segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

Imyra, Tayra, Ipy - Taiguara - 1976
Postagem original: 14/12/2007




1 - Pianice (pecinha sinfônica)*
Taiguara
2 - Delírio transatlântico e chegada no Rio*
Taiguara
3 - Público*
Taiguara
4 - Terra das palmeiras**
Taiguara
5 - Como em Guernica*
Taiguara
6 - A volta do pássaro ameríndio*
Taiguara
7 - Luanda, violeta africana*
Taiguara
8 - Aquarela de um país na lua**
Taiguara
9 - Situação**
Taiguara
10 - Sete cenas de Imyra*
Taiguara
11 - Três Pontas**
Milton Nascimento/Ronaldo Bastos
12 - Samba das cinco **
Taiguara
13 - Primeira bateria**
Taiguara
14 - Outra cena*
Taiguara

Ficha Técnica
Arranjos e orquestrações: Taiguara*/Hermeto Pascoal**
Regência e produção: Wagner Tiso
Diretor artístico: Miltom Miranda
Diretor de produção: Renato Correa
Técnicos de gravação: Toninho/Dacy/Roberto/Serginho
Técnico de remixagem: Nivaldo Duarte
Corte: Osmar FurtadoMontagem: Ladimar
Layout da capa: Thomas Michael Lewinsohn
Desenhos: Taiguara

Músicos:
Taiguara: Voz/piano/sintetizador/mellotron/flauta
Nivaldo Ornellas: Sax soprano/tenor/flauta
Toninho Horta: Violão
Jacquinho Morelembaun: Cello
Novelli: Baixo acústico
Paulinho Braga: Bateria/percussão em Três Pontas
Zé Eduardo: Bateria/percussão em A volta do pássaro ameríndio
Ubirajara Silva: Bandoneon em Primeira bateria
Lucia Morelembaun: Harpa
Hermeto Pascoal: Flauta/flauta baixo
Mauro Senise: Flauta
Neco: Cavaquinho
Vozes: Lucinha/Malu/Eva/Marizinha/Novelli/Nivaldo Ornellas/Wagner Tiso

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André Breton e Trotsky falavam da necessidade da arte ser independente e revolucionária. O artista deveria ter a liberdade de tratar do que quiser, como e onde quiser. Deve-se poder falar de bunda, flor, alegria, trabalho, amor, não importa o tema e a forma! A criação está á mercê da escolha do artista. Quanto mais livre, mais ousado e revolucionário nas artes! Mas a história mostra que nem sempre é assim o que acontece...

Taiguara sempre foi ligado na cultura popular brasileira, falava de amor e paisagens em seus primeiros discos. Com a ditadura se auto-exilou e teve na Inglaterra um projeto totalmente censurado - embora cantasse em inglês na maioria das faixas - pelo governo brasileiro.

De volta ao Brasil em 1976, colocou-se em movimento para gravar e lançar o disco "imyra, tayra, ipy, taiguara" tendo a companhia dos melhores músicos da época e Hermeto para fazer os arranjos em parceria. a proposta era ter um disco que falasse dos fatos que estavam ocorrendo em nosso país. Opressão brutal, subserviência ao imperialismo norte americano e por aí vai. Mas a censura interrompeu o processo 24 h do lançamento em 1 de maio de 1976, nas ruínas do convento de São Miguel das Missões no Rio Grande do Sul.

Pode-se pensar que se trata de mais um disco de protesto da época, mas a qualidade das melodias, arranjos e letras superam as expectativas. o disco soa como algo entre o clube da esquina (e não é atoa, basta ver quem está tocando!) e as experimentações de Hermeto.

O fato é que o disco nunca foi lançado no Brasil, a repressão recolheu os LP´s em 72h! Quem tem o seu vinil em casa está diante de uma raridade. Parece que houve um lançamento em CD lá no Japão, mas aqui a censura continua!

Pra saber mais: Aqui!

E participe da campanha de repatriamento do disco: Aqui também!

O Homem Traça diz: ROAM!



Terra das palmeiras


4 comentários:

quilombra dos palmares disse...

Excelente, cara!
pode usar qualquer postagem do sombarato sem problemas nenhum.
o que precisar, é só falar!
abraços e boa sorte no seu blog...

Homem Traça disse...

Valeu camarada!

Anônimo disse...

link atualizado (em 15/5/2012)

http://lix.in/-31363e

DADO disse...

Grande Homem Traça Tomo a liberdade de anexar dados do Wikipédia: ..." Em 1975, voltou ao Brasil e gravou o Imyra, Tayra, Ipy - Taiguara com Hermeto Paschoal, participação de músicos como Wagner Tiso, Toninho Horta, Nivaldo Ornelas, Jacques Morelenbaum, Novelli, Zé Eduardo Nazário, Ubirajara Silva e uma orquestra sinfônica de 80 músicos. O espetáculo de lançamento do disco foi cancelado e todas as cópias foram recolhidas pela ditadura militar em poucos dias. Em seguida, Taiguara partiu para um segundo auto-exílio que o levaria à África e à Europa por vários anos"
Espero que essa raça de ditadores energúmenos nunca mais volte. O disco é maravilhoso.
Obrigado pela postagem
Dado