segunda-feira, 11 de fevereiro de 2008

Mário Reis


01 - Vamos deixar de intimidade
(Ary Barroso - g.1960)
02 - A tua vida é um segredo
(Lamartine babo - g.1960)
03 - Rasguei a minha fantasia
(Lamartine Babo - g. 1960)
04 - Linda Mimi
(João de Barro - g. 1960)
05 - Isso eu não faço, não
(Tom Jobim - 1960)
06 - Nem é bom falar
(Ismael Silva, F. Alves, N. Bastos - g. 1971)
07 - Gosto que me enrosco
(Sinhô - g. 1971)
08 - Se você jurar
(Ismael Silva, F. Alves, N. Bastos - g. 1930)
09 - Dorinha, meu amor
(José Francisco de Freitas - g. 1928)
10 - Fita amarela
(Noel Rosa - g.1932)
11 - A razão dá-se a quem tem
(Ismael Silva, F. Alves, Noel - g. 1932)
12 - Marchinha do amor
(Lamartine Babo - g. 1931)
13 - Formosa
(Nássara, J. Rui - g. 1932)
14 - Mulato bamba
(Noel - g. 1932)
15 - Esquina da vida
(Noel, Francisco Mattoso - g. 1933)
16 - Mentir
(Noel - g. 1932)
17 - Vai haver barulho no chatô
(Noel , Walfrido da Silva - g. 1933)
18 - Prazer em conhece-lo
(Noel, Custódio Mesquita - g. 1932)
19 - Filosofia
(Noel, André filho - g. 1933)
20 - Vejo amanhecer
(Noel Francisco Alves - g. 1933)
21 - Meu barracão
(Noel - g. 1933)
22 - Capricho de rapaz solteiro
(Noel - g. 1933)

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"Ídolo da música popular brasileira na década de 30, carioca do Rio Comprido, e considerado o cantor mais original da época por seu estilo suave, que trinta anos depois influenciou a bossa nova. Em sua época, imperavam os cantores de vozeirão empostado e ribombante, de tom operístico, que tinham necessariamente que cantar muito alto para suprir as deficiências dos microfones, ainda rudimentares. Foi um dos primeiros cantores a se beneficiar dos avanços que os equipamentos de som conheceram no final dos anos 30.

Intérprete favorito do compositor Sinhô, Reis formou uma dupla lendária com Francisco Alves. Seu sucesso foi total, numa época em que era moda em música popular os duetos e trios. Em quatro anos, de 1930 a 1934, gravaram 24 canções. Em 1936, participou do filme Alo, Alo Carnaval, cantando Teatro da Vida e Cadê Mimi. No mesmo ano, com apenas 29 anos e no auge do sucesso, Reis abandonou a carreira artística, passando a cultivar um padrão de vida requintado, em sincronia com as festas e comemorações da mais variada natureza onde participava a alta sociedade carioca. Em 1939, ainda participaria do filme Joujoux e Balangandãs, ao lado de Dorival Caymmi. Grande acionista da fábrica de tecidos Bangu, Reis gabava-se de não precisar trabalhar e tornou-se frequentador assíduo do fechado Country Club do Rio de Janeiro, onde era o centro das atenções com sua conversa agradável e inteligente.

Voltou aos palcos numa nostálgica e curta temporada em 1973 e chegou a gravar um LP no ano anterior. A maioria de seus discos foram gravados em 78 rotações, entre os anos 20 e 30, e apenas três LPs. Seu maior sucesso foi Jou-joux et Balangandãs, destacando-se também outras interessantes melodias: Sabiá, Se Você Jurar, Fita Amarela, Filosofia, Linda Morena, A Tua Vida é um Segredo, Agora é Cinza e Ride Palhaço. Grande intérprete de Noel Rosa, ele gravou Mulato Bamba, um samba que teve como musa inspiradora o travesti Madame Satã. Apesar de galã e capaz de paixões arrebatadoras, Mario nunca se casou e, nos últimos 22 anos de sua existência, morava sozinho num apartamento do Copacabana Palace. Faleceu aos 74 anos, em 5 de outubro de 1981."
Fonte

Aqui temos uma pequena mostra com momentos distintos desse grande intérprete. Pessoalmente creio que sua maneira quase falada e um tanto quanto risonha de cantar, influenciou outros cantores na MPB, além da bossa nova, como Juca Chaves e Luiz Tatit, ex-Grupo Rumo.
Destaco "Razão dá-se a quem tem", em dueto com Francisco Alves, exemplo de dois estilos opostos e complementares. Para saber mais: aqui!

O Homem Traça diz: ROAM!






Razão dá-se a quem tem

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