segunda-feira, 17 de abril de 2017

Encontro Musical - 1978 - Antônio Adolfo



1 - Sá Marina 
Tibério Gaspar -  Antônio Adolfo
2 - Balada
Antônio Adolfo
3 - A volta do sanfoneiro 
Antônio Adolfo
4 - Um passeio da mente
Antônio Adolfo
5 - Em Brasília 
Antônio Adolfo
6 - Nas quebradas da vida 
Antônio Adolfo
7 - Leve como o vento 
Antônio Adolfo
8 - As coisas que tenho a dizer 
Antônio Adolfo
9 - Carola 
Antônio Adolfo
10 - O silêncio da montanha 
Antônio Adolfo
11 - Prelúdio em dó menor 
Antônio Adolfo
12 - Cançoneta 
Antônio Adolfo

Participações Especiais:
Rildo Hora - Erasmo Carlos - Joyce

Músicos:
Luizão - Tutti Moreno - Chico Batera - Jamil Jones - Zé Carlos - Edu Mello e Souza - Giancarlo Pareschi - José Alves da Silva - Alfredo Vidal - Walter Hack - Carlos Eduardo Hack - Aizik Merlach Geller - José Dias lana - Jorge Faini - Arlindo Penteado - Antônio Fidelis - Jorge Kundest Ranewisky

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Mestre da música instrumental brasileira, foi pioneiro nas gravações de LPs independentes desde 1977, com o LP "Feito em casa". Antônio Adolfo nasceu em 1947 no Rio de Janeiro. Oriundo de um lar musical, começou a estudar música cedo e já no início dos anos 1960 frequentou os ambientes do jazz e bossa nova do Rio de Janeiro. Em 1964 montou o Trio 3-D, acompanhando o musical "Pobre Menina Rica", de Vinícius de Moraes e Carlos Lyra. Participou como compositor dos festivais de música popular, obtendo sucesso com "Sá Marina" em 1968 e em 1969 com "Juliana" (parceria com Tibério Gaspar), interpretada pelo grupo A Brazuca, do qual fez parte. Com o parceiro Tibério, venceu em 1970 o V FIC com "BR-3", interpretada por Tony Tornado e Trio Ternura. Nos anos 1970 estudou e tocou nos Estados Unidos, influenciado pelo jazz.

Neste segundo LP "Encontro musical", de 1978, Antônio Adolfo traz temas instrumentais e canções interpretadas por Erasmo Carlos, Joyce e Málu.

O Homem Traça diz: ROAM!

 

Prelúdio em dó menor 

domingo, 16 de abril de 2017

Sílabas - 2001 - Suzana Salles



1 - As Sílabas
Luis Tatit
2 - Xangô 
Chico César - Suzana Salles
3 - O Velho Francisco
Chico Buarque
4 - Foi Boto, Sinhá 
Waldemar Henrique - Antônio Tavernard
5 - Die Sieben Todsünden 
Kurt Weill - Bertold Brecht
6 - 50 Ways To Leave Your Lover 
Paul Simon
7 - Paraíso Eu 
Arnaldo Antunes
8 - La luna é bella 
Ná Ozzetti - Suzana Salles
9 - Certeza é ilusão 
Paulo Padilha
10 - Para ver as meninas
Paulinho da Viola
11 - Valsa dos olhos costurados 
Lincoln Antônio - Marcelo Mota Monteiro
12 - Helena 
Galvão Frade

Músicos:
Lincon Antônio - Chico Saraiva - André Magualhães - Toninho Ferraguitti - Celso Barros - Ligeirinho - Thomas Rohrer

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"A cantora Suzana Salles lança seu terceiro CD As Sílabas, pela Dabliú Discos, resultado do trabalho em parceria com os músicos Chico Saraiva e Lincoln Antonio. A idéia foi fazer um CD que mantivesse na base, a sonoridade original do trio, isto é, voz, vilão e piano.

O repertório foi selecionado ao longo de diversos shows realizados, nos últimos três anos, por todo o Brasil. Reúne desde um clássico do cancioneiro brasileiro, Foi Boto, Sinhá! (W.Henrique / A.Tavernard), canções de grandes nomes da MPB, tais como O velho Francisco, de Chico Buarque, Para ver as meninas, de Paulinho da Viola e a faixa-título As Sílabas, de Luiz Tatit.

Suzana apostou também em novos talentos da nossa MPB, como Paulo Padilha, com a música Certeza é Ilusão, Galvão Frade, com Helena e no pianista Lincoln Antonio e Marcelo Motta Monteiro, com Valsa dos Olhos Costurados, todos compositores paulistas.

As Sílabas traz ainda as inéditas, Paraíso Eu (Arnaldo Antunes), La Luna é Bella (N.Ozzetti / S.Salles) e Xangô (C.César / S.Salles) e, uma constante nos CDs de Suzana, Os sete pecados capitais, de Brecht e Weill e Fifty ways to leave your lover, de Paul Simon. O resultado surpreende pela unidade, a partir de repertório tão abrangente e diversificado. A produção musical é de André Magalhães."
Fonte

Destaco a Valsa dos olhos costurados, "arrigobarnabeniana", bela, triste e torta como as traças gostam.

O Homem Traça diz: ROAM!


La luna é bella 

Matança do porco - 1973 - Som Imaginário


01 - Armina
Wagner Tiso
02 - A3
Wagner Tiso
03 - Armina (Vinheta)
Wagner Tiso
04 - A No 2
Wagner Tiso
05 - A Matança do Porco
Wagner Tiso
06 - Armina (Vinheta 2)
Wagner Tiso
07 - Bolero
Wagner Tiso - Robertinho - L. Alves - Tavito - Milton Nascimento
08 - Mar Azul
Wagner Tiso - Luiz Alves
09 - Armina (Vinheta 3)
Wagner Tiso

Participações especiais:
Golden Boys - Milton Nascimento - Orquestra Odeon

Músicos:
Wagner Tiso - Frederiko - Tavito - Luiz Carlos - Robertinho - Danilo Caymmi - Chiquito - Chico Batera

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Terceiro e último LP do Som Imaginário, marcado positivamente pela batuta de Wagner Tiso.

O Homem Traça diz: ROAM!

 

A Matança do Porco

Wagner Tiso - 1982 - Toca Brasil (Arraial das Candongas)






01 - Balão
Wagner Tiso - Luiz Alves - Kledir Ramil 
02 - Toca Brasil
Wagner Tiso 
03 - Chuva De Agosto
Nivaldo Orneles 
04 - Nascimento
Wagner Tiso 
05 - Comunhão
Milton Nascimento 
06 - Arraial Das Candongas
Wagner Tiso 
07 - À Nova Estrela No2 
Wagner Tiso 
08 - Joana
Wagner Tiso 



Participações especiais:

Milton Nascimento - Viva Voz (Ary Sperling - João Rebouças - Belva Reed - Luciana Medeiros -Soraya Nunes - Bia Paes Leme)


Músicos

Luiz Alves - Nilson Matta - Zeca Assumpção - Jaques Morelenbaum - Paulo Braga - Robertinho Silva - Ricardo Silveira - Nenê - Robertinho Silva - Wagner Tiso - Mauro Senise - Nivaldo Ornelas - Viva Voz

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Embora a capa não ajude muito, pois é bem básica (pra dizer o mínimo), o som que esse LP traz é dos mais criativos. Mesmo a regravação de À Nova Estrela - cujos registros anteriores podem ser encontrados em gravações do Som Imaginário no LP de 1971 (Posições) e no LP de 1973 (Matança do Porco, com o nome de A No 2) - tem um arranjo num patamar elevado.

O Homem Traça diz: ROAM!

 

À Nova Estrela No2

domingo, 26 de março de 2017

Nana Caymmi - 1979


01 - Sem fim 
Novelli - Cacaso
02 - Depois do natal
João Donato - Lisyas Enio
03 - Clube da Esquina nº 2
Milton Nascimento - Lô Borges - Márcio Borges
04 - No analices 
Claudio Cartier - Paulo Feital
05 - Amargura 
Radamé Gnatalli
06 - Pra não chorar 
Sérgio Natureza - Tunai
07 - Palavras 
Gonzaga Jr
08 - Nossa dança 
Danilo Caymmi - Ana Terra
09 - Contrato de separação
Dominguinhos - Anastácia
10 - Patrulhando (Masmorra) 
João Bosco - Aldir Blanc - Paulo Emílio
11 - Formicida, corda e flor (O último bolero) 
Rosa Passos - Fernando Oliveira
12 - Denúncia vazia
João Bosco - Aldir Blanc

Músicos
Novelli - Toninho Horta - João Donato - Danilo Caymmi - Wanda Eichbauer - Pareschi - Vital Daltro - Pachoal Perrotta - Aizik Geller - Carlos Eduardo - Walter Hack - José Lana - Virgílio Arraes - Carlos Hack - Marcelo Pompeo - Arlindo Penteado - Frederich Sthephany - Marcos Nissensom - Márcio Mallard - Macedo - Marcio - Alceu A. Reis - Lúcio - Atelisa - Macedo - Faini - Luiz Carlos - Thomas - Svab - Pirulito - Toninho - Penteado - Roberto Silva - Dominguinhos - Luiz Alves - Jorginho - Jaime - Darcy - Niltinho - João Bosco

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Belíssimo LP com capa dupla e um time de primeira dando suporte às 12 canções que o recheiam. Aqui, com boleros, valsinha e balada, Nana dá o seu recado para os amores que insistem em se construir e demolir no tempo.

O Homem Traça diz: ROAM!

 

Denúncia vazia

Nana - 1977 - Nana Caymmi


01 - Dona Olímpia
Toninho Horta - Ronaldo Bastos
02 - Milagre 
Dorival Caymmi
03 - Perdoa, meu Amor 
Georges Moran - J.G. de Araújo Jorge
04 - O que se sabe de cor
Fernando Leporace
05 - Falam de mim 
Noel Rosa de Oliveira - Eden Silva - Anibal Silva
06 - Soneto a Mamá
Joan Manuel Serrat
07 - Fingidor
Sueli Costa
08 - Cais
Milton Nascimento - Ronaldo Bastos
09 - Se queres saber
Peterpan
10 - Meu menino
Danilo Caymmi - Ana Terra 
11 - Não há lugar
Ivan Lins - Gilson Peranzzetta - Vitor Martins
12 - Modinha
Antônio Carlos Jobim - Vinícius de Moraes

Participação especial
Dorival Caymmi

Músicos
Dory Caymmi - João Donato - Ivan Lins - Toninho Horta - Novelli - Nelson Ângelo - Luiz Alves - Roberto Silva - Chico Batera - Ariovaldo - Giancarlo Pareschi - Pesach Nissebaum - Jorge Faini- Alfredo Vidal - Álvaro Vetere - José Dias de Lana - João Daltro de Almeida - Walter Hack - Virgílio Arraes - José Alves - Carlos Hack - Marcelo Pompeo - Aizik Geller - Arlindo Penteado - Nelson Macedo - Frederich Sthephany - Marcos Nissensom - Márcio Mallard - Alceu A. Reis - Iberê Gomes Grosso - Georgio Bariola - Peter Dauelsberg - Danilo Caymmi - Celso Porta Woltzenlogel - Nicolino Copia - Zdnek Swab - Luiz Candido - Brás Limonge - José Botelho

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Esse é o quinto LP da brilhante carreira de Nana Caymmi, a qual se iniciou em 1960 ao lado do pai. 
Nana tem formação em canto lírico, gravou o sue primeiro LP solo em 1965 e possui uma das mais valiosas vozes da música popular brasileira. Seu estilo transita entre a música brasileira e o jazz, tem em seu repertório canções com letras tristas e melodias cortantes.

Nessa fase de sua carreira, meados dos anos 1970, há uma interlocução muito próxima com a sonoridade do Clube da Esquina. Por isso temos aqui os primeiros registros de "Dona Olímpia" com letra de Ronaldo Bastos (antes instrumental) e "Meu menino", que ganharam maior notoriedade no LP duplo do Clube da Esquina número 2.

O Homem Traça diz: ROAM!

 

Meu menino

Língua de Trapo - 1982

Postagem original: 08/05/2013


1 - Burrice precoce 
Laert Sarrumor
2 - Reguí spiritual 
Laert Sarrumor
3 - Tragédia afrodisíaca 
Carlos Melo - Guca Domênico
4 - Xote bandeiroso 
Laert Sarrumor
5 - Concheta 
Carlos Melo - Cassiano Roda
6 - Xingu disco
Carlos Melo - Laert Sarrumor
7 - O que é isso companheiro
Guca Domênico - João Lucas
8 - Vampiro S.A.
Laert Sarrumor
9 - Romance em Angra 
Guca Domênico - Laert Sarrumor
10 - Quem ama não mata 
Guca Domênico
11 - Vinheta invertida 

Músicos
Laert - Guca - Domenico - Pituco - Carlos Castelo - Lizoel Costa - Luiz Lucas - João Lucas - Fernando Marconi - Ademir Urbina - Sérgio Gama

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Esse é um dos mais hilários grupos que mistura música e humor que já conheci. Desde os idos 1979, atuam sem o glamour da grande mídia e seguem com sua língua ácida. Esse disco é o primeiro, traz canções que podem ser tomadas por clássicos das rodas de violões e ganidos de bares e fogueiras habitados por "jovens alternativos" dos anos 80 e 90. Hoje, os jovens de idade avançada, rebeldes por natureza, ainda entoam "Vampiro S.A." para acalentar cada carta de aviso prévio de uma longa coleção de ex-empregos.

O Homem Traça diz: ROAM!


Vampiro S.A.


domingo, 12 de fevereiro de 2017

Premeditando o Breque - 1981

Postagem original: 07/10/2008


1 - Essa é a verdade
Mário Biafra - Wandi Doratiotto
2 - Conflito de gerações
Wandi Doratiotto
3 - Brigando na Lua
Mário Biafra
4 - Marana
Mário Biafra - Wandi Doratiotto
5 - Marcha da kombi
Wandi Doratiotto
6 - Feijoada total
Premeditando o Breque
7 - Samba absurdo
Mário Biafra
8 - A Esperança é a última que morre
Wandi Doratiotto
9 - Nunca
Marcelo Galbetti - Mário Biafra - Wandi Doratiotto
10 -Choro
Marcelo Galbetti
11 - Gosto Também Se Discute
Wandi Doratiotto
12 - Luisa
L. Robin - R. Whiting - Vrs. Igor - Vrs. Mário Biafra
13 - Fim de Semana
Wandi Doratiotto

Bônus na edição em CD
14 - Antwort
Mário Augusto Haydar e Wanderley Doratiotto

Músicos
Marcelo (Antônio Marcelo Galberti)
Igor (Igor Lintz Maués)

Wandy (Wanderley Doratiotto)
Claus (Claus Erik Petersen)
Biafra (Mário Augusto Aydar)


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"O grupo destacou-se desde o início tanto pelas letras irreverentes e bem-humoradas quanto pela qualidade musical, baseada em arranjos sofisticados, fundindo MPB, chorinho, rock e até mesmo música erudita.

Já em 1979, o samba-de-breque Brigando na Lua era premiado com o segundo lugar no 1º Festival Universitário de Música Popular Brasileira. No ano seguinte, o grupo começaria a se celebrizar em apresentações no teatro Lira Paulistana - um reduto da música independente paulista de então -, ao lado de nomes igualmente emergentes da cena musical paulista como Arrigo Barnabé, Itamar Assumpção e Grupo Rumo.

Em 1981, o grupo lançou seu primeiro disco "Premeditando o Breque", conseguindo notoriedade no meio universitário e intelectual. E logo em seguida, em 1982, a banda chegou à etapa final do festival MPB Shell, promovido pela Rede Globo. A música apresentada no Maracanãzinho lotado foi "O Destino assim o Quis" ou, simplesmente "Lencinho", como ficou conhecida. O maior sucesso do repertório, contudo, viria em 1984, no LP "Quase Lindo". Trata-se da canção São Paulo, São Paulo, uma divertida referência a New York, New York, mas adaptada à capital paulista. A música foi sucesso nas rádios, sobretudo em São Paulo, e levou o grupo a se apresentar em diversos programas de televisão. Outra música que ficou conhecida do grupo foi Lua de Mel em Cubatão, numa época em que Cubatão era considerada uma das mais poluídas cidades do mundo.

O grupo despertou o interesse de uma multinacional, a EMI, e a partir de lançou, em 1985 e 1986, dois LPs produzidos por Lulu Santos. Os discos não tiveram o mesmo sucesso dos anteriores, segundo alguns críticos, justamente pelo fato de terem na produção um carioca, a serviço de uma grande gravadora - dois fatores supostamente contraditórios com a proposta da banda.

Entre 1987 e 1991, o grupo cessou suas atividades, retomadas com o LP de 1991 "Alegria dos Homens" e, em 1996, com "Premê ao Vivo", agora em nova formação, que persiste até os dias de hoje. Em 2000, um novo show, batizado de "Brasil 500 anos", reavivou a atenção do público pelo grupo. Atualmente, o Premê continua na ativa, mas com shows esporádicos, quase sempre em São Paulo." (Fonte: Wikipédia)

A versão em CD desse LP, traz a faixa bônus Antwort, defendida por Paulinho Boca de Cantor no Festival de MPB da TV Tupi realizado em 1979. Destaco "Brigando na Lua", uma divertida canção que me faz lembrar de dois velhos amigos guacamoles, perseguirores de Miguelitos.

O Homem Traça diz: ROAM!



Brigando na Lua

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2017

Visions of dawn - 1976 - Joyce


Postagem original: 12/02/2012


1 - Banana 
Joyce
2 - Clareana 
Mauricio Maestro - Joyce
3 - Metralhadeira
Mauricio Maestro - Joyce
4 - Nacional Kid 
Joyce
5 - Tudo Bonito 
Joyce
6 - Suite Parte 1
Memórias do Porvir
Mauricio Maestro
Suite Parte 2
Visões do Amanhecer 
Mauricio Maestro
Suite Parte 3
Carnavalzinho 
Maurico Maestro
8 - Jardim dos Deuses 
Mauricio Maestro
9 - Chegada 
Naná Vasconcelos

Músicos
Joyce - Rodolfo Stroeter - Tutty Moreno - Lula Galvão 

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Este é um disco sensacional da Joyce, acompanhada por Maurício Maestro e Naná Vasconcelos. Foi gravado em Paris em 1976 e esteve inédito no Brasil até 2010. É o tipo de patrimônio cultural que, não fosse a rede, não estaria por aqui.

O Homem Traça diz: ROAM!

   

Banana

terça-feira, 31 de janeiro de 2017

Onde o olhar não mira - 1976 - Bendegó

Postagem original: 24/04/2011



1- Onde o Olhar Não Mira 
Vermelho - Capenga - Zéca/Patinhas
2- Obrigado Bandida
Patinhas
3- Olhos de Fogo
Zéca - Capenga - Patinhas
4- Você e Tú
Gereba - Tuzé de Abreu
5- Tierra LLena Del Sol Y de Luna
Capenga - Zeca - Gereba - Patinhas
6- O Côco Louco
Capenga - Carlos Eladio
7- As Muié Santa de Canudos
Gereba - Patinhas
8- Além de Arembepe
Gereba - Capenga - Zéca - Patinhas
9- Palhas de Miljo
Capenga - Vermelho - Patinhas
10-O Arco Íris Trovejou 
Capenga - Patinhas
11-Dom Tapanatara
Gereba - Patinhas
12-Chamego do Vicente
Gereba - Patinhas

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Esse é o primeiro LP que ouvi do grupo, não sei se é por isso, mas considero-o a melhor obra.


O Homem Traça diz: ROAM!



Onde o olhar não mira

quarta-feira, 25 de janeiro de 2017

Central do Brasil - 1998 - Antônio Pinto e Jaques Morelenbaum

Postagem original: 26/01/2007



1 - Central do Brasil
Antônio Pinto
2 - O trem
Antônio Pinto
3 - Toada e desafio
Capiba
4 - Sai, pirralho
Jaques Morelenbau
5 - Saída de trem
Antônio Pinto
6 - Atropelamento
Antônio Pinto
7 - Central
Antônio Pinto
8 - Insônia
Jaques Morelenbaum
9 - Toada e desafio (caminhão)
Capiba
10 - Conversa
Antônio Pinto
11 - Despedida
Antônio Pinto
12 - Toada e desafio (casa de Jesus)
Capiba
13 - Matinal
Antônio Pinto - Jaques Morelenbaum
14 - Toada e desafio (estrada)
Capiba
15 - Correio
Jaques Morelenbaum
16 - Porteira
Antônio Pinto
17 - Milagres
Autor desconhecido
18 - Toada e desafio (fotografia)
Capiba
19 - Vem comigo
Jaques Morelenbaum
20 - A carta de Dora
Antônio Pinto
21 - Preciso me encontrar
Candeia (canta Cartola)

Músicos
Jaques Morelenbaum - Cello

Antônio Pinto - Piano
Edu Morelenbaum - Piano
Marcos Suzano - Percussão
Siba - Rabeca
Luiz Brasil - Violão, Viola de 10 cordas e Bandolim

Orquestra
Violinos - Giancarlo Pareschi, João daltro de almeida, Bernardo Bessler, Michel Bessler, José Alves da Silva, Walter Hack, Ricardo amado, Paschoal Perrotta
Viola - marie Christine S. Bessler, Jesuína Passaroto
Cello - Marcio Mallard, Jorge Ranevsky
Contra-Baixo - Denner campolina
Regência, Orquestração e Arranjos - Jaques Morelenbaum e Antônio Pinto

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Assisti esse filme em 1998 e recentemente foi reapresentado na TV, na madrugada do dia 25 de dezembro. A família empanturrada da ceia de natal, já dormindo e eu ali vendo esse filme novamente...

Sei que é um filme meloso para muitos e chocante para outros, mas não vou entrar no mérito. Aqui o que me importa é minha experiência pessoal com o filme e sua trilha sonora. Só sei que depois de ver esse filme eu sempre choro (acreditem traças uma vez ou outra também choram). Na primeira vez foram 15 minutos de choro sem controle ao lado da sala de cinema!

A esperança do garoto em encontrar o pai, a comunicação falha pelas cartas e pelo analfabetismo, fizeram-me recordar dos longos períodos longe de meu falecido pai, que na época, escrevia cartas a mim, o primogênito, delegando responsabilidades e alimentando a esperança na base do "volto já".

As músicas da trilha mantêm o espírito da coisa, esperança, desespero, humanização e desumanização, são palavras que permeiam as melodias deixando-nos nostálgicos e com saudades da inocência que pegara o trem e jamais voltou.

O Homem Traça diz: ROAM!


   


Central do Brasil

EP - 1977 - Joelho de Porco

Postagem original: 23/12/2007


01 - La lampara de Edison
Tico Terpins - W. Baillot - B. Bond
02 - Ruiseñor brasilero
Tico Terpins - Billy Bond
03 - Mexico lindo
Tico Terpins
04 - Boeing 723897
Tico Terpins


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"Um dos grandes nomes do rock brasileiro (“amadrinhado” pela cantora Aracy de Almeida) e precursor da atitude punk, o grupo paulistano Joelho de Porco foi formado em 1972 por Tico Terpins (ex-Os Baobás), Walter Baillot, Próspero Albanese, Conrado Assis e Rodolfo Ayres Braga. Em 1973, com o vocalista (e ator) Ricardo Petraglia, gravou o compacto simples “Se Você Vai de Xaxado, Eu Vou de Rock And Roll/Fly America”, produzido pelo ex-Mutantes Arnaldo Baptista. Dois anos depois, o Joelho lançou seu primeiro LP, “São Paulo 1554/Hoje”, um dos mais elogiados discos da época, misturando rock pesado e referências tropicalistas em faixas como “Boeing 723897” e “Mardito Fiapo de Manga”. Em 1976, entrou o vocalista argentino Billy Bond, com quem a banda partiria para uma linha mais agressiva, próxima do punk rock que explodia naquela mesma época na Inglaterra. Em 1977, o Joelho gravou LP homônimo e pouco tempo depois, encerrou suas atividades. Tico Terpins partiu para o mercado dos jingles publicitários, montando o estúdio Audio Patrulha. Com Próspero e o cantor e compositor Zé Rodrix (ex-Sá, Rodrix e Guarabira), ele logo remontou o Joelho, que voltou ao disco em 1983 com o LP duplo “Saqueando a Cidade”, das músicas “Vigilante Rodoviário”, “Vai Fundo” e “Funicoli, Funicolá” (versão roqueira da tradicional canção italiana). Com o vocalista e fotógrafo David Drew Zingg, a banda ganhou o prêmio de melhor letra do Festival dos Festivais da TV Globo (1985) por “A Última Voz do Brasil”. Em 1988, o Joelho de Porco lançou o LP “18 Anos Sem Sucesso”, com repertório do pop americano pré-rock. Em 1998, Tico Terpins morreu de enfarte."
Texto emprestado do Blog Lágrima Psicodélica.

EP´s eram discos promocionais em 45 rpm, utilizados para divulgação em rádios e coisas assim. O curioso desse, é o fato de as músicas serem cantadas em castelhano, com exceção de "Boeing 723897", mas mesmo assim essa faixa traz alguns incrementos feitos em estúdio, diferentes da gravação do LP original.

O Homem Traça diz: ROAM!

   


La lampara de Edison

terça-feira, 24 de janeiro de 2017

Amorosa - 1988 - Rosa Passos

Postagem original: 07/01/2009

01-Samba sem você 
02-Amor Mestiço
03-Segredos
04-Verão 
05-Velho arvoredo
06-Gesto
07-Samba com pressa 
08-Pano pra manga 
09-Vim sambar 
10-Aquário 
11-Espelhos

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Esse, segundo o nosso amigo Cris - que gentilmente cedeu uma versão mp3 de sua gravação em cassete -, é um lendário disco de 1988 gravado pela Rosa Passos e lançado apenas no exterior. Há pouca informação sobre a produção, nada na rede, mas o Cris diz que participaram da gravação Helio Delmiro, Gilson Peranzzetta, Luizão Maia, Paulo Braga, sendo a produção artística do Sérgio Natureza, além da participação do João Bosco na faixa "Vim sambar" e do Emílio Santiago em "Samba sem você".

Em tese, seria o segundo LP de Rosa, mas é preciso registrar que há controvérsias sobre se esse apanhado de canções se trata do disco gravado em 1988, que nunca foi lançado oficialmente. Sérgio Natureza, diz que a gravação aconteceu, mas os produtores executivos - o italiano Cesare Benvenutti e o francês Joel Leibowitz - apenas usaram duas ou três das faixas da fita original, misturando-as e lançando-as ilegalmente em coletâneas pela Europa no fim dos anos 1990. Várias das canções aqui encontradas também constam do CD Pano pra manga, de 1996. 

A bossa nova não é o meu forte, confesso a ignorância, mas achei interessante essa contribuição pelo ineditismo. Esse disco de 1988, uma possível gravação européia, não consta nem no sítio da Rosa Passos! Como o disco não tem capa, pois não foi lançado, a capa usada aqui é uma "versão" do CD Amorosa de 2004.

O Homem Traça diz: ROAM!



Vim Sambar

Gabon - 1975 - Musique des Pygmées Bibayak

Postagem original: 12/02/2009


01 - "Mebasi", Jeu Vocal
02 - Etudes De "Jodls"
a) une voix
b) deux voix
c) trois voix
d) cinq voix
e) huit voix
03 - Sequénces Polyphoniques
a) cinq voix et tambour
b) et c) choeur et percussions
04 - Sequénces Polyphoniques (Suite)
05 - Chant Et Sanza
06 - Dialogues Avec Les Esprits
a) Kosé
b) Tsinghi

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A região do Gabão foi saqueada por vários povos da Europa desde o século XV. Os portugueses passaram por lá e escravisaram. A burguesia Francesa se perpetua como agente imperialista desde o fim do séc. XIX. A princípio, a França administra o Gabão diretamente, usando a "paulada na moleira" e o artifício chamado África Equatorial Francesa, uma federação que durou até 1959. Hoje El Hadj Omar Bongo é presidente, no poder desde 1967, um exemplo democrático, posto que está em franca colaboração com os interesses do capital.

Enquanto isso, nos últimos anos, assistimos o povo Venezuelano, Boliviano e Equatoriano, serem acusados de anti democráticos por se mobilizarem, forçando seus governos a se contraporem, ainda que parcamente, aos interesses do imperialismo estadunidense.

Na visão dessa Traça que vos fala, aqui e acolá, o que deve ser respeitado é o princípio de autodeterminação dos povos. Uma possível tradução da polifonia musical para a política e sistemas de governo.

Segundo a wikipédia, um pigmeu é um membro de qualquer grupo humano cujos machos adultos tenham menos de 150 cm, na altura média. Os pigmeus africanos são conhecidos particularmente pela sua música vocal, caracterizado por uma polifonia densa, execução em grupo e improvisação. A maior parte dos seus instrumentos são simples e portáveis, adaptados a um tipo de vida tradicionalmente nômade.

Em tempo: este disco é um empréstimo da minha amiga leonina Estela.

O Homem Traça diz: ROAM!

 

Chant et Sanza

Music of the Crusades - 1970 - The Early Music Consort of London - David Munrow

Postagem original: 27/06/2009


1 - La quinte estampie reale
Anon., French 13th
century
oriental shawn, nakers JB
2 -
Pax in nomine Domini!
Marcabru
first crusade / 1137

tenor solo, chorus, treble & bass rebecs

3 -
Parti de mal
Anon., French
third crusade / 1189
counter tenor JB, citole

4 -
Chevalier, mult estes guariz
Anon., French
second crusade / 1147

baritone solo, chorus, recorder, treble & bass rebec, tabor CH

5 - Chanterai por mon corage

Guiot de Dijon
third crusade / 1189
soprano, flute, lute, bass rebec, harp

6 - Danse Real

Anon., French 13th century
bagpipes solo

7 - Sede, Syon, in pulvere
Anon., French
c. 1195

tenor solo
8 - Palästinalied

Walther von der Vogelweide
sixth crusade / 1228

counter tenor JB, lute, harp

9 - Condicio - O nacio - Mane prima

Anon., French 13th century
2 counter tenors, treble & bass rebecs, crumhorn, nakers CH

10 -O tocius Asie

Anon., French
crusade of 1248

2 counter tenors, treble & bass rebecs, organ

11 - La uitime estampie reale

Anon., French 13th century
treble rebec solo, bass rebec, citole, tabor JB

12 - Cum sint difficilia

Anon., French
crusade of 1248

tenor, baritone, bells, organ

13 - Li noviaus tens

Le Châtelain de Coucy
third crusade / 1188-91

counter tenor JB, recorder, lute, bass rebec, harp

14 - Fortz chausa es

Gaucelm Faidit
lament in the death of Richard Coeur-de-Lion 1199
tenor, bass rebec, lute, harp

15 - Je ne puis - Amors me tienent - Veritatem

Anon., French 13th century
2 counter tenors, medieval bells, crumhorn

16 - Ahi! Amours

Conon de Béthune
third crusade / 1188
tenor, treble & bass rebec, lute, tabor CH
17 - La tierche estampie reale

Anon., French 13th century
bass rebec solo, treble rebec, lute, tabor JB

18 - Ja nus hons pris

Richard Coeur de Lion song of captivity 1194
counter tenor JB, harp

19 - Au tens plain de felonnie

Thibaut de Champagne
crusade of 1239
I. tenor, lute, treble rebec
II. recorder, lute, rebec, tabor CH

Músicos
Christina Clarke - James Bowman - Charles Brett  - Nigel Rogers - Geoffrey Shaw - David Munrow - Eleanor Sloan - Oliver Brookes - James Tyler - Gillian Reid - Christopher Hogwood - James Blades 

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Temos aqui uma gravação antiga, mas o senso de ritmo e da sinceridade da execussão ultrapassa séculos. Neste disco há intérpretes que se tornarão famosos depois. Esta é uma explicação para a excelência deste disco. Outra é a presença de David Munrow, jogando com um extraordinário virtuosismo e respirando vida em todas as peças. Seus arranjos são sempre inteligentes e perfeitamente reproduzidos ("La quinte estampie reale"), o som da flauta suave e encantadora ("Chanterai por mon corage"), a escolha dos instrumentos, os tempos, as peças escolhidas para ilustrar as cruzadas, tudo contribui para termos a dimensão dessa era.

Esse disco é um ótimo registro
musical de assassinatos e pilhagem abençoados pelas classes dominates da época. Uma trilha sonora para a santa carnificina! Alguma sugestão para trilha sonora da cruzada atual (Afeganistão, Iraque, Irã)?

O Homem Traça diz: ROAM!




La quinte estampie reale

As cores do Brasil - 1990 - Duofel

Postagem original: 07/01/2009


01 - Tema de viola
02 -
Reggae por nós
03 - Pelo mundo aflora
04 - Sentimental

05 -
Valsa para nenê e zabelê
06 -
Pé de chinelo
07 - A festa da vaquejada
08 -
Gismontada
09 -
Noite em paripueira
10 -
Interior
11 -
Subindo a Rocinha
12 -
A fuga de Djalma Metralha - 1° Movimento
13 -
A fuga de Djalma Metralha - 2° Movimento

Participação especial
João Paraíba


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"Duo formado pelos violonistas Luiz Bueno e Fernando Melo, que começaram a tocar juntos em 1977, quando o alagoano Fernando mudou-se para São Paulo, terra natal de Luiz. Depois de iniciar a carreira tocando em conjuntos de baile, os dois resolveram investir em outro estilo musical, influenciados principalmente por Paco de Lucia, pela música dos índios tabajaras e acima de tudo, Egberto Gismonti. Com essas referências, viajaram pelo nordeste do Brasil em 1978, e no ano seguinte, de volta a São Paulo, começaram a se apresentar em bares e casas noturnas do circuito alternativo, já com o nome Duofel (cuja origem é a junção das palavras "dupla Fernando e Luiz"). O Duofel fez parte da banda da cantora Tetê Espíndola e com ela viajou em turnês, atuando como instrumentistas e arranjadores. Assinaram, inclusive, o arranjo de "Escrito nas Estrelas", música que venceu o Festival dos Festivais em 1985. De 1987 data o primeiro disco da dupla, "Duofel Disco Mix". Depois gravaram "As Cores do Brasil", pela alemã Line Music. Em 1992 passam a excursionar com Hermeto Pascoal, que se revela apreciador do trabalho do duo. Só a partir do terceiro disco, "Duofel", passam a gravar músicas de outros compositores, com arranjos próprios. Neste disco contaram com a participação de Oswaldinho do Acordeon, outra influência decisiva na carreira. Excursionaram pela Europa e se apresentaram também no Free Jazz Festival. Outra parceria duradoura foi com o percussionista indiano Badal Roy, que gravou o disco "Espelho das Águas" com a dupla, tocando tabla, em 94. O disco "Kids Of Brazil" (Velas, 1996) foi dedicado aos meninos de rua. Em 2000 foi lançado pela Trama o disco comemorativo "Duofel 20", celebrando os 20 anos de carreira do duo." Fonte

O Homem Traça diz: ROAM!

 

Gismontada