quarta-feira, 30 de janeiro de 2008

Plínio Marcos em prosa e samba,
nas quebradas do mundaréu
1974




01 - Tiririca
Geraldo Filme
02 - Vou sambar n'outro lugar
Geraldo Filme
03 - Tradições e Festas de Pirapora
Geraldo Filme
04 - Silêncio no Bixiga
Geraldo Filme
05 - Tebas "O escravo" (Praça da Sé)
Geraldo Filme
06 - Brasil recebe o mundo de braços abertos
Zeca da Casa Verde
07 - Congada
Zeca da Casa Verde
08 - Linda manhã
Zeca da Casa Verde
09 - Noite encantada
Zeca da Casa Verde
10 - De Pirapora a Barueri
Tradicional - Música tradicional paulista
11 - Ditado antigo
Toniquinho
12 - Bloco do Chora Galo
Toniquinho
13 - Samba de lei

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Plínio Marcos é um dos grandes dramaturgos brasileiros e pode ser enquadrado no naturalismo, pois sua temática se incumbia de retratar a saga dos desvalidos como prostitutas, marginais e miseráveis de toda ordem. Suas peças foram perseguidas pela censura durante a ditadura militar e hoje temos exemplos cinematográficos como "Dois perdidos numa noite suja", "Navalha na carne" e "Querô" levado às telas.

Plínio Marcos nasceu em Santos (1935) e faleceu em São Paulo (1999), sua obra é fruto de suas vivências no circo, no teatro amador ou não, entre intelectuais e a malandragem.

"Já em São Paulo, em 1964, escreveu um texto para um espetáculo de música popular brasileira, Nossa Gente, Nossa Música, realizado pelo Grupo Quilombo, dirigido por Dalmo Ferreira, no Teatro de Arena. Sempre foi um defensor e divulgador do trabalho de
sambistas das Escolas de Samba de São Paulo. Em 1970, escreveu e dirigiu Balbina de Iansã. As músicas do espetáculo, de compositores tradicionais do samba paulista, como Talismã, Sílvio Modesto, Jangada, foram gravadas em LP, em 1971. Em 1974, lança outro LP – Plínio Marcos em Prosa e Samba, Nas Quebradas do Mundaréu – com os sambistas Geraldo Filme, Zeca da Casa Verde e Toniquinho Batuqueiro, disco considerado fundamental para quem quer estudar o samba da cidade de São Paulo. Esse disco é resultado de um show que já vinha fazendo com esses e outros músicos e que, com algumas variações, recebeu diferentes nomes: Plínio Marcos e os Pagodeiros, Humor Grosso e Maldito das Quebradas do Mundaréu, Deixa Pra Mim que eu Engrosso.
Além desses e de outros shows, nesse mesmo período tinha programas em rádios e na Televisão Tupi, nos quais divulgava o trabalho dos sambistas paulistas. Durante vários anos, fez a cobertura do desfile das Escolas de Samba de São Paulo para jornal, rádio ou televisão.

Em 1972, é o fundador da primeira banda carnavalesca de São Paulo, a
Banda Bandalha, que saía na quinta-feira da semana anterior ao Carnaval e, também, no sábado de Aleluia, e cujo ponto de partida era em frente ao Teatro de Arena, no Bar Redondo, reunindo artistas, intelectuais e sambistas de várias Escolas de Samba, que se misturavam a milhares de foliões." Fonte

O Homem Traça diz: ROAM!





Bloco do chora galo

quinta-feira, 24 de janeiro de 2008

Geraldo Filme - Ensaio - 1992





1 - Batuque de Pirapora
2 - Samba da Barra Funda
3 - Lava-pés
4 - Tebas
5 - Eu vou mostrar
6 - Benedito chorou
7 - Silêncio no Bexiga
8 - Cordão do Vai-Vai
9 - Vai no Bexiga pra ver
10 - Tradições e festas de Pirapora
11 - Que gente é essa

Músicos
Zé do Cavaco - cavaquinho;
Edmilson Capelupi - violao 7 cordas
Jorginho Cebion - percussão
Geraldo Filme - tamborim
Theo da Cuíca - percussão

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Aquela sentença afirmando ser São Paulo "o túmulo do Samba" cunhada por Vinícios de Moraes e repetida por Caetano Veloso só pode ser obra de quem não conhece São Paulo e sua história. Nessa cidade viveram e vivem pessoas como Geraldo Filme que mantêm viva a tradição da cultura negra herdada dos ancestrais que, embora sempre espoliados, resistem culturalmente e vieram a formar o samba paulista, distinto do resto do país é claro, para manter sua personalidade altiva.

Geraldo Filme é descendente direto do Samba de Bumbo, o Samba Rural, que chegou à São Paulo com a vinda dos negros ex-escravos que tomaram a Capital do estado em busca de trabalho. Até hoje essa manifestação, de crônicas em versos curtos e improvisados, mantém-se viva, passando por quintais de Bom Jesus de Pirapora, Campinas, Mauá e pelo bairro da Brasilândia em São Paulo.

"Nascido em 1928, em São João da Boa Vista, interior de São Paulo, aportou menino na cidade e caiu no lugar certo, o bairro da Barra Funda. Ajudando a mãe, tornou-se entregador de marmitas, iniciando seu conhecimento da cultura do povo e a popularidade que o cercaria para sempre. Ouvindo os mais velhos cantar, foi fazendo da memória um arquivo de futuro valor inestimável e que jamais se furtou a consultas ou informações. Tornar-se-ia normalmente compositor, ignorando a tradicional rivalidade entre a Barra Funda e o Bexiga e os demais redutos, transitando por escolas como a Camisa Verde, a Vai-Vai, Unidos do Peruche, distribuindo por elas todas talento e sabedoria. Foi o grande precursor da escola de samba Paulistano da Glória, na rua da Glória no bairro da Liberdade. Seu samba-prece Silêncio no Bixiga, homenagem ao amigo Pato N'Água, morto misteriosamente, até hoje é um hino de todos os sambistas paulistanos. Morreu em 1995, às vésperas do carnaval, preocupado com os festejos de rua, usando o telefone do hospital para dar instruções para que tudo saísse bem, no desfile que não chegou a ver." Fonte.

Pois é, quem nunca viu o samba amanhecer, vá no Bexiga pra ver...

O Homem Traça diz: ROAM!






Vai no Bexiga pra ver