -
Velho Olavo
Antônio Celso Duarte

4 -
Alô Léo
Bê - Passoca

5 -
Achados e perdidos
Carlos Alberto de Souza - Passoca

6 -
N'aldeia Passoca
7 -
Mantenha distância (Chevrolet)
Climério de Souza Ferreira - Antônio Celso Duarte

8 -
Vulumi
Passoca

9 -
Curió
Marco Antônio Vilalba

10 -
Pirapora
Antônio Celso Duarte

11 -
Flying Banana
Marco Antônio Vilalba - Carlos Alberto de Souza

Músicos

Passoca - Carlão - Bê - Rodolfo Grani Jr. - Dudu Portes - Marcinho Werneck

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Trio de formado por Bê (voz), Passoca (voz e violão) e Carlão (viola e violão de 12 cordas) na cidade de São Paulo, em meados da década de 1970. O grupo seguiu a linha inaugurada por Zé Rodrix, Sá e Guarabyra, que se convencionou chamar de rock rural, tendo um sotaque paulista marcado pelas misturas com modas de viola e temas tradicionais como a festa de Bom Jesus de Pirapora, que aparece na faixa "Pirapora". O grupo era acompanhado, em participações especiais e na gravação do LP, por Rodolfo Grani Jr. no baixo, Dudu Portes, na percussão e M. Werneck, na flauta. O Flying Banana lançou seu LP homônimo pela Philips em 1977 e encerrou logo depois suas atividades.

O Homem Traça diz: ROAM!



Pirapora

segunda-feira, 9 de maio de 2011

Papa Poluição - 1976 e 1977
Postagem original: 10/02/08
 

Compacto 1976
01 - Rola côco
02 - Guerra fria
03 - Em nome do Rock
04 - Brechando nas gretas


Músicos
Paulinho Costa - voz e guitarra
Luís Penna - guitarra e voz
Beto Carrera - guitarra e voz
Tiago Araripe - violão percussão e voz
Bill Soares - baixo e voz
Xico Carlos - bateria



Compacto 1977
05 - Inferno da criação
06 - Tua ausência


Músicos
Fausto Aguiar - guitarras (participação especial).
Paulinho Costa - voz e guitarra (arranjo de "Inferno da Criação")
Luís Penna - guitarra e voz
Beto Carrera - guitarra e voz
Tiago Araripe - violão percussão e voz
Bill Soares - baixo e voz
Xico Carlos - bateria

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Grupo Papa Poluição, formado na cidade de São Paulo em 1975, tinha um som de rock brasileiríssimo, composto por experimentações, misturando a cultura nordestina, com a poesia concretista de Décio Pignatari e as guitarras. A maioria dos seus integrantes era de nordestinos. Tiago, Bill e Chico eram do Ceará, Paulino e Luís, da Bahia, e o restante do grupo, da capital paulista. O paulista Cid Campos também atuou no grupo como baixista. Na sua breve carreira, que durou até 1980, o Papa Poluição lançou apenas dois compactos: um duplo pela Chantecler em 1976 e outro compacto simples pela Top Tape em 1977.

Essa postagem é uma contribuição do Serbão e do Tiago Araripe. Aqui vocês podem conferir as seis canções que compõem o repertório dos dois compactos. Podia ter mais "O Macaco Avoa", gravada pelo Penna e Paulinho pra trilha sonora do "Sargento Getúlio", mas vamos por partes.

Uma novidade boa é que o LP "Cabelos de Sansão" do Tiago Araripe, originalmente lançado nos anos 80, deve ser relançado em CD brevemente! E isso também é outra história...


O Homem Traça diz: ROAM!



Tua ausência

domingo, 24 de abril de 2011

Bendengó - 1973 - Gereba

Postagem Original: 27/01/08




01 - Chorada
Patinhas - Gereba
02 - Desaguou
Patinnhas - Gereba
03 - Princesa sertaneja
Patinhas - Gereba
04 - Bendegó
Patinhas - Gereba
05 - Abrolhos
Patinhas - Gereba
06 - O gole
Patinhas - Gereba
07 - Algazarra de padre
Patinhas - Gereba
08 - Bala de ouro
Patinhas - Gereba
09 - Rio doloso
Patinhas - Gereba
10 - Bonde
Patinhas - Gereba
11 - Zesse feche zesse
Patinhas - Gereba
12 - Caratacá
Gereba

Bendengó
Gereba - viola elétrica, violão, vocal
Capenga - baixo , vocal
Zeca - violão
Raimundinho - vocal, violão
Djalma Corrêa - percussão

Participações especiais 
Edinho - percussão (2,7,8,10)
José Roberto - sintetizador (3,6,10,11)
Bruce Henry - baixo (8)
Franklin - flauta (1)

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Bendegó ou Bendengó (grafia que só aparece no primeiro disco) foi um grupo baiano que misturava ritmos regionais nordestinos a roupagens modernas para a época, inserindo uma sonoridade experimental. Surgiu nos anos 70 e o LP "Gereba" é sua primeira gravação. Trabalharam com o compositor Walter Smétak, no show "Brincadeira", com Gilberto Gil e Rogério Duprat na época do Tropicalismo e participaram da gravação do disco Jóia, de Caetano Veloso em 1975.

Vermelho e Hely (que integrara o grupo no segundo disco) saíram para integrar o 14Bis em 1978. Desde então, o Bendengó ficou reduzido a Gereba e Capenga, que mantiveram o nome do grupo em gravações e shows até 1986.

O nome do grupo significa, em tupi, "caído do céu" e é uma referência ao meteoro homônimo que foi encontrado em 1784, próximo a cidade de Monte Santo, no sertão da Bahia, pelo menino Bernadino da Motta Botelho, quando tomava conta de algumas cabeças de gado. Até hoje não se sabe a data em que o meteoro caiu. Mas, em se tratando do grupo Bendegó, sabemos muito bem!

O Homem Traça diz: ROAM!

 

Catarata


quarta-feira, 2 de março de 2011

Cantigas d'Amigo - 1984
La Batalla

direção

Pedro Caldeira Cabral

Postagem original: 22/12/07


01 - En Lixboa sobre lo mar
João Zorro

02 -
Ductia
Anônimo, sec. XIII, mms BM Harley 978
03 -
Ay eu coitada
Dom Sancho I (c. 1199)
04 -
Vaiamos, irmana
Fernand' Esquyo

05 -
Ai flores, ai flores do verdo pino
D. Dinis (1280 - 1325)
06 -
Cantiga 322 - Versão Instrumental
Afonso X, O Sábio (1225 - 1284)

07 -
Ondas do mar de Vigo
Martim Codax (séc. XIII)

08 -
Mandad'ei comigo
Martim Codax (séc. XIII)

09 -
Trotto
Anônimo séc. XIV, LBM Add 29987

10 -
Cantiga 100: Santa Maria, strela do dia
Alfonso, O Sabio (
1225 - 1284), Escurial MS: Cantigas de Santa Maria
11 -
5a. Estampida real
Anônimo , séc. XIV,
mms BN Fr 844

Músicos

La Batalla: Isabel Biu, voz, meio canho, percussão; Pedro Caldeira Cabral, guitarra latina, meio canho, flauta doce, lira, fídula, dulçaína, gaita de foles medieval; José Pedro Caiado, charamela, flautas doces, pífaro de osso, flauta pastoril, guitarra mourisca; Nuno Torka, alaúde, címbalos; José Peixoto, alaúde, pandeiro com soalhas; João Nuno Represas, naqqãra, pandeiro com soalhas, darabuka, dadô.; Colaboração: Alejandro Erlich-Oliva, guitarra mourisca (faixa 2).


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"O grupo La Batalla nasceu de uma proposta do Museu/Mosteiro Santa Maria da Vitória da Batalha, no sentido da criação de um núcleo de trabalho tendo por objetivoa execução de música medieval em espaços propíciosà sua prática (como sejam igrejas, capelas, claustros, castelos, etc) com vista à sua animação funcional. O grupo é formado por músicos com experiências em diversas áreas musicais, o que favorece uma abordagem musical fiel ao espírito do repertório a que se tem dedicado. La Batalla utiliza réplicas de instrumentos originais ou instrumentos baseados na iconografia medieval, tais como: alaúde, guitarra latina, lira, meio canho, flauta doce, dulçaína, charamela, gaita de foles, bem como percussões diversas." Texto do encarte.

Em meu estudos de literatura feitos nos bancos do ensino médio da escola pública sempre ouvi falar desse tipo de cantiga como um fóssil da cultura, cujo exemplo literário raramente estava acompanhado do sonoro.

Estas cantigas foram escritas por homens "nobres" expondo o sentimento amoroso de um eu-lírico feminino, as cantigas de amigo revelam uma moça do povo com saudades do amado ausente. Não há idealização para o termo "amado", pois que é fato a intimidade
amorosa entre a moça e o cavaleiro da corte que está em viagem pelo mar, em guerras ou em aventuras buscando jovens menos vigiadas que as da corte. (Compositores como Chico Buarque teriam bebido dessa fonte?)

Na época "amigo" era sinônimo de amante, namorado, de onde deriva nosso termo contemporâneo "amigados", que define casais sem o referendo legal ou religioso.

É interessante notar que o grupo português La Batalla tem em seu repertório canções medievais, cantadas em um português arcaico, altamente influenciadas pela música "moura", esta também tem traços identificáveis em vários estilos da cultura popular brasileira.

Pois é, sem grande conhecimento do estilo, dou minhas roidinhas por aqui também...

O Homem Traça diz: ROAM!




Ay eu coitada

Rita Lee - Ao vivo em BH - 1974
Postagem original: 09/12/07


1 - Não quero mais nada
2 - Voe comigo
3 - Mamãe Natureza
4 - Tratos à bola
5 - Yo no creo pero
6 - Pé de meia
7 - Círculo vicioso
8 - Splish splash
9 - Eclipse do cometa
10 - Voar é com os pássaros
11 - Burning love
12 - De pés no chão
13 - Roll over Beethoven

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1974 é o ano de lançamento do LP "Atrás do Porto tem uma Cidade" e esse disco aqui postado é o registro fiel de um show de divulgação em Belo Horizonte. Um registro tirado diretamente das mesas de som e disponibilizado nas bandas de cá por algum técnico que esteve por lá. Viva ele e viva nós que podemos curtir o climão rock pós mutantes e (arrrrg...) pré-disco-roberto-de-carvalho!

O Homem Traça diz: ROAM!
 

 

Yo no creo pero... 

sábado, 12 de fevereiro de 2011

LUHLI - Luhli - 2006


01 - fala 
Luhli - João Ricardo 
02 - na face da terra
Itamar Assumpção
03 - jeito gris
Luhli - João Ricardo
04 - o vira
Luhli - João Ricardo
05 - taiwan
Luhli - Alexandre Lemos
06 - antiga
Luhli - Danilo Lemos
07 - bandoleiro
Luhli - Lucina
08 - e se você
Luhli - Alexandre Lemos
09 - chore-me um rio (cry me a river)
Arthur Hamilton (versão de Luhli)
10 -
Alzira Espíndola
11 - vida manera
Luhli - Tatiana Rocha
12 - quase festa
Luhli
13 - banquete
Luhli - Lucina
14 - karma
Luhli - Alexandre Lemos
15 - as horas
Luhli - Alexandre Lemos 

Músicos
Ney Marques - Lucina - Flávio Torga - Bosco Fonseca - Evaldo Tocantins - Décio Gioielli - Júlia Borges - Jota Gê - José Antônio - Sérgio Espíndola - Alzira Espíndola

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O Homem Traça diz: ROAM!



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