segunda-feira, 17 de março de 2008

Venham mais cinco - José Afonso - 1973


01 - Rio largo de profundis
José Afonso

02 - Era um redondo vocábulo
José Afonso

03 - Nefretite não tinha papeira
José Afonso

04 - Adeus ó Serra da Lapa
José Afonso

05 - Venham mais cinco
José Afonso

06 - A formiga no carreiro
José Afonso

07 - Que amor não me engana
José Afonso

08 - Paz poeta e pombas
José Afonso

09 - Se voaras mais ao perto
José Afonso

10 - Gastão era perfeito
José Afonso


Músicos
Michel Cron - Alain Noel - André Garradot - Michel Bergés - Janine de Waleyne - Jean Claude Dubois - Jean Claude Naude - Michel Buzon - Michel Grenu - Marcel Perdignon - Michel Delaporte - José Mário Branco

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O Homem Traça diz: ROAM!





Paz, poeta e pombas

segunda-feira, 10 de março de 2008

Simone - 1973




01 - Morena
Dalto

02 -
Caminho do Sol
Dalto - Mário Jorge
03 -
Quero
Vera Brasil - Elô

04 -
Maior que o meu amor
Renato Barros

05 -
Tudo que você podia ser
Lô Borges - Márcio Borges

06 -
Bandeira branca
Max Nunes - Laércio Alves

07 -
Assim não dá
Ana Maria

08 -
Encontro marcado
Joyce

09 -
Momento do amor
Taiguara

10 -
Charada
Dalto

11 -
Chegou a hora
Ivan Lins - Ronaldo M. Souza

12 -
Chega
Paulo Diniz - Odibar

Diretor de produção: Milton Miranda
Diretor musical: Maestro Gaya
Assistentes de produção: Elô e Paulo Leivas
Orquestrador e regente: Maestro José Briamonte
Lay-out: Joselito
Fotos: Paulo Leivas

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"Simone Bittencourt de Oliveira, conhecida apenas como Simone, (Salvador, 25 de dezembro de 1949) é uma cantora brasileira.

Prematura de oito meses e sétima filha de uma família de nove irmãos, seu pai, Otto, queria que seu nome fosse Natalina, mas sua mãe, Letícia, prestes a batizar a filha, mudou o nome para Simone. Nascida numa família de músicos, seu pai, que tocava violino e era cantor de ópera, e a mãe, piano, sempre incentivaram-na a cantar. Até a adolescência Simone foi jogadora profissional de basquete e por isso mudou-se para São Paulo aos dezessete anos, para integrar o time da Seleção Brasileira de basquete feminino. Estudou na Fefis, em Santos, aonde se formou em Educação Física; foi colega, durante o curso, do futebolista Pelé.

Convidada por sua amiga e professora de violão, Elodir Barontini, Simone participou de um jantar na casa do então gerente de marketing da gravadora Odeon, Moacir Machado, o Môa. Neste encontro, especialmente marcado para que ela mostrasse sua voz, ao final veio o convite para assinar um contrato, não para um, mas quatro LPs de uma só vez, para gravadora: Simone fez muito sucesso no teste e foi logo aprovada. O primeiro, Simone, gravado em outubro de 1972, teve uma produção de baixo custo e poucos músicos, regidos pelo maestro José Briamonte. O lançamento aconteceu em 20 de março de 1973 (considerada a data oficial do início da carreira), em São Paulo e Simone estreou no mesmo dia num programa da TV Bandeirantes. A primeira tiragem foi distribuída apenas para amigos, parentes e para o meio artístico; dez anos depois seria relançado com uma capa diferente. A participação no programa Mixturação, da Tv Record (abril, 1973), também foi aguardada com expectativa e Simone considerada um dos nomes mais promissores. O sucesso começava assim de forma gradual."

Fonte

Homem Traça diz: ROAM!






Encontro marcado

sábado, 1 de março de 2008

Olho D'água - Marlui Miranda - 1979


01 - Vinho do Porto (Ana Maria Bahiana - Marlui Miranda)
02 - No Pilar (Jararaca)
03 - Pitanga (Capinan - Marlui Miranda)
04 - Estrela do Indaiá (Xico Chaves - Marlui Miranda)
05 - Olho d'água (Marlui Miranda)
06 - Marimbondo (Xico Chaves - Marlui Miranda)
07 - Grupo Krahó (Indios Krahó)
08 - Acorda Maria Bonita (Volta Seca)
09 - Herculano (Xico Chaves - Marlui Miranda)
10 - Sodade meu bem, sodade (Zé do Norte)
11 - Calypso (Geraldo Carneiro - Egberto Gismonti)

Músicos
Grupo "Academia de Danças":
Zeca Assumpção, Zé Eduardo Nazário, Mauro Senise, Egberto Gismonti, Marlui Miranda

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"A família de Marlui Miranda sempre teve com a música uma relação de prazer. Sua mãe, sem nunca ter estudado ou mesmo tocado violão, foi quem afinou pela primeira vez o instrumento que Marlui havia ganho. Nesta época a família ainda morava em Fortaleza, onde Marlui nasceu em 1949. Quando tinha 5 anos, mudaram-se para o Rio de Janeiro, a partir de onde o pai, engenheiro, resolveu encarar o desafio de ajudar a construir Brasília. Era 1959.

Marlui começou a estudar violão no ginásio, em meio à efervescência cultural. Já na faculdade de Arquitetura, ela começou a freqüentar as reuniões que traziam à Brasília nomes como
Jacob do Bandolim e Victor Assis Brasil. A música instrumental despertou em Marlui o gosto pela composição. O canto ficou escondido pela timidez. Apesar disso, em 68 ela ganhou o 1º prêmio como intérprete e compositora no Festival Estudantil da Universidade de Brasília. Marlui deixou a universidade e foi para o Rio disposta a viver de música.

Começou a cantar com
Egberto Gismonti e através dele conheceu Taiguara, com quem viajou por todo Brasil fazendo shows como guitarrista do grupo que o acompanhava. Em meados de da década de 70 Marlui começou a estudar violão clássico com Jodacil Damasceno e Turíbio Santos. Passou a cantar e tocar violão com Jards Macalé e teve uma música sua, "Airecillos" , gravada por Ney Matogrosso no LP "Bandido".

Marlui também organizou, junto com o poeta
Xico Chaves, o projeto "Circuito Aberto de MPB", realizado no Teatro Gil Vicente, Rio de Janeiro, e reunia novos artistas que tentavam vencer aqueles tempos difíceis de sufoco e censura dos anos 70. Depois de muitos shows como este, surgiu uma grande oportunidade: Marlui foi convidada pelo amigo Egberto a participar de seu grupo Academia de Danças. Foram mais de dois anos de excursões pelo Brasil, em apresentações onde Marlui cantava e tocava violão, percussão e cavaquinho.

Em 78 fez a sua primeira viagem a Rondônia e , em 79, lançou pela gravadora Continental seu primeiro LP, "
Olho D'água". Gravado e mixado em apenas uma semana, o LP foi saudado com grande entusiasmo pela crítica. O ano seguinte foi uma maratona de shows pelo Brasil e um desejo de se aprofundar no conhecimento da música indígena , uma necessidade de pesquisa e reflexão.

Em 81, em companhia de seu companheiro, o fotógrafo Marcos Santilli, Marlui
partiu para uma viagem de seis meses pelo rio Guaporé, Mamoré, Pacas Novas e tantos outros, todos em Rondônia, numa cuidadosa pesquisa e documentação de hábitos e músicas de índios e seringueiros, estabelecendo uma relação de objetividade com a natureza do lugar. Observando a relação do homem com aquele meio, Marlui aprendeu na prática a relacionar os fenômenos locais como parte de um todo e passou também a sentir necessidade de preservar o repertório musical daquele povo.

De volta a São Paulo, onde já vivia desde 78, Marlui preparou, gravou e finalmente lançou em 83 o segundo LP "
Revivência". Já em esquema independente, contando com sua própria produtora, "Memória Discos e Edições", "Revivência" foi o primeiro resultado deste contato de Marlui com um Brasil geralmente esquecido e entregue à própria sorte. O segundo resultado das andanças de Marlui e Marcos Santilli foi a produção do LP " Paiter Merewá", com músicas feitas e cantadas pelos índios Suruís, de Rondônia. Esse Lp foi lançado em 85 e antes disso Marlui esteve envolvida na composição das trilhas sonoras dos filmes "Jarí" de Jorge Bodanszki e "Povo da Lua, Povo de Sangue", de Cláudio Andujar.

No final de 85 Marlui entrou em estúdio para gravar "
Rio Acima ", LP que traz canções que nos remetem mais uma vez a um vasto e desconhecido país chamado Brasil. Marlui ganhou uma bolsa da John Simon Guggenheim Memorial Foundation para continuar a desenvolver seu projeto de recriação da música indígena da Amazônia Brasileira. Antes de ser um compromisso de trabalho, trata-se da certeza de um prolongamento de prazer e alegria. Afinal, o único compromisso da música de Marlui Miranda é com a qualidade." Márcio Gaspar (trechos do encarte do disco "Rio Acima" de Marlui Miranda)

O Homem Traça diz: ROAM!





Pitanga